Como criar um calendário com feriados e datas fixas no MS Project

O calendário do MS Project tem como objetivo definir o agendamento das tarefas do projeto e, consequentemente, o cálculo das datas de início e término.

No entanto, o calendário do software não possui os feriados e horário de trabalho configurados de acordo com o dia a dia dos seus projetos. Nesse artigo vou lhe ensinar a criar um calendário, inserir folgas (feriados) e repetir essa folga para anos futuros. Confira!

Para configurar um novo calendário, siga os passos baixo. Não recomendo alterar o calendário padrão do MS Project.

Você seleciona a guia “Projeto” e depois “Alterar Período de Trabalho”

Vai abrir a janela “Alterar Período Útil”. E então você clica em “Criar Novo Calendário”. Nesse momento aparece a janela para que você nomeie o calendário. No caso, dei o nome de “Solution”.

Em seguida, você vai acessar a guia “Exceções”, dentro da janela “Alterar Período Útil”, e no campo “Nome” digitar o nome do feriado, em “Início” a data e no campo “Concluir” a data de término do feriado. O ideal é registrar todos os feriados fixos do ano.

Nesse exemplo, registrei o feriado da “Independência”, em 07/09/2019. Sendo ele um feriado que tem uma data fixa, podemos repetir para vários períodos. Para isso, clique na aba “Detalhes”.

Vai abrir a janela abaixo:

Você deve selecionar os campos “Folga” e “Anualmente”. Depois, no campo “Termina após”, digitar a quantidade de ocorrências desejadas. No exemplo, coloquei 10. E então é só clicar em “OK”.

Nesse caso, acabamos de configurar a repetição do feriado da Independência do Brasil para o calendário Solution pelo período de 10 anos (2019 a 2028), para esse projeto apenas.

No próximo artigo, vou ensinar você elaborar um calendário e deixá-lo disponível para todos os seus projetos.

Ficou com alguma dúvida? Deixe nos comentários! Se você se interessou pelo tema, conheça o curso de MS Project Online da Plataforma Solution!

Carlos Roberto Campos é especialista em Gestão de Projetos e professor da Plataforma Solution.

O que é comportamento organizacional?

Entender as relações humanas é importante para várias áreas da vida, inclusive a profissional. O comportamento organizacional estuda justamente isso e mostra que compreender as relações interpessoais é importante para formar equipes de alto desempenho.

Para além disso, o comportamento organizacional também é uma ferramenta para aprimorar a gestão de pessoas e de processos dentro da empresa. É uma forma de prever situações e evitar conflitos entre os colaboradores.

Por exemplo: um colaborador que não está feliz na sua função e tem uma visão deturpada dos objetivos da empresa. Ele passa o dia reclamando e aquilo influencia no ambiente de trabalho, na produtividade e no inconsciente coletivo. Pode ser prejudicial a longo prazo.

O estudo desses comportamentos é importante para entender as estruturas de trabalho em grupo e os impactos que causam no ambiente empresarial. Ele influencia os resultados da organização e caracteriza as condutas dos membros dela, formando uma cultura.

Cultura organizacional

A cultura organizacional é basicamente o conjunto de valores que são comuns entre os membros e gestores de uma empresa. E uma das coisas que faz com que a organização se destaque e se mantenha no mercado é ter os valores bem definidos.

Além disso, essa cultura também acaba por diminuir custos de contratação a medida que aumenta o engajamento dos funcionários e dá mais satisfação profissional a eles. Quando há uma definição clara dos valores de uma empresa, a tendência é que ela atraia profissionais que acreditem de fato naquilo e batalhem pelo objetivo.

Exatamente por isso, entender o comportamento e as relações pode ser uma chave para fortalecer a cultura organizacional. E quanto mais o empresário entender sobre isso, mais claro ficam os valores.

Para além de apenas fazer o funcionário “seguir religiosamente” a cultura, é preciso oferecer condições para que ele faça isso de forma positiva, com impacto no estilo de vida e bem-estar dos colaboradores, clientes e outros envolvidos.

Prática

Sabendo o que é comportamento organizacional e como influencia a cultura organizacional, como ele deve ser feito? Embora na teoria seja simples, aplicar requer conhecimento e sabedoria. Geralmente, algumas ferramentas, por assim dizer, são usadas para colocar em prática o conhecimento teórico.

Motivação – O primeiro passo é básico: se o funcionário não se sente motivado no ambiente de trabalho, por que ele vai fazer um bom trabalho? É preciso estimular a criatividade e inovação para que ele sempre tenha ideias que aprimorem sua rotina e, consequentemente, os resultados.

Liderança – Esse é importante: tenha líderes que saibam liderar. Parece um tanto quanto redundante, mas é verdade. Não adianta colocar o profissional mais “bem-formado” no cargo porque ele parece bom. Se ele não souber liderar com sabedoria, de nada vai adiantar.

Um bom líder conduz e administra a equipe, guia os outros colaboradores para o rumo certo, mas sem precisar ser autoritário. Entenda o que é um líder coach.

Desempenho – Esse fator é basicamente uma consequência dos outros dois. Quando há motivação suficiente e uma liderança saudável, a tendência é que o desempenho dos colaboradores melhore.

Além desses, outros elementos como a comunicação e a cultura da empresa são importantes para que o comportamento organizacional seja, de fato, eficaz.

O que você achou? Já sabia o que era comportamento organizacional? Comente!

Saiba quais técnicas da neurociência são usadas no marketing

Sempre foi interesse da ciência entender a mente humana. Na arte de conquistar clientes, técnicas da neurociência foram aliadas ao marketing e o comportamento consumidor passou a ser melhor analisado pelo neuromarketing.

O princípio da ferramenta vai além de “espiar” nossos cérebros. Ela é uma importante ação de melhora e introdução de produtos no mercado que realmente sejam bons para o público. Dessa forma, sabendo do que o cérebro gosta, as empresas podem ser capazes de agradar mais.

No contexto do marketing de conteúdo, a estratégia pode auxiliar com a relação e interesse do cliente com a marca ao criar diálogos que funcionam entre os dois canais. Entenda como a seguir.

Contando histórias

Gostamos de ouvir ou ler algo que estimule o lado emocional, principalmente quando nos identificamos com a história. A narrativa e o modo como ela é feita muda muito a forma como uma marca atinge seu público. Um conteúdo bem produzido consegue ser persuasivo, além de levar a uma compatibilidade de ideais.

Esse jeito de contar é identificado como storytelling, sendo seu maior objetivo não vender o produto, mas gerar engajamento para uma fidelização a partir da “compra” dos valores da marca. Para um bom storytelling é preciso um enredo, protagonista, antagonista conflito e final feliz.

Sendo exclusivo

Embora as inserções de campanhas e produtos atinjam a um grande público, gostamos de sentir que somos parte de um grupo seleto. Mesmo conscientes de que a comunicação não pode ser tão “VIP”, a sensação de exclusividade nos faz sentir importantes.

Sabendo disso, as marcas alimentam o lado irracional do cérebro que deseja ter a mensagem direcionada a ele. Ao utilizar a palavra “você”, nasce a percepção de que o produto é sim feito para aquela pessoa. Aliada a outras técnicas da neurociência, essa estratégia pode ser importante para aprimorar a oferta de produtos para determinados tipos de consumidores.

Incentivando a visão

Existem duas coisas das quais a visão humana gosta muito: cores e imagens humanizadas. A primeira tem relação ao costume que temos de associar tonalidades aos sentimentos. Por isso, muitas empresas cuidam para ter o efeito correto de cada cor no seu produto, usando de acordo com o objetivo que se deseja atingir.

No outro aspecto, usar imagens ou textos que incluam pessoas em uma campanha significa aproximar o público. É mais fácil se sentir parte de um negócio quando ele não é constituído apenas por máquinas e computadores. Uma curiosidade adicional: bebês têm um maior efeito nesse sentido, pois sua imagem causa algo entre a nostalgia e empatia.

Estimulando sentidos

Além da visão, as técnicas da neurociência podem influenciar o lado mais irracional do cérebro. Isso significa que é possível atingir sentidos que tampouco conseguimos controlar ou temos consciência de existirem. Como exemplo, a internet consegue aguçar no mínimo dois sentidos ao oferecer experiências audiovisuais.

Em uma campanha é possível demonstrar texturas, cheiros, sensações e sentimentos sem nada além de uma música e fotos. A mente possui um poder de percepção que também pode ser ativada pela memória de forma inconsciente. Em uma estratégia digital é possível despertar inúmeras sensações sem qualquer linguagem verbal.

Sendo urgente

Palavras, imagens e expressões que aceleram a mente geram a ideia de imediatismo e necessidade. Essa é mais uma maneira de mostrar a importância de um produto na vida do consumidor, sendo o objeto capaz de trazer solução e satisfação.

É importante ressaltar que essa não é uma forma de “hipnotizar” o cliente para que ele compre algo que não vai usar. A ideia é incentivar o público para que ele passe a testar e, quem sabe, gostar do produto ou serviço. Para isso, é comum o uso dos termos de oportunidade, como “ultimas peças”, “compre agora” ou “compre com um click”.

Repetindo estrategicamente

Certos conceitos, quando sugeridos muitas vezes, retêm mais fácil a atenção. A explicação para essa, que é uma das técnicas da neurociência, está na estratégia. Usar ideias de forma repetida torna a mensagem mais persuasiva e, por fim, mais poderosa. Com o tempo, até mesmo pessoas mais relutantes podem mudar de opinião e se interessar pela ideia ao ouvi-la e vê-la por tempo suficiente.

Importante ressaltar que a carga de repetições não pode ultrapassar alguns limites. Caso a mensagem esteja presente de maneira muito constante, ela acaba tornando maçante e causa efeito contrário do desejado inicialmente. Por isso, bom senso ajuda também na hora de marcar presença de uma marca ou produto.

Sendo simplista em ofertas

Não é incomum o cérebro ter dificuldades em lidar com valores. Para nós, é mais fácil comparar preços entre produtos similares e assim saber se uma oferta é ou não vantajosa. Um exemplo muito usado está presente em mercados e feiras, com cartazes de “2 por 1” e assim por diante. Mesmo que o consumidor não precise de três ou mais itens, a tendência é que leve essa quantidade ao ver que o valor separado dos produtos não gera “economia”.

Outra das estratégias da neurociência é oferecer um favor antes de se pedir qualquer coisa. Muito usada no marketing, essa ideia tem por base mostrar a disposição de se ajudar antes de tentar vender algo. O efeito disso é um sentimento de reciprocidade, na qual o cliente se inclina mais a retribuir a ajuda obtendo o produto ou serviço.

Conhece outras ações da neurociência usadas no marketing? Conte pra gente nos comentários 😉

Leia também sobre as sete ações da neurociência usadas pelo marketing.

3 motivos para fazer um curso rápido durante as férias

Tirar um tempo para relaxar após tanto trabalho e correria das obrigações sociais é precioso. Mas as férias também podem significar uma oportunidade de aperfeiçoar os conhecimentos com cursos rápidos. Se a vontade de estudar nesse momento não for atrativa, saiba que é possível desfrutar do lazer e ainda dar atenção a sua carreira.

A principal razão para prorrogar esse salto na vida profissional se deve ao acúmulo de muitas tarefas. Para ficar mais claro, assumimos muitas obrigações colocando um peso de urgência em todas. Dessa forma, acabamos deixando de lado o que não parecia importante, mas era.

Ao optar por fazer um curso rápido durante as férias, você pode restabelecer um planejamento para todas as tarefas futuras, se divertir e ainda melhorar seus conhecimentos. Confira agora os motivos para não adiar mais o seu plano de estudos.

Não é um mártir, só depende de você

Escolher um curso focado em algo que você já domina e ama fazer será mais divertido do que uma obrigação. Ainda mais quando ele complementa habilidades que são importantes para a carreira.

Um dos exemplos de maior atrativo são os cursos de idiomas, que costumam fazer classes intensivas no começo e meio do ano. Dessa forma, o aluno aproveita para praticar os conhecimentos com mais tempo disponível, em aulas de até três horas. Normalmente, essa intensidade de aprendizado não pode ser conciliada com a rotina de trabalho em dias comuns.

Você não precisa só estudar, pois esses cursos tomam pouco tempo e não vão comprometer todo o período de férias.

Cabe nas contas

Por serem de curta duração, muitos desses cursos são oferecidos a um preço baixo ou por meio de algum tipo de promoção. O investimento vale a pena, mesmo se ele partir de um fundo destinado a viagens e passeios.

Reservar uma pequena quantia para o estudo não comprometerá o orçamento das férias e ainda permitirá alcançar uma realização. Começar o ano com um novo domínio no currículo pode ser a diferença para subir um degrau dos objetivos traçados. Ofereça sua experiência e mostre que esteve disposto a aprender inclusive nos momentos menos prováveis.

Organização com menos obrigações

Um desestímulo ao “consumo” de conteúdos teóricos dos cursos está relacionado ao intenso ritmo das obrigações cotidianas. Trabalho, jornadas de ida e volta, planejamentos, família, entre outros fatores requerem tanta energia que falta espaço para se dedicar a nutrição do intelecto.

Ao fazer um curso rápido durante as férias, o tempo estará dividido entre descanso, lazer e estudos. O que resta é equilibrar para que cada momento seja aproveitado corretamente, sem que de alguma forma a “pequena obrigação” tome conta do que se espera do descanso.

Para finalizar, lembre-se que a prioridade nas férias sempre será o descanso, você pode optar por um curso apenas se quiser. Ele estará aí para quem não planejou uma grande viagem e ainda assim vai passar alguns dias “só de molho” em casa. Então, por que não aproveitar esse tempinho de sobra?

Agora que leu nossas dicas, que tal conhecer os cursos da Plataforma Solution? 😉

Você também pode conferir as vantagens de se fazer um curso rápido clicando aqui.

O que podemos esperar como temas para treinamentos em 2019?

O objetivo central da maioria das empresas é gerar lucro para os acionistas. Matematicamente, a equação é fácil de ser resolvida: custos menores que as receitas. Para os economistas, entretanto, a equação não é tão simples assim, pois a questão envolve custo de oportunidade, valor do dinheiro no tempo e custo do capital.

Muito embora a saúde financeira de uma empresa esteja pautada em sua capacidade de reter clientes e evitar a evasão, uma coisa é fato: a inovação é uma alternativa para otimizar o lucro dentro das organizações, seja melhorando processos ou mesmo encontrando nicho de mercado para aumentar as receitas.

Ainda no âmbito econômico financeiro, a gestão orçamentária e análise de retorno do investimento (ROI), seja eles em quaisquer áreas, tornam-se importantes competência técnica para que gestores e demais colaboradores tomem decisões assertivas pautadas em fatos e dados. Na área de treinamento e desenvolvimento (T&D), conhecer qual o propósito dos treinamentos, alinhar os mesmos com o time que está sendo treinado e mapear os indicadores que podem ser influenciados é fundamental para construir uma métrica de mensuração do retorno deste investimento.

Para se atingir os lucros desejados, as empresas devem construir e manter uma equipe harmônica e qualificada. Começar com o mapeamento e corrigir quais são os gaps de competências comportamentais por área da organização é uma forma interessante para motivar os funcionários e aumentar a produtividade dos mesmos. Dentro deste campo comportamental, treinamentos voltados para a primeira gestão e inteligência emocional podem capacitar os futuros gestores com um embasamento sólido para o sucesso dentro da organização.

Outra área de conhecimento é no campo tecnológico. Inteligência artificial e automação, além de melhorarem alguns processos, geram dados que por meio do Big Data são importantes fontes de informação que, quando interpretadas, podem levar as organizações a entenderem melhor a performance de seus colaboradores, resultados das áreas ou mesmo ajudar a prever alternativas melhores para a redução no custo de produção de seus produtos ou serviços.

Com todas as transformações no mercado de consumo, as questões de atendimento, experiência do cliente e omnichannel são cruciais para aquelas empresas que lidam diretamente com o consumidor final. Considerando a sociedade atual, equidade de gênero e compliance são outros dois assuntos que devem ser constantemente trabalhados nas organizações, seja via campanhas de conscientização ou treinamentos periódicos. Sem o respeito e direito em igualdade, a empresa já perde de 5% a 10% de sua potencial capacidade intelectual ou, ainda, pode perder milhões com o descumprimento das conformidades ética.

Por último, e fazendo uma relação com o início desse texto, a parte de finanças não deve ser um assunto restrito aos setores da empresa diretamente relacionados a esta questão. É importante todos os profissionais terem conhecimentos que os possibilitem analisar e tomar decisões cada vez melhores visando o resultado de suas ações.

Nesse novo ano, são grandes os desafios para mantermos os negócios em crescimento. Vivemos uma nova realidade do imediatismo e do rompimento de barreiras. Assim, conhecer e discutir temas que estão em evidência nos principais eventos de T&D pode auxiliar no sucesso em 2019.

Glauber dos Santos é formado pela Esalq/USP e possui experiência no desenvolvimento e treinamento técnico em diferentes cadeias produtivas do agronegócio, além de atuar com gestão de projetos de viabilidade econômica.

O Educação Corporativa do Pecege oferece treinamentos personalizados e ideais para cada empresa, levando em conta a necessidade da organização.

Quer saber mais sobre o assunto? Entenda a importância da educação corporativa para seu negócio.

As três quebras de paradigmas da pecuária de corte

A cadeia de pecuária de corte passou por intensas transformações nas últimas décadas, que resultaram em uma nova dinâmica do setor. É evidente para os agentes da cadeia que, desde o início do Plano Real e do fim do movimento inflacionário e ganhos financeiros, tanto o produtor como a indústria tiveram que se adaptar à nova realidade de margens reduzidas e à necessidade de capital de giro.

Esse novo cenário da economia brasileira e o movimento de globalização da década de 90 foram, de certa forma, os propulsores da busca por melhor planejamento da atividade como cadeia.

Nesse sentido, desde o início dos anos 2000 – e especialmente nos últimos 10 anos –, com o expressivo aumento das exportações de carne bovina brasileira, o setor de pecuária de corte vem passando por três grandes movimentos de quebras de paradigmas: o industrial, o do mercado consumidor e, por fim, o de dentro da porteira, da produção.

O primeiro grande movimento observado foi em relação aos frigoríficos. Com a redução do ganho financeiro da inflação, a abertura do mercado e a necessidade de se tornar mais eficiente, o setor industrial se viu na necessidade de maiores fluxos de caixa e de capital para investimento e também de crescimento – tanto no mercado interno quanto no externo. Esse movimento começou em 2007, com a abertura de capital da JBS, Minerva e Marfrig, somada à política do governo da época – de criação das “campeãs nacionais” –, com aporte de órgãos públicos, como BNDES e fundos de previdência de estatais.

A abertura de capital dessas empresas, por sua vez, trouxe uma nova realidade para o setor. Houve melhora na estruturação financeira e na atuação nos mercados futuros de câmbio e de boi gordo, assim como alongamento de contratos com clientes e busca para se chegar ao consumidor final.

Essa nova realidade no setor fez com que muitas indústrias deixassem a atividade por faltas de eficiência e de profissionalismo e pela forte concorrência justamente com os grupos que estavam adquirindo maior aporte de capital. Como consequência, houve um movimento de concentração do setor – a participação das três grandes empresas do setor no abate nacional saiu de 27,8% em 2007 para 57,4% em 2016 (com base no abate com SIF). E esse movimento mudou as relações entre fornecedores e clientes, estimulando alterações também nos demais elos da cadeia.

A segunda quebra de paradigma (e a grande transformação na cadeia) ocorreu no mercado consumidor. No período de 2005 a 2014, a economia brasileira passou por um cenário positivo, com controle de inflação e aumentos do salário real e do emprego, resultando em um mercado consumidor aquecido, principalmente com o crescimento da classe média. O maior poder aquisitivo, por sua vez, levou o consumidor brasileiro a buscar produtos com maior valor agregado e, no caso da carne bovina, uma carne mais padronizada, macia, precoce e de diferentes raças.

Esse movimento fez com que, pela primeira vez, surgissem no mercado as marcas de carne bovina e “boutiques de carnes”. Observou-se, também, crescimento de frigoríficos com selos de carnes diferenciadas e especializadas em nichos de mercado. Nesse ponto, surge a economia de diferenciação, em que o consumidor busca qualidade e cria uma relação nova com o produto ofertado.

Em São Paulo, novos frigoríficos surgiram, trabalhando com carnes de gado cruzado ou europeu, tendo somente o selo Sisp (Serviço de Inspeção Estadual), ou seja, no intuito de vender carne apenas no estado paulista, onde há alto poder aquisitivo e demanda firme e forte por produtos diferenciados. Um número que atesta esse movimento é o de abate. Em 2010, o abate SIF (Serviço de Inspeção Federal) representava 92% do total nacional e, em 2017, caiu para 77%.

Dados do Indea (Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grossso) mostram como a busca por precocidade e maciez impactou também no setor produtivo. Enquanto em 2006 o abate de bovinos com mais de três anos representava 57% do total do estado mato-grossense, em 2017, o abate de bovinos até três anos correspondeu a 77% (Indea).

A terceira grande quebra de paradigma ocorreu dentro da porteira, no sentido de como o produtor passou a enxergar a sua atividade após as mudanças no setor na última década – vale lembrar que, até os anos 90, pecuaristas tinham o boi gordo como reserva de valor.

A necessidade de melhorar a produtividade e a rentabilidade da atividade – devido ao avanço de outras atividades (grãos, cana-de-açúcar, floresta etc.) e ao limite de área disponível para expansão – levou o pecuarista a buscar novas tecnologias em nutrição, pastagem, manejo sanitário e genética – este último registrou forte avanço a partir de 2008, por meio do cruzamento industrial, principalmente com gado angus e nelore. E esse contexto resultou em menor custo fixo, fazendo um giro mais rápido na propriedade e aumentando a competitividade da atividade.

Thiago Bernardino de Carvalho é doutor em Administração de Empresas, pesquisador do Cepea e professor do curso de Pecuária de Corte da plataforma Solution

Dica Miojo e Dica Costela

Você já parou para pensar (ou recordar, depende da sua idade) de como era o acesso às informações/conhecimento no início dos anos 2000? Se sua intenção era se informar/aprender, suas alternativas provavelmente se concentravam em televisão, rádio, materiais escritos (livros, apostilas, revistas, jornais, etc…) e, quando possível, cursos presenciais dedicados à temática.

Um cenário que mudou drasticamente depois da popularização da internet, dos smartphones e das redes sociais a partir do meio dos anos 2000. Fundamentado em conectividade, o contexto permitiu (e permite cada vez mais) acesso ágil e amplo as informações e conteúdo. Mas não somente o acesso foi massificado, como também a democratização da geração de conteúdo. Se antes para expor seu ponto vista, suas opiniões e seus materiais o indivíduo precisava ter um certo renome ou recursos financeiros, hoje fazê-lo faz parte do cotidiano.

Deixando um pouco de lado alguns comportamentos nas plataformas (destaco os usuários e não as plataformas em si), como as fake news, as jihads políticas e as “vidinhas meramente ilustrativas”, tem muita coisa informativa e interessante na rede. O YouTube por exemplo, além da MTV dos tempos modernos, do divã de todos, se tornou o manual de instrução do mundo, com disponibilização de tutoriais e conteúdo de praticamente tudo.

Essa geração colaborativa de conteúdo não tem forma, com padrões e estereótipos estabelecidos. Basicamente, cada um faz da maneira que deseja. É neste sentido que muitas críticas são geradas. Vou dar um exemplo que acontece no meu meio, mas que deve ser comum em diversos segmentos. Dado que parte de minhas atividades profissionais é voltada ao Excel, participo de alguns fóruns de discussão dedicados, sendo que uma temática recorrente, gerando, inclusive, “faíscas” entre os participantes, é a tal da “dica miojo”.

O termo estabelece de forma cômica uma analogia entre os tutoriais de curta duração e os macarrões instantâneos. A crítica concerne justamente no lema “pronto em 3 minutos”, de modo que a argumentação se dá ao fato do conteúdo ser pontual, não “sustentando” quem consome, negligenciando o potencial da ferramenta. Uma consideração válida, mas não soberana, afinal, depende de quem consome. Por exemplo, você disponibilizaria de macarrão instantâneo como dieta básica de uma criança? É provável que não, afinal, apesar de “matar a fome”, tal mantimento é desprovido de nutrientes importantes para formação do indivíduo. Agora, qual o problema de um sujeito já mais formado consumir um desses alimentos práticos, pontuais, uma vez ou outra?

Aplicando este paralelo ao Excel ou qualquer ferramenta/temática que você desejar, podemos assumir que a lógica é verdadeira. Se você é um usuário inicial, haverá agregação de valor ao consumir “dicas miojo”? É provável que sim, dado que qualquer forma de conhecimento é válida. Essa compreensão, entretanto, tende a ser efêmera e isolada, não permitindo enxergar sua aplicabilidade no contexto, limitando, consequentemente, o potencial da ferramenta como um todo. Portanto, se você é uma “criança” na temática, a recomendação é que você consuma inicialmente conteúdos parrudos, possibilitando a formação de uma base sólida.

Agora, se você já tem uma certa instrução no tema em questão, pode consumir “miojo” sem qualquer prescrição. Ninguém merece ficar assistindo “dicas costelas” – que seguindo a mesma linha de raciocínio, demora 3 horas para ficar pronta – quando se deseja consumir ou compreender conteúdos pontuais. Não é necessário percorrer todos os corredores de um supermercado quando precisa-se comprar apenas um produto.

Na verdade, não existe “Dica Miojo x Dica Costela”. É “Dica Miojo + Dica Costela”. Ambas são formas de conhecimento e que se integradas, permitem a potencialização do aprendizado. Esta integração está inserida em um contexto ainda maior, que é a customização do conhecimento. Somos singulares, com velocidades de aprendizado e formas individuais de absorção conteúdo. Simplesmente não existe “receita de bolo”, cada um aprende de uma maneira, de modo que diferentes formatos são extremamente desejáveis.

Portanto, independente da “culinária do conhecimento” que você adota para compartilhar seus materiais, continue. A natureza da ação é o que vale. E evidente, espere críticas e resistência. Jesus Cristo, Buda, Gandhi e qualquer outro sofreram resistência. Não é com você que será diferente. Já diria Aristóteles: “Há apenas uma maneira de não receber críticas, não faça nada, não diga nada, não seja nada”.

Por fim, assim como cada um escolhe o restaurante e o que vai comer, com conteúdo é a mesma história. Exceto as propagandas (e que na maioria das vezes podem ser puladas), ninguém é obrigado a assistir ou consumir conteúdos de forma forçada, trata-se de uma escolha. Esse é o grande barato das plataformas modernas, um grande “à la carte” do conhecimento. Não tenha dúvidas que se o conteúdo for bom e válido, ele será consumido. É aqui que está a diferença na democratização do conteúdo, havendo um hiato entre falar e ser ouvido.

Botão (João Rosa) é professor da plataforma Solution e youtuber no canal Botão do Excel.

Como tornar a sua empresa mais lucrativa?

É um verdadeiro desafio manter uma empresa aberta e que seja rentável. Estima-se que 24% das empresas fecham no primeiro ano e que seis de cada dez empresas fecham antes de completar 5 anos no Brasil. Se a sua empresa está enfrentando uma redução nos seus lucros ou até mesmo ameaçando fechar as portas, a teoria econômica oferece algumas dicas para transformar o seu negócio.

Joseph Schumpeter desenvolveu um conceito intitulado de “destruição criativa”, em que os mercados estão continuamente em mudança. Nesse contexto, as empresas nunca podem parar no tempo e dormir sobre os seus louros. Os mercados, a tecnologia e as preferências dos consumidores podem mudar tão rapidamente que as empresas bem-sucedidas podem, em breve, ficar para trás. Você conheceu algumas destas empresas, tais como, Nokia, MySpace e Kodak.

Qualquer falha em se adaptar e acompanhar as mudanças do mercado podem levar a sua empresa a tornar-se, rapidamente, pouco rentável e, em breve, fechar as portas. Schumpeter viu o “processo destrutivo” como um motor positivo de crescimento econômico. Portanto, para uma empresa manter-se lucrativa e rentável, envolve uma disposição contínua em fazer mudanças, as quais envolvem desde a substituição de trabalhadores por uma tecnologia automatizada até oferecer uma nova linha de produtos.

Peter Drucker argumentou que o apego à maneira antiga de fazer as coisas pode ser um grande obstáculo às empresas. Provavelmente você já ouviu a seguinte expressão: “sempre fizemos dessa forma e sempre deu certo”. Além disso, outra dificuldade que aflige algumas empresas é emocional: apego a trabalhadores pouco produtivos ou à maneira como as coisas eram feitas no passado. É por isso que pode ser útil trazer um consultor externo, que pode advogar uma mudança radical e livre de apegos.

A lição de Schumpeter é bastante simples. Você tem que enfrentar a onda de destruição criativa, mantendo-se do lado certo da mudança. Isso também passa pela motivação dos colaboradores e pela identificação de problemas. Nessa linha, o economista comportamental, Dan Ariely, alega que uma empresa de sucesso precisa ser capaz de motivar os trabalhadores. Não por meio de ameaças e metas redundantes, mas promovendo um senso de responsabilidade, confiança e orgulho do colaborador na sua atividade junto à empresa. Numa outra linha, Hirschman argumenta que as empresas podem facilmente perder sinais importantes. Ele argumenta que os consumidores usam três estratégias principais: voz, saída e lealdade. Vou exemplificar.

Quando a gente não está satisfeito com o padeiro da esquina, passamos a comprar de outro, isto é, simplesmente, “saímos”. Na política, o conceito também funciona. Deixamos o partido quando a hipocrisia passa dos limites (no Brasil temos diversos exemplos) e abandonamos a igreja quando a venda de lugares no céu passa da conta. A saída pode ser percebida pelo padeiro, ele tenta melhorar o pão, quem sabe a gente volta. Sair, às vezes, é um alerta para a organização. Para quem sai, no entanto, o significado muitas vezes é apenas evitar mais aborrecimento. Ficamos quietos e vamos embora, isto é, escolhemos outra padaria. Ou escola. Ou universidade. Ou partido. Ou igreja. Você sai, para não se incomodar.

De outro lado, há a ideia da “voz”. Abrimos a boca e tentamos mudar as coisas: melhorar o partido ou a igreja, mudar a cabeça do diretor da escola. A voz é o nosso lado participativo, político. No entanto, reclamar exige esforço e custo. A maioria dos consumidores prefere simplesmente sair e se deslocar silenciosamente para outra empresa, loja e etc. A implicação para os negócios, em mercados competitivos, é que eles podem estar perdendo a sua base de clientes, sem estarem cientes do porquê. Dizem que para cada cliente que reclama com os donos da empresa, outros 99 já saíram silenciosamente e migraram para outra empresa.

Hirschman argumenta que o segredo dos bons negócios é a disposição em identificar possíveis problemas e agir sobre eles. Isso pode exigir uma estratégia pró-ativa por meio de questionários, compradores secretos, consultores externos e, acima de tudo, uma disposição para ouvir e responder ao feedback negativo de um consumidor.

Você pode concordar com Hirschman de que o mais importante é buscar um feedback do cliente para verificar se você está cometendo algum erro fundamental e ficando para trás. No entanto, Ariely sugere que o problema fundamental pode estar em motivar seus funcionários. No entanto, será que não estamos percebendo os ventos da mudança, tal como preconizado por Schumpeter?

Haroldo Torres é economista, gestor de projetos do Pecege e professor dos cursos de Gestão de Custos nos Mercados de Grãos e Sucroenergético, da plataforma Solution. 

Como começar o ano investindo na carreira

O tema “futuro profissional” está sempre em pauta. E começar o ano investindo na carreira acaba se tornando um projeto difícil quando a rotina e excesso de afazeres tomam conta do espaço reservado ao plano profissional. Além de evitar o desânimo, alguns cuidados e metas reais podem ajudar a contornar a situação.

Com um pouco de organização e foco, não vai ser difícil incrementar o currículo dentro da sua realidade e dar aquela guinada para um sonhado emprego. Mas se é uma força que você precisa, separamos algumas dicas para começar o ano investindo na carreira.

Ainda lembra da organização?

Bater nessa tecla nunca será demais. Afinal, o que a longo e médio prazo pode ser concluído sem organização? Para se começar um plano de todo o tipo, é preciso entender os objetivos e se perguntar onde quer estar dentro de um certo tempo.

Depois, não pare por aí. Liste tudo que exige de você um esforço para chegar lá em tópicos por prioridade. Por fim, gerencie o tempo de forma a não deixar de lado o que vai ditar suas mudanças. Mais importante que começar o ano investindo na carreira é saber que para chegar lá existem passos a serem respeitados.

Esteja aberto para estudar mais e mais

Culturalmente estamos presos a fórmula “ensino médio + graduação” para conseguir um espaço no mercado de trabalho. Mas já deixou de ser suficiente parar no tempo logo após concluir a faculdade. Afinal, se a sociedade muda, a cultura e conhecimento também.

Busque sempre atualizações por meio de cursos, e não só os de pós-graduação. Cursos rápidos, on-line e de aprimoramento são sempre bem-vindos, pois além de não precisarem de muito tempo para conclusão, geralmente entregam conteúdos com aplicabilidade. Que tal começar por algum da plataforma Solution?

Escolha sua área ideal

Você se sente confortável financeiramente no emprego, mas não se enxerga nele? Bem, é possível que não esteja na área certa. E se está lendo essa dica, é porque entende que chegou a hora de mudar. Cada indivíduo possui uma diversidade de talentos, contudo nem todos podem ser aplicados na vida profissional. Saiba então identificar aqueles que podem te ajudar a caminhar para um novo desafio.

Mas não se esqueça que mais do que parecer um hobby, a carreira precisa envolver dedicação, desafios e atividades prazerosas. Além disso, deixe de pensar somente no lado financeiro. Estar em um lugar que se encaixa no seu perfil e ideais pode ser mais valioso que qualquer remuneração.

Use suas experiências anteriores

É muito comum surgirem dúvidas em momentos decisivos sobre nosso futuro. Uma boa dica para contornar essa situação é se espelhar nas experiências passadas. Para ser mais claro, elas podem ser momentos de um estágio, um trabalho voluntário, passagem por outras empresas, convivência com pessoas e até mesmo participação em eventos.

Pode parecer pouco, mas experiências são importantes para nos guiar sobre nossas capacidades ou a falta delas. Sem falar que sempre tiramos alguma lição de tudo o que nos ocorre, basta saber aplicar para aproveitá-las da melhor maneira.

E busque por novas. Sempre!

Se vai começar o ano investindo na carreira, saiba bem onde fará isso. Existe uma variedade de cursos, workshops, intercâmbios e eventos, por exemplo, que tornam a tarefa da decisão ainda mais difícil. Tenha em mente nunca tomar decisões baseadas em popularidade, como treinamentos oferecidos por profissionais de renome, mas que não se encaixam no seu perfil.

Para se traçar estratégias realistas que beneficiem sua carreira, lance mão de experiências que casem com suas preferências. Caso queira arriscar, invista em competências que você acredita que possam ser desenvolvidas sem gerar impactos nos planos que você já possui. Como aprimorar o estilo da sua escrita, por meio de um curso, quando você já a domina.

Vai começar o ano investindo na carreira? Conte pra gente quais planos pretende colocar em prática!