O fim do Excel?

Participo de alguns fóruns de discussão relacionados a Excel e, vez ou outra (aparentemente uma vez por ano, ainda estou tentando definir um padrão), aparecem os artigos “raposa cuidando do galinheiro” relacionados à ferramenta. Longas resenhas deturpando algumas aplicabilidades do programa, intensificando os aspectos negativos, prevendo seu fim e, lógico, oferecendo soluções prontas. Primeiro ponto, minhas queridas “raposas Nostradamus”, aí vai um toque que aprendi com meu pai: “não fale que o peixe do vizinho é ruim. Fale que o seu é bom!”. Querer promover o seu falando mal do outro é feio. Seja o Excel ou qualquer concorrente. Soa como recalque. Aí não pode “né, miga”. “Beijinho no ombro” para vocês.

Segundo ponto: concordo, parcialmente, com diversos tópicos que vocês elencam. Trabalhos compartilhados e segurança operacional, realmente se mostram um desafio ao se trabalhar com o “X”. Um desafio, diremos, exponencial à medida que se aumenta o volume de informações e usuários envolvidos. Situações menos triviais, por exemplo, quando se trabalha com softwares prontos.

Analisando os problemas, vamos perceber que a maior virtude do Excel, a versatilidade, é também sua maior fonte de pecado. Por se tratar de uma ferramenta dinâmica, flexível, meio que “pau para toda obra”, um MacGyver da gestão de diferentes nichos e atividades, não há um receituário de sua aplicabilidade. No entanto, se analisarmos mais a fundo a situação, veremos ainda que a raiz do problema não é a ferramenta em si, mas sim as “pecinhas” que a operam. Não se pode culpar o carro pelo acidente de trânsito. A responsabilidade é do motorista (evidente, quando não há falha mecânica). É a “educação” dos usuários que conta.

Fazendo o contraponto, é justamente nestes flancos que as soluções prontas atuam, estabelecendo processos e padrões, permitindo um uso compartilhado mais seguro e eficiente. Utilizando novamente da analogia dos meios de transporte (me ajuda aí e usa sua imaginação a partir deste ponto), enquanto o Excel é o carro – dinâmico, faz o trajeto que você desejar, carregando, contudo, poucas pessoas – os softwares dedicados funcionam como o metrô que, comparativamente, são mais seguros, robustos, fazem um determinado trajeto bem mais rápido e permitem que muitas pessoas utilizem.

Pois bem, quais os problemas dos “metrôs”: exigem um alto investimento – desenvolver e implantar softwares é caro! Fazem muito bem um DETERMINADO trajeto. Ou seja, são “engessados”, havendo a necessidade de adequação dos usuários a eles (aqui entra novamente a questão da “educação”, ou você acha mesmo que porque a solução é “pronta” que os usuários não vão usar errado?), além do que eventuais mudanças são complicadas e muito custosas.

Se ponderamos o contexto como um todo, vamos concluir que as soluções acabam por ser complementares. Neste sentido, o que se deve evitar é a propagação de contextos análogos. Uma coisa não necessariamente exclui a outra. Os recursos devem ser utilizados de forma integrada, explorando as simbioses das ferramentas de modo a melhorar a eficiência do processo como um todo.

Para empresas ou processos relativamente grandes, com uma certa complexidade e que envolvem diversos segmentos e usuários, é provável que o Excel realmente não seja a melhor solução para a rotina. Porém, promover um “caça às bruxas” às planilhas também não é o caminho, afinal, o software escolhido não está e nunca estará pronto. Os processos evoluem, as análises mudam e, consequentemente, a ferramenta precisa se adequar. É nestes casos, por exemplo, que o Excel se mostra extremamente útil, funcionando como um laboratório de baixo custo, uma cobaia. É perfeitamente possível estabelecer o raciocínio nas planilhas e, depois que estiver consolidado, migrar o mesmo para a ferramenta pronta.

Portanto, vamos parar com esse negócio de versus. Não é “x”, é “+”. Parece papinho de autoajuda, mas é verdade. E aproveitando a deixa, esta linha de raciocínio “não binária” deve ser endógena também, digo, entre as próprias soluções da Microsoft. Tem muita gente questionando a perpetuidade do Excel com a popularização do Power BI. Uma senhora bobagem. Mas isso é papo para outro artigo.

Vida longa ao Excel! E se o software “raposa Nostradamus” for eficiente e estiver agradando seus clientes, vida longa para ele também.

Botão (João Rosa) é professor da plataforma Solution e youtuber no canal Botão do Excel.

Como você é influenciado a escolher uma marca ou empresa

Por que você compra os produtos de uma determinada marca? Talvez você responda que é pela qualidade ou tradição, mas, acredite, você está sendo estimulado a comprar aquilo – sem desconsiderar a possível qualidade dele, claro.

Isso acontece porque as empresas sabem o que atrai os consumidores por meio do estudo do neuromarketing. Vamos aos exemplos. Imagine uma marca de refrigerantes. Essa marca foi a Coca-Cola, não foi? Provavelmente sim. Se não, você é minoria.

O cérebro humano já internalizou as marcas e associou aos produtos e, por isso, elas são preferência na hora de comprar. Ou, pelo menos, são as primeiras que vêm à cabeça quando imaginamos o produto. Quer mais uma prova? Em qual empresa você pensa primeiro quando te falam em fast-food? Essa mesma dos arcos dourados, não é? Pois bem.

Que mágica é essa?

Para entender de que forma as empresas influenciam você a comprar, é preciso saber o que é o neuromarketing. Resumidamente, é o estudo das reações neurológicas com certos estímulos, que podem vir de qualquer um dos cinco sentidos.

É comum empresas de fast-food, voltando ao exemplo anterior, utilizarem a cor vermelha em seus logos e comerciais. Por que? Bom, o vermelho traz uma sensação de urgência no cérebro, que faz com que você compre o sanduíche.

Essas descobertas vão além das cores, o neuromarketing estuda como o consumidor reage aos cheiros, texturas, sons, gostos e tudo o mais que você imaginar. A partir daí, as marcas usam esse conhecimento para estimular o consumidor.

“Epa! Quer dizer que eu sou enganado e não gosto de tudo isso que eu compro?” Calma, não é bem assim. O neuromarketing estuda esse tipo de coisa, mas não é hipnose! Esse conhecimento também é usado para as empresas saberem o que não fazer – como colocar uma cor que pode trazer repulsa ao consumidor em uma propaganda de alimentos, por exemplo.

A pizza do Instagram e o storytelling

Não apenas em propagandas, você é “pego” pelo neuromarketing em infinitas outras situações. Quando vai ao cinema, os trailers que precedem o filme principal te estimulam a assisti-lo.

Quando algum colega posta uma foto da pizza que comeu na noite anterior, curiosamente a tendência é que você fique com vontade de pedir também. Às vezes uma música ou um cheiro trazem sensações boas, lembranças de infância? Esse é o seu cérebro reagindo a estímulos.

Histórias reais de superação com finais felizes fazem com que você se sinta comovido. Pense em um comercial bonitinho de uma marca de cosméticos que fez com que você soltasse um “aaaahhh!”. Pois bem, neuromarketing. O recurso do Storytelling, ou seja, contar histórias, faz com que o consumidor sinta empatia, se identifique com a marca e o produto.

Última chance!!!

Já reparou que quando você vai reservar um hotel pela internet e aparecem várias mensagens para que você não perca a oportunidade? “Últimos quartos”, “Promoção imperdível” e variações pipocam na tela durante a pesquisa.

O mesmo acontece com propagandas de grandes lojas de departamento. O anúncio diz que sobraram poucas peças, que está com “sei lá quantos por cento” de desconto, que é “imperdível”… Tudo para te fazer comprar. Seu cérebro entende que realmente é a última chance, então te impulsiona a comprar.

Essa sensação de urgência é um recurso do neuromarketing para fazer o consumidor comprar. Essas mensagens fazem com que o cérebro sinta que realmente é a última chance e impulsiona o cliente a finalizar o pedido. Bem na linha “é agora ou nunca”.

Você já sabia o poder do neuromarketing? Comente!

3 motivos para obter uma certificação PMP® ou CAPM®

Para um gestor de projetos, obter uma certificação PMP® ou CAPM® é motivo de orgulho. Significa que, por trás daquele título, houve muito esforço, trabalho, estudo e, para além disso, que o profissional segue os processos fundamentais do guia de maior reconhecimento do mundo: o PMBOK®.

Esclarecendo, a certificação PMP® (Project Management Professional) é voltada para gestores de projetos que atuam no setor, que têm formação, competência e experiência para conduzir projetos com base no guia do PMBOK®. Ela é mais direcionada para quem já lida com as situações do dia a dia do gerente de projetos e a prova, inclusive, aborda decisões do cotidiano do profissional.

Já a certificação CAPM® (Certified Associated in Project Management) indica que o profissional tem conhecimento e compreende os processos fundamentais do PMBOK®. É voltada aos membros de uma equipe de gerenciamento de projetos.

As duas certificações têm reconhecimento mundial e atestam que o profissional tem expertise em gestão de projetos. Uma não é melhor do que a outra e não atesta mais conhecimento, mas são para públicos diferentes.

PMBOK®

O já citado PMBOK® (Project Management Body of Knowledge) é, basicamente, um guia de boas práticas em gestão de projetos. Ele é feito pelo PMI® (Project Management Institute) e utilizado como base de conhecimentos para profissionais da área.

Em seu conteúdo, o PMBOK® aborda o conceito do que é um projeto, as etapas de planejamento dele, gerenciamento de tempo, clientes, custos, comunicações, recursos humanos, entre outros. Em resumo, o guia é o “dicionário” para quem trabalha com projetos no mundo inteiro.

Agora que você sabe as diferenças das certificações e o que é o PMBOK®, você talvez esteja se perguntando por que deveria se preocupar em ter uma certificação dessa, afinal, dá um “trabalhão” para conseguir. Vamos aos motivos:

Reconhecimento mundial

Se você chegou até aqui, provavelmente já entendeu que tanto a certificação PMP® quanto a CAPM® têm reconhecimento mundial. E não é exagero. Basicamente, qualquer um dos dois certificados vai atestar que você segue o guia mais respeitado do mundo.

Isso quer dizer que, em uma seletiva de emprego, por exemplo, essa certificação pode ser um pré-requisito ou um filtro que vai te lançar à frente de outros candidatos não certificados. Demonstra a seriedade do seu trabalho, que você sabe o que está fazendo.

Melhora seu desempenho

Para além de simplesmente ser um papel que diz que você sabe sobre gerenciamento de projetos, as certificações PMP/CAPM® também fazem você, de fato, obter o conhecimento sobre o assunto. Isso porque durante o período de preparo da prova você vai estudar – e muito.

Além disso, as duas certificações exigem horas de experiência ou de estudo na área – ou, no caso do PMP®, ambas. Quer dizer que só para tentar a certificação você já deve ter conhecimentos e, para conseguir, ainda mais.

As provas são conhecidas por serem de nível avançado. O profissional que consegue obter a certificação terá o reconhecimento no mercado justamente porque é um nível difícil de alcançar. Durante o período de preparação, o gerente de projetos acaba aprimorando os conhecimentos que já tem.

Aquele “up” no salário

Para quem se viu dentro do setor de gerenciamento de projetos, a certificação PMP® ou CAPM® pode significar um aumento no salário. É claro que você não deve buscar uma formação ou certificação apenas pelo retorno financeiro que ela poderá dar. Isso, no entanto, ainda é uma das motivações.

Quem decide contratar um gerente de projetos, ou uma equipe inteira, vai atrás de profissionais qualificados, com experiência e certificados. O PMI® faz pesquisas periódicas da média salarial por região, que provam que quem é certificado ganha mais do que quem não é – além de ter vantagem na contratação. A tendência é que o empregador siga essa média.

Você pretende obter a certificação PMP® ou CAPM®? Conheça o curso preparatório da Plataforma Solution!

PMI®, PMP®, CAPM® e PMBOK® são marcas registradas do Project Management Institute, Inc.

7 filmes para inspirar a sua liderança

A liderança, quando bem utilizada, pode fazer a diferença em várias ações da vida. Desde o gerenciamento familiar, passando pela escola até o trabalho, a habilidade de ser líder auxilia a manter em pleno funcionamento grupos de sucesso, sejam eles pequenos ou não.

Provando que liderança não é algo reservado apenas ao ambiente profissional, alguns filmes dão lições de condução e servem como inspiração para quem deseja liderar. Seja baseado em fatos reais ou não, suas histórias marcam pelo ensinamento de forma sutil ou aberta. Confira alguns deles.

Vida de inseto

Acredite ou não, uma animação é capaz de passar grandes lições. A aventura tão amada de 1998 tem dois exemplos de liderança: a democrática e a autocrática.

A primeira é incorporada por um grupo de formigas, que faz jus à sua fama de exemplo de organização. A segunda se refere aos gafanhotos, que são dependentes do seu líder autoritário e opressor.

Nesta história é mostrado como é possível superar dificuldades, orientar a outras pessoas e solucionar problemas com suas próprias capacidades, mesmo com limitações.

Sociedade dos poetas mortos

O longa tem a trama centrada em uma das escolas mais tradicionais dos EUA, nos anos 1950. Nela, um novo professor chega com uma forma de ensino diferente e estimula os alunos a pensarem por si próprios.

Além de ser um filme sobre liderança, a obra também traz reflexões sobre a vida. São mostradas lições sobre empatia, autoconhecimento, motivação e o poder da comunicação.

Uma das cenas que concentram tais lições acontece quando o professor, em cima de uma mesa, convida os alunos a fazerem o mesmo. O educador conclui a ação dizendo: “Ousem avançar e encontrar novos pontos de vista!”.

Capitão Phillips

Baseado em uma história real, o longa faz parte dos fatos relatados em livro (Dever de Capitão) por Richard Phillips. Nele, o navio cargueiro em que Phillips era capitão foi invadido por piratas somalis e toda a tripulação foi feita refém durante cinco dias.

A filmagem mostra que ser um líder ou demonstrar liderança no trabalho vai muito além dos bons exemplos. O seu comportamento e posicionamento diante das mais diversas situações serão determinantes para engajar e estimular (ou não) uma equipe.

Mais do que coragem e jogo de cintura, um líder se mantém calmo e seguro para garantir que o melhor seja feito por sua equipe.

Coach Carter

Ken Carter é um ex-jogador de basquete que assumiu o desafio de liderar o time dos Oilers High School de Richmond, em 1997. O grande trunfo de Carter como líder foi perceber que a performance dos jogadores do time estava diretamente ligada ao contexto problemático no qual estavam inseridos.

Com atletas indisciplinados, agressivos, insubordinados e indiferentes, o time acumulava derrotas. Em uma reviravolta, o treinador garantiu o alinhamento de expectativa e de propósito entre os jogadores, levando em conta a vida que cada um deles fora das quadras.

Dessa forma, em apenas dois anos o time sofre grandes mudanças. Acumulando vitórias e deixando de lado seu estereótipo azarão.

O homem que mudou o jogo

Mais um filme sobre esporte, este conta como um treinador consegue levar um time de beisebol para a final e transformar os jogadores em campeões. Claro que tudo isso por meios pouco ortodoxos.

O longa traz alguns clichês esportivos, mas a grande deixa para inspirar os treinamentos de liderança está justamente no perfil do treinador. Ele consegue escutar as mudanças sugeridas por um economista e transformar os dados em informações para engajar o time.

A principal lição da história é inspirar a encontrar valor onde ninguém vê para criar um time de alta performance.

O Discurso do Rei

O filme aborda uma dificuldade aparentemente física que interfere no papel de liderança vivenciado pelo seu personagem principal – o rei George VI (pai da rainha Elizabeth II).

Integrante da realeza britânica, ele assume o trono e deve realizar discursos, mas gagueja desde os 4 anos de idade. Por esse caminho, a narrativa é cheia de autoconhecimento e descoberta, revelando como os aspectos psicológicos interferem na fala, na fluência verbal, na linguagem e expressão de ideias e pensamentos.

Logo, fica claro como a comunicação é importante e um elemento estritamente ligado à capacidade de liderança.

Obrigado por fumar

Nesta obra cinematográfica, um porta-voz das grandes empresas de tabaco tem que convencer as pessoas de que o cigarro não é tão ruim assim. Para isso, Nick precisa lidar com personagens de fortes valores pessoais.

Obrigado por fumar é de longe um filme a favor do cigarro, pois sua preocupação é destacar uma das qualidades de um bom líder: a comunicação. Seguida de uma boa oratória, discurso seguro e frases de efeito, ela é capaz de mover grandes grupos.

Além disso, o longa mostra que a comunicação não verbal, o tom de voz, gestos, sorriso e visual também compõem uma boa imagem profissional.

Já viu algum desses filmes? Deixe nos comentários mais sugestões de obras que falem sobre liderança.

Qual a importância da gestão do sistema mecanizado na cana?

A produção de cana-de-açúcar passa por várias etapas, o que torna a administração do processo um tanto quanto complexa. A gestão do sistema mecanizado, ou seja, das máquinas que fazem boa parte do trabalho, deve ser feita com atenção para evitar perdas no futuro, já que o investimento normalmente é muito alto.

Gerir esse sistema passa por todas as etapas de produção até chegar à colheita. O produtor deve saber o número e o tipo de maquinário que vai precisar para conseguir produzir a quantidade de cana no período determinado. Parece um cálculo complexo, mas é possível resolvê-lo no Excel.

“Ele precisa saber as máquinas precisa para atender o que vai fazer e quanto isso vai custar. Dá para trabalhar de maneira prática, colocando os conceitos no Excel. Por exemplo, quantas máquinas vou precisar para a pulverização, quantas para a colheita, etc.”, esclarece João Rosa, professor da Plataforma Solution. Isso tudo também é importante para prever o orçamento necessário de todo o processo.

De acordo com ele, é preciso cruzar as informações técnicas da máquina com a quantidade de mão de obra, o tempo disponível para produzir, entre outras. “Depois aplico conceitos econômicos de custo fixo, custo variável e custo operacional para saber uma estimativa de valor final”, explica.

Três etapas

A gestão do sistema mecanizado é muito importante para prever eventuais problemas durante a safra. Para conseguir calcular, são necessárias três etapas. “A gente começa determinando o ritmo operacional. Ele varia em função de jornada de trabalho, probabilidade de chuva e uma série de outros fatores.”

Resumidamente, o ritmo operacional determina o quanto o produtor deve fazer para atender o planejamento. Depois, é preciso determinar a capacidade operacional, que diz o quanto consegue fazer com o que tem. “É a velocidade de trabalho da máquina, a largura de trabalho e a eficiência de campo”, afirma.

Isso deve ser calculado principalmente porque o maquinário não consegue funcionar em tempo integral, pois precisa parar para abastecer, fazer manobras, eventuais reparos, entre outros imprevistos.

A última etapa é o cálculo do investimento, que precisa ser feito para atender a sua demanda. Essa conta deve conter os custos que são fixos e variáveis.

Fixo x variável

O custo fixo inclui os juros, alojamento, seguros, taxas e a depreciação do maquinário. “Que é quanto eu perco da máquina, em termos de valor, ao longo da vida dela. É semelhante a comprar um carro. Quando sai da concessionária, ele já perde valor”, relaciona.

Já os custos variáveis incluem, por exemplo, o consumo médio de um trator com base em estimativas que já existem, mais o custo de reparo e manutenção, etc. “Então a gestão do sistema mecanizado é isso. Tenho um planejamento e vou seguindo e verificando se está de acordo com o que eu calculei”, define Rosa.

Importância

Mas por que você deve entender pelo menos um pouco desses cálculos? Não é mais fácil só “ir levando” e ver no que dá? Obviamente você pode fazer isso, mas, segundo o professor, não é aconselhável pelo alto risco de prejuízos.

“O investimento que você faz em maquinário é elevado. Cada cavalo de um trator custa cerca de R$ 1 mil. Um desses pequenos tem em torno de 100 cavalos. Já uma colhedora de cana está na faixa de R$ 1 milhão”, diz. “Então esse ‘negócio’ de planejamento dá um horizonte de quanto você vai precisar investir”, completa.

A gestão do sistema mecanizado é uma boa parte do processo de produção de cana. Entender quais serão os custos disso faz com que o produtor tenha um domínio das informações para uma tomada de decisões mais consciente. Também facilita caso seja preciso reduzir o cultivo.

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Saiba como funciona o arrendamento de terras

O fechamento de contratos de arrendamento de terras é comum e traz algumas vantagens, tanto para quem produz quanto para quem cede as terras. Conhecido também como parceria, o arrendamento se torna uma alternativa viável para a produção na pecuária e agricultura.

Excelente para o cultivo de cana, o sistema é utilizado desde o tempo de expansão romana, participando de regimes agrários de muitos países. Ao ser fechado por ciclo produtivo, o contrato assegura a receita e possibilita colher a cana através de vários cortes, sem a necessidade de renovação constante do canavial.

Assim que firmada uma parceria, parte da produção deverá ser comprometida para o pagamento do aluguel. “Produzindo 90 toneladas, o produtor poderá destinar 20 toneladas para o pagamento desse aluguel”, exemplifica o professor do curso de Gestão de Custos Sucroenergéticos da Plataforma Solution, João Rosa.

Cultivo

Calculando todos os custos com cultivo, e levando em conta a produtividade, o agricultor deverá sempre incluir nas contas o pagamento do arrendamento. Rosa comenta que, em um descuido, é possível que após a colheita os saldos não sejam capazes de cobrir a despesas, impossibilitando lucros.

“O que acontece é que às vezes são feitos contratos de arrendamento e, no final, a conta não fecha. Para uma parceria é preciso ter alta produtividade e bons retornos”. Mas ele informa que o fato é muito variável, conforme a área em que o produtor se instala. Em locais com maior concentração de usinas, haverá maior demanda por matéria prima. Então, geralmente, a competição nesses locais será maior e o valor de aluguel também.

Nesses casos, o agricultor precisará sempre observar o preço do mercado em relação aos arrendamentos. Somente desta forma ele poderá colocar as contas em dia. Isso levando em consideração o valor da parceria, que gira em torno de 19 toneladas por hectare alugado atualmente.

Cautelas necessárias

O conselho de Rosa é que, ao fazer o contrato, haja um planejamento e expectativa de produção para ponderar o alcance dos lucros. Segundo ele, muitos perguntam até que ponto pode compensar um aluguel, mas isso irá depender de alguns fatores.

“Se pensarmos em uma sala comercial de 5 mil reais, pode parecer cara, mas tem que se levar em conta sua localização, a natureza do negócio e o avanço dele. O mesmo vale para uma terra. Não posso entrar em algo que eu sei que não faz parte da minha realidade”, ilustra.

Para a pessoa que está arrendando, ou seja, o proprietário da terra, o negócio de parceria é vantajoso, pois gera uma renda fixa. Na outra via, o produtor lida com variabilidades e fatos inesperados, como uma safra que não foi tão boa quanto as previsões.

Ao enfrentar uma produção abaixo do esperado, o valor de retorno cai, mas não altera o valor acordado do aluguel, que permanece o mesmo. Fazendo um exercício de gestão, o professor explica que é possível saber o quanto vale a pena fechar o arrendamento.

Gestão humana

Saber o que é um arrendamento, ou se ele é vantajoso, não deve ser a única preocupação do agricultor. Para Rosa, a principal carência do produtor não são técnicas, mas gestão, principalmente quando se refere ao valor da safra por fluxo de caixa.

“Se a safra está azul, ele acredita estar bem, quando na verdade o patrimônio dele pode estar sendo corroído. Isso porque, lá no começo, não foi considerado custo de capital ou outros”, explica.

Por muitos anos, o cultivo da cana permaneceu da mesma forma. Hoje, com o fenômeno da sucessão familiar, muito dos processos tradicionais de plantio passaram por inversão.

O professor comenta que a “velha guarda” sempre foi guiada pelo “cheiro” e sensações. Já as novas gerações de produtores, que têm uma formação melhor e muitas vezes fazem uma faculdade para adquirir conhecimento técnico, entendem mais das técnicas de administração. “Eles possuem uma ideia melhor sobre o que é um fluxo de caixa, o que é fórmula de VPL (valor presente líquido). Eles vão tentar incorporar isso na produção.”

Nesse sentido, Rosa explica que pode existir um choque entre as gerações, mas que o processo de sucessão garante avanços, uma vez que aos poucos os conceitos de administração sejam adotados e incorporados na produção. “Lógico que o agricultor controlar seus custos não é unanimidade. A maioria já adota essas práticas de gestão mais eficiente com êxito há tempos”, finaliza.

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A tecnologia e o paradigma da educação a distância

Se há 50 anos alguém falasse que ia fazer um curso rápido para aprender sobre agronegócio, por exemplo, causaria certo estranhamento. Se fosse além e dissesse que esse curso seria a distância, provavelmente ninguém acreditaria, afinal, quem faz curso “de longe” e sem sala de aula?

Hoje parece até loucura, com tantas instituições “pipocando” cursos EAD por aí. Mas antes isso era inimaginável. Primeiro porque nem todo mundo tinha acesso à educação voltada para um tema específico – muitos nem chegavam ao ensino médio. Segundo porque cursos rápidos não eram comuns. Se alguém quisesse aprender sobre agronegócio deveria cursar uma graduação de engenharia agronômica, ciências agrárias ou semelhantes.

“Antigamente os cursos curtos até existiam, mas eram raros e não tinham muita adesão. A ideia era que a educação viesse somente de instituições de ensino superior, a partir de uma graduação”, diz Luana Coletti, membro da equipe da Plataforma Solution.

O fato é que a educação mudou. Mas por que isso aconteceu? E como tão rápido? Segundo Luana, com o advento do computador foram surgindo ferramentas que as pessoas podiam utilizar para ajudar nos estudos. “Depois disso, com o surgimento da internet, a mudança foi ainda maior. Começou a vir outro tipo de ensino, não só a graduação.”

Além das barreiras geográficas

Os cursos rápidos, principalmente os que são a distância, fizeram algo que a graduação não fez – ou fez pouco – em séculos: atingiu pessoas que moram em regiões afastadas de onde normalmente existem universidades.

Apesar de hoje existirem vários programas que abrem as portas da graduação para todos, antigamente isso era restrito a famílias que tinham condições financeiras para bancar os estudos. De acordo com Luana, a internet consegue romper barreiras geográficas.

“Agora existem vários programas do governo que ajudam as pessoas a terem internet em casa, então fica mais fácil.” E justamente essas pessoas são o público de muitos dos cursos rápidos. A tecnologia foi fundamental para fazer com que o conhecimento chegasse até elas.

Específico e prático

Outra característica desse novo modelo de educação a distância e com cursos rápidos é um conteúdo geralmente mais específico. Muitas vezes uma pessoa que já tem conhecimentos teóricos e práticos do agronegócio, mas quer aprender mais sobre pecuária de corte porque pretende ingressar no setor, pode optar por um curso que aborda exclusivamente esse assunto.

De acordo com a coordenadora da Plataforma Solution Daniela Flores, é uma modalidade voltada para quem não quer se formar naquele assunto, mas quer o conhecimento prático.

“É um conteúdo pontual para não ficar cansativo. Vai direto ao ponto que o aluno quer aprender, sem rodeios”, define. E o conteúdo aplicado pode valer mais do que um diploma em muitas empresas atualmente. Um funcionário que sabe usar o conhecimento talvez seja mais valorizado.

É possível aprender com EAD?

Apesar de muito disseminados, os cursos a distância ainda são alvo de preconceito. É comum a clássica pergunta: consigo aprender com o EAD? Nesse caso, depende.

Partindo do pressuposto de que a instituição escolhida é séria e o curso é de qualidade, o aprendizado dependerá principalmente do aluno. Essa é a principal diferença, é preciso mais disciplina do que em cursos presenciais. As facilidades da plataforma também influenciam, mas nem o melhor dos desenvolvedores “dão jeito” em um aluno que não tem vontade de aprender.

Mesmo assim, há uma vantagem: por serem rápidos e específicos, essa modalidade de cursos tende a “prender” o aluno o curso inteiro. Afinal, se o assunto é de interesse e não vai tomar muitas horas do dia, a tendência é que ele se dedique até o final.

Bom para o bolso

Outra vantagem para a educação EAD é o baixo custo. Cursos a distância não são tão caros para a instituição e esse benefício é repassado para o aluno. Normalmente acaba saindo mais barato fazer um curso EAD do que um presencial.

Esse fator, somado à tecnologia, permite que o aluno estude no horário que lhe for mais conveniente. Além disso, torna os cursos rápidos mais atrativos para quem quer conhecimento aplicável, à medida em que ao conteúdo estratégico é incluído na rotina de trabalho.

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Quais serão as tecnologias para grãos em 2019?

Veículos autônomos, inteligência artificial, Internet das Coisas e drones são algumas das novidades já vistas em tecnologia para grãos. Sempre em discussão, o campo de aprimoramento no setor apresenta novas tendências anualmente.

Em um ano com expectativa de crescimento de safra de 4,2%, comparada ao do período de 2017/18 (Conab), investimentos que otimizem cada vez mais a produção não saem da atenção do público do agronegócio voltado para grãos.

Segundo Mauro Osaki, professor do curso de Gestão de Custos no Mercado de Grãos, da plataforma Solution, a tecnologia tem se destacado principalmente pelo melhoramento genético. “Todo ano temos uma pequena inovação e lançamento de novas culturas que garantem bons resultados das safras”, comenta.

Evoluções

No campo, se tornou cada vez mais comum a questão de uso dos drones. Para Osaki, eles são importantes auxiliares no controle de pragas, mapeamento da lavora, consulta da depreciação e fertilização de solos. “Essa tecnologia era voltada apenas ao grande produtor. Hoje já é acessível ao de médio porte e logo se tornará comum para todo agricultor”, explica.

O professor ressalta ainda que o custo baixo de algumas ferramentas tecnológicas acelerou novos manejos de terras. Entretanto, toda a produção ainda depende do conhecimento técnico e olhar crítico do agricultor.

Futuro

Apesar de auxiliar, nenhuma tecnologia pode substituir o trabalho humano ao controlar uma máquina. “Mesmo que mecanizada, nossa produção não é autônoma. Caminharemos para isso, mas precisamos de ajustes estruturais que ainda podem demorar”, enfatiza Osaki.

Para ele, até mesmo os aplicativos não podem ser considerados tecnologias inteiramente funcionais. “Eles ajudam, mas são apenas ‘computadores’ transportados para o celular. Isso diminui a distância com que o trabalho era feito, mas dificilmente atinge a necessidade individual de cada produtor”, reforça.

Caminhar em direção a novos conceitos e aprimoramento é, segundo o professor, um processo gradual. “E esse será um desafio a ser superado nos próximos anos. Novas tecnologias para grãos só poderão ser lançadas conforme melhorarem a precisão de ferramentas já utilizadas em campo”, observa.

Proteção econômica

Apesar de não fazer parte das tecnologias para grãos, a hedge é uma ferramenta que vale ressaltar neste ano e que será importante na proteção contra as oscilações de preços no mercado. Com ela, o agricultor pode fazer uso desse instrumento por meio de corretoras, sendo algumas vinculadas a bancos ou independentes.

“Esta operação é muito utilizada pelas tradings, empresas comerciais que atuam como intermediárias em operações de exportação ou de importação entre empresas fabricantes e empresas compradoras”, explica Wilson Miceli, também professor do curso de Grãos.

Por ficar muitas vezes apenas intermediado pelas tradings, o agricultor poderá usar a hedge como via para ofertar seus grãos. A partir de contratos futuros, também chamados de derivativos, ele irá garantir o pagamento pelo produto colhido.

“Se ele colher em março ou abril, pode se defender com um contrato de corretora, fixando o preço na bolsa e garantindo a margem de lucro”, exemplifica o professor. “Pode não ser considerada uma tecnologia, mas é uma ferramenta que a algum tempo vem sendo bastante utilizada e tende a continuar assim em 2019”, completa.

Ao contratar a hedge, o agricultor tem acesso diário junto à corretora para verificar qual preço é mais adequado a seu produto. Como o preço é estipulado pelo mercado, ele pode consultar o melhor momento e garantir lucro em sua venda.

“E não somente o agricultor se beneficia com isso. Armazéns, indústrias atacadistas, cerealistas e até mesmo o consumidor final podem lucrar com esse derivativo”, finaliza Miceli.

Já acompanha essas ferramentas? Compartilhe com a gente o que você acredita que será tendência em 2019!

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