7 aplicativos para uma boa rotina de estudos

Manter uma rotina equilibrada de estudos não é fácil, ainda mais quando é preciso dividir o seu tempo entre trabalho e estudos. Por isso, o Solution selecionou 7 aplicativos para auxiliar a organização do tempo e otimizar as tarefas.

Office Lens

É sempre importante depois da aula ter em mãos as principais anotações do professor. Com o Office Lens você pode converter fotos das anotações dos quadros de comunicações e lousas em arquivos de pdf, Word ou PowerPoint.

Conhecido como um scanner de bolso, o app torna legível também fotos de documentos. Os arquivos podem ser salvos no OneNote e OneDrive. A ferramenta está disponível para aparelhos com sistemas Android ou iOS.

My Study Life – School Planner

Um planejador para alunos, professores e palestrantes. No My Study Life você pode armazenar suas aulas, trabalhos de casa e provas. Também é possível adicionar tarefas de revisão para um exame específico.

O diferencial é que tudo que for colocado na nuvem por meio do seu aparelho estará instantaneamente disponível no site da web. O App pode ser instalado em dispositivos iOS, Android e Windows Phone.

12 minutos

Já pensou se você tivesse a chance de ler um livro por dia? O aplicativo 12 Minutos – Livros e Audiobooks reúne, discute e sumariza as principais ideais contidas em livros de todos os gêneros. Temas como história, economia e ciência são reduzidos a áudios de 12 minutos para facilitar a vida do leitor.

O intuito é manter o usuário por dentro dos melhores conceitos e auxiliar no desenvolvimento de novas habilidades profissionais. Disponível para Android e iOS.

Easy Bib

Esse App resolve todas as dificuldades de fazer uma citação para trabalhos. No Easy Bib você pode pesquisar o nome do livro para obter informações sobre bibliografia. É possível encontrar o livro por código de barras também.

Com isso, você identifica nome do autor, ano de publicação e a editora. Disponível na App Store e Google Play.

Pomodoro Timer Lite

O aplicativo Pomodoro Timer Lite ajuda a cronometrar e organizar os horários de estudos, para auxiliar o aluno na gestão do tempo. A ferramenta se baseia na técnica Pomodoro, confira o que é clicando aqui.

Por conta de ter um design minimalista, o app garante um rendimento maior no tempo de estudo, desviando distrações online. A ferramenta está disponível somente para Android.

Google Classroom

É uma ferramenta que facilita a vida do estudante e do professor. Com o Google Classroom, educadores podem criar grupos com alunos, revisar e atribuir notas às atividades.

As tarefas que devem ser feitas ficam disponíveis para o acesso dos alunos, além de documentos, fotos e vídeos, que são salvos direto no Google Drive. O aplicativo é disponível para Android e iOS.

TimeTune

Gestão de tempo baseada na sua rotina. No App você pode adicionar suas tarefas diárias, controlar as atividades com notificações e tags personalizadas. O lembrete pode ser usado para tarefas não rotineiras também. Por meio de umas estáticas o usuário também analisa e melhora a distribuição de tempo. Disponível somente no Google Play.

Você já usa algum desses aplicativos? Compartilhe a sua experiência. 😊

Produtor rural, invista em gestão e não em televisão

Pense em um indivíduo desconfiado… Esse indivíduo é o produtor rural! E não é para menos, o camarada frequentemente é bombardeado por promessas e produtos milagrosos que “vão resolver sua vida”, melhorando a produtividade de sua lavoura, reduzindo seus custos de produção, aumentando suas margens e toda aquela ladainha da “solução imperdível”. Uma situação, na verdade, não exclusiva da agricultura, mas comum a boa parte das relações de consumo se for ver bem.

É que na agricultura existe um agravante: o contexto de produção, extremamente dinâmico e sujeito a diversos fatores. Se determinada solução não funcionar – para o provedor do produto, tecnologia ou o que for -, encontrar um culpado pelo insucesso não é tarefa difícil. Fique à vontade para escolher uma das opções a seguir:

a) você não aplicou na época correta;
b) você não aplicou nas condições ideais;
c) tinha que aplicar em conjunto com outro produto;
d) o operador não aplicou corretamente;
e) seu time não está preparado para absorver minha solução;
f) seria necessária uma etapa de estruturação antes…

E por aí vai. Essa sistemática “caleja” o produtor e o torna um sujeito ressabiado, que desenvolve duas características: a casca “anti-papo de vendedor” e a síndrome de Tomé – “ver pra crer”. Nada mais do que natural.

Neste contexto de insegurança em relação aos fornecedores e suas soluções, os programas de fidelidade agrícola se apresentam como um mitigador de riscos das relações de benefício-custo. Os sistemas são semelhantes aos segmentos de cartão de crédito ou de companhias aéreas, onde parte do valor gasto é convertido em pontos, que podem ser trocados por produtos ou serviços.

Na agricultura, o caso de maior sucesso é a Rede Agroservices da Bayer, uma plataforma que oferece desde eletroeletrônicos, eletrodomésticos, peças de vestuário e até serviços agronômicos e de gestão. É diante desta oportunidade de ganho e pluralidade de opções que faço duas considerações.

Primeiro que cerca de 80% dos produtores – estimativa nada científica, sem qualquer base estatística, obtida do “levanta a mão aí quem conhece” de palestras que ministro. Portanto, cuidado na divulgação em cascata – desconhece programas de pontos dedicados ao agro. Eles investem milhares, quando não raro milhões de reais, que poderiam ser convertidos em produtos ou serviços e simplesmente… Nada! Puft! Não existem.

Segundo que muitas vezes, quando existe o câmbio de pontos, o processo é utilizado para se obter televisores, celulares, cafeteiras e um outro tanto de “coisas legais”, enquanto há uma gama de produtos e serviços a disposição que podem auxiliar na gestão técnica e econômica da atividade. Aí que me pergunto: É mais interessante uma TV nova ou uma “patrulha percevejo” na roça, monitorando pragas e evitando perdas? Um celular moderno ou mapas de agricultura de precisão que podem otimizar a aplicação de insumos? Uma cafeteira ou sistema de gestão de custos que pode auxiliar a substituir – isso quando existe – o caderno de anotações?

Sei que no fim da história “os pontos são meus e faço o que quiser com eles” e que você pode estar pensando “o Botão só está escrevendo este artigo pois oferece serviços na plataforma”. Sim, ambas considerações são verdadeiras. Mas o que quero provocar, na verdade, é uma reflexão quanto o uso dos recursos “alternativos” oriundos da própria atividade. É possível melhorar a gestão do negócio agrícola sem a necessidade efetiva de colocar a mão no bolso. Se der certo, dá para comprar vários televisores e celulares com a diferença. Sem dúvidas a conversão é bem melhor. Se der errado, não se gasta e ainda é possível parcelar o produto desejado em “10x sem juros” em diversas lojas. Portanto, produtor rural, invista em gestão e não em televisão.

Botão (João Rosa) é professor da plataforma Solution e youtuber no canal Botão do Excel. 

5 TED Talks sobre neurociência que você deve assistir

A neurociência é uma área complexa e muito usada pelo marketing para entender as decisões do consumidor. Para compreender melhor essa área, o blog Solution separou uma lista com 5 TED Talks sobre neurociência para você assistir.

As TED Talks são palestras curtas e com propostas de caráter inovador, motivacional ou transformador. A ação é desenvolvida pela fundação TED (Technology Entertainment Design) e abarca as mais diversas áreas. Confira a seleção abaixo!

Neurociência, teoria dos jogos, macacos

O primeiro da lista é do economista comportamental Colin Camerer. Ele mostra uma pesquisa que revela que praticamente não conseguimos prever o que os outros estão pensando e ainda outro estudo, que demonstra que chimpanzés podem ser melhores nisso do que os seres humanos.

A ideia é tentar entender o que se passa no cérebro das pessoas quando elas estão tentando fazer um acordo.

Como a neurociência mudará a computação

Jeff Hawkins, o fundador da Palm Computing e da Handspring, sugere nessa palestra que olhemos o cérebro de outra maneira: não como apenas um processador rápido, mas como um sistema de memória que armazena e recupera experiências com o objetivo de prever o que vai acontecer em breve.

O que o cérebro humano tem de tão especial?

Essa TED da neurocientista Suzana Herculano-Houzel fala sobre o enigma do cérebro humano. A especialista aponta que ele é grande em relação ao tamanho do corpo, consome uma quantidade de energia imensa para o peso e tem o córtex cerebral bastante denso.

A ideia é justamente desmistificar isso e tentar entender o porquê. Suzana chega a uma conclusão surpreendente.

A poderosa revelação pelo derrame de Jill Bolte Taylor

A experiência de Jill Bolte Taylor com o cérebro é maior do que a da maioria dos cientistas. Ela sofreu um grave derrame cerebral e durante o processo observou a falência das funções de movimento, fala e autoconsciência.

Ela conta da experiência, como percebeu as mudanças enquanto sofria o derrame, explicando as funções do lado esquerdo e direito do cérebro, e como se recuperou.

Pawan Sinha em como o cérebro aprende a ver

Pawan Sinha e sua equipe oferecem tratamento gratuito de recuperação da visão para crianças que nasceram cegas. Com isso, eles estudam como o cérebro dos pacientes aprendem a interpretar os dados visuais para entender como o sistema se desenvolve.

Nesta palestra ele detalha a pesquisa e mostra como o trabalho proporciona um discernimento nas áreas de neurociência, engenharia e autismo.

Você já assistiu algum desses TED Talks? Gostou? Comente!

Gestores tóxicos: como lidar com eles?

Pessoas tóxicas são aquelas que fazem mal ao outro por gestos, palavras ou ações. Elas costumam enfatizar somente os pontos fracos de um indivíduo, humilhando-o e deixando-o muito infeliz.

Profissionais que precisam conviver com pessoas tóxicas no trabalho, muitas vezes ficam tão envolvidos nas toxinas que os cercam, que não conseguem fazer um bom trabalho nem se concentram nas atividades diárias que precisam realizar. Com o tempo, sintomas físicos (dor nas costas, na cabeça, no estômago) e/ou emocionais (ansiedade, depressão, pânico) começam a aparecer.

Imagine então conviver com um gestor tóxico? Primeiro vamos identificá-lo. Suas ações são muito claras:

  • Supervisão abusiva (é agressivo, autoritário, arrogante, faz ameaças, humilha os seus liderados, exige que o trabalho seja refeito várias vezes sem nenhum fundamento);
  • Discurso diferente da prática. O famoso “porta abertas”. A porta dele está sempre aberta, mas ele não consegue escutar nenhuma opinião diferente da dele;
  • Falta de competência para gerenciar pessoas, e assim, a equipe acaba obedecendo as suas “ordens” e não respeitando;
  • Pressão por resultados, muitas vezes de forma ameaçadora e ríspida;
  • Dificuldade de dar crédito e feedback aos seus subordinados;
  • Dificuldade de comunicação sobre o que realmente deseja como resultado.

Se o funcionário chega a casa muito estressado dizendo “o meu chefe me deixou estressado”; ou “o meu chefe me fez chorar”, provavelmente não soube lidar com tal situação, colocando poder na outra pessoa de lhe fazer mal.

Nestes casos específicos, é fundamental tomar algumas ações. Muitos pensariam em pedir demissão da empresa e do seu chefe, como acontece bastante, mas há outras saídas.

Se você gosta da empresa em que trabalha, das atividades que realiza e dos colegas com quem convive, não faz sentido pedir demissão do seu chefe. Esgote as possibilidades de resolução antes de tomar uma decisão radical. Quer saber como? Seguem algumas orientações:

  1. Mude a sua postura. Você não consegue mudar as atitudes das outras pessoas, mas a sua mudança de comportamento poderá gerar a mudança de atitude do outro. Ter uma atitude passiva perante uma situação tóxica, aceitando todas as humilhações, não resolverá o problema. Mesmo sendo o seu superior hierárquico, ele precisa saber que respeito é o princípio básico de qualquer convivência. Ele não precisa gostar de você, mas respeitá-lo é fundamental. Ao invés de dizer a ele: “você me faz mal”; mostre como se sente quando ele grita com você dizendo: “Eu me sinto desrespeitado com esta situação. Gostaria de resolver esta questão específica”;
  2. Em uma avaliação de desempenho, por exemplo, se ele costuma atribuir a você notas muito baixas sem explicação alguma – apenas por questões pessoais – será necessário aprender a negociar. Primeiramente mostre com dados e fatos (elogios de clientes ou colegas, por exemplo) que a nota dada a alguma competência não está correta. Caso ele pareça irredutível, peça ajuda. Diga: “Por favor, gostaria então da sua ajuda para melhorar o meu desempenho. Quais competências você acredita que preciso aprimorar?” Ao fazer isso, o funcionário coloca o gestor como corresponsável para resolver uma questão que ele próprio criou;
  3. O seu gestor não lhe passa nenhum desafio que possa expandir as suas potencialidades, mas costuma sobrecarregar o seu colega com novos trabalhos? Seja proativo. Vá até ele e diga que gostaria de participar de novos projetos e que se sente capaz de colaborar mais. Ficar apenas no campo da reclamação não resolverá a questão.

O mais importante é tentar algumas soluções para resolver o problema. Se você não fizer nada, o problema poderá se agravar e o tempo, infelizmente, não resolve.

Os relacionamentos entre gestores e subordinados têm sofrido mudanças. Hoje um funcionário já tem certa abertura para, por exemplo, dar um feedback ao seu gestor, mas é importante analisar a forma como isto será feito.

Além disso, é fundamental que as empresas e a área de recursos humanos fiquem atentas aos gestores tóxicos. Um chefe que humilha, ameaça e grita com seus funcionários pode até dar resultado em curto prazo, mas, em médio prazo, as pessoas estarão confusas, com medo e não conseguirão responder ao que se espera.

Quem perde com tudo isso é a própria empresa, sobretudo quanto à imagem e reputação. Não pode ou pelo menos não deveria haver mais espaço nas empresas para uma liderança tóxica.

O papel de uma liderança é transformar pessoas; é contribuir para que o seu liderado cresça e se torne um profissional excelente.

Denise Moura é especialista em Gestão de Pessoas e professora do curso Liderança e Líder coach da Plataforma Solution.

O que é e como usar o microlearning

Microlearning é uma estratégia de aprendizado que foca em doses menores de conteúdo aplicável. A técnica é muito usada em treinamentos corporativos e cursos rápidos de atualização profissional.

Não é simplesmente a diminuição do conteúdo, mas a apresentação dele de forma mais prática e de um jeito que o aprendiz consiga assimilar para aplicar o conteúdo posteriormente. Para isso são usados recursos de imagens, vídeos, animações, jogos, simulações, testes e outras plataformas que visam o aprendizado.

A palavra microlearning já indica seu significado. “Micro” vem de pequeno, por conta do tempo reduzido de estudo. “Learning” vem de aprender, mas também faz referência ao e-learning, ligado ao online, ao digital.

O microlearning foge da maneira tradicional de ensino em sala de aula e com muito conteúdo teórico, por isso facilita a retenção de conhecimento do aluno. No entanto, não quer dizer que não tenha o conhecimento teórico, ele apenas é apresentado de outra maneira, por meio de lições práticas.

Vantagens

Utilizar plataformas que aplicam o microlearning para cursos ou capacitações tem muitas vantagens. A primeira delas é a mais óbvia: é rápido. Você não precisa dispor de várias horas por dia para aprender aquele conteúdo. Por ser uma coisa que não vai tomar todo o tempo livre, acaba incentivando o aluno a buscar aprender.

Outra vantagem do microlearning é ser personalizado. Basicamente, você não vai precisar fazer um curso inteiro de uma área para aprender só aquele ponto que vai ajudar, na prática, no seu cotidiano de trabalho. É possível escolher apenas aquele curso que foca no conteúdo que você realmente vai usar.

O microlearning também tem como característica, na maioria das vezes, ser acessível. Por ser voltado para plataformas digitais, geralmente é facilmente utilizado por dispositivos móveis e a tendência é que tenha valores acessíveis.

Reter conhecimento é outra vantagem do microlearning. É aí que você pergunta: mas não é em todo curso que eu aprendo? Na teoria, sim. No entanto, muitos cursos são extensos e o aprendiz não consegue assimilar todo conteúdo. No microlearning o objetivo principal é que o aluno aprenda aquele conteúdo para aplicar no dia a dia.

Para empresas

O microlearning também é vantajoso para empresas que querem investir em capacitação profissional. Além de ser mais prático para organizar o treinamento, traz um resultado rápido.

Os cursos que utilizam a técnica também tendem a ser mais baratos para as empresas e, por afastarem o colaborador por menos tempo das funções, o valor investido indiretamente também é menor.

Além disso, muitas vezes pode ser elaborado pela própria empresa e atualizado com facilidade. Se for um curso de longa duração, fica difícil atualizar quando se torna obsoleto e requer uma força tarefa. Com o microlearning, se algum item está desatualizado, basta trocá-lo, não há necessidade de mudar o curso inteiro.

Essa técnica tem um bom custo benefício para o impacto que causa nas empresas. O ideal é que a organização saiba quais os objetivos para depois buscar o tipo de conhecimento que quer passar para os funcionários.

Quando usar

Para saber quando usar o microlearning é preciso entender quais os objetivos você quer alcançar. O ideal é buscar esse tipo de técnica quando há um conteúdo específico que precisa ser aprendido ou aprimorar um procedimento que está sendo executado com erros por falta de conhecimento.

Também é interessante aplica-lo na atualização de conteúdo. Na era em que os conceitos mudam com tanta rapidez é preciso sempre se atualizar e o microlearning é uma saída para se manter sempre informado.

O que você achou da técnica? Se interessou? Conheça os cursos rápidos da Plataforma Solution que podem ajudar na aplicação do microlearning!

Conheça o histórico da pecuária de corte no Brasil

A produção de gado como é conhecida hoje sofreu várias mudanças em quatro décadas. O histórico da pecuária de corte mostra que, até os anos de 1970, a produção não tinha controles de animais, de áreas e de alimentação, por exemplo. Somente após o desenvolvimento de uma área braquiária pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), essa realidade mudou.

Após a padronização do pasto, um principal acontecimento melhorou a produtividade. Segundo professor da plataforma Solution, Thiago Bernardino, nesse período se iniciou a importação do gado indiano zebuíno, uma raça mais rústica que se adaptou ao cerrado brasileiro.

Nesse contexto, a Embrapa entrou com novos sistemas de pastagem, próprios para o clima do cerrado. “Foi um período importe porque tivemos também o crédito rural. Rodava-se muito dinheiro para se desenvolver o interior do Brasil, principalmente nos planos do agronegócio”, explica.
Uma grande transformação ocorreu nas indústrias, principalmente as de porte nacional, que começaram a investir em tecnologia. “Entretanto, a chegada da década de 1980 deve ser considerada um período perdido”, analisa Bernardino.

Ele explica que investimentos errados, doenças bovinas e má administração estagnaram a produção, que se arrastou até o Plano Real. “Com esse tempo ruim juntou-se a inflação diária da moeda, um mau controle da qualidade animal e sua genética e da qualidade do pasto, que tinha baixa mineralização”, pontua.

O gado era também considerado uma reserva de valor, continua o professor, já que seu preço acompanhava o da inflação e possuía boa demanda no mercado. “Mas não existia um controle da qualidade dessa carne, já que um animal costumava passar até dez anos no pasto. Foi preciso mudar essa forma de produzir”, conta.

Renda acompanha o peso

Ao contrário de tempos anteriores, hoje um animal vive em média três anos no pasto, pois assim otimiza o investimento em tecnologia e economiza investimento em terras graças a rotatividade de gado que ocupam o espaço.
“Em 2006, no mato grosso, cerca de 63% do gado era abatido com mais de três anos. Hoje, quase 80% é abatido até os três anos. Isso tem relação direta com a exigência do mercado por uma carne de melhor qualidade e por conta do aumento no custo de terra”, explica.

Antes do Plano Real, não havia essa preocupação. Com preços acompanhando a oscilação da inflação, cabia ao pecuarista escolher o momento de venda do animal, fosse em curto ou longo espaço de tempo. Na época, muitas corretoras facilitavam o investimento no boi gordo, o que ajudava a tratar o produto como moeda de troca.

“Para se ter uma ideia, o boi hoje é vendido a 150 reais a arroba. Antes disso, era vendido a 500 na moeda deflacionada. Então a imagem do pecuarista rico é dessa época. Quando se tirou a inflação ele se tornou um produtor comum, que precisa produzir mais com menos”, ressalta Bernardino.

Verdadeiras mudanças

Quando tudo se estabilizou nos anos 1990, uma crise da pecuária se instalou. As atividades mais empresariais, como o cultivo da cana-de-açúcar, começaram a ganhar mais ambiente, deixando pouco espaço físico para o ramo do boi. “Mesmo que rentável, a pecuária não podia expandir mais sua área por conta de preservação contra desmate.”

O professor contextualiza uma produção que precisou investir em mais tecnologia, genética, pasto, alimentação e sanidade para suprir a limitação de terra. Para isso foi preciso também uma inovação da gestão, para o produtor entender seu controle de custos e conhecer sua atividade.

Comparado ao restante do mundo, o índice de qualidade brasileira em questão de produção ainda está abaixo da média. Para o professor, porém, com os esforços para aprimorar a pecuária, o país tem grande potencial de crescimento.

“Toda essa transformação da pecuária veio forçando o pecuarista buscar informação, tecnologia e conhecimento. Só é importante lembrar que quem não faz contas, literalmente, não conseguirá acompanhar tantas mudanças”, ressalta.

Produtividade

Bernardino aponta um erro comum de análise do mercado de pecuária de corte. O que costuma acontecer, segundo ele, é uma crença de produção simplificada, na qual apenas a quantidade de animas parece contar.

Uma fazenda, entretanto, é constituída por UA (unidade animal)/hectare. Ou seja, cada UA é igual a 450, que pode ser mais de um animal. “Uma fazenda tem boi gordo, boi magro, bezerra, novilha, vaca gorda, vaca parida, etc. Somamos tudo para se obter as UAs”, explica.

A média brasileira é 0,99 UA por hectare, o que pode ser considerado baixo. Para ser cada vez mais produtiva, uma fazenda precisa ter uma UA de 2 a 2,5. “Se pegarmos um boi gordo, por exemplo, temos um animal por hectare. Isso é pouco considerando o tamanho que um hectare tem.”

Para ter mais animais, o professor explica que é necessário mais pasto e mais alimento, para assim conseguir alimentar a unidade a que se pretende chegar. “Por isso a tecnologia se torna tão importante. Com ela saberei aonde e como chegar. É dessa maneira que a nossa pecuária poderá realmente crescer nos próximos anos”, finaliza.

Gostou? Conheça também os pilares para uma boa gestão da fazenda

Por que trabalhar demais não significa mais produtividade?

Muitas vezes o dia parece passar tal qual um carro em alta velocidade. Trabalhar demais, de forma acelerada e executando várias tarefas ao mesmo tempo até soa como uma alternativa para contornar tanta correria. Mas já notou que nem mesmo assim parece que as coisas andam?

Claro, nem todo o dia permite um trabalho mais lento ou mais pausas para um merecido café. Entretanto, é importante saber que trabalhar após o horário normal, mantendo um ritmo constante e sem muitas pausas influencia sim no resultado do que se entrega para a empresa.

Em primeiro lugar, existe uma análise errada do funcionário por parte da empresa. Ter muitas horas positivas de longe significa que esse colaborador manterá a produtividade em seu valor máximo.

Um erro maior pode vir por parte dos líderes que não sabem gerir corretamente a produtividade e não entendem que aspectos como uma longa jornada de trabalho impactam diretamente no nível de rendimento.

Das 8h às 18h

Nem todas as pessoas são iguais, inclusive quando se refere ao período em que se sente mais ativo. Se por um lado um indivíduo consegue estar no auge pela manhã, existem aqueles que só funcionam após as 10h. Outros, ainda, só conseguem ter um bom ritmo após o almoço ou durante a madrugada.

Da mesma forma que existem as diferenças fisiológicas, trabalhar demais impacta a produtividade para melhor ou pior, dependendo de cada pessoa.
Ficar preso ao esquema das 8h às 18h pode sugerir uma pressão mental dentro da rotina, já que o funcionário sabe que precisará entrar e sair nessa janela de horário e formalizar tudo o que conseguir na jornada de trabalho. Caso não consiga, lá vem o banco de horas.

Respeitando a individualidade, o gestor deve colocar em prática métodos que potencializem os resultados de sua equipe. Em dias de reuniões estratégicas, por exemplo, todos chegam no mesmo horário. Em outros, mais comuns à rotina, fica a cargo do funcionário cumprir sua jornada em um horário que lhe for mais conveniente.

Evitando responsabilidades

A gestão do próprio tempo é essencial para extrair melhores resultados das tarefas. Quando trabalhamos demais, é comum manter os esforços em atividades que diminuem a importância das que podem parecer “chatas”.
Mesmo que pareça menos grave, essa estratégia pode enfraquecer os negócios e o próprio potencial do funcionário. Nessa questão, ele pode desenvolver pouca maturidade e acabar caindo em ciladas da procrastinação.

Nem sempre estamos com a disposição no ápice para fazer uma atividade, inclusive quando boa parte da nossa energia é tirada por conta de pressões e exigências. E trabalhar demais pode levar a picos de procrastinação, como forma de fuga para situações que parecem não ter solução ou que exijam maiores responsabilidades.

Nem toda proatividade é boa

Em alguns cenários, trabalhar demais é também reflexo de boas intenções. Um colaborador tenta ajudar ao outro, para melhorar os resultados de ambos. O ato, que é um sinal de proatividade, nem sempre acaba sendo benéfico. Isso porque o funcionário pode acabar se sobrecarregando de atividades que não são suas e prejudicando o próprio trabalho.

Se você fecha os olhos para equipe acreditando que somente a proatividade ajudará os colaboradores, com certeza esse problema não irá se resolver. Para evitar uma baixa produtividade como um todo, saiba como instruir um funcionário que tende a trabalhar demais.

Ajude-o a entender que a proatividade é sim algo importante, mas que sozinho ele não conseguirá sustentar todas as áreas. Uma empresa é feita por pessoas de diversas áreas, inclusive a de Recursos Humanos. O departamento deve ser o maior incentivador de um ambiente saudável para o desenvolvimento de todas as atividades.

Você anda trabalhando demais? Compartilhe essas dicas com a sua equipe e gestores 😉

Entenda a importância da educação corporativa para seu negócio

Quando se fala em educação corporativa é comum pensar nos tradicionais treinamentos que as empresas oferecem. Não é uma visão totalmente errada, porém vai muito além da mera capacitação dos funcionários de uma empresa.

Educação corporativa é uma estratégia voltada para a gestão de conhecimento e busca melhorar a produtividade da empresa. “A demanda por soluções educacionais visa diminuir os gaps de performance na empresa ou gerar novos conhecimentos e aplicação de ferramentas para melhorar a competitividade dos negócios”, explica Débora Planello, especialista em gestão empresarial e gestora de eventos do Pecege.

Essas iniciativas geralmente são buscadas pelos gestores ou pelo próprio setor de recursos humanos da organização e podem ser conduzidas pelos colaboradores internos ou empresas especializadas.

“O importante é que a empresa tenha um calendário estruturado, faça o registro desses treinamentos e mantenha os profissionais capacitados para os seus desafios diários”, afirma.

Importância

De acordo com Débora, a educação corporativa faz com que os funcionários tenham mais motivação, engajamento e produtividade. “No entanto, é necessário alinhar a capacitação com as estratégias da organização e, o mais importante, engajar os participantes nos treinamentos.”

Treinamentos fazem com que os funcionários se sintam valorizados e importantes na organização por causa da troca de experiências. O ideal é que todos tenham a oportunidade de participar.

A educação corporativa pode trazer resultados positivos para empresas de todos os tamanhos. “Os fatores-chave para o sucesso estão na definição do objetivo e o uso da ferramenta e metodologia corretas para o real aprendizado”, completa.

Existem treinamentos que se encaixam no orçamento da empresa, no perfil e na agenda dos colaboradores, como programas presenciais, a distância, com recursos de áudio, vídeo e texto e várias durações. Tudo pode ser estruturado de acordo com a demanda da organização.

Como aplicar

Não adianta simplesmente começar a aplicar a educação corporativa se a organização não está preparada para isso. O ideal é construir dentro da empresa uma cultura organizacional, onde é permitido que o conteúdo aprendido nos treinamentos seja aplicado pelos funcionários.

Também é preciso que o propósito do treinamento seja alinhado com os participantes para que todos saibam o porquê de aprender aquele conteúdo. E ainda é necessário que a capacidade técnica do instrutor e a estrutura do treinamento sejam adequadas.

“A mensuração não é simples de ser feita e ainda são poucas as empresas que têm metodologias para medir o retorno do investimento em educação corporativa, mas, esse ponto é um dos diferenciais que pode trazer uma boa visão para os gestores sobre a efetividade da ação”, finaliza.

O Pecege oferece um programa de Educação Corporativa ideal para cada empresa. A estrutura do programa leva em conta a necessidade de cada organização, que pode adquirir treinamentos especializados de maneira presencial ou a distância.

O que você acha da educação corporativa? Comente!

Mesclar células, o câncer do Excel

A palavra “célula” tem origem do latim, sendo um diminutivo de “Cella”, estando relacionada a pequenos espaços (aí correlação com a carceragem) ou estruturas. Nas aulas de biologia, aprendemos que as células consistem na menor unidade de um organismo, tendo por componentes básicos a membrana plasmática, citoplasma e núcleo.

Quando uma célula apresenta crescimento desordenado, tem-se o câncer. Se esta anormalidade for agressiva e incontrolável, tem-se a metástase, que é a invasão de outras células/partes do corpo, configurando um tumor maligno.

Caso o câncer fique localizado, configura-se um tumor benigno, cujas consequências são de menor dimensão e com bons prognósticos (Fonte: Hospital Albert Einstein).

Apropriando-se dos conceitos, no Excel é a mesma coisa. As células são os menores elementos de uma planilha, sendo definidas pelos componentes básicos “linha” e “coluna”, cuja disposição é dada, respectivamente, por uma letra e um número.

Ao realizar-se a mesclagem das células, há um comprometimento desta estrutura, sendo um determinado conjunto de células invadido por uma única referência: a célula superior esquerda (pode notar, este é o aviso ao usuário quando se mescla células com valores). Está formado o câncer na planilha.

Se a operação for realizada na base de dados, o caso é grave, tem-se a “mescla maligna”. Diversas funcionalidades são afetadas. Os sintomas começam com dificuldades na seleção de intervalos, evoluem para impossibilidade de aplicação de filtros, até chegar na falência múltipla de funções. Toda estrutura está limitada e comprometida.

Em caso de realização da operação em abas de apresentação de resultados, os famosos dashboards, configura-se uma “mescla benigna”. Não é bem-vinda, mas também não tão prejudicial. Pequenas técnicas de “centralização de seleção” podem ser um bom remédio.

Portanto, antes de mesclar, pense bem. Quem ama sua planilha, cuida. Para maiores informações quanto a boas práticas no uso Excel, recomendo a leitura de um outro artigo meu: Os 10 mandamentos do Excel.

Botão (João Rosa) é professor da plataforma Solution e youtuber no canal Botão do Excel.

Conheça o curso Ferramentas do Excel aqui