Como usar a empatia para liderar melhor

O modelo de gestão humanizada vem se popularizando nas empresas. Por usar a empatia, ele desenvolve a saúde corporativa ao valorizar o relacionamento, interação e bem-estar de todos, melhorando a produtividade.

Além disso, com um mercado profissional competitivo, uma liderança empática também é importante para a retenção de talentos, pois o funcionário entende que seu potencial é reconhecido por seu superior.

A empatia serve como pilar de desenvolvimento externo e interno. Só é possível acessá-la quando se reconhece o tipo de sentimento que outras pessoas estão vivendo. Um líder usa essa capacidade em benefício de todos, mas antes de tudo aprende como pode desenvolvê-la da melhor forma.

Entendendo a prática

Reconhecer as diferenças entre os funcionários e usar a empatia para uma liderança humanizada exige reformulações nas práticas de gestão. A princípio, há uma necessidade de mudar a relação de poder de um chefe sobre sua equipe. Presente no modelo de gestão vertical, o autoritarismo já não encaixa nesse novo modelo de gestão.

Na liderança humanizada, quando adotada pelo gestor, existe conversa. São feitas reuniões sistematizadas com a participação de toda a equipe, que tem liberdade para fazer perguntas e opinar.

Ao se deixar as portas abertas para que as pessoas efetivamente resolvam questões com a gerência, sejam elas pessoas ou profissionais, o ambiente se torna mais receptivo.

Outra boa prática para estreitar as relações seria por meio de feedbacks. Eles não devem ser somente do gestor para a equipe, mas também o contrário. Todos os lados devem expressar seus pontos de vista sobre como anda o relacionamento corporativo.

Nesse sentido, vale lembra que a abertura para apresentar os pontos de divergência e opiniões ajuda a equipe a resolver seus próprios conflitos. Todos os funcionários crescem à medida que criam uma base de confiança. Isso, só é possível quando todos conseguem entender uns aos outros.

Iniciando o exercício

Por pensarem e sentirem de forma diferente, as pessoas veem na figura do líder um ponto onde deve ser centralizado o fluxo dos conflitos. Quando o gestor tem que acompanhar grandes equipes, a tarefa de mediar pontos de crises pode se tornar impossível.

Como desafio em grandes organizações, um gestor deve transmitir a capacidade de usar a empatia com seus subordinados mais diretos. Esses, por sua vez, deverão se espelhar na lição empática e desenvolvê-la junto das demais equipes.

Somente ao líder cabe a tarefa de disseminar boas atitudes em termo de relacionamento. Justamente através de seu exemplo as pessoas se sentirão estimuladas para tomar atitudes mais corretas umas com as outras, dentro de uma gestão mais humanizada.

Usar a empatia

O modelo de liderança empática para desenvolver uma gestão humanizada tem sido o ponto mais enfatizado nas organizações. Nesse ambiente, as transformações se devem principalmente pela a inovação e surgimento de equipes de sucesso.

Ações mais humanas remetem, por resultado, a mais colaboração e maior possibilidade de olhar o outro como igual. Atualmente, é impossível imaginar o insucesso de uma empresa sem que exista esse tipo de união entre os funcionários.

Contudo, a liderança empática não significa falta de autoridade focalizada em uma pessoa, já que sempre haverá importantes pontos para serem solucionado com um gestor mais experiente.

Mesmo que exista um líder principal, ele não deve ser condescendente com tudo, mas sim procurar saber quais são as necessidades e particularidades de cada membro da equipe. Esse é o fator que diferencia o modelo de liderança que usa a empatia de um mais autoritário e opressivo.

Gostou do tema? Veja também como age o líder do futuro 🙂

5 dicas para melhorar seu repertório cultural e ajudar na carreira

Ir ao cinema, ouvir podcasts, baixar ou fazer playlists em plataformas de streaming, ir a espetáculos e demais apresentações artísticas. Todas essas ações são exemplos de consumo de cultura, responsáveis pelo repertório de cada indivíduo.

Construído a partir de experiências, influências e principalmente vivências, ele é único para cada pessoa. Desde que nascemos, passamos a ampliá-lo conforme adquirimos experiências ou nos são permitidas tê-las, como iniciar leituras, conhecer lugares, pessoas, conversar, se relacionar, assistir, ouvir, etc.

Já muito comum em entrevistas, as perguntas de caráter pessoal têm direcionado para a descoberta do repertório cultural dos candidatos. Muitos recrutadores desejam saber quais livros, filmes, séries e músicas os selecionados mais gostam.

A intenção do avaliador não é comparar as respostas entre os candidatos, já que isso nem mesmo faz parte dos critérios de seleção. O intuito principal é saber se o consumo de produtos culturais faz parte da vida dos entrevistados e se eles conseguem compartilhar isso de forma natural.

A cultura está ligada às vivências de uma pessoa. São elas que influenciarão nossa tomada de decisão frente a um problema. Ou seja, baseada em experiências passadas, a solução para dificuldades do dia a dia, inclusive as corporativas, podem ter rumos diferentes.

A Plataforma Solution separou 5 dicas para melhorar o seu repertório cultural. Confira!

Hábitos

Cair na rotina afeta muito a forma como as pessoas desenvolvem seu repertório cultural. Estar preso ao ciclo trabalho-casa-trabalho retira todas as energias que alimentam a vontade de consumir cultura. Entretanto, por mais difícil que possa parecer, criar esse hábito é um investimento pessoal.

Um exemplo de comprometimento da vida por falta desse tipo de bagagem é a conversação. Ninguém gosta de puxar papo com uma pessoa chata, sem conteúdo, com poucas experiências para compartilhar ou sem uma visão diferente do mundo, pouco senso crítico, etc. Estar inerte quanto a qualquer coisa é estar automaticamente excluídos dos meios sociais.

Geralmente, tendemos a achar difícil dedicar tempo lendo, visitando exposições ou indo a peças teatrais. Comparado a um passeio no shopping, festa ou até mesmo dormir, essas atividades não parecem tão divertidas. Mas, para melhorar os relacionamentos pessoais e profissionais, elas são essenciais.

Entrando em contato com esse tipo de ocupação, novas experiências e informações são coletadas. Junto a isso, surgem novas ideias, histórias, pensamento crítico e ponto de vista. Uma grande diferença na hora de compartilhar ideias dentro de uma conversa, não? Portanto, o caminho mais fácil é achar aquilo que for mais agradável dentro das necessidades pessoais.

Criatividade em foco

Grande parte das ideias ditas como revolucionárias surgem baseadas em conceitos já existentes, só que vistos de formas diferentes. Naturalmente existem pessoas mais criativas, entretanto essa não é uma qualidade restrita e pode ser desenvolvida.

O processo criativo nada mais é que uma ideia inspirada por um contato anterior. Ou seja, o inventor se baseia na bagagem adquirida para inovar. E no universo profissional não poderia ser diferente, até mesmo para aqueles que não trabalham com criação constantemente.

Pensar em estratégias, modos de superar uma situação ou até mesmo um meio de otimizar o que já é feito são exemplos de ação criativa. As novas ideias aparecem conforme encontram espaço para crescer e são alimentadas por todo o repertório cultural unido ao conhecimento técnico.

Ainda há tempo

Jamais devemos pensar que é tarde demais para se desenvolver um bom repertório cultural. E para melhorar o processo de criatividade e inovação, dar espaço para atividades diferentes e arrumar tempo para descansar a cabeça é mais do que importante.

Quem está preso a uma mentalidade sistemática e acostumado a apenas executar tarefas precisa se livrar de algumas ideias. Por exemplo, pensar que um trabalho estritamente operacional, mesmo que produtivo, é a única maneira de ser um bom profissional.

Quando se fala em criação, esse “modus operandi”, na verdade, somente prejudica e limita nossa capacidade. É sempre bom pensar fora da caixa, unindo o trabalho com coisas que gostamos, mesmo que por pouco tempo, como ouvir uma música enquanto responde a um e-mail. Assim como em um filme, podemos determinar um pico de emoção (ou ação em uma tarefa) acompanhado por uma trilha sonora.

O conhecimento não tem fim

Além do ambiente de trabalho, existe algo chamado vida. É com ela que devemos nos conectar e importar quando deixamos a rotina corporativa. Nesse momento, vale consumir os mais variados tipos de conteúdo, para aumentar ainda mais o repertório cultural. O importante é deixar de lado preconceitos e testar de tudo um pouco.

Um dos princípios da construção de um rico repertório cultural é que todo tipo de informação merece atenção. Quando barramos algo por puro preconceito, corremos o risco de não receber conteúdos diferentes e interessantes, que serviriam para novos conceitos no futuro.

Start nas soft skills

Intensamente discutidas atualmente, as soft skills se constroem com um bom repertório cultural. São elas a nova exigência para o profissional do futuro, uma vez que essas habilidades se destacam no meio de tantas hard skills, que são habilidades adquiridas tecnicamente através do aprendizado em massa.

Atualmente, as quatro soft skills mais procuradas no meio profissional são:

  • Comunicação: capacidade de se comunicar com boa expressão e saber ouvir o que as pessoas dizem, com empatia;
  • Pensamento crítico: para qualquer situação, ele servirá para entender problemas e encontrar de forma mais correta as soluções;
  • Liderança: essa competência é indispensável e exige saber resolver problemas e conflitos entre pessoas e tomar decisões executivas;
  • Trabalho em equipe: lidar com pessoas será sempre uma necessidade, isso inclui a capacidade de negociar, reconhecer e apreciar a diversidade em uma equipe, além de saber aceitar feedbacks.

Gostou do tema? Quais são os conteúdos que você consome para aumentar seu repertório cultural? Conte nos comentários!

7 leituras para entender o comportamento do consumidor

No mercado de consumo, saber o que o cliente pensa e como se comporta é um grande desafio. Entender a reação do consumidor diante de um produto ou situação favorece a melhora de estratégias do marketing e do desenvolvimento de uma marca.

Ao se olhar para o campo da ciência, nos deparamos com estudos neurológicos que tentam desvendar o comportamento do consumidor. As descobertas, inclusive, figuram diversas leituras, que são potentes aliadas na hora de entender melhor como funciona o cérebro diante de diferentes estímulos. O blog da Plataforma Solution separou sete.

A lógica do consumo

Bastante conhecido no universo do neuromarketing, esse livro traduz o comportamento do consumidor ao fazer escolhas entre as marcas. O volume é resultado de pesquisas da psicologia no marketing, feitas pelo autor Martin Lindstrom.

Ele analisou dados das reações cerebrais de voluntários a partir de aparelhos tecnológicos. A conclusão foi de que grande parte das decisões são tomadas inconscientemente e são influenciadas por fatores externos, como imagens, sons, cheiros e cores. Esses, inclusive, são alguns dos processos de persuasão que nos fazem lembrar de uma marca.

O poder do hábito

Grande marco da psicologia empresarial, este livro apresenta os maiores princípios da neurociência na formação de um hábito. O autor, Charles Duhigg, escreveu enquanto trabalhava como repórter de negócios do New York Times. Graduado pela Harvard Business School, o autor traz como referências estudos de caso na área de marketing. Como exemplo, Duhigg conta mudanças e correções de hábitos, ilustrando histórias de diversas pessoas.

A leitura guia para descobertas de como os costumes corretos foram importantes para garantir o sucesso do diretor executivo da Starbucks, Howard Schultz; de um dos maiores nomes da luta por direitos civis, Martim Luther King; e até do nadador Micheal Phelps, que já conquistou mais de 20 medalhas olímpicas de ouro.

Por dentro da mente do consumidor

O jornalista Philip Graves discute a importância de estudar o consumidor em seu “habitat natural”, a exemplo de shoppings e supermercados. Com sua especialização em comportamento e psicologia do consumidor, o autor faz um resumo abrangente sobre o tema, investigando de forma inédita os métodos tradicionais de pesquisa de mercado. Além disso, ele explica porque as conclusões extraídas da maioria dessas pesquisas não são confiáveis.

O livro também usa o neuromarketing para demonstrar a relação das influências externas com o subconsciente nas decisões finais do público. Graves demonstra o funcionamento do inconsciente e sua influência em nas escolhas.

Neuromarketing: a nova pesquisa de comportamento do consumidor

Escrito por Pedro de Camargo, livro oferece um panorama para entender o comportamento do consumidor usando as técnicas de neuromarketing. O volume foi dividido em quatro partes. Na primeira estão os Capítulos 1 e 2, que introduzem o tema, os fatores biológicos que nos fazem agir e a neurociência.

A segunda parte inclui os capítulos 3 a 8, abordando os aspectos biológicos prejudiciais na pesquisa qualitativa tradicional de comportamento do consumidor. Já na terceira, dos capítulos 9 e 10, e a quarta, capítulo 11, são apresentados os novos estudos que antecessores ao neuromarketing e como essa ciência surgiu, respectivamente.

A alma do novo consumidor

Os autores David Lewis e Darren Bridges discutem nesta obra as diferenças de comportamento do consumidor antes e depois da internet e do e-commerce. Mostrando a evolução do consumo, eles conduzem o leitor a questionar se o trabalho acompanhou tal processo e está apto a enfrentar a rapidez do mundo virtual.

A obra aborda ainda a importância de uma marca oferecer o “algo a mais” pelo qual os consumidores estão sempre em busca. Ela leva a pensar como a geração atual se preocupa em analisar antes de comprar e o que determina suas escolhas.

Clientividade: Como oferecer o que o seu cliente quer

Com uma proposta que pretende revolucionar o mundo corporativo, o autor e consultor César Souza criou o termo e lançou Clientividade. A ideia é colocar os clientes no centro das decisões dos negócios. A partir de casos reais, o relato parte da dedução de que todo mundo é e tem clientes.

O autor explica porque existe um enorme desacordo entre os desejos e expectativas dos clientes e o que as empresas entendem como tal. Baseado em sua larga experiência prática, ele dá dicas de como superar esse problema e melhorar os negócios das empresas.

Novas questões, respostas diferentes

A publicação expõe experiências que a publicitária Gal Barradas reuniu em quase 30 anos de carreira e atuação no mercado de comunicação. Ela traz um olhar atual sobre desafios antigos de construção de marcas e o que vem por aí. Por meio de um contexto atual, o livro explora a tarefa de elaboração da identidade de uma marca, cada vez mais complexa.

Com abordagem pragmática, direta e partindo de temas importantes que estão em ebulição na nossa sociedade, Gal fala sobre marca, cultura, negócio, canais, Big Data, tecnologia, ética e diversidade de maneira clara e integrada, simplificando o desafio da comunicação na era do consumidor.

Gostou? Saiba também quais técnicas da neurociência são usadas no marketing.

A importância de um RH digital na cultura organizacional das empresas

As evoluções tecnológicas mudaram as relações entre as pessoas, tanto pessoais quanto profissionais. A cultura organizacional das empresas também sofreu alterações com tanta tecnologia, mas é preciso saber por onde começar antes de se adequar à contemporaneidade.

Ter um RH (recursos humanos) digital, que utiliza ferramentas do mundo virtual para os processos antigamente baseados em pastas e papéis, é importante nesse processo. A relação entre essa equipe e o restante dos colaboradores é um espelho para a cultura organizacional da empresa, então começar a mudança nesse ponto é uma boa estratégia.

Se a equipe de RH aderir a ferramentas que facilitam processos complicados ou que melhoram a comunicação interna, outros times terão abertura para fazer o mesmo. Diante desse cenário, a tendência é que a empresa fique cada vez mais digital, aberta para conversa e com uma cultura organizacional inovadora.

Como começar

Para automatizar e trazer elementos digitais que facilitem a rotina do RH, é preciso começar revendo os processos e mudando a forma de pensar, o mindset. A maneira de trabalhar atual agrega algo para a empresa? Ou são somente várias etapas para concluir ações meramente operacionais?

É importante refletir sobre isso para entender em quais momentos as ferramentas digitais entrarão. Quando você perceber isso, vai notar a diferença que o RH digital faz para a cultura organizacional da empresa inteira – funcionando como um exemplo de inovação a ser seguido.

Os processos mais simples, como registro de ponto dos funcionários, cálculos de verbas, férias e benefícios podem ser os primeiros a migrar para uma plataforma digital. Imagine só se cada funcionário tiver autonomia para consultar seu banco de horas sem precisar ir até o departamento de RH e falar com alguém. É uma facilidade que o digital traz, mas essa mudança vai acontecer com o tempo, um passo de cada vez.

Recrutamento e seleção

A geração de profissionais que estão entrando agora no mercado de trabalho tende a priorizar empresas que possuem abertura para conversa e estrutura organizacional flexível, permitindo inovação. Não apenas o RH digital, mas começando por ele, possibilita a comunicação entre todas as equipes e a parceria entre as áreas.

Implementar o uso de ferramentas digitais de comunicação interna pode ser um fator chave para criar uma cultura organizacional inovadora. Além disso, o uso de tecnologia para facilitar a gestão de pessoas também é um ponto positivo no mercado de trabalho e incentiva todas as equipes a aderirem também.

A época em que o ambiente dentro de uma empresa era quase automático, sem muita interação, acabou. Se antes um escritório era silencioso e cada um somente fazia seu trabalho, sem sugerir melhoras ou interagir, hoje isso é até evitado pela nova geração de talentos.

Tanto no quesito de encontrar e manter os colaboradores, quanto a parceria entre todas as áreas pela capacitação e interação, ferramentas digitais podem ser essenciais no processo de solidificar uma cultura organizacional. Isso é um diferencial para reter um talento no mercado de trabalho.

Se interessou? Leia também “O que é comportamento organizacional

Como escolher uma empresa por sua cultura organizacional?

Uma das coisas que mais incomodam é não se sentir parte de um grupo ou lugar. Ao escolher uma empresa pela questão salarial, cargos e demais benefícios, corre-se o risco de cair nessa armadilha de não pertencimento. A vaga, no começo, até parecia bem atrativa, mas desde que começou no novo emprego você se sente desconfortável e fora do comum.

O segredo para o sucesso geralmente é associado ao esforço, atualização e demais processos, mas vai muito além de fórmulas. Ele também envolve os cultura organizacional da empresa e como ela se encaixa nos valores pessoais do funcionário. Somente assim essa situação pode ser evitada.

Começando a sentir parte

Dentre as qualidades que ajudam a conquistar uma vaga, se destacam a boa comunicação, extroversão, sociabilidade e capacidade de entrosamento. Entretanto, de nada servem em um espaço que pouco cultiva relações entre os funcionários ou, até pior, os prende em circunstâncias completamente operacionais, em que não existem conversas apropriadas fora do contexto corporativo.

Quando se escolhe uma empresa, é preciso sentir confiança para se relacionar com os novos colegas. Ter uma cultura organizacional que permite o sentimento de fazer parte do grupo facilita o abandono de certos medos, como o de falar ou ter conversas descontraídas com os novos colegas.

Ao perceber que a interação não é incentivada, fica mais fácil saber se a cultura da empresa é oposta às nossas experiências. A ambientação correta certamente despertará motivação, pois é uma forma de se sentir realmente bem-vindo, sem muito esforço.

A diferença entre pessoal e profissional

Diversas vezes nos sentimos isolados nas relações pessoais, como a clássica situação de não ser convidado para algum evento. Mas no meio profissional isso não deve acontecer, pois pode prejudicar o avanço da carreira.

Um exemplo são reuniões em que sua participação é importante, mas não houve convite para estar nelas. Ou quando você é chamado e não tem espaço para falar e, quando fala, sua opinião e consideração não são levadas em conta.

Se sentir isolado no trabalho demonstra uma grave falha na cultura organizacional e mostra que a empresa não está aberta para receber a ideia de todos, excluindo a equidade de chances e descartando a possibilidade de ouvir o que os funcionários têm a dizer.

Para além disso, existem outros sinais que demonstram uma cultura ruim. Ao escolher uma empresa, levamos em conta poder fazer aquilo que amamos. Por mais que isso nos seja permitido, se a organização não demonstra uma boa inclusão, a desmotivação é capaz de aumentar o turnover.

Alguns motivos específicos podem deixar mais claro que a cultura organizacional de determinada empresa não é a correta para você, tais como:

  • Você não se sente inspirado pelos seus colegas e gestores;
  • Seu trabalho não recebe reconhecimento e recompensa, pelo menos não da forma como você gostaria;
  • Não existe investimento para desenvolvimento da sua carreira por parte da empresa;
  • Valores, propósitos e visão geral da empresa ou da sua função já não são importantes para você.

Posso mudar?

É fato que cada empresa tem a sua própria cultura organizacional e é ela quem dá “personalidade” à corporação. Se encaixar em todas não é uma exigência, pois o contrário deve acontecer. Afinal, é mais fácil se entusiasmar com aquilo que acreditamos.

Para escolher a empresa com uma cultura que se encaixa para você, o primeiro passo é identificar os sinais. Isso deve acontecer desde a capacidade de inclusão até a forma como é trabalhada o progresso de cada funcionário. Se a intenção é mudar de organização, entenda o que não gosta na atual, para não “cair” em uma similar.

No momento da entrevista de emprego, converse com o recrutador e explique seus objetivos, deixando claro os próprios ideais. Nunca tenha como alvo apenas a vaga e o salário, afinal, exercer algo que desvia dos propósitos poderá virar um fardo para o desenvolvimento.

Antes mesmo da entrevista, procure saber sobre a empresa e não somente quantos funcionários ela tem e qual seu capital. Procure por avaliações e interação em redes sociais. Durante a conversa com o entrevistador, tente perceber como a cultura organizacional é descrita e a dinâmica das equipes.

Por fim, lembre-se de que fazer uma boa reflexão sobre qual é o melhor lugar para trabalhar. Se sentir parte de um grupo, de uma força e equipe que apenas beneficie sua carreira e bem-estar deve ser uma obrigação. Somente desta forma você se sentirá motivado a abraçar os valores da organização e entrar dentro do espírito cooperativo de trabalho.

Gostou? Entenda o que é e como funciona o comportamento organizacional.

3 dicas práticas de como usar o Excel na organização financeira

Organização financeira ainda é um tabu para boa parte das pessoas. Muitos não veem a necessidade de ter uma forma de controle dos gastos mensais, no entanto, às vezes uma planilha ou até um papel com anotações pode ser a chave para sair do vermelho e poupar para projetos futuros.

Uma boa maneira para começar a ter organização financeira é utilizando o Excel. Mesmo sem conhecimentos técnicos profundos do software, com noções básicas você consegue ter seu planejamento de gastos de forma prática e – o melhor – personalizada.

“Com o Excel você organiza o que tem para receber, o que tem para gastar e tem um diagnóstico pessoal de como está utilizando os recursos. Aí você pode ter uma melhor tomada de decisão para organização financeira”, afirma João Rosa, professor da Plataforma Solution e idealizador do canal Botão do Excel.

Ele separou três dicas práticas para quem pretende começar a organizar a vida financeira pelo Excel. Confira!

Aba demais, produtividade de menos

A primeira dica é tomar cuidado com a quantidade de abas que vai abrir para controlar suas finanças pessoais. É comum na organização financeira as pessoas terem uma aba para cada mês, mas isso é condenado pelo professor. “Nunca monte dessa forma. Você está organizando de maneira errada e quando for fazer uma análise vai levar muito mais tempo”, afirma.

A dica aqui é fazer uma planilha dinâmica e com todas as informações dos meses em uma mesma aba. Uma opção é montar seus gastos do primeiro mês com todas as fórmulas e copiar para os meses seguintes – e então você insere os dados mensalmente e o próprio Excel vai gerar os resultados de entrada, saída e saldo final.

Essa planilha com colunas para os meses deve ter todas as informações na mesma aba e, assim, quando chegar ao final do período – semestral ou anual – vai ser simples conseguir um relatório de investimentos ou de gastos anuais, por exemplo.

Cada qual no seu quadrado

Essa aqui é uma dica básica para quem usa o Excel não apenas nas finanças pessoais, mas em tudo: não coloque mais de uma informação na mesma célula. “Quando você for organizar, procure colocar por tipo de despesa, se é crédito ou débito e na frente o valor. Cada um em uma célula”, orienta Rosa.

Isso porque fica difícil aplicar fórmulas com eficácia se tiver várias informações na mesma célula. Por exemplo, se você quer incluir na planilha sua despesa em um restaurante. Não coloque “Restaurante – R$ 50” no mesmo espaço. Sempre separe e, assim, o valor vai entrar na conta da fórmula e no total de gastos, deixando tudo mais prático.

Cuidado com a vaidade

Organização financeira no Excel é legal porque você pode personalizar sua planilha e deixar das cores e formatos que quiser, correto? Sim. Principalmente para os amantes de uma boa estética organizacional, o Excel é tentador. No entanto, não é interessante se ater a isso logo no começo. É importante pensar na produtividade e na eficácia da planilha antes da beleza dela.

“Não olhe sua informação pensando no que vai sair na impressora. Você deve olhar para facilitar uma análise inteligente dos dados e depois você gera o relatório extraído dessa análise”, explica o professor. É preciso ter uma base de dados muito bem organizada antes de pensar na estética da sua planilha mensal.

Organização organizada

Resumidamente, para utilizar o Excel como ferramenta de controle financeiro é preciso ter, antes de tudo, organização. Assim, você conseguirá colocar os dados de forma efetiva na planilha e facilitará a análise deles. “Tudo deriva disso, a organização é o cerne de tudo”, salienta Rosa.

Com organização, fica fácil manter tudo na mesma aba, cada informação nas células corretas e uma base de dados clara. Se sua dúvida é quanto à ferramenta e as técnicas para utilizá-la, conheça o curso rápido de Excel da Plataforma Solution. Ou, ainda, confira o canal Botão do Excel.

A vantagem principal

Talvez agora você esteja se perguntando porque usar o Excel ao invés das diversas opções de aplicativos de organização financeira. O professor explica. “A vantagem é a flexibilidade. Você consegue alocar as coisas da maneira que quer”, argumenta.

“É como se os aplicativos prontos fossem um metrô ou trem. Ele te leva do ponto A ao ponto B, nada além desse percurso. O Excel é o carro, você consegue ir onde quiser com ele e define o caminho que vai pegar para chegar lá”, completa ainda.

No entanto, o que vai definir qual a melhor opção é a natureza do seu objetivo. Os aplicativos podem limitar, mas também podem representar agilidade, já que o usuário não terá que montar a planilha ou inserir fórmulas.

Uma forma de poupar

Quando se mantém o controle de gastos e ganhos mensais, as chances de identificar problemas do orçamento, se houver, são grandes. Quando tudo está registrado, a tendência é uma maior organização.

Além disso, se você sempre termina o mês com o saldo “no vermelho”, há algum gasto excessivo que pode ser identificado com a planilha. A partir daí, é possível poupar onde deve ser poupado e conseguir quitar dívidas – quem sabe até economizar para outros projetos.

Se interessou pelo assunto? Leia também “Mesclar células, o câncer do Excel

Produzir cana é rentável? Uma visão do produtor

A safra 2018/19 encerrou-se oficialmente no último dia 29/03, estabelecendo um preço médio, considerando o CONSECANA-SP, de R$ 0,5826/kg de ATR. Com uma qualidade média em torno de 135 kg/t, o produtor de cana vai receber R$ 78 por tonelada produzida (linha vermelha na ilustração). Um patamar de preço bem inferior ao custo de produção da matéria-prima, que foi em média R$ 104/t. Tal indicador foi calculado a partir da apuração de custos em 38 diferentes regiões produtoras do centro-sul canavieiro, em levantamento promovido pelo Pecege, em parceria com ORPLANA e CNA.

Destaca-se a amplitude dos registros de custos, com variação de 50% entre o produtor mais eficiente (R$ 83/t) e o menos eficiente (R$ 125/t), o que é determinado, principalmente (e não exclusivamente, afinal, existem diferentes realidades de produção), pela produtividade de ATR (t/ha) observada, conforme disposto na ilustração, que apresenta os resultados por quadrantes, onde se nota que 2/3 dos registros estão nos quadrantes superiores, acima dos R$ 100/t.

Ainda que haja esta distribuição, chama-se atenção ao fato de nenhuma região produtora apresentar custos menores que os preços praticados, levando a conclusão de prejuízo econômico ao produtor de cana na safra 2018/19. Ressalta-se que não estão inclusas nestas análises eventuais bonificações estabelecidas entre usinas e produtores, práticas estas que, dadas as evidências, vem se tornando fundamentais a sobrevivência no produtor de cana, regendo uma nova formação de negociação: “CONSECANA mais alguma coisa…”

João Rosa (Botão) é professor do Pecege e idealizador do canal do Youtube Botão do Excel.

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Por que estudar comportamento organizacional?

O campo do comportamento organizacional, como estudo acadêmico, envolve temas como motivação, adaptação a mudanças que ocorrem no ambiente interno e externo de uma empresa, cultura e clima organizacional, estilos de liderança, desempenho dos funcionários e assim por diante.

Compreender esse comportamento humano na organização é fundamental para a gestão de processos e pessoas, elaboração de estratégias que atinjam resultados sustentáveis e fortalecimento da cultura organizacional.

“Quando bem trabalhada, a cultura organizacional diminui o turnover e os custos com contratação, melhora a satisfação e engajamento das pessoas, assim como atrai e retém profissionais que de fato acreditam nos valores da empresa”, afirma Denise de Moura, especialista em Gestão de Pessoas e professora do curso Liderança e Líder coach da Plataforma Solution.

Por que estudar?

Atualmente, tudo é rápido e está conectado o tempo todo. “Se em uma linha de produção do início do século 20 as pessoas não podiam conversar umas com as outras durante o trabalho. Hoje a comunicação é um dos principais fatores de sucesso ou fracasso de uma organização”, explica a professora.

Não somente a comunicação, todos os processos sofreram transformações ao longo do tempo. A estrutura rígida e vertical não é mais realidade em todas as empresas como era antigamente. Organização horizontal, times de trabalho, liderança situacional e trabalho em equipe são termos disseminados no mundo corporativo.

“Com estas mudanças, as pessoas precisaram aprender a lidar umas com as outras, ter empatia, saber escutar, dar feedback – questões essas não tão simples”, declara. “Se para ser admitido o foco está nos conhecimentos técnicos e nas habilidades, para se manter na organização é preciso ficar atento aos comportamentos e às atitudes”, completa.

Diante desse cenário, a importância de compreender o ser humano foi ganhando espaço dentro do universo corporativo. Isso inclui aprender a lidar com os desafios e conviver de forma harmoniosa e respeitosa com os colegas de trabalho. “Entender como nos comportamos, sobretudo no momento de crise, nos ajuda a evoluir”, diz.

Comportamentos limitantes

Saber lidar com as adversidades do dia a dia do universo corporativo é essencial. É possível desenvolver habilidades que auxiliam nessa tarefa e é preciso identificar comportamentos que limitam o crescimento pessoal e profissional. A professora Denise listou três:

  • Síndrome da perfeição – cobrança excessiva sobre nós mesmos, o que gera ansiedade e erros. “Todos nós temos limitações e será importante compreender os nossos pontos fortes e os de aprimoramento. Erramos, acertamos e crescemos.”
  • Auto sabotagem – aquela voz interior que impede o seu avanço. As coisas boas são sempre para os outros. Você não se acha merecedor delas.
  • Necessidade de aprovação – as suas atitudes são direcionadas para o que o outro pensa ou deseja de você. Seus comportamentos estão voltados para satisfazer as necessidades dos outros e não as suas.

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Voltar a estudar é um investimento pessoal que vale a pena

O tempo em que concluir uma faculdade e cursar ao menos uma pós-graduação significavam ter um bom posicionamento no mercado acabou. Voltar a estudar é tão importante quanto se desenvolver dentro de empresas, pois, após se estabelecer na carreira, essa ação gera muitos ganhos, como manter a atualização profissional e alcançar maior realização pessoal.

Para aqueles que desejam ganhar mais e ocupar cargos de liderança, retomar os estudos não é opcional. Investir em novos conhecimentos e ir mais fundo nos que já possui é praticamente obrigatório para manter uma boa imagem profissional.

Em um país com um cenário comum de pessoas encerrando os estudos para se dedicar ao trabalho, adiando a busca por novas informações em troca de um salário na conta todo mês, estar ativo é uma forma de sobreviver. Além disso, voltar a estudar torna mais real aquele sonho abandonado pela rotina laboral e o pagamento de infindáveis boletos.

Há ainda aqueles que optaram por construir uma família e deixaram de lado os estudos que ajudariam a atualizar a carreira. Longe de ser algo negativo, é importante lembrar que até mesmo a família pode servir de incentivo para a retomada da educação.

Seja por um sonho, necessidade, pressão da empresa, economia do país ou mudança de carreira, a reflexão sobre o que pode ser feito para melhorar o futuro levará sempre para a mesma resposta.

Criando motivação

Voltar a estudar muitas vezes não parece a tarefa mais simples. Entretanto, por mais que os exemplos citados anteriormente estejam ocupando demais a rotina, é possível se dedicar para buscar por uma atualização.

Lembrando que ela é essencial para dar um novo passo na carreira, por mais avançada que esteja. Estar formado há dois, cinco ou mais anos não significa experiência. O diploma, portanto, é só uma das formas de subir na profissão.

Encontrar o emprego dos sonhos pode não acontecer de imediato, mas, como existe hora certa para cada coisa, trabalhar na atualização do conhecimento fará parte do processo. Basta lembrar que cada um tem seu tempo e, desde que bem planejado, nunca haverá um “atraso” para saber coisas novas.

Tempo, separa um pouco dele

Falando em atraso, dar uma atenção para priorizar o tempo é mais do que importante. Estamos constantemente inserindo tarefas em nossa rotina, mas quando se trata de coisas importante, sempre colocamos desculpas ou obstáculos para postergar seu início ou conclusão.

Portanto, organizar a agenda, priorizar compromissos e encontrar espaço para novos desafios, como voltar a estudar, faz parte de um bom relacionamento com o futuro.

Além disso, otimizar a rotina é de extrema importância, pois são as pequenas lacunas do dia que darão espaço para adquirir conhecimento. Alguns exemplos são áudios para se escutar no trânsito, um texto para se ler no almoço ou uma aula para se assistir no final da noite.

Conciliando dupla jornadas

Cada pessoa tem sua rotina de trabalho e para muitos ela já é extremamente desgastante. Incluir um tempo para estudar nessa equação soa até impossível, ainda mais para aqueles que vivem os estresses de grandes cidades.

Para conseguir se organizar nesse quadro e ainda manter bem a saúde mental, vale a pena pedir apoio dentro do ambiente de trabalho. Explicar para a equipe em que trabalha e comunicar ao gestor que a vontade de voltar a estudar não irá comprometer a função. Pelo contrário, irá mostrar quanto de interesse existe para estar melhor dentro da área. É sempre bom mostrar motivação para crescer dentro da empresa.

Junto ao RH, é possível ajustar horários de entrada e saída, incluir jornadas mais flexíveis ou até mesmo aumentar o horário de almoço, no qual se encaixa bem um curso online.

Entrando nas finanças

A dificuldade está ligada ao financeiro? É verdade que grande parte dos cursos estão sujeitos a uma cobrança, mesmo que simbólica. Entretanto, vale a pena pesar a validade desse investimento. Perguntar se ele trará retorno já acaba com metade das dúvidas sobre voltar ou não a estudar.

Além disso, não são poucas as opções mais baratas ou até gratuitas de cursos online. Basta procurar o que mais se encaixa nas necessidades e sonhos traçados para o futuro. O que não vale é desistir sem antes fazer uma boa pesquisa.

Conclusão

Voltar a estudar é um plano que envolve sonhos e possibilidades. Por mais desgastante que possa parecer – inclusive quando se abre mão de alguns lazeres e eventos sociais – esse é um investimento de retorno garantido. Afinal, todos ouvimos ao menos uma vez que nunca se perde tempo quando se busca conhecimento.

Toda ação tem começo, meio e fim. Da mesma forma, fazer um curso não será para sempre. O que vai permanecer será toda a sabedoria adquirida no andamento do processo. Para isso, basta começar.

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