A gestão de riscos no agronegócio

O Brasil vive um momento único, ao longo da sua trajetória econômica recente, configurando o ano de 2019 como um período de transição. Esse ponto de inflexão reflete a retomada do crescimento econômico, o aumento da confiança do consumidor e da indústria, a redução do risco país, a redução dos níveis da taxa de juros e da inflação e, consequentemente, a recuperação do mercado de capitais.

Neste contexto, é importante mencionar o papel do agronegócio brasileiro, enquanto catalisador do crescimento econômico do país. Este setor representou, em 2018, cerca de 21,1% do PIB nacional, ocasião em respondeu por quase 1,4 trilhões de reais (CEPEA, 2019). Adicionalmente, contribuiu com a geração de quase US$ 100 bilhões de divisas ao país, respondendo por 42% da pauta de exportação. O Brasil agrícola é uma potência, sendo um dos principais players no mercado global de commodities agrícolas, com destaque para açúcar, suco de laranja, proteína animal, milho e soja.

Essa expressividade da agroindústria brasileira foi pautada, ao longo dos anos, pelos avanços tecnológicos, mudanças nos processos e na infraestrutura. Espera-se que a evolução do setor se intensifique ainda mais com as grandes oportunidades que se formarão nos próximos anos, principalmente, relacionadas à tecnologia e como ela moldará a paisagem dos negócios agrícolas. Estamos na iminência de uma nova revolução: a Agricultura Digital ou Agro Inteligência, na qual a ciência dos dados e o mundo digital alavancarão a eficiência no campo, aumentando a produtividade e diminuindo a utilização dos recursos naturais. Com o melhor monitoramento do tempo e uma maior precisão nas práticas agrícolas, a tendência é a de que a produtividade alcance novos patamares.

No momento atual, o agronegócio brasileiro, de forma similar à economia brasileira, depara-se com um momento decisivo. No entanto, o sucesso que nos trouxe até aqui, não será o mesmo para o novo ciclo, cabendo a superação de uma série de desafios. Apesar dos enormes avanços tecnológicos, os desafios para o agronegócio brasileiro envolvem, substancialmente, três pilares. O primeiro é a agregação de valor e diversificação, de forma a responder às expectativas de uma sociedade cada vez mais exigente, bem como atender aos mercados mais sofisticados, competitivos e rentáveis. O segundo compreende a intensificação da produção de forma segura, considerando alguns aspectos, tais como, elevação da produtividade e da qualidade com tecnologias de baixo impacto e redução das emissões de gases de efeito estufa. O terceiro se relaciona à gestão dos riscos inerentes à atividade econômica em questão. O agronegócio, além de estar sujeito ao risco sistêmico – isto é, comum a toda economia brasileira – apresenta uma gama considerável de riscos específicos. É justamente sobre esse último grupo que o setor deve dispender esforços para mitigação.

Esse processo passa pelo entendimento do próprio conceito de risco. Qualquer evento incerto que possa impactar um negócio e, ao qual é associado uma probabilidade de ocorrência, é considerado um fator de risco. Entende-se, portanto, o risco como incerteza. É fácil notar que o agronegócio está sujeito a fatores de risco das mais variadas fontes, tanto sistêmicas, quanto relacionadas aos fatores climáticos, agronômicos, de mercado (oferta e demanda de commodities) e de liquidez.

A sustentabilidade do setor está intrinsecamente relacionada à previsibilidade de rentabilidade. São as perspectivas de custos, produção, receitas e fontes de financiamento que pautam as tomadas de decisões do negócio. E, nesse sentido, a atenuação do risco se faz necessária. A forma de implementação da tão almejada mitigação de risco é por meio do serviço de gestão de risco, cujas etapas passam pela identificação, classificação, avaliação, tratamento dos riscos e monitoramento das soluções. Tais etapas são sistematizadas na figura abaixo:

A primeira etapa compreende a identificação dos riscos associados ao negócio. Isto é equivalente a identificar qualquer fator cujo resultado será totalmente ou parcialmente incerto independentemente da forma de gestão dos recursos e qualquer boa prática que se vier a implementar na empresa. Ou seja, de forma mais técnica, fatores de riscos são todos aqueles cuja a ocorrência provém de um evento estocástico (ou aleatório).

A segunda etapa consiste na classificação dos riscos identificados para melhor avaliar seus impactos para o negócio e as possíveis soluções de gerenciamento. No agronegócio, podemos agrupar os riscos dentre as seguintes categorias: Riscos Operacionais, Agronômicos, de Mercado, Financeiros e Institucionais.

Os Riscos Operacionais são aqueles ligados ao processo produtivo e consequência da forma de gestão da empresa. Tais incertezas podem ser exemplificadas por perdas no processo produtivo – decorrentes, por exemplo, de falhas no plantio e colheita – acidentes no trabalho, problemas mecânicos em maquinários, entre outros.

Riscos Agronômicos são a exclusividade do agronegócio. Estes são os mais difíceis de prever e controlar os efeitos. Essas incertezas consistem em eventos físicos e biológicos que se traduzem em riscos climáticos e fitopatológicos que podem vir a prejudicar as condições de cultivo das culturas agrícolas e reduzir a produtividade das lavouras. É importante destacar, no entanto, que o termo risco não se refere a uma possível condição desfavorável para um processo, mas simplesmente a incerteza quanto ao seu resultado. Desta forma, eventos climáticos, por exemplo, podem trazer ganhos de produtividade para culturas e ainda sim ser classificados como riscos.

Os Riscos de Mercado, por sua vez, são aqueles associados à flutuação dos preços (decorrentes de variação na oferta e demanda de commodities) e outras variáveis econômicas que impactam, concomitantemente, os custos e as receitas dos negócios. Tais variáveis incluem, dentre outras, a taxa de juros, a taxa de câmbio e o crescimento da renda. As incertezas enquadradas no grupo de risco de mercado têm impacto direto na categoria de Riscos Financeiros, em especial no que tange à imprevisibilidade da taxa de câmbio. Esta última categoria de riscos – os financeiros – estão relacionados à estrutura de capital e alavancagem (que determinam a sensibilidade da dívida da empresa em relação às condições de mercado), ao desempenho operacional e à liquidez.

Os Riscos Institucionais estão relacionados às alterações nas legislações, políticas fiscais, tarifárias e de juros, restrições ambientais, normas sanitárias e práticas de organismos internacionais de regulação (como a Organização Mundial do Comércio) e que podem impactar no agronegócio. Na prática, os riscos podem se manifestar como criação de novos tributos ou de leis ambientais restritivas, sanções de órgãos internacionais de regulação, represálias de países importadores, entre outros.

Após a classificação das incertezas, segue-se para a avaliação dos riscos. Nesta etapa, o que se busca fazer é avaliar os possíveis impactos das variáveis incertas nas diferentes dimensões de um negócio, por exemplo, reputação da companhia, resultados financeiros, bem-estar social dos funcionários, entre outros. Essa etapa deve levar a priorização de esforços para a gestão daqueles riscos com maior probabilidade de impacto negativo à empresa. A avaliação pode ser conduzida utilizando ferramentas qualitativas, como análise SWOT ou 5W2H, como também técnicas quantitativas baseadas em probabilidades e métodos estatísticos.

A última etapa compreende o tratamento dos riscos. Dada a ordem de prioridades determinada na etapa anterior, duas principais perguntas devem ser respondidas: (i) Quais as formas possíveis de gestão deste risco?; (ii) Qual o custo de implementação e monitoramento desse mecanismo de gerenciamento?

Tão importante quanto avaliar o efeito de uma variável incerta é estimar o custo de gerenciamento para minimização dos seus impactos. A priorização inicial deve ser alterada caso perceba-se que o custo de gerenciamento supera o retorno esperado do controle do risco. Portanto, a fórmula final é simples: priorize gerenciar os riscos com maior impacto para o negócio cujo mecanismo de controle seja o mais barato possível.

Claro que, na prática, nada é tão simples. É necessário, muitas vezes, conhecimentos técnicos e da dinâmica do negócio para que a melhor decisão seja tomada. No agronegócio, diversas ferramentas e tecnologias vêm sendo aplicadas para gestão das variáveis incertas que afetam desde o cultivo até a comercialização dos produtos agrícolas. De forma geral, a efetividade do uso dessas ferramentas está associada à eficácia na coleta de dados em alta frequência e capacidade de analisá-los extraindo informações relevantes quanto ao estado atual de um mercado, processo produtivo ou evento climático, por exemplo. Termos como Business Intelligence e Big Data têm se tornado cada vez mais populares por serem capazes de extrair dos dados conteúdo capaz de dimensionar os riscos associados a operações dos negócios agrícolas.

Pensando na classificação exposta anteriormente, temos, por exemplo, contratos futuros, opções, contratos a termo, swaps cambiais e outros instrumentos financeiros capazes de dirimir os riscos de mercado presentes na etapa de comercialização. Tais mecanismos atuam na fixação efetiva de preços (como nos mercados futuros e a termo) e no hedge cambial (como no swap). No que tange as operações de financiamento do setor, a expansão do mercado de títulos do agronegócio (como CPR, CDCA, LCA e CRA) aumenta as alternativas de captação de crédito do setor e provocam, consequentemente, a potencial diminuição do custo e/ou alongamento da dívida das companhias do setor. Da mesma forma, o gerenciamento dos custos de produção é essencial para mitigação dos riscos financeiros.

Quanto aos riscos operacionais, a forma mais eficiente de reduzi-los consiste na boa gestão interna dos processos produtivos, desde políticas de segurança para atuação dos funcionários e manutenção preventiva de maquinários até o uso de ferramentas de análise de dados para monitoramento da qualidade e eficiência dos processos produtivos.

No entanto, são os riscos agronômicos que o setor do agronegócio tem sido pioneiro na proposição de soluções cada vez mais inovadoras e apoiadas intensivamente no uso de tecnologias. O gerenciamento do risco agronômico abrange desde técnicas tradicionais de rotação e diversificação de culturas até o uso de equipamentos de monitoramento, agricultura de precisão e desenvolvimento genético de plantas mais resistentes às condições edafoclimáticas não favoráveis. Tem-se, hoje, o uso de sistemas que permitem o acompanhamento em tempo real das condições químicas e físicas na lavoura por meio de aplicativos de smartphones, o uso de drones para aplicação de insumos e manejo de plantas daninhas, o uso de algoritmos complexos para previsão de condições climáticas, e diversas outras ferramentas que permitem mensurar as condições de solo, clima e da própria planta em prol de uma tomada de decisão mais assertiva.

Em última instância, outro mecanismo de proteção de risco pode ser utilizado: o seguro rural. Apesar de um meio de atenuar o impacto das adversidades climáticas sobre a rentabilidade do negócio por meio de indenizações, ainda não é uma prática amplamente disseminada no mercado brasileiro. Após selecionada a melhor forma de gerenciamento dessas incertezas, o monitoramento dos resultados e a busca por melhores soluções garantem a continuidade do processo de gestão dos riscos.

Vê-se hoje no agronegócio uma infinidade de soluções que buscam dirimir os impactos das variáveis de natureza incerta que atingem esse setor. O planejamento e seleção das melhores formas de gestão são fundamentais para garantir desde a segurança da performance financeira das empresas até a segurança em seus processos e integridade física dos seus colaboradores. Essas ferramentas têm usado cada vez mais da tecnologia para auxiliar a tomada de decisão relativa a todas as categorias de risco as quais o agronegócio está exposto.

Artigo escrito por Haroldo Torres, economista, professor da Plataforma Solution e gestor de projetos do Pecege, Beatriz Ferreira e Lucas Rodrigues, ambos analistas econômicos do Pecege.

5 dúvidas sobre a inteligência de mercado

Houve um tempo em que, para gestores, oportunidade ou dificuldade eram sinônimos de risco. Sem ferramentas adequadas, as empresas estavam em constante crise dentro das tomadas de decisões. Atualmente se sabe que atirar no escuro não é a melhor saída, sendo preciso uma equipe de inteligência de mercado.

A estratégia de análise de dados é importante dentro de uma empresa ou organização. Independentemente do segmento, todas geram dados de valores individuais. Sem uma boa análise ou equipe dedicada para cuidar disso, é quase impossível conseguir mais resultados para a companhia.

Porém, ainda existem certos receios ou dúvidas que precisam ser esclarecidos sobre a inteligência de mercado. Listamos cinco delas e suas respostas.

Como montar?

Essa área precisa ter uma equipe de profissionais capacitados para atuar como gestores, analistas e coletores de dados. Para uma equipe funcional, os integrantes precisam ser especialistas em análise de dados.

Além disso, algumas atitudes, habilidades e competências específicas precisam ser desenvolvidas. São elas:

  • Liderança;
  • Gerenciamento de problemas e negócios;
  • Planejamento;
  • Localização de necessidades;
  • Coleta de informações relevantes;
  • Monitoramento e análise de dados;
  • Conhecimentos sobre Big Data, Analytics, Machine Learning e Inteligência Artificial;
  • Visão de negócios;
  • Intimidade com matemática, estatística e ciência da computação; Compreender contextos e cenários;
  • Entender sobre estrutura de dados.

Quais benefícios para a empresa?

A inteligência de mercado oferece auxílio às empresas na hora de adotar novas culturas. Com a estratégia, é possível agir diante de mudanças ao invés de apenas reagir sem um plano. Outros benéficos vêm conforme a esquipe se estrutura, como:

  • Torna a empresa mais competitiva;
  • Melhora a precisão das análises de mercado;
  • Aumenta a produtividade do negócio;
  • Projeta perspectivas e cenários futuros;
  • Traz inovação e inteligência à empresa;
  • Mantém a empresa à frente de seus concorrentes;
  • Atrai e conquista o consumidor;
  • Otimiza a comunicação.

Existe diferença entre inteligência de mercado e competitiva?

Apesar de interligadas, existem algumas diferenças entre as duas. Para não serem confundidas, vale lembrar sua atuação de acordo com diferentes aspectos da empresa. Quando falamos em informações, a IM faz a relação entre coleta e análise de informações focadas no cliente, enquanto que a IC diz respeito aos concorrentes da empresa.

Se a inteligência de mercado foca no consumidor, seus dados são alimentados com informações como estatísticas sociais e econômicas, por exemplo. Já a inteligência competitiva atua diretamente com dados sobre táticas e estratégias de organizações concorrentes.

Por fim, a IM proporciona dados que permitem a empresa aprimorar e desenvolver produtos. Quanto a IC, ela transforma dados em conhecimento, fornecendo novas ideias ou respondendo perguntas.

Quais dados a inteligência de mercado analisa?

Pensando em uma empresa de médio e grande porte, sabemos que existem setores diversos para que tudo funcione. Cada departamento, sem exceção, produz dados individuais que permitem a formulação de estratégias.

Sejam dados de CRM, financeiro, redes sociais, campanhas, entre outros, tudo deve ser considerado útil. Entretanto, por conta da grande quantidade de informações, antes de qualquer tomada de decisão é preciso fazer uma filtragem de quais serão relevantes dentro dos objetivos da empresa.

Além disso, é fundamental que esses dados sejam sólidos e confiáveis. Sem uma qualidade nessa etapa, o resto da cadeia de planejamento será comprometida.

Quais ferramentas disponíveis?

Existem diversas opções de ferramentas para se usar na inteligência de mercado. Elas vão desde de softwares e plataformas open-source (sistemas eletrônicos desenvolvidos por comunidades abertas de programadores com código para download e utilização gratuita do recurso).

Dentro de empresas com equipes especializadas, softwares são as opções mais completas para suportar todos os tipos de dados gerados. Essa é uma opção para quem deseja uma área mais bem equipada. Entre os programas mais conhecidos estão a Tabloo (15 dias de teste), Power BI da Microsoft (versão paga e gratuita) e Qlik (planos empresariais diversos).

Já conhece o curso de Inteligência de Mercado da Plataforma Solution? Você pode ter mais informações aqui.

O que é coach e por que você não deve condenar a prática

Existem milhares de críticas negativas na internet sobre quem trabalha como coach. É comum associar a profissão a pessoas que não tiveram sucesso na vida profissional e tentam ensinar aquilo que não sabem. No entanto, antes de falar mal é preciso entender o que, de fato, é o coaching.

A função principal do coach é promover o desenvolvimento e o autoconhecimento. Existe a possibilidade de aplicar essa prática em diversas áreas, desde a vida pessoal, como finanças particulares, até profissional, como empreendedorismo, liderança, negócios e vendas.

A tradução literal da palavra “coach” é treinador. Isso porque a imagem de quem treina um time esportivo está relacionada ao incentivo e motivação necessários para alcançar a vitória. A lógica é a mesma para o coach de outras áreas: o incentivo é a ferramenta de trabalho.

Não necessariamente ele vai ser um especialista na área, mas sim quem incentiva a chegar ao nível de especialista por si próprio. Ele te tira do estado de estagnação atual e leva para o estado que você quer chegar, tudo em um período curto.

Ajuda, mas não faz por você

O coach não é o profissional que se envolve em um assunto que não tem conhecimento. Apesar de não ser especialista, ele consegue ajudar o aluno por meio do incentivo, mas sem entrar em uma área que não é dele.

Ele ajuda, mas não faz por você. Se tiver problemas com finanças pessoais, por exemplo, o coach vai te ajudar a se organizar, definir metas e pode indicar ferramentas para chegar aos seus objetivos. Mas ele nunca será a pessoa que vai construir a planilha para você e tomar conta dos seus investimentos.

Talvez, ainda no exemplo das finanças pessoais, o coach te ajude a enxergar seus sonhos no meio da bagunça da sua vida financeira. Ou, quem sabe, te mostre os caminhos que pode traçar para chegar a realizá-los. Mas a maior parte do trabalho é sua. Quem precisará se organizar para, de fato, chegar “lá”, é você.

Onde está o problema?

O coach de verdade ajuda a encontrar o problema – ou os problemas – que te impedem de chegar até o seu objetivo. O profissional certo impulsiona na direção do sucesso e incentiva a ultrapassar os obstáculos em um tempo curto.

Dependendo do caso, o coach também é quem te ajuda a superar o medo, ansiedade e algumas convicções que te limitam a conseguir alcançar os objetivos. É claro, ele não é um profissional que cuida da saúde mental, não será uma terapia ou psicanálise, apenas uma ajuda. E, se necessário, o próprio coach vai indicar a procurar um terapeuta.

Fraude

Obviamente existem coaches que são fraudulentos e vendem aquilo que não entregam. Assim como em todas as áreas, pessoas com caráter duvidoso tentam se passar por profissionais sérios e acabam manchando a imagem da carreira como um todo.

Para evitar cair em uma cilada, o ideal é checar as referências do coach, se ele é registrado e tem cursos de formação. Busque conversar com outros clientes, procure o nome do profissional na internet e veja se outros já ficaram satisfeitos com o trabalho dele.

Na dúvida, antes de selecionar um coach, pergunte aos colegas se têm alguma indicação. Essa atitude pode te evitar uma dor de cabeça e um investimento furado. Pesquise muito bem sempre.

Em quais áreas?

Existe coaches em diversas áreas, cada um treinado para incentivar e motivar em um segmento diferente. Veja algumas delas:

  • Empreendedorismo
  • Liderança
  • Pessoal
  • Carreira
  • Financeiro
  • Negócios
  • Vendas

O que você acha dos coaches? Já trabalhou com um profissional desses? Comente!

Lucro visível. Prejuízo invisível

Há algumas semanas, no artigo “Produzir cana é rentável? Uma visão do produtor”, divulguei os primeiros resultados apurados pelo Pecege – em parceria com a Orplana e CNA – a respeito dos custos e da rentabilidade de produção de cana por produtores independentes, evidenciando, na safra 2018/19, um prejuízo médio -R$ 25/t.

Considerando esse patamar de prejuízo – que a propósito, não é novidade, afinal, se analisarmos a última década, com exceção das safras 2011/12 e 2016/17, em todas o produtor teve prejuízo econômico – a pergunta “a la” chamada de “Globo Repórter” que fica é: porque ainda vejo produtores de cana? como eles não “quebram”? Um questionamento, inclusive, que muitas vezes incomoda os próprios produtores de cana, afinal: “os meninos do Pecege estão falando que cana dá prejuízo, mas minha conta está no azul. Como pode?”.

Para entender um pouco melhor o “modo de sobrevivência” do produtor, vamos analisar a decomposição dos custos de produção, ilustrados na figura abaixo.

Decomposição dos custos

De forma a melhorar o entendimento das informações, deixei um pouco de lado a metodologia clássica do COE, COT, CT do Matsunaga et al. (1976) e optei por apresentar as informações de maneira mais didática, segmentando em duas visões, cujos termos são sugestivos, custos visível e invisível.

Os custos visíveis são aqueles que o produtor efetivamente “vê” saindo do seu fluxo de caixa, sendo: formação do canavial (plantio), tratos soca, colheita e administrativo. Ou seja, despesas que cutucam sua bancária, tiram seu sono, fazem com que eles tenham uma lista de cotações e por aí vai.

Pois bem, juntas e feitas as devidas amortizações no ciclo de produção, esses custos visíveis totalizaram, em média, na safra 2018/19, R$ 76/t. Se consideramos que o preço médio recebido pela tonelada, considerando o CONSECANA-SP, foi de R$ 79/t, o produtor obteve lucro operacional e, sim, viu dinheiro na conta. Um lucro visível de R$ 3/t.

Essa análise cabe a um produtor que produz cana em área própria (vou deixar grifado, itálico, negrito, sublinhado, porque é muito importante esse ponto) e que não sente efetivamente o peso do arrendamento no fluxo de caixa. Porém, ainda que não haja saída direta de dinheiro da “conta bancária”, existe o custo de oportunidade da terra, afinal, se o produtor não estivesse produzindo, ele poderia estar arrendando a área.

É neste momento que se inicia a contabilização dos custos invisíveis que, como o termo sugere e para fins de análise de viabilidade, existem, mas o produtor não vê saindo efetivamente da conta. No caso da terra, o valor médio estimado é de R$ 20/t, o equivalente aos tratos culturais da soqueira.

Custos

Evidente que se a produção é realizada em área arrendada, o custo deixa de ser invisível e passa a ser visível, respeitando, evidentemente, a proporção “área própria/área arrendada”. E, dependendo da região que estiver, “bota” visível nisso. O “cinturão Preto” da cana por exemplo, que compreende os entornos de Ribeirão Preto – Rio Preto, apresenta como referencial de arrendamento quantidades no patamar de 25 a 30 t/ha pagos em contratos de parceria agrícola.

Agora, raciocine comigo: considerando que a produtividade média nessas regiões está na casa dos 75 a 80 t/ha, será que comprometer cerca de 35% da produção apenas com o arrendamento viabiliza a produção (se você ficou com dúvida, dividi a produtividade pelo arrendamento)? Será que sobra para pagar plantio, tratos e colheita? É claro que não! Por isso que muitos produtores que trabalhavam sob arrendamento acabaram entregando áreas e/ou quebrando. Mas o tema “arrendamento” é pauta para outro artigo. Vamos voltar aos custos invisíveis.

Na mesma linha de raciocínio da “oportunidade” da terra, temos os custos relacionados ao capital. Posto de outra forma, se o produtor não estiver utilizando o dinheiro para produzir cana, o recurso poderia estar aplicado e sujeito, portanto, a uma taxa de juros. Ou seja, um custo que não sai da conta, mas existe.

Evidente que esta situação é válida no caso da utilização de recursos próprios. Caso ele recorra a linhas de crédito, os custos passam a ser visíveis. E, diga-se de passagem, uma visibilidade cada vez mais notável, tendo em vista a inadimplência setorial e taxas mais agressivas quando comparado a um passado recente.

Por fim, temos os custos com depreciação do maquinário, um aspecto raramente levado em conta na apuração de custos. Infelizmente o sujeito só enxerga o investimento inicial e as parcelas associadas, negligenciado a desvalorização do bem. Com isso, de maneira indireta, o custo de produção é onerado, em média, R$ 2/t. E estamos falando aqui de produtores que terceirizam as operações de plantio e colheita.

Visível ou invisível?

Agora, trace um paralelo para aqueles produtores que possuem frota própria para estes estágios. O custo é bem maior! Na verdade, essa “miopia” a respeito da desvalorização, lamentavelmente, faz parte da cultura brasileira. O mercado de automóveis que o diga. Em geral as contas são feitas apenas em cima da entrada, parcela e custo com combustível. Planejar os custos contabilizando manutenção e desvalorização do bem passa longe da realidade.

Considerando os três fatores invisíveis, temos R$ 28/t que, se somados aos custos visíveis, totalizam um custo total de produção de R$ 104/t e, quando relacionado ao preço vigente, dá origem ao prejuízo invisível de -R$ 25/t. Ou seja, contabilmente e visivelmente, tem-se lucro. Economicamente e invisivelmente, têm se prejuízo.

É válido ressaltar ainda que para muitos produtores a “pancada” não está sendo tão grande, pois existem práticas alternativas de remuneração (ex.: ATR fixo + isenção de colheita), haja visto a defasagem CONSECANA, que no fim, vem se tornando um balizador das negociações. Inclusive, é justamente neste sentido que a diretriz da última revisão do modelo vem trabalhando, estabelecendo como mantra a meritocracia entre os envolvidos.

No resumo, a mensagem que fica é de atenção! Produtor que não controla custos e analisa somente fluxo de caixa é igual diabético que não se cuida e corre atrás somente quando dá “algum pau”. Se der tempo, maravilha. O problema é que em muitos casos não dá. Em uma atividade que não se detêm controle de preços, estar atento aos custos e ao fluxo de caixa é de suma importância para saúde financeira da atividade.

João Rosa (Botão) é professor do Pecege e idealizador do canal do Youtube Botão do Excel.

O que fazer para se destacar nos negócios

Para uma empresa se destacar nos negócios, é preciso de um bom diferencial, gestão, estratégia e técnicas de inteligência de mercado ou BI (business intelligence). Isso quer dizer que não basta ter um caminho delineado a seguir, se ele for oposto ao de potenciais clientes.

A inteligência de mercado deve ser utilizada para coleta e análise de dados, que trarão indicativos. A partir daí a empresa precisa entender onde ela está colocada e onde quer chegar, para, então, traçar uma estratégia que vai fazê-la se destacar nos negócios.

“Às vezes as empresas têm uma estratégia toda desenhada, mas os dados indicam que ela está indo pra um outro caminho”, afirma João Blasco, economista e gestor da esquipe de BI do Pecege. Por isso, a análise desses dados gerados é tão importante.

Após identificar um erro com os indicadores, há duas opções para remediar: “Ou a gente pode seguir com a estratégia, que aí tem que mudar a geração dos dados; ou a gente usa os dados para mudar a estratégia”, explica. “Por isso, acho que todo tipo de empresa tem que começar a olhar os seus dados e inteligência de negócios”, completa.

Geração de dados

A geração de dados é uma das ferramentas utilizadas para se destacar nos negócios, mas isso também deve ser atrelado ao lado financeiro. Essas duas áreas devem estar interligadas, para checar a viabilidade do negócio e auxiliar na tomada de decisões sobre investimentos, por exemplo.

O BI é o setor da empresa que cuida da coleta de dados e da engenharia para que eles sejam captados e analisados efetivamente. “Existem muitos dados que as organizações deixam de olhar porque não têm a estrutura necessária”, argumenta Blasco.

É dessa análise de dados que deriva a estratégia inteira, passando pelo público-alvo de um produto, persona, até chegar no marketing – que busca atingir a pessoa certa. E então, a inteligência de mercado começa a trazer resultados financeiros.

Triângulo amoroso

A inteligência de mercado une três áreas de uma empresa que são essenciais para seu funcionamento: financeiro, marketing e TI (Tecnologia da Informação). “Essas três fazem uma ponte que é ligada pelo BI”, resume.

  • Financeiro: Os dados coletados pela inteligência de mercado mostram a viabilidade do negócio e de determinadas decisões.
  • Marketing: Essas informações também ajudam na construção da persona, que direciona os investimentos dessa área para quem está interessado em consumir o produto.
  • TI: A coleta de dados é feita por meio de uma engenharia de dados elaborada pela tecnologia da informação.

Diferencial

Uma das formas de ter um diferencial na empresa e se destacar nos negócios é, justamente, investindo na inteligência de mercado. Isso porque a maioria não faz. “Essa parte de BI e gerenciamento deve ser aprimorada por todas as empresas, só que como a maioria não faz isso, não olha os dados e os resultados que estão conseguindo, acabam ficando para trás”, diz Blasco.

Isso quer dizer que quem investir na tecnologia que possibilita uma engenharia de dados, passa na frente. “Porque ela sabe exatamente quem é o público-alvo do negócio dela, qual é a rota do dinheiro, de onde ele vem… E então consegue formular uma estratégia melhor de negócio, mais alinhada com aquilo que o mercado está precisando.”

Blasco diz ainda que hoje em dia essa análise é malfeita na maioria das empresas. Quem se destaca são as startups, que acabam trabalhando mais essa área e trazendo ferramentas que auxiliam no processo do BI.

Evolução

Apesar dessa área ainda estar “engatinhando” em muitos aspectos, já há uma evolução por parte de algumas empresas. Com novos softwares surgindo, as empresas têm mais facilidade para a análise dos dados e, consequentemente, conseguem ser mais competitivas no mercado.

“A função de business intelligence já existe há um bom tempo. As novas linguagens de engenharia de dados, como a Python, por exemplo, conseguem auxiliar ainda mais”, finaliza Blasco.

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Como melhorar a concentração no trabalho?

Existem dias em que a produtividade está lá no alto. Em outros, porém, parece que nada sai do lugar e a mente se dispersa facilmente. Nesse sentido, ações como ler e-mails, responder mensagens, perder a concentração com vídeos e conversas no escritório só agravam a situação, além de atrasar ainda mais as entregas.

Se a lista de tarefas apenas cresce, melhorar a concentração no trabalho se torna indispensável. Mas não basta saber que as coisas precisam ser feitas para recolocar o foco de volta aos afazeres. Resolver essa questão exige identificar os ladrões de atenção, para depois traçar um plano de ação. Veja alguns exemplos.

Cansaço demais

Se sentir exausto e precisar de muitas xícaras de café para manter os olhos atentos é um péssimo sinal. Quando estamos cansados a ponto de não manter a concentração no trabalho, significa que cometemos negligências na hora de dormir.

A privação e sono, ou não dormir por tempo suficiente para se sentir descansado, prejudica diretamente as funções cognitivas. Isso mesmo, sua memória e velocidade de trabalho estão caindo por conta daquela série que te fez dormir mais tarde. Segundo estudos publicados no The Journal of Neuroscience, a contínua falta de sono afeta, e até mesmo destrói, nossos neurônios.

Além de descansar o suficiente todas as noites, ou na maioria delas, a concentração no trabalho melhora com pequenas atitudes. Quando o sono vier, saia um pouco da sala e caminhe. E para despertar o cérebro, beba água ao invés do famoso cafezinho.

Como anda a organização?

Não adianta fugir, a organização é tão importante para melhorar a concentração no trabalho quanto ser produtivo. E não significa só saber dos horários de reuniões e tarefas a serem entregues. Mesa, e-mails, arquivos entre outros itens profissionais também devem ser colocados em ordem.

Manter a organização em dia ajudará a encontrar as coisas de forma mais facial e rápida, sem falar na visão mais eficaz do que existe e ainda precisa ser feito. Perder tempo com coisas que não são importantes, como procurar um arquivo, é muito irritante.

Além disso, manter uma agenda online ou manual para registar todas as atividades pode melhorar o processo. Planejando o dia, muitas das tarefas podem ser feitas com tranquilidade e devida atenção.

Novidades a todo momento

Boa ou ruim, qualquer notícia afeta negativamente a nossa concentração. O que não falta no trabalho diariamente são distrações, como conversas com os colegas, reuniões, entre outros.

Quando uma novidade é ruim, aumentamos nossas preocupações pessoais e elas passam a parecer mais ameaçadoras e graves. Do contrário, uma boa notícia aumenta os níveis de excitação e ansiedade. Resultado: ambas sequestram nossa atenção.

Nesse sentido, não há fórmula mágica. Saber lidar e trabalhar com as emoções auxilia em situações similares. Quando ao fato de estar atento ao que falam dentro do escritório, vale a pena se inteirar sobre os assuntos, mas não deixar que eles sejam maiores que as obrigações. Notificações de celulares também entram no jogo, portanto, silencie e só as veja entre as pausas.

Falta cuidado com a mente

Saúde mental não é frescura e nem deve estar em segundo plano. Uma cabeça inquieta, cheia de preocupações e ansiedade dificilmente se mantém por muito tempo concentrada. Cuidar de si neste aspecto é importante para manter a tranquilidade e equilíbrio e, assim, enfrentar as jornadas de trabalho.

Além de seguir a dica de descanso e respeitar o sono, tente dispersar coisas que afetam sua saúde mental. Isso pode ser notícias ruins, conversas que não são benéficas ou discussões que não agregam nada, por exemplo.

Além disso, faça atividades de lazer e físicas, que estejam sempre distantes e não relacionadas ao trabalho. Um corpo saudável, unido com uma mente descansada, são essenciais para melhorar a concentração no trabalho.

Multitarefas, uma má escolha

Fazer várias coisas ao mesmo tempo geralmente é necessário, inclusive quando estamos lidando com prazos apertados. Mas tornar essa “habilidade” em algo frequente afeta o foco e como nos dedicamos a cada atividade. Muitas vezes não conseguimos entregar bons resultados por não ter dedicado total atenção a uma única ação.

O ideal é deixar as multitarefas para casos isolados. Se a intenção é melhorar a concentração no trabalho, então realize com foco cada atividade. No caso de pessoas ansiosas, com dificuldade para mudar esse hábito, a dica é realizar as tarefas pausadas com mais frequência, até que elas se tornem mais comuns na rotina.

Faça pausas curtas

Pausas, quando feitas de maneira estratégica, são bem mais eficientes que manter uma garrafa de café na mesa. Para não atrapalhar a linha de raciocínio, esses intervalos devem ser adotados seguindo algum método de produtividade, como o Pomodoro.

Nele, a tarefa deve ser executada em períodos pré-determinados e com pausas curtas para levantar-se, ir ao banheiro e tomar uma água. Ao final de um ciclo da técnica, fica liberada uma pausa maior para fazer qualquer coisa não relacionada ao trabalho.

A mente humana consegue manter o máximo de atenção por 70 ou até 90 minutos. Por isso, cada intervalo maior, quando bem usado, reativa funções relacionada à criatividade e produtividade.

Você usa alguma estratégia para melhorar a concentração? A Pomodoro pode ser uma delas. Confira como aqui.

Como criar um calendário padrão no MS Project

Criar um calendário padrão MS Project pode auxiliar e poupar tempo do gestor. No artigo anterior, você aprendeu a criar um calendário com os horários e feriados. Agora você vai entender como atribuir um calendário para que ele fique disponível a todos os seus projetos. Confira!

Quer aprender a configurar o calendário com horários, feriados e folgas? Leia o tutorial anterior!

Antes de tudo, é preciso conhecer um conceito muito importante do MS Project, o Organizador. Ele é uma ferramenta para copiar relatórios, calendários e outros elementos para outros projetos ou para o modelo Global (Global.MPT). Ao copiar um elemento para o modelo Global, você o disponibiliza para todos os seus projetos.

Para atribuir o calendário padrão da organização para todos os projetos, ou seja, torná-lo global, vamos seguir passo-a-passo. Primeiro, abra o arquivo que você criou o calendário de acordo com o tutorial anterior. Vá na aba “Arquivo” e, em “Informações”, clique em “Organizador”, conforme a imagem abaixo:

Após isso, vá na aba “Calendários”, que é a sexta da janela que vai abrir. Veja a imagem:

Nesta aba, você vai selecionar o calendário que criou e pretende padronizar para todos os seus projetos do lado direito. Neste caso, optei pelo Solution, que foi criado no tutorial anterior. Depois clique em “Copiar” e ele ficará no Globa.MPT.

Não há necessidade de salvar o modelo global para que as ações realizadas sejam aplicadas ao seu projeto. Basta fechar as abas após seguir as etapas. Ao abrir um novo projeto, o calendário copiado para o Global.MPT vai estar disponível para uso.

Calendário padrão disponível para todos os seus projetos

Assim, você poderá abrir qualquer projeto no Microsoft Project, seja ele um projeto já existente ou um novo, para ter à disposição seu calendário criado, já com o horário definido e todos os feriados, folgas, horários específicos, etc.

Se interessou pelo assunto? Conheça o curso de MS Project da Plataforma Solution!

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Carlos Roberto Campos é especialista em Gestão de Projetos e professor da Plataforma Solution.

O que é Inteligência de Mercado?

Aprimorar os métodos decisórios de uma empresa é essencial para ter bons resultados. Profissionais envolvidos nesses processos, inclusive nas áreas comercial e de marketing, sabem como um bom estudo de Inteligência de Mercado é importante para lidar com necessidades e desafios das empresas atuais, que se veem confrontadas a fazerem melhores análises antes de tomar uma decisão.

Também conhecida como BI (Business Inteligence), a Inteligência de Mercado auxilia empresas a conviverem em um ambiente de muita complexidade de informações, que podem surgir das mídias, do universo do conhecimento aprimorado, da ciência que constantemente se atualiza e das novas tecnologias.

Segundo Edson Barbeiro, professor doutorado em administração, modificações de conceitos nas legislações e do comportamento do consumo também encorajam a adesão de um BI.

“Uma empresa inteligente é uma empresa que oxigena suas visões, organiza suas informações, compreende o processo decisório e busca vantagens competitivas”, explica.

Curso Solution

Neste mês, a Plataforma Solution entregará o curso de Inteligência de Mercado. Segundo Barbero, também responsável pela apresentação dos conteúdos, os módulos se organizam com o objetivo de auxiliar o profissional presente em áreas estratégicas ou que tenha em sua responsabilidade profissional conviver com informações e apoiar a tomada de decisões.

“Nosso anseio é trazer um curso que captura a perspectiva humana das decisões, discutindo as nossas racionalidades e irracionalidades. Ele trata um pouco sobre aspectos que caracterizam um bom BI”, relata.

Divido em cinco módulos, o curso expõe os fundamentos da inteligência competitiva e de mercado, tomada de decisão, aprimoramento do pensamento estratégico, coleta de dados para inteligência (Big Data) e aplicação da inteligência competitiva. “Queremos debater conceitos que prezam pelo aspecto estratégico e decisório do futuro da empresa”, completa o professor.

Preparo do profissional

Diferente dos cursos que focam em ferramentas e softwares, Barbero explica que este tem como maior objetivo ser generalista e abraçar as maiores questões que cercam a Inteligência de Mercado. “Existem muitas ferramentas boas no mercado, como a SAS e Tableau. Mas o nosso maior foco é a pesquisa na área de competidores”, conta.

Ele acrescenta ainda que o curso prepara o profissional para uma nova exigência do mercado de trabalho. “É muito comum hoje, ainda que em um momento de desemprego, encontrarmos uma empregabilidade maior nesse profissional que seja instrumentalizado com inteligência.”

“Uma empresa inteligente usa novos métodos e formas de enxergar as coisas. Nós temos que enxergar além do trivial. Temos que ser criativos, mas, ao mesmo tempo, organizados”, completa. Todas essas competências são requisitos para um profissional de Inteligência de Mercado.

Ficou interessado? Fique atento, o curso de Inteligência de Mercado da Plataforma Solution será lançado em breve!

Completamos um ano, vem novidade por aí

A Plataforma Solution completa um ano em breve e, para comemorar, temos novidades chegando. Novos cursos serão adicionados nas áreas de gestão e marketing que vão te surpreender.

Nosso objetivo sempre foi acompanhar a carreira do profissional que confia seu aprendizado a nós e ajudá-lo a chegar aos seus objetivos. Como tudo que é bom, pensamos em maneiras de aprimorar nossa plataforma e deixar mais fácil para nossos alunos.

Enquanto isso, entenda um pouco da história da plataforma.

O início

A trajetória da Plataforma Solution iniciou-se bem antes mesmo da nomenclatura e formato digital de hoje. Entre muitas mudanças ao longo do tempo, nascemos para trazer conhecimento, independente da forma. Nossa história começou há alguns anos, quando costumávamos oferecer cursos presenciais de curta duração, especialmente na área do agronegócio.

Contudo, não podíamos parar por aí. Evoluímos e partimos para uma plataforma de ensino a distância (EAD) com cursos gravados – mas ainda éramos prematuros. Na época nos chamavam de Cursos Pecege. Foi então que mudamos mais uma vez oferecendo cursos EAD ao vivo, que logo se tornaram os cursos do antigo Pecege Cursos.

Apesar de amarmos o agronegócio, sentimos que deveríamos ampliar nosso repertório para outras áreas. Dessa forma, lançamos uma plataforma com a proposta de trazer conhecimento aplicável e acompanhar o profissional em sua trajetória.

O surgimento da Plataforma Solution

A Plataforma Solution foi criada com um propósito estampado no nome: solucionar problemas. A ideia, desde o início, era trazer conhecimento aplicável ao dia a dia do profissional e, ainda, acompanhar a carreira do aluno em cada etapa, auxiliando-o a encontrar as soluções do cotidiano.

Começamos tímidos, com poucos cursos de agro e outros de gestão. Então fomos ganhando nosso espaço no mercado. Expandimos para a área de marketing e ainda temos um futuro promissor e cheio de novidades.

Inteligência de mercado

Um dos lançamentos de aniversário da Plataforma Solution é o curso de Inteligência de mercado: entenda principais conceitos e aplicações. As aulas ministradas pelo professor Edson Ricardo Barbero vão abordar técnicas e conceitos da área para entender as complexidades do mercado competitivo.

Nesse curso o aluno vai aprender como entender os clientes, como se preparar para os movimentos das empresas competidoras e estratégias de inteligência de mercado. Além disso, as aulas também vão abordar técnicas de pesquisas quantitativa, fundamentos de Big Data e outras ferramentas.

Fique por dentro e não perca nenhuma novidade!