Pecuária do futuro: gestão da informação

Que o Brasil é um dos maiores produtores de alimentos do mundo, todos já sabem, assim como do potencial de crescimento agropecuário que o país pode atingir. A agricultura, desde a década de 90, vem mostrando anos após ano, com emprego de tecnologia no campo, essa capacidade de atender a demanda mundial por mais alimento e cada vez mais barato.   

A pecuária, por sua vez, nos últimos 10, 15 anos começou a passar por grandes transformações estruturais em toda a cadeia, desde a cadeia de insumos, com a concentração e internacionalização das empresas, passando também por profissionalização da indústria frigorífica e também mudanças na demanda do consumidor.

Um dos principais elos, o dentro da porteira, não ficou de lado, vem correndo atrás para conseguir acompanhar a maior competitividade pelos fatores de produção (terra, capital e mão-de-obra), assim como produzir mais carne num espaço curto de tempo e em menos área.

Atualmente, esse é o grande desafio do setor, o elo produtivo na fazenda. Como produzir mais com menos, num ambiente cada vez mais acirrado por competição de área, custos em alta e pressão por qualidade, segurança alimentar e riscos de preços?

A resposta para esse questionamento se chama gestão. Simples assim? Não! Mas o pecuarista que não possuir um gerenciamento de toda a atividade será passado cada vez mais para trás e verá seu patrimônio depreciar, isso se não acabar. Isso porque em um ambiente altamente competitivo a rentabilidade da atividade ocorre, na maior parte do tempo, pelo aumento de produtividade, e não apenas pelas altas de preços.

A gestão de uma empresa pecuária não é simples. Estamos falando de uma atividade com investimentos de longo prazo e que, dependendo do sistema empregado na fazenda, pode não ter receitas num curto período. Assim, pode necessitar que, além de planejamento e gestão, o pecuarista possua capital de giro e caixa para momentos de dificuldade.

Além disso, o planejamento precisa ser estruturado em quatro grandes pilares: produção, comercialização, financeiro e recursos humanos. O primeiro, produção, se torna mais palpável e claro para o produtor devido aos resultados serem nítidos aos seus olhos. Ou seja, investimentos em genética, pastagem, alimentação e bom manejo sanitário, trazem resultados em curto e médio-prazos, com aumento de produção e melhora nos índices produtivos e zootécnicos. Um ponto importante, e que se relaciona com gestão, é a necessidade de melhorar os quatro pilares conjuntamente e não apenas um ou dois deles. O sistema produtivo, quando não melhorado de forma correta e contínua, traz mais gastos ao produtor.

Os demais pilares, comercialização, financeiro e mão-de-obra, completam a gestão na forma organizacional da produção. Uma boa compra de produtos, um bom relacionamento com empresas de insumos e cliente final, assim como uma boa gestão de custos e receitas da atividade e, por fim, um alto comprometimento das pessoas que fazem a atividade acontecer, contribuem para que o sistema como um todo flua com o foco de aumentar a produtividade reduzindo custos fixos.

Todo esse processo de gestão da atividade nesses quatro pilares só dará certo se o pecuarista empresário conseguir ter em sua empresa uma gestão de informação sistemática e eficaz. Saber o que acontece realmente no dia a dia da propriedade e conseguir transformar as informações em números para a tomada de decisão é o ponto chave para a pecuária do futuro.

A intensificação da produção com novas tecnologias, o emprego de ferramentas de gestão de risco de preços, assim como o treinamento de pessoas e envolvimento delas na produção, são fundamentais. No entanto, nada disso trará resultados positivos se o pecuarista não conhecer a fundo sua atividade, sua empresa e conseguir fazer com a informação flua de forma trazer os resultados esperados.

A capacidade do Brasil de aumentar a produção de carne fica evidente pela disponibilidade de fatores de produção, além de clima, e também pelos baixos índices zootécnicos. A grande chave para que o país assuma de vez esse papel e faça a pecuária do futuro com uso eficiente dos fatores passa pelo maior conhecimento da atividade e uma gestão eficiente desses fatores, mas também da informação que eles geram.

*Thiago Bernardino é professor do curso de Gestão e Custos da Cadeia de Pecuária de Corte da Plataforma Solution

5 documentários de líderes que você precisa assistir

Existem nomes que marcaram a história. Alguns deles são lembrados por ser sinônimo de liderança, se destacando em sua área como aquela pessoa que conseguiu guiar um grupo baseado em um ideal, propósito ou revolução.

Para ilustrar ainda mais, nada melhor que biografias captando essa habilidade e mostrando como uma pessoa consegue fazer a diferença. Pensando nisso, o blog da Plataforma Solution separou cinco documentários que acompanham a vida de grandes líderes, cada um importante dentro do seu domínio.

A história de Martin Luther King

Martin Luther King Jr. foi um pastor protestante e ativista político dos Estados Unidos. Este documentário narra sua jornada como líder do movimento dos direitos civis dos negros, com uma campanha de não-violência e de amor ao próximo que repercutiu pelo mundo.

Diante de muitas lutas, os esforços de King levaram à Marcha sobre Washington de 1963, onde ele fez seu discurso “I Have a Dream”, até hoje muito lembrado. Após sua morte, o ativista recebeu a Medalha Presidencial da Liberdade, a Medalha de Ouro do Congresso e homenagens com um feriado federal e centenas de ruas renomeadas em sua memória.

The Director – Uma criadora na Gucci

The Director mostra os bastidores da diretora de criação Frida Giannini, que renovou a marca Gucci. Fruto de um ano de filmagens, a obra vai além das passarelas, apresentando a visão artística da estilista e todo seu processo de criação em uma marca liderada basicamente por homens.

O documentário revela o universo criativo de Giannini, que sucedeu a Tom Ford no comando da Gucci e devolveu a grife às suas raízes. Além disso, ele extrapola o universo da passarela, dando atenção à visão artística da estilista, seu processo de trabalho, influências criativas e registra a marca de liderança que Giannini deixa numa indústria em que a mulher não teve espaço dominante.

The Final Year

Neste registro único, acompanhamos o último ano de gestão de Barack Obama como presidente dos EUA. A equipe do documentário acompanhou de perto as viagens do líder, retratando a preparação política das ações que definiram o ano final da sua administração.

O filme foi produzido pela Magnolia Pictures, em parceria com a HBO. Além disso, ele apresenta os principais assessores do presidente, que o ajudam a desenhar a política exterior, cada um à sua maneira e no limite das suas atribuições. Um relato de perspectiva interna única da luta da Casa Branca em deixar uma marca significativa na política externa estadunidense, antes do que viria a ser a eleição de Donald Trump.

Steve Jobs: Billion Dollar Hippy

Não é surpresa falar em liderança sem mencionar um dos grandes nomes do empreendedorismo tecnológico. Steve Jobs construiu uma empresa e toda sua revolução posterior, literalmente na garagem de casa. O que era apenas o trabalho de um hippy se tornou uma das marcas mais valiosas do mundo.

A obra acompanha os passos do nerd que preferiu abandonar a faculdade e se transformou no chefe linha dura e perfeccionista, muitas vezes grosseiro e agressivo com os funcionários. A partir de depoimentos, conhecemos melhor a mente e trabalho de Jobs, ilustradas, inclusive, pelo cofundador da Apple, Steve Wozniak. Vale a pena conferir como o empresário fundou ainda outra importante companhia, a Pixar, que hoje faz parte do grupo Disney.

Iris

Perto de completar cem anos de idade, Iris Apfel é uma empresária da moda que surpreende a todos pelo vigor com que leva sua vida. Isso sem falar que ela continua ativa em seus empreendimentos. Iris nasceu no Queens (NY) e entrou na moda nos anos 1950, quando, junto a seu marido Carl, abriu a Old World Weavers, uma empresa de tecidos que foi contratada por nove presidentes americanos.

O foco deste documentário é mostrar não apenas sua carreira e sua maneira única e inconfundível de lidar com a indústria da moda, mas também suas inciativas relativas à economia criativa que conquistou gerações de amantes da alta costura.

Gostou das dicas? Veja também alguns filmes que poderão inspirar a sua liderança.

Produtividade abaixo do potencial encarece a carne no Brasil e no mundo

O Brasil, em um contexto global de produção de pecuária de corte, é um dos grandes “players”, com uma das maiores produções. Seja pela extensa área para criação de gado ou pelo fácil acesso a grãos para alimentação do boi, o fato é que o país realmente se posiciona como grande player e o mundo tem uma dependência do mercado brasileiro de proteína animal como um todo – boi, frango, suínos, ovos e até o leite.

De acordo com o professor da Plataforma Solution, Thiago Bernardino, ainda assim o país produz menos do que poderia. “Quando falamos que o Brasil tem problemas de oferta de carne, quer dizer que produzimos abaixo do potencial que temos. Podemos ter uma larga produção pelas condições de área, água, pasto e clima”, afirma. “Mas poderia ser ainda melhor”, completa.

Apesar de ser um dos maiores exportadores de carne bovina, apenas 20% da produção no Brasil é de fato comercializado fora. Escândalos econômicos envolvendo empresas de exportação de carne bovina, em 2017, tiveram impacto no mercado, diminuindo a oferta para o exterior e elevando preços. Para manter e até abaixar os preços é necessário produzir mais.

Baixa produtividade

Uma das explicações para essa produção abaixo do esperado é porque por muito tempo o gado foi encarado como reserva de valor. “Ele era colocado no pasto para garantir a posse de terra”, afirma o professor.

Isso fazia com que a rotatividade no pasto fosse grande, os donos das terras as vendiam e compravam com muita rapidez. Essa tradição hoje em dia não é mais tão comum, mas ainda é motivo para a baixa produtividade em alguns locais no país.

Outra razão é a tradição do pastejo, ou seja, gado criado solto. Nesses casos, os bois ganham em média 800 gramas por dia. Em confinamento, a média é de 1,8 kg ou até 2 kg. Isso faz com que o ciclo de produção da pecuária de corte dure em média de 80 a 120 dias. No pastejo pode chegar a um ano.

Como no Brasil o espaço não é um problema, é comum que os produtores não se incomodem em criar os animais soltos – além de essa técnica ser mais barata. “Enquanto em outros países com menos área para produzir eles fazem o máximo que podem com menos. Isso exige mais, o produtor acaba por colocar mais tecnologia, produz mais e um animal mais pesado”, completa o professor.

Perspectiva

Com a economia do país se estabilizando, a tendência é que os produtores de carne invistam em tecnologias em vista de melhorar a produtividade. “Espera-se que a gente aumente o consumo de carne bovina internamente. As exportações vão continuar crescendo”, afirma Bernardino.

Além disso, com o crescimento de consumo interno e externo, a oferta também deve aumentar. O cenário deve ser positivo nos próximos anos, de acordo com o professor.

Apesar de o país ter espaço “de sobra” para produção de gado, a perspectiva é que isso também diminua cada vez mais. Isso porque há o crescimento das cidades e culturas agrícolas que também precisam de espaço. “Isso traz uma competição maior para a pecuária, exigindo que invista para aumentar a produtividade sem precisar de tanto espaço”, finaliza.

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Como é o líder do futuro?

Muitas são as competências atribuídas a alguém que desempenhará um papel de liderança. Falar sobre o líder do futuro entra nessa questão, uma vez que a imagem de um chefe autoritário não pode estar relacionada a imagem de um cargo de liderança.

Um líder do futuro consegue absorver as mudanças e implantar elas para que se adaptem a seus liderados. Exige responsabilidade, sensibilidade e, principalmente, humanidade, uma vez que estamos falando de trabalhar guiando outras pessoas.

Para Denise de Moura, professora do curso de Liderança e Líder Coach da Plataforma Solution, as inúmeras transformações, sobretudo tecnológicas, têm modificado consideravelmente as relações interpessoais dentro das organizações.

“Como tudo tem ocorrido de forma muito rápida, fica difícil prever exatamente como será o futuro. Uma coisa é certa. Independente se vamos trabalhar em casa, de forma virtual, em formato coworking, sempre haverá espaço para uma liderança capaz de engajar e manter o comprometimento da sua equipe elevada. Para isso, algumas competências tornam-se essenciais”, explica.

Líder do futuro, só que agora

Segundo Denise, é importante mencionar que falar sobre a humanização da gestão não significa esperar que um líder seja amigo ou que almoce todos os dias com a sua equipe, por exemplo. “Pensando que há pessoas que são lideradas por gestores de outros países (equipes globais), um chefe ‘amigo’ não as ajudará em seus resultados”, exemplifica.

Para as equipes que desejam uma gestão justa e eficaz, ela envolverá alguns comportamentos importantes que todo gestor precisará desenvolver ou aprimorar.

“Mais do que um amigo, as pessoas querem um parceiro de trabalho, um facilitador”, comenta a professora.

Competências

Se ainda assim a imagem de um líder do futuro – e mais humano – levantar dúvidas, Denise separa alguns dos comportamentos que deverão ser adotados ou aprimorados por esse “facilitador”. São esses:

  • Proporcionar desafios e metas para todos da equipe e acompanhar os resultados individuais e em grupo;
  • Capacitar e desenvolver os integrantes da sua equipe continuamente, para que consigam realizar suas atividades com segurança e confiança, superando obstáculos e se tornando um profissional melhor a cada dia;
  • Ser justo e íntegro com todos da equipe, reconhecendo os esforços individuais e promovendo as pessoas pelos resultados que entregam e não por afinidades;
  • Respeitar a sua equipe, dando feedbacks honestos que visem o aprimoramento profissional;
  • Dar autonomia e acompanhar os resultados. Delegar é diferente de “delargar”. Delegar envolve passar uma responsabilidade para um integrante da equipe, mas fazer acompanhamentos periódicos das entregas;
  • Promover o espírito de equipe em seu grupo, mediando conflitos não funcionais (atrapalham o desempenho), trabalhando as diferenças culturais que venham a surgir e estimulando pontos de vista diferentes.

Por fim, a professora explica que o líder do futuro será um gestor que conheça com profundidade cada integrante da sua equipe, independentemente do cargo que eles ocupam. “Apesar da distância, consiga engajá-los continuamente, através do seu comportamento ético e justo. O líder do futuro será um verdadeiro parceiro de trabalho”, pontua.

Você reconhece as habilidades do líder do futuro? Saiba também como identificar um líder tóxico.

Fazer um curso rápido vai me qualificar?

Quando se fala em curso rápido, muitos ficam indecisos se isso realmente é o caminho certo para a qualificação. A dúvida é plausível, visto que essa modalidade de educação era incomum até pouco tempo atrás – principalmente se tratando de ensino a distância.

O fato é que cursos rápidos qualificam sim. Eles tendem a ter foco no mercado de trabalho, caráter prático e alta aplicabilidade. Ou seja, é ideal para quem precisa do conteúdo para usar no dia a dia do trabalho, não tanto da parte teórica.

Aqui vai um exemplo: imagine que você trabalha com agronegócio e pretende começar a entrar no mercado de pecuária de corte, mas ainda não tem o conhecimento para isso. Você vai optar por um curso longo que aborda várias questões de aspectos diferentes do agro, muitas das quais você já conhece – e também pecuária de corte?

Ou, como há essa opção, vai escolher por um curso rápido que não vai repetir o que você sabe, mas vai abordar aspectos específicos daquilo que você busca, além de ser voltado para a prática de mercado?

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Mas e o certificado?

A questão central dos cursos rápidos é justamente qualificar o aluno para que ele esteja pronto para o mercado de trabalho. O foco não é exatamente o certificado, embora ele também seja importante em outras instâncias.

E essa é uma dúvida que permeia a cabeça de quem já se deparou com a dúvida de cursar ou não. Apesar de se tratar de cursos rápidos, essa modalidade de ensino gera sim certificado que, para algumas empresas, é filtro para processos seletivos.

Para além de papéis, hoje em dia muitas organizações valorizam, ainda, o conhecimento. O futuro aponta para o crescimento dessa tendência de contratação com base no trabalho e competência, não de certificados e diplomas.

Alguns motivos

Esse tipo de qualificação traz junto muitas dúvidas, mas é uma opção para quem deseja conquistar uma promoção na empresa que trabalha ou até mudar de emprego. Veja abaixo alguns dos motivos para optar por cursos rápidos.

Rapidez e aplicabilidade: Cursos rápidos geralmente são de curta duração, além de focar um assunto específico e ter caráter mais prático do que teórico. É a melhor opção para quem pretende se qualificar para mudar de cargo ou entender uma nova tecnologia ou tarefa da função que já exerce.

Falta de tempo: A modalidade EAD é ideal, ainda, para aqueles que têm pouco tempo para se dedicar aos estudos, em especial aos que precisam fazer isso em horários incomuns. Essa liberdade de escolha da hora de estudar é “luxo” exclusivo dos cursos online.

Desenvolve disciplina: No entanto, o aluno deve ter disciplina e maturidade para lidar com essa responsabilidade. Apesar de ter muita liberdade, ele também terá de estudar. Curso EAD não é, nem de longe, uma modalidade para quem não quer se dedicar. Inclusive, quem faz cursos a distância deve ter até mais dedicação para manter a rotina.

Quando cursar?

Você já sabe que os cursos rápidos qualificam e são aplicáveis ao mercado de trabalho, mas tem dúvida se é a melhor opção para você? Calma, podemos te ajudar!

Vamos lá: você trabalha em um segmento, mas quer mudar de área. De repente aprender outra função, mas tudo relacionado ao mesmo universo que você já tem certo conhecimento. Essa é uma situação em que o curso rápido se encaixaria perfeitamente.

Agora, se o setor que te interessa não tem nada a ver com o que você trabalha hoje, talvez seja melhor investir em algo que vai te dar a base teórica naquele assunto, que introduza antes da prática.

Mais um exemplo: você trabalha na área, mas surgiram novas funções ou é preciso se atualizar para continuar fazendo com excelência. O curso rápido é a melhor opção, porque vai pular a parte introdutória que você provavelmente já conhece e direciona para a prática, a fim de te proporcionar o conhecimento específico que falta.

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Agronegócio brasileiro: uma projeção do setor em 2019

O agronegócio é um dos setores mais dinâmicos da economia brasileira em termos de produtividade, crescimento e geração de renda. Nesse âmbito, ele tem mostrado um desenvolvimento a uma taxa superior em relação a outros ramos da economia brasileira.

Segundo o professor e especialista em economia, Humberto Spolador, além de se apresentar como um setor de alta tecnologia, o agronegócio contribui para a geração de emprego e renda em outras atividades econômicas como, por exemplo, na indústria de máquinas, que tem parte de sua produção voltada para o campo ou, ainda, a indústria farmacêutica, que produz medicações e vacinas para a produção animal.

“Vimos que 2018 foi um ano difícil para o setor, mas ao observar a série histórica, existem algumas oscilações pontuais, nas quais a média de crescimento ao longo do tempo ainda seguiu superior ao crescimento médio da economia brasileira”, pontua. Em 2017, contudo, ele ressalta que a atividade agropecuária obteve um crescimento de 13%, sendo esta apenas uma das atividades que compõem o setor.

Carlos Bacha, também especializado em economia e professor de cursos voltados ao agro, indica dois pontos a serem observados no agronegócio brasileiro em 2019, sendo um de dimensão interior e o outro exterior. “O primeiro será a taxa de câmbio, que influencia na remuneração do exportador e do produtor além de pressionar a área de insumos e uma série de custos com produção. A taxa de câmbio está relativamente alta este ano”, avalia.

Política nacional

As recentes mudanças na estrutura política brasileira, com a eleição de um novo governo de direita, será um importante ponto de transformações. Bacha explica que as pressões ambientais e invasões de terras diminuirão, enquanto que a produção não estará limitada ao que é chamado de políticas de rendas.

“Portanto, se a taxa de câmbio surge como uma ameaça interna, a produção e exportação serão elevadas de forma positivas conforme os preços internacionais se mantiverem constantes”, observa.

O acadêmico indica ainda que a perspectiva para 2019 é uma redução na taxa de câmbio. Isso significa diminuição de rentabilidade para o exportador, que ganhará o um valor em dólar, mas que, convertido em reais, tem um preço relativamente mais baixo em relação a um produto vendido em melhores cotações. Esse comportamento se distribuirá ao longo da cadeia de produção do agronegócio.

“Mas devemos lembrar que o agronegócio, em uma taxa de câmbio de $ 3,40, é muito rentável. Então não teremos uma redução de ganhos no setor a não ser que os preços caiam a nível internacional”, completa.

Desempenho

Do ponto de vista interno, Bacha informa que a produção nacional será muito bem estimulada por um novo governo. “Essa administração deverá manter os estímulos atuais aos campos de pesquisa e extensão, porque a inflação não está necessariamente pressionando para que esses pontos sejam interrompidos”, comenta.

O professor adverte que a cadeia do agronegócio brasileiro envolve diversos tipos de segmentos e alguns sofrem diretamente com a cotação internacional. A atual queda do preço do açúcar e do álcool – que acompanha as quedas de preço do petróleo – dificulta o crescimento desse setor no mercado externo, por exemplo. Isso relacionado também a diminuição no consumo de seus subprodutos.

Por outro lado, o mercado de soja e celulose são os que estão em constante crescimento, devendo continuar em ascensão durante 2019 e tornando o Brasil uma referência ainda mais forte nas duas frentes. “Temos uma variação de cenários conforme a análise de cada produto justamente porque o Brasil tem uma gama bem grande de produção. Continuaremos sim a crescer nossa produção e colocar o produto brasileiro cada vez mais à disposição do consumidor externo”, conclui.

O desempenho do agronegócio dependerá ainda dos preços e de boa parte dos valores relevantes formados no mercado internacional. Além disso, os indicadores sugerem que a economia brasileira terá um melhor desempenho em 2019 comparado ao mesmo período do ano anterior. “Isso dentro de uma expectativa mais macro da economia, já que é provável que todos os setores se beneficiem dessa conjuntura”, ressalta Spolador.

Segundo as projeções do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado pelo IBGE (https://agenciadenoticias.ibge.gov.br), neste ano a produção de grãos deve ser 3,1% maior do que foi em 2018, sendo a segunda maior safra desde 1975. A maior produção de grãos registrada ocorreu em 2017.

Com papel de grande importância no comércio exterior, o agronegócio brasileiro caminha para novas dimensões. Em dados divulgados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, de 30% a 40% do que o país exporta está relacionado ao setor. “Essa é outra contribuição importante do agro para o crescimento econômico do país neste ano”, finaliza o professor.

Conheça também as tecnologias para o setor de grãos em 2019 aqui.

Por que é importante exercitar a liderança na vida pessoal?

Ser um bom líder no trabalho significa motivar a equipe, trabalhar junto e encontrar soluções para conseguir os melhores resultados. Para além do profissional, as capacidades de liderança também são importantes impulsos para alavancar a vida pessoal.

Um bom líder de si é aquele que consegue administrar todas os setores da própria vida com eficiência. É comum associar esse tipo de atitude com a perfeição, mas uma boa liderança não significa não ter conflitos e sim saber lidar com eles.

Essa característica de resolução de problemas é comum ao líder nato. No entanto, não apenas quem já tem uma personalidade voltada à liderança pode desenvolver essa habilidade. Para conseguir conduzir a própria vida, a primeira coisa a se fazer é buscar o autoconhecimento.

Autoconhecimento

A palavra por si já se explica. Quem não desenvolve o autoconhecimento, tem dificuldades com a liderança e isso, por sua vez, traz como consequência ser altamente influenciável.

Se conhecer é importante porque auxilia na capacidade de filtragem do que vem de outras pessoas. Influências demais podem ser prejudiciais em vários níveis. Tomar decisões sem precisar da aprovação de outra pessoa é o cerne da atitude de um líder.

Ser influenciado não significa apenas se deixar levar para caminhos questionáveis por algum desconhecido. Familiares e amigos também podem ser tóxicos e fazer com que você seja guiado a situações complicadas e com resoluções ainda mais difíceis.

Liderança dentro de casa

Primeiro de tudo, vamos a alguns exemplos do que é liderança. Toda casa com mais de três pessoas tem aquela que é o “chefe da família”. Antigamente, esse papel era atribuído exclusivamente aos homens porque eles eram os que davam o sustento ao lar, trabalhando fora.

Hoje em dia, as mulheres estão inseridas no mercado de trabalho e essa visão mudou. Com famílias de configurações diversas, o líder pode ser qualquer um, não necessariamente ligado ao financeiro.

Esse líder dentro de casa geralmente é quem toma frente diante das situações complexas, que decide o que deve ser feito – claro, com colaboração de todos os que serão afetados pela decisão.

Ser o líder dentro da família não quer dizer ser mais importante e muitas vezes essa posição nem está tão clara. É apenas o que vai à frente nas decisões importantes. Algumas vezes, é preciso ser o “chefe de família” até para quem mora sozinho ou com amigos ao invés de parentes.

O líder sozinho

As capacidades de liderança são importantes também para quem passa a maior parte do tempo sozinho. Essa característica vai ajudar nos momentos em que é preciso tomar decisões.

Morar sozinho já é, por si só, uma atitude típica de quem tem qualidades de liderança. Quem é muito dependente e não tem costume de liderar, dificilmente conseguiria responsabilizar-se com as questões diárias de quem mora sozinho.

Geralmente, essas pessoas são mais dependentes de outras e por isso é tão importante que todos desenvolvam, mesmo que minimamente, um pouco de liderança.

Humildade é sabedoria

Muitos têm a visão de que a liderança é ser o melhor, ser independente e tomar todas as decisões sozinhos. No entanto, essa visão na verdade remete muito mais a um chefe autocrático do âmbito profissional do que um líder na vida pessoal.

Liderança também é ser sábio para pedir opiniões, consultar pessoas mais experientes e ter a maturidade para entender que nem sempre – ou quase nunca – você vai estar totalmente correto. Pedir ajuda demonstra que você é maduro o suficiente para entender que a independência total é impossível.

Para ser um líder da sua própria vida com sabedoria, vale relacionar ela com o profissional: se você exerce a liderança em uma empresa, tem uma equipe ali para te dar o suporte. Na vida pessoal é o mesmo: seus familiares e amigos próximos podem te dar um auxílio em vários aspectos. É importante se lembrar, é claro, que cada um vai ter também sua própria vida para liderar.

Se interessou pelo assunto? Veja também 7 filmes para inspirar sua liderança.

Use as micro tarefas para começar e concluir qualquer objetivo

Dividir grandes projetos em tarefas menores é uma ação muito presente em ambientes de gerenciamento de projetos. Denominadas micro tarefas, essas divisões tornam o que parecia um problema em algo bem mais simples, menos assustador e mais provável de ser concluído.

Pode acreditar, você conhece e já utilizou ao menos uma vez essa estratégia. Ela segue o princípio de fracionar um desafio em pedaços menores, que serão completados um de cada vez. Por exemplo, se a tarefa exige um texto, um bom começo é abrir o documento no computador.

Ainda tem dúvidas se isso funciona? Após conhecer a prática das micro tarefas, é bem provável que você a utilize para terminar até mesmo aquela lista de afazeres em casa. Vamos lá!

Nosso cérebro tem limites

Por mais que a memória seja boa, em algum momento ela pode vacilar. Isso é completamente normal, pois é impossível lembrar de tudo. Apesar de os limites do cérebro serem diferentes para cada indivíduo, a capacidade média da memória operacional (aquela usada para tarefas) é de 3 a 5 itens. Se alguma coisa for acrescentada a esse processo, é bem possível que ela seja esquecida.

Então, dividir um trabalho em micro tarefas ajuda a separar com mais facilidade cada passo. O truque aqui é bem conhecido: liste os processos em tópicos ou checklists, pois isso ajudará a guiar quando você estiver prestes a esquecer a próxima etapa.

Além disso, é importante trabalhar com metas específicas, que ajudam a melhorar qualquer organização e a produtividade. Estabelecendo alvos, qualquer tarefa passa a ser mais detalhada, com finalidades muito mais claras.

Ao se dividir um projeto em objetivos menores, nos permitimos estabelecer marcos mais específicos. Como resultado, fica mais fácil levar a motivação e o ânimo na direção correta.

E os resultados…

Alguns projetos podem demandar mais tempo, de semanas até anos. Isso significar investir muito trabalho e planejamento para uma tarefa que, se mal guiada, pode levar a uma direção bem fora da planejada inicialmente.

Está aí mais um motivo para executar as micro tarefas, uma vez que elas serão o feedback do andamento do plano, de forma mais rápida e com impacto menor, caso ele saia dos trilhos.

Nada é mais importante para manter o foco em um projeto, e garantir seu sucesso, do que um bom feedback, apontando tanto erros quanto acertos. Dividindo grandes afazeres em partes menores faz com que essa resposta mantenha a motivação e produtividade, itens importantes para a conclusão de um objetivo.

Além disso, faz parte da nossa natureza não gostar de esperar por recompensas “lentas”. Isso significa que gostamos de resultados imediatos e eles precisam ser sempre bons.

Ao dividir essas demandas em micro tarefas, abrimos caminho para experimentar recompensas mais frequentes, que inspiram a continuar seguindo em frente. Em trabalhos grandes demais, fica bem mais fácil desanimar ou deixar algo de lado.

A prática dos minutos

Novamente, cada pessoa tem a sua maneira e ritmo de produtividade. Portanto, a dica é pegar o conceito de quebra das micro tarefas e adaptá-lo para a situação individual do projeto. Aliás, isso também funciona para objetivos do dia a dia, como limpeza da casa, compras, estudos, enfim, tarefas que demandam mais tempo e geralmente são adiadas.

A primeira etapa é dissolver o trabalho em mais partes, distinguindo as etapas e o tempo que vai ser preciso para executar cada uma. Mas anote mesmo, assim nada corre o risco de ser esquecido ou feito às pressas. Após isso, utilize algum método de dedicação do tempo. Como os seguintes exemplos:

Regra de 5 minutos

Neste, é indicado se dedicar a uma tarefa por apenas cinco minutos. Apesar de parecer pouco, essa janela de tempo é bem mais relevante do que não ter feito minuto algum de trabalho, impactando nas realizações de longo prazo.

Muitas vezes a postergação de uma tarefa vem da ansiedade de começar e saber o tempo que levará para chegar ao final dela. Ao se visualizar no conceito das micro tarefas, a impressão que fica é que a conclusão é completamente possível, mesmo que um passo de cada vez.

Como a técnica desperta a vontade em querer cumprir metas, cada vez que for utilizada o período de tempo pode acabar se estendendo além dos cinco minutos previstos inicialmente.

Regra de 2 Minutos

Você não consegue se imaginar preso a uma tarefa por cinco minutos? Então essa outra regra pode ter o mesmo efeito. Baseada em uma teoria do físico Isaac Newton, ela aposta que para acabar com a procrastinação é preciso encontrar uma maneira, seja ela qual for, de começar a tarefa em menos de dois minutos.

Sabe aquela história de que um corpo em repouso continua em repouso a menos que seja influenciado por uma força externa? Pois é, a Lei da Inércia explica bem que se conseguirmos começar uma tarefa que leva dois minutos, vai ser muito mais fácil continuar nela ou em outras. Quando notar, todo o plano das micro tarefas acabará sendo cumprido.

Gostou? Conheça também a estratégia do microlearning e como ela pode te ajudar a aprender mais.