Reduza desperdícios com a produção enxuta

A gestão de qualidade está muito ligada à produção enxuta, sendo detalhe essencial para os produtos oferecidos por uma empresa. Por prezar pela excelência com o mínimo de erros e desperdício, esse processo se aplica também na prestação de serviços.

Uma situação bastante comum para se explicar a intenção da produção enxuta é o deslocamento para o trabalho. Considerando o tempo de transporte, o tipo de locomoção e as condições de trânsito, o tempo de locomoção pode ser longo ou mais curto. E passar muito tempo preso no trânsito é um desperdício a ser evitado.

Outros exemplos do conceito estão na área da alimentação, quando pedimos ou fazemos comida mais do que o necessário e jogamos fora as sobras, ou na compra de um produto defeituoso, que nos obriga a descartar ou trocá-lo. No dia a dia é possível encontrar inúmeros exemplos do que são perdas.

Na indústria, a produção enxuta foi criada pela Toyota ainda na década de 1950 para a contenção do desperdício, mas as raízes desse método apareceram antes disso. “Essa iniciativa vem da administração científica, do início do século 20. Quem transformou ela em uma disciplina prática foi a Toyota”, explica Antonio Cesar Amaru, professor do curso Gestão em Foco da Plataforma Solution.

Qualidade produtiva

Para se compreender a produção enxuta, Amaru comenta que é necessário entender, em primeiro lugar, o que é desperdício e o que ele significa dentro da rotina produtiva de uma empresa.

No caso da fabricante japonesa, a queda no índice de desperdício reduziu custos com a produção, o que significa poder praticar valores de venda mais atrativos ao público. “Fora do Brasil, quando não consideramos as taxas e cargas tributárias, a Toyota vende produtos extremamente acessíveis”, observa o professor.

Muito além de reduzir custos, a produção enxuta também garante a qualidade final dentro do processo produtivo, uma vez que, desde o início da produção, existe um rigoroso critério para evitar erros e impactos no custo. A empresa que preza pela produção enxuta e pela qualidade não terá que desperdiçar tempo e orçamento em consertos e reposições.

Outro tópico para se observar na produção enxuta é o estoque. Quanto maior ele for, mais dinheiro fica “parado” e desvalorizado. Seguindo o modelo Just in Time utilizado pela Toyota, o estoque deve contar com um corpo de ferramentas, que nada mais são do que peças adquiridas conforme a necessidade.

“A aplicação do Just in Time acontece conforme se verifica e monta um sistema de linha de produção. Com ele temos o indicativo do nível de materiais disponíveis e a necessidade de reposição no momento certo”, esclarece Amaru.

Prestação de serviços

Em uma visão simplista, a produção enxuta é muito utilizada em empresas de grande porte, em que o desperdício implica em produção excessiva, produtos rejeitados pelo consumidor ou que precisam de recall por apresentar defeitos em uma série inteira.

“Sem dúvidas temos um efeito positivo para os dois lados da cadeia produtiva, pois a empresa gasta menos e o cliente tem um produto melhor. Existe um impacto também na sociedade e no consumo de recursos, porque menos desperdício significa menos agressão ao meio ambiente”, observa Amaru.

O professor lembra, entretanto, que outros ramos de atividades podem usar os princípios da produção enxuta. “Um hospital, por exemplo, tem um fluxo do processo e tempo de atendimento planejados, otimizando a recepção dos pacientes. Isso também serve para hotéis, escolas, restaurantes entre outros”, acrescenta.

Amaru comenta que, atualmente, quando se fala de métodos ágeis e gerenciamento de projetos, todos utilizam como referência a produção enxuta. Esse princípio não só se generalizou em vários tipos de serviço, como também contaminou outras áreas, inclusive a de aperfeiçoamento de softwares e sistemas de informação.

Simples e rápidos ou complexos e de longo prazo, sem um olhar questionador dentro da produção enxuta, todo plano pode ter contratempos e desperdícios. “Estamos documentando demais, planejando demais, gerenciando demais? Quando se perde muito tempo com processos, podemos ter resultados comprometidos”, completa o professor.  

Quer entender sobre gestão da qualidade? Conheça essa e outras ferramentas de desempenho no curso Gestão em Foco, da Plataforma Solution.

Estado de flow: 7 dicas para aumentar sua produtividade

Você já esteve tão submerso no trabalho que, mesmo empenhado por horas, sentiu como se apenas minutos tivessem passado? Essa é a principal característica do estado de flow ou estado de fluxo, aquele momento em que sua mente consciente se compromete 100% com determinada atividade e praticamente se desliga do mundo ao seu redor.

Alcançar o estado de flow pode parecer algo difícil ou natural somente para pessoas consideradas acima da média, mas a verdade é que essa habilidade pode ser induzida para produzir de forma mais criativa e inovadora.

O estado de flow é a combinação de desafios e habilidades. Por isso mistura energia, prazer e foco em uma imersão completa, com uma consequente ausência de controle do tempo e espaço.

O segredo está na motivação. As atividades que despertam o estado de flow são aquelas em que as pessoas podem dar o melhor de si no momento que as executam. Com corpo e mente fluindo de forma harmônica, a sensação é parecida com felicidade.

Uma das maneiras de entrar em estado de flow é praticando o mindfulness. Contudo, separamos outras setes dicas para você desenvolver essa habilidade de forma intencional.

Transforme as atividades em jogos

Os jogos estimulam a competitividade. Por isso são considerados bons incentivadores para quem quer chegar ao estado de flow. Eles representam desafios constantes e a possibilidade de aumentar nossos níveis de concentração quando competimos contra nós mesmos.

Outra característica dos jogos é a diversão. Assim, fica fácil entender como é possível mantermos a atenção em uma mesma tarefa por tanto tempo.

Busque o êxtase

É quase impossível atingir o estado de flow se você estiver fazendo algo que não gosta. Vale focar em atividades prazerosas, significativas ou gratificantes. Mesmo que todo trabalho envolva tarefas mais desagradáveis ou mecanizadas, é possível encontrar tempo para se dedicar aquilo que você realmente ama fazer.

Se você está tendo muita dificuldade em encontrar esses momentos de prazer no seu trabalho, talvez seja hora de rever o que realmente te faz feliz. Não se esqueça de estar em contato constante com sua inteligência emocional.

Metas desafiadoras e realistas

Desafios e habilidades devem ser compatíveis e estar alinhados em um nível alto. Um gráfico muito comum quando o assunto é estado de flow determina que:

  • Desafio em nível alto e habilidade em nível baixo geram ansiedade;
  • Desafio em nível baixo e habilidade em nível alto geram tédio.

Lembre-se, então, que suas metas devem coincidir com a sua realidade, não sendo fáceis demais ou impossíveis de serem realizadas.

Saúde criativa

Para conseguir ser criativo de forma saudável, é preciso estar com saúde e energia em dia. E isso implica em, também, saber o momento certo de desacelerar e descansar. Se você estiver com muito trabalho ou chegando no seu ponto de exaustão, o estado de flow não vai acontecer.

Comer, dormir e se exercitar são atividades-chave para o fluxo. Se precisar, coloque alertas no celular ou lembretes para te ajudar a lembrar e não negligenciar sua saúde.

Sobre energia, você sabia que existem quatro tipos de descanso? Você pode começar praticando agora mesmo algum deles: mental (meditar e atividades de entretenimento), social (sair com amigos, esportes de equipe ou abraços), espiritual (apreciar a natureza e dedicar um tempo para você mesmo) ou físico (relaxar músculos, caminhar ou dormir até tarde).

Desenvolva autoconhecimento

Quando temos consciência das nossas habilidades, fica mais fácil identificarmos quais estratégias utilizar para encarar os desafios. O autoconhecimento é o melhor caminho para utilizar suas capacidades com excelência.

Com isso, é possível atingir o estado de flow sabendo exatamente os recursos que podemos utilizar para realização das tarefas.

Ambiente ideal

Nessa altura você já deve ter percebido que a distração é inimiga do fluxo. Por isso é importante que você esteja em um ambiente propício para o estado de flow. O ideal é trabalhar em casa ou ter a possibilidade de ir a um lugar mais tranquilo do trabalho quando precisar se concentrar.

Contudo, nem sempre isso é possível. Assim, fones de ouvido com isolamento de ruído ou barulhos com som da chuva e até os populares ASMR são boas opções para ambientes mais cheios.

Cientista da própria realidade

A melhor maneira de entrar no estado de flow é pela repetição. Basta observar os componentes presentes no momento que você atingiu o fluxo máximo da sua produtividade e tentar reproduzi-los em uma nova oportunidade em que você quer sua atenção completa.

Uma boa dica é anotar essas condições para identificar em que circunstâncias elas se repetem. Assim você sabe o que funciona para você.

Você já vivenciou o estado de flow? Conte suas experiências para a gente!

Ciclo da procrastinação: como você lida com prazos e responsabilidades?

O conceito da procrastinação é conhecido e definido pelo adiamento de atividades importantes que, por consequência, geram estresse, culpa e baixa produtividade nos “praticantes”. E se isso já é bem ruim, imagine que ainda existe o ciclo da procrastinação, que apresenta efeitos ainda mais negativos.

Os motivos para procrastinarmos são amplos, mas geralmente estão relacionados com o cansaço, sobrecarga, estresse, preguiça ou falta de motivação. E ao deixar de agir diante de uma situação importante, podemos sofrer pelo esquecimento instantâneo ou arrependimento em curto prazo.

Não é muito difícil entender as situações em que a procrastinação acontece, pois elas aparecem com justificativa para atrasos baseadas na preguiça ou falta de tempo. Priorizar tarefas satisfatórias e deixar as necessárias para depois, não saber se organizar ou tentar ser perfeccionista demais também são sinais de alerta para esse hábito.

Ao esbarrar com uma dessas situações dentro da rotina, vale a pena pensar em mudar os comportamentos que costumam estender o ciclo da procrastinação. Antes de tudo, porém, é importante saber identificá-los e criar ações de fuga.

Efeito dominó

Quem nunca empurrou com a barriga compromissos, tarefas e objetivos que atire a primeira pedra. Até mesmo coisas que poderiam ser resolvidas em poucos minutos, mas que de alguma forma foram ignoradas, são capazes de criar um hábito de procrastinação.

É claro que não há problema algum em procrastinar, desde que isso seja feito poucas vezes. O verdadeiro mal acontece quando a atitude é adotada repetidamente e começa a impactar de forma negativa na qualidade de vida.

Desse ponto para frente, quase todas as áreas são afetadas, desde o núcleo pessoal, passando para o familiar, social e profissional. Procrastinar pode ser até viciante, já que é uma solução aparentemente prática para muitos problemas.

A longo prazo, o ciclo da procrastinação deixa de ser inofensivo e acaba com objetivos. Antes que se perceba, a produtividade deixa de existir e as responsabilidades aparentam ser cada vez mais angustiantes.

Identificando os vilões

Como já sabemos, o ciclo da procrastinação começa com vários estímulos. Antes de contorná-los, é preciso entender cada um deles:

Solução rápida: alcançar bons resultados com mínimo esforço é praticamente impossível. Nessa situação, sempre desejamos que alguém ou algo apareça para resolver um problema com soluções mágicas.

Medo do fracasso: procrastinar gera uma falsa sensação de conforto e competência. Mas a vida exige confrontos com a realidade, o que significa aceitar desafios.

Perfeição exagerada: ser perfeccionista demais é sim um defeito, pois acabamos gerando preocupações excessivas com apenas uma tarefa, que é trabalhada e retrabalhada até se tornar mais importante que qualquer outra.  

Vulnerabilidade: superar obstáculos e resistir à pressão em situações adversas, sem perder o controle emocional, é capaz de manter a firmeza nos propósitos. Do contrário, o foco e atenção no que não é importante gera sofrimento.  

Transtornos emocionais: estar em dia e bem com a saúde mental também é um grande diferencial. Algumas psicopatologias, como depressão e ansiedade, acabam tornando a procrastinação algo enraizado na vida de muitas pessoas.

Planos de ação

Quebrar o ciclo da procrastinação e aumentar a produtividade exige um intenso trabalho nas ações de combate, para que elas virem hábitos. Duas delas são a presença e o modelo mental.

A presença está relacionada com responsabilidade, portanto ela determina que, diante de uma atividade em que nos comprometemos a fazer, devemos efetivamente trabalhar nela naquele momento, antes que a atenção seja desviada para qualquer outra coisa.

Quando percebemos que existe um desvio da concentração para coisas insignificantes, é indispensável parar e avaliar se a escolha é certa ou se a fuga da tarefa importante não vai ser um problema no futuro.

No modelo mental, precisamos deixar de justificar o hábito da procrastinação sempre com a mesma fala. Em vez de se aceitar como alguém que procrastina, o melhor seria limitar a procrastinação a apenas uma situação.

Se assumir como uma pessoa que funciona sob pressão ou que tem dificuldade em terminar tarefas e respeitar prazos também não deve ser um estilo de vida. Aceitar essa condição não ajuda a identificar se a procrastinação acontece em uma tarefa ou se já virou uma dificuldade constante.

Recordando

Após entender e montar planos de ação, ainda assim haverá momentos em que o ciclo da procrastinação mostrará as caras. E está tudo bem. Mas ter em mente os seguintes tópicos vai encurtar as chances para que ele aconteça ou, em alguns casos, permaneça.

Prazos: diminuir o tempo disponível traz senso de urgência, portanto, distribua os prazos em tarefas menores que possam ser feitas mais rápido;  

Rigor: determine um limite para começar e terminar as tarefas com urgência alta e siga com rigor esse plano;  

Organização: ter um calendário visível e com uma listagem das tarefas que estão interligadas trará noção sobre atrasos e o quanto eles podem impactar um projeto;

Desafios: criar desafios pessoais e realmente cumpri-los traz sensação de recompensa. Comece com algo simples e sempre aumente a dificuldade;

Foco: controle o ambiente para facilitar a concentração, deixando distrações longe da sua área de trabalho;

Compartilhar: tenha pessoas com o mesmo objetivo por perto e compartilhe sua evolução com elas para se manter motivado;

Recompensas: cada etapa concluída merece uma comemoração para sustentar a motivação e dar significado à rotina;

Refletir: os efeitos de passar cada obstáculo são positivos para a sua vida? Reflita para entender se vale a pena seguir em frente ou se o objetivo não faz mais sentido.

Quer melhorar ainda mais a sua produtividade? Conheça 5 aplicativos que ajudam a otimizar a rotina.

Como se tornar autoridade no agronegócio com a agricultura 4.0

O conceito de hiperconectividade é a base da agricultura 4.0 e retrata um cenário integrado de tecnologias, com ferramentas e programas interligados. A era da informação e conexão também chegou ao agronegócio para unir dois extremos da cadeia produtiva.

De um lado está o produtor, que pensa na agricultura 4.0 como uma forma de melhorar seus negócios e aceita os desafios que essas novidades trazem para dentro da porteira. Do outro lado estão os agentes de inovação do setor, que possibilitam a gestão das tecnologias.

Nesse cenário, conhecimento e informação estão ainda mais acessíveis, mas também fica mais complexo identificar o público e adaptar linguagem para uma comunicação estratégica que garanta boa oportunidade de destaque para sua marca no agronegócio.

Conexão

Nos últimos anos, o agronegócio aumentou a presença no universo digital, com produtores cada vez mais conectados. Por isso, estar na internet e conseguir certa relevância ou autoridade online são essenciais para o sucesso da sua marca.

E é nisso que a agricultura 4.0 se baseia. A estratégia deve estar ancorada nas plataformas digitais, que oferecem interação, comunicação rápida, compartilhamento de informações e fotos e atendimento ao cliente de forma mais confortável, prática e, algumas vezes, até instantânea.

Com toda essa conectividade, a dica é apostar na produção de conteúdos que gerem interação e geram oportunidades de negócios. Quando sua empresa entrega conteúdo relevante, forma-se uma rede de relacionamento com os usuários, conquistando a confiança de potenciais clientes e tornando-se referência na área.

As possibilidades da agricultura 4.0 incluem, por exemplo, boas produções audiovisuais para apresentar um produto, máquina ou até uma safra inteira. E tudo isso pode ser construído com equipamentos simples, mas com qualidade, como os celulares atuais.

Conteúdo

Mesmo com toda essa modernização do setor, ainda tem muito espaço para conteúdo sobre conectividade ou que detalhem melhor as novas técnicas e tecnologias. Boa parte do agronegócio ainda está no campo e ainda tem muito para “urbanizar”.

Assim, esse tipo de conteúdo se torna muito relevante para quem ainda tem dificuldade de acesso ou de acompanhar todas as novidades do setor. Esse é o momento de apresentar soluções, sobretudo se elas forem parte da sua marca.

É importante mostrar todas as possibilidades, especialmente sobre conectividade, um assunto bastante em alta na agricultura 4.0 e que confere autoridade. 

Dados

Não é à toa que muitos especialistas dizem que vivemos na era da informação. Nunca foi tão importante e fácil coletar, armazenar e tratar os dados, tanto internos quanto externos.

Então, ferramentas que facilitam essas atividades da agricultura 4.0 são vistas com bons olhos, inclusive quando relacionadas às soluções que podem ser oferecidas ao profissional do agronegócio.

Uma sugestão é oferecer cursos e aprendizagem online, como é o caso da Plataforma Solution, a fim de capacitar e facilitar essa captação de dados. Tudo isso proporciona mais conhecimento ao produtor, que pode identificar novas possibilidades.

Debates

Entender que sua marca não é a única fonte de informação também é algo importante na agricultura 4.0. É por isso que promover e participar de debates e bate-papos são boas ideias para movimentar o setor e colocar sua empresa à frente dos temas discutidos.

Você já conhecia a agricultura 4.0? O que achou da novidade?

Qual a diferença entre logotipo, isotipo, imagotipo e isologo?

Muitas pessoas já sabem que a identidade visual de uma marca é chamada de logo ou logotipo. Mas, a menos que você seja dono de uma empresa ou trabalhe na área de publicidade e design, é bem possível que desconheça a existência e a diferença entre logotipo, imagotipo, isologo e isotipo.

Saber sobre isso é bem útil para quem deseja aprender a construir essas definições, que são o que marcam a imagem de uma empresa. Sem falar que saber diferenciá-los ajuda a entender o porquê da escolha entre um e outro.

Construída com símbolos, escrita ou a junção de ambos, a identidade visual de uma marca é um dos mais importantes pontos para a entrada e permanência no mercado. Portanto, conheça agora as diferenças entre essas quatro representações.

Logotipo

A palavra tem origem grega, em que “logo” significa conceito e “typos” é símbolo ou figura. Então o significado para logotipo é justamente a representação visível de um conceito, sendo composto por tipografia (letras) e símbolo.

Nesse sentido, o tipo usado para a criação visual é tão característico que imprime a essência da marca, sendo rapidamente um lembrete da sua existência.

Os maiores exemplos de logotipo que conhecemos são os da Google, Coca-Cola, Sony e outros.

Isotipo

Popularmente chamado de símbolo, o isotipo é o que representa visualmente a marca, incluindo seu caráter e princípios, de modo bem claro. Isso significa que a imagem tipográfica pode vir separada e, mesmo na falta desse elemento, o isotipo ainda tem o poder de evocar a empresa.

A explicação para isso tem base científica: o cérebro humano processa imagens bem mais rápido do que texto e as armazena com mais facilidade na memória.

Dentro da família dos isotipos temos:

  • Monograma: sobreposição, agrupamento ou combinação de duas ou mais letras ou outros elementos gráficos para formar um símbolo (Louis Vuitton, Calvin Klein, LG, Yves Saint Laurent, Coco de Chanel, Giorgio Armani etc.)
  • Anagrama: é a junção de palavras para formar uma outra (ROMAMOR ou PESARUM = PEdro + SAra + RUi + Mendes).
  • Sigla: junção de iniciais que representam o nome da marca (CCBB = Centro Cultural Banco do Brasil ou DKNY = Donna Karen New York).
  • Inicial: aparece na maior parte das vezes em representações icônicas de uma marca, sempre com a primeira letra de uma palavra (“A” para Adobe ou S” para Seat).
  • Firma: funciona como assinatura (Walt Disney é o maior exemplo).
  • Pictograma figurativo: ícone que representa uma figura óbvia (Apple e Lacoste).
  • Pictograma abstrato: ícone que não representa uma figura óbvia, mas representa um significado (os 3 diamantes da Mitsubishi).

Imagotipo

Um logo completo pode ser chamado de imagotipo, apresentando a combinação entre símbolo e fonte, mas mantendo sua identidade mesmo quando separados.

Portanto, quando se apresenta o símbolo ou a fonte de forma isolada, ainda existe uma rápida identificação da empresa que representam. O exemplo mais simples disso é o M e a escrita de McDonald’s, a figura do jacaré da Lacoste, as linhas da Adidas ou o símbolo da Nike.

Isologo

Por fim, existe ainda a categoria em que símbolo e texto aparecem misturados e de forma alguma podem ser separados, porque podem descaracterizar a representação da marca. O isologo traz imagem e textos agrupados, formando um único elemento.

Portanto, uma vez que não podem ser separados, eles ainda são fortes lembretes da essência que a empresa possui. Basta pensar em marcas como Pizza Hut, Burger King, Starbucks, Harley-Davidson entre outros.

Agora que você sabe diferenciar logotipo, imagotipo, isologo e isotipo, que tal saber como usar as cores em uma identidade visual?

5 dicas para inserir os hobbies no currículo

Em um cenário de mudanças constantes nos processos de seleção e recrutamento, uma das principais dúvidas é sobre a inclusão dos hobbies no currículo. Não é novidade que as empresas estão de olho nas atividades que realizamos fora do ambiente corporativo. Por isso, inserir essas curiosidades sobre nós está sendo um baita desafio para profissionais de muitas áreas.

O passo a passo básico para montar um currículo geralmente não inclui a especificação dos hobbies. O foco é sempre nas habilidades técnicas dos profissionais e os interesses pessoais e sociais acabam ficando de fora desse documento.

As tarefas que escolhemos nos dedicar em nosso tempo livre são responsáveis pelo desenvolvimento das soft skills, habilidades transversais que complementam o conhecimento técnico. Elas incluem competências emocionais e sociais, por exemplo, e estão cada vez mais nos radares de empresas e recrutadores.

Com isso, você deve estar pensando: então, por que não incluímos logos os hobbies no currículo? Como essa tarefa pode não ser tão simples, preparamos cinco dicas para você fazer isso de forma eficiente. Confira!

Necessidade

Para início de conversa, será que é realmente necessário colocar os interesses pessoais no currículo? Mesmo com o cenário cada vez mais aberto para essas novidades, algumas empresas podem ser muito tradicionais e conservadoras.

Por isso, uma boa dica é avaliar cada caso e, de acordo com a vaga, optar pela inserção ou não dos hobbies nesta primeira etapa do processo seletivo.

Também vale considerar a relevância das atividades. Alguns hobbies são amplos ou genéricos demais e podem dar a ideia de que você está só preenchendo espaço. Tome cuidado com interesses assim, como ler e viajar. Prefira ser mais específico, detalhando o gênero de literatura que prefere ou alguma atividade que envolva viagem, como a montagem do roteiro, por exemplo.

Vantagens e desvantagens

Se ainda está na dúvida, veja algumas vantagens e desvantagens que a presença dos hobbies no currículo pode proporcionar.

  • Vantagens: eles podem se tornar temas de conversa em entrevistas, facilitando a aproximação e identificação com o recrutador. Eles também dão indícios das suas soft skills.
  • Desvantagens: eles podem não ter muito a ver com o trabalho. Se eles não forem realmente auxiliar no seu processo seletivo, é melhor priorizar, então, outras informações mais relevantes para a vaga.

Nova seção

Você fez uma boa avaliação da necessidade e optou pela inserção dos hobbies no currículo? Então mãos à obra! A forma mais eficaz é colocá-los em uma nova seção, criada especificamente para isso. Você pode chamá-la de “Interesses Pessoais” ou “Hobbies e Interesses”.

Não se esqueça de uma boa dose de autoanálise antes de preenchê-la e que seu currículo deve ser dinâmico, adaptável ao cargo e compatível com sua experiência profissional. Você pode usar a inteligência emocional para ajudar neste momento.

Esta seção é uma boa opção de como finalizar seu currículo e impressionar o recrutador.

Direto e objetivo

Essa dica faz parte das dicas gerais sobre montar um currículo (que não devem ser desprezadas). A formatação deve ser sucinta e minimalista, sem layout ou design fora do padrão do documento.

Pode parecer muito difícil incluir algo tão subjetivo quanto hobbies em um documento que requer tanta objetividade como o currículo. Porém, a resposta é simples: selecione passatempos substanciais, relatados de forma profissional, curta e relevante, para conquistar o recrutador e te aprovar para a próxima fase.

O posicionamento dos hobbies no currículo pode caracterizar profissionais entusiastas e envolvidos. Por isso, é interessante eleger interesses que te promovam ativamente e reflitam, em poucas palavras ou tópicos, suas habilidades transversais.

Associações

É importante alinhar a seção de interesses pessoais com os demais itens do currículo para que os hobbies não fiquem fora de contexto. Vale, por exemplo, gerenciamento de equipes de esporte, atividades educacionais, trabalhos voluntários, conquistas e tópicos que você gosta de estudar ou são parte da sua vida de alguma forma, como artes, animais, jogos, investimentos, meditação e outros.

Escolha passatempos genuínos, que definam sua personalidade, sem contar toda a história, mas despertando o interesse para saber mais sobre você na próxima etapa do processo.

Gostou das dicas para incluir os hobbies no currículo? Conte-nos suas experiências!

Expressar emoções pode melhorar seu rendimento

A inteligência emocional e o autoconhecimento são grandes aliados para resolver problemas no dia a dia. Mas saber identificar as emoções é só o primeiro passo rumo ao aumento da produtividade e eficiência.

A segunda etapa é expressá-las proporcionalmente, sem a intenção de reprimi-las ou magoando as pessoas em volta, que também estão lidando com as próprias emoções.

Pode ser até óbvio para alguns, mas é sempre importante lembrar que os sentimentos surgem automática e espontaneamente, por isso o jeito de lidar com eles é a única coisa que podemos controlar de forma individual.

Esconder não é solução

Muitas vezes acreditamos que para manter um comportamento socialmente aceito precisamos camuflar as emoções. Porém, o ideal mesmo é controlar os sentimentos para que eles sejam expostos da melhor maneira possível.

Isso significa que, em vez de oprimir, devemos lidar com as emoções, mesmo que soe difícil. Os benefícios, nesse sentido, são inúmeros, pois quando deixamos de esconder nossos sentimentos, abandonamos o esforço de mascarar quem realmente somos.

Acabando com as emoções forçadas, problemas como aumento da frequência cardíaca, de respiração, tensões no pescoço e coluna até doenças mais sérias, chamadas psicossomáticas, que surgem a partir de fatores emocionais, deixam de ser frequentes.

De olho na saúde

As doenças psicossomáticas também são uma forma de linguagem corporal. Afinal, é nosso corpo pedindo atenção e nos dando um alerta sobre as emoções que estamos ignorando.

Gastrite, hipertensão arterial, enxaqueca e até algumas disfunções sexuais podem ser as principais consequências para nossa saúde biológica. Tentar evitar o surgimento dessas emoções pode levar a um ciclo vicioso de sentimentos negativos.

Lidar melhor com as emoções significa automaticamente cuidar da saúde mental e física. Algumas dicas, inclusive, podem ser aplicadas no dia a dia:

  • Identifique as emoções e a quais situações elas estão associadas;
  • Reconheça a causa e os motivos de cada sentimento;
  • Preste atenção às reações do seu corpo;
  • Observe mais a sua reação do que a ação que a desencadeou;
  • Adeque e proporcione a forma como você vai se expressar;
  • Vivencie as emoções com seu corpo e seja sincero com o que você sente;
  • Visualize e localize suas emoções.

Emoções vindas de lembranças

Algumas emoções não estão relacionadas a situações atuais, mas sim com lembranças. A dica é a mesma: aceite cada sentimento como parte de você. As emoções são parte da nossa evolução e nos diferenciam dos demais seres. Elas surgem naturalmente e devem ser acolhidas, não reprimidas, não importa o que as originou.

O próximo passo

As dicas acima ajudam a lidar com as emoções na hora que elas aparecem. Mas também é possível procurar soluções a médio e longo prazo. Afinal, os sentimentos negativos, quando constantes, passam a ter efeito acumulativo e se tornam extremamente tóxicos para a saúde física e mental.

Buscar ajuda profissional, de terapeutas ou psicólogos, é um importante passo para dialogar com você mesmo e aprender a elaborar essas emoções, seja por meio de conversa ou até escrevendo sobre esses sentimentos. No entanto, outras opções podem agregar nessa jornada.

A ajuda dos esportes

Os esportes, por exemplo, são ótimos aliados para lidar com sentimentos negativos e emoções ligadas à irritação e ansiedade. De maneira geral, eles liberam endorfina, um hormônio produzido pelo cérebro e considerado um analgésico natural.

As possibilidades são inúmeras. Técnicas de ioga, dança e natação ajudam a controlar a respiração. Exercícios menos convencionais, como tai chi chuan e aulas de circo, com trapézio, corda e tecido, são boas sugestões para treinar o foco e o controle. Também vale optar por esportes tradicionais como corridas, futebol e lutas.

Desconstruir para construir

Quando as pessoas rompem com as barreiras emocionais, elas podem exteriorizar suas emoções e sentimentos durante a criação de algo. Por isso as atividades manuais são comumente associadas a terapias contra as inquietações e angústias

Entender que o resultado talvez não seja tão importante quanto o processo de produção proporciona liberdade criativa e menos cobrança e pressão, fatores experenciados nas atividades profissionais e até pessoais.

Dessa forma, as emoções podem ser canalizadas para produções em argila, papéis, costura, recicláveis e basicamente todos os materiais que sua imaginação – e mãos – puderem alcançar.

Receitas para expressar emoções

Outra boa sugestão para externalizar as emoções de forma mais natural possível é aderir à crescente onda gastronômica. Mesmo quem não tem muito jeito na cozinha pode começar com receitas mais fáceis e básicas, de menor complexidade. E o passo a passo está por toda a internet, nos mais variados formatos.

Quem já tem mais experiência pode adequar o cardápio aos ingredientes: a culinária japonesa, por exemplo, pode ser muito relaxante de se executar e ainda é produzida com itens que auxiliam no combate ao estresse e ansiedade. Isso porque o salmão é um dos peixes mais ricos em gordura e com bons níveis de ômega-3, substância que atua diretamente nas funções cerebrais.

Quais medidas de curto, médio e longo prazo você aplica para auxiliar no processo de expressar suas emoções?

Como realizar suas metas de ano novo

Janeiro é o mês oficial de definir as metas de ano novo! Você é daquele que se emociona com o período e monta uma grande lista ou prefere deixar os objetivos em aberto para ver onde tudo isso vai dar?

Independente do seu perfil, com certeza o clima de fim de ano e as possibilidades de recomeço te fizeram pensar, em algum momento, sobre o que gostaria de realizar. Às vezes a dificuldade é colocar essas metas no papel ou compartilhar com outras pessoas.

Para ajudar a refletir sobre o assunto, conversamos com as professoras Carol Shinoda e Marisa Bussacos e você pode conferir as principais dicas para este ano novo!

Não arquive as boas intenções na gaveta

O primeiro passo para realizar suas metas de ano novo é realmente colocá-las no papel. E isso pode não ser tão fácil quanto parece. Não basta apenas escrever aquilo que você quer para o próximo ano. É preciso pensar como viabilizar esses planos.

Para Carol, é importante colocarmos na lista aquilo que gostaríamos muito de ver realizado. “Às vezes definimos planos para mostrar para a sociedade, mas o mais importante é que aquilo seja uma verdade intrínseca. E isso ocorre quando conseguimos olhar para dentro e pensar ‘por que conseguir uma promoção ou me casar ou realizar uma viagem é tão importante para mim?’ Assim, as dificuldades não serão um peso tão grande”, explica.

As dificuldades e imprevistos são inevitáveis. Marisa complementa: “Se o objetivo não for genuinamente forte e claro dentro de nós, se não for suficientemente sólido, não temos forças, ânimo e vontade para superar essas dificuldades.”

Roda da Vida

A dica da Carol é o olhar integral, para a vida como um todo. “Uma ferramenta interessante para ajudar nesse processo é a roda da vida: um círculo com oito ou seis categorias, como família, saúde, lazer, espiritualidade, trabalho, hobby, cuidados com a casa, finanças e o que mais for importante”, comenta.

A ferramenta funciona quando você coloca um zero no meio do círculo e o número dez na borda, perto das categorias. Marque um X em cada nicho, na altura que corresponde ao nível de prioridade na sua vida, sendo zero baixa prioridade e dez alta prioridade. Ao terminar, ligue os pontos e obtenha um panorama do seu momento atual.

A partir daí, comece a reflexão sobre o que é realmente importante e foque nisso. Avalie como você está hoje em dia em cada aspecto e como gostaria de estar no próximo ano.

Vida, leva eu

Algumas pessoas podem estar passando por uma fase mais desanimada e têm dificuldades em relacionar as metas de ano novo. Contudo, os planos podem ajudar a melhorar o humor. “Nessas ocasiões em que as pessoas não se sentem incentivadas a pensar no futuro, é preciso encontrar motivos intrinsecamente relevantes”, comenta Carol.

Duas atividades são fundamentais, segundo as professoras, para quem está buscando esses motivos dentro de si:

  • Criar tempo: O tempo passa constantemente e cabe a cada um de nós saber usá-lo a nosso favor para definir os rituais semanais de ligação com nós mesmos e com o que é realmente importante para nós.
  • Autoconhecer-se: Essa conexão pode ocorrer de várias formas, em diversos momentos. Algumas pessoas conseguem na terapia, outras com reuniões familiares, outras com orações à noite ou escrevendo em diários ou em conversas com parceiros antes de dormir.

O autoconhecimento depende desses rituais, que devem ser frequentes para que, depois de meses ou anos, você não perceba que está seguindo por um caminho muito desconectado do que é importante para você. “Os ‘momentos de respiro’ são essenciais para acordamos o nosso querer. Com esse querer ativo, fica mais fácil criar a imagem do futuro desejado”, ressalta Marisa.

Quando se sentir desanimado, também vale levar a sério aquela ideia de que somos uma média das cinco pessoas com quem mais convivemos. “Devemos escolher bem o que assistir, o que ler, quais pessoas seguir e com quem queremos conviver. Traga para mais perto pessoas que acreditam e vão atrás de melhorar sempre”, desafia.

Todo mundo tem a opção de não fazer planos e simplesmente deixar a vida fluir, mas contar com isso é fugir da nossa própria responsabilidade. A parte imprescindível para concretizar objetivos depende de canalizar energia e esforços para o que queremos que aconteça. A ideia é que isso ocorra várias vezes ao ano, durante toda a vida.

Uma dose de coragem

O simples ato de listar os objetivos, mesmo que não os exponha para o mundo, coloca seus desejos e vontades para fora, assumindo o que realmente quer e ficando mais vulnerável. “Por exemplo, se você coloca como meta encontrar um namorado e não o encontra, você sabe que não está no caminho de sucesso que definiu para você. Você está fracassando”, ressalta Carol.

É aí que o autoconhecimento se torna um forte aliado para a realização das metas de ano novo, sendo fortalecido por uma boa rede de relacionamentos. Esses contatos nos ajudam a olhar para os planos e avaliar se eles fazem sentido. Também ajudam a ver se tem algum objetivo que estamos evitando, mas que precisamos dar atenção.

“Tentar encerrar o ano anterior de bem consigo mesmo para conseguir fazer um ano novo melhor também é válido. Colocar um ponto final em uma conversa incômoda, mudar hábitos, encerrar padrões e exercitar a gratidão pelo que foi conquistado ajuda a finalizar ciclos de forma estruturada, com honestidade com você e as pessoas ao seu redor”, explica Marisa.

Dê visibilidade às metas de ano novo

Algumas pessoas têm mais dificuldade em expor as metas de ano novo para todo mundo. E tudo bem. A dica da Marisa é colocar os sonhos e promessas em um lugar que você veja todos os dias: vale colar no espelho, em porta de armário e até na sua mesa no escritório.

Os elementos visuais ajudam nesse processo. Uma opção é desenhar ou fazer colagens do “eu brilhante” (nossa versão que corre atrás dos objetivos) efetivamente realizando o que é almejado.

E todo grande plano começa com pequenas ações. “Quais são os primeiros passos para atingir sua meta? Cuidado para não se desafiar além da medida e acabar paralisado, procrastinando. E lembre-se de começar agora, sem deixar para depois”, recomenda.

Quais metas de ano novo você já definiu? Comente!

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Como melhorar a organização financeira

Existe um desejo que une várias pessoas quando um novo ano está prestes a começar: melhorar a organização financeira. De fato, não existem tantas prioridades quanto começar um novo ciclo livre de dívidas e, quem sabe, com um pouco mais de fôlego no saldo bancário.

Equilibrar as contas, conseguir poupar e poder investir o dinheiro em algo especial, ainda assim, não é tarefa fácil. Dicas não faltam, mas as tentações também estão constantemente presentes.

A princípio, é preciso treinar a mente para entender a realidade das finanças pessoais. Somente dessa forma você conseguirá aproveitar das estratégias adotadas para ter uma boa organização financeira sem cometer erros tão comuns.

Onde estou falhando

Quando falamos de erros, o maior deles é aquele menos notado: não cuidar do salário. A preocupação em quitar as dívidas e em poupar pode ofuscar os limites da sua remuneração. Claro que novos gastos entram também nessa série de problemas para deixar a conta vazia.

A recomendação mais importante que todo especialista em economia é ter cuidado com a receita x despesas. E é fácil cair em armadilhas quando você se sabota para pagar algo antes mesmo de ter o dinheiro no bolso. Atender a atos impulsivos só vai bagunçar os objetivos financeiros.

Um plano ideal para contornar isso é aguardar a remuneração para fazer o pagamento de contas fixas. Depois, o saldo deverá cobrir os outros planos, que envolvem a compra de certas coisas.

Não pare por aí

Traçada uma estratégia para aplicar o salário, chega o momento de se livrar das intermináveis dívidas. Neste momento não tem receita complexa, é importante parar de gerar novos débitos. É aquela velha história da bola de neve.

Liste tudo que pode ser pago à vista e priorize sempre as contas em atraso. Se o problema for um empréstimo, vale a pena entrar em contato com os credores e renegociar para uma realidade que se encaixe com sua organização financeira – só não vale descumprir o acordo e se endividar novamente.

Quando estiver em dia com todos os boletos, pese seus gastos, sejam eles mensais, semanais ou diários. Poucas pessoas têm noção de quanto e em que gastam seu dinheiro. O que pode ser um cafezinho hoje e um almoço amanhã, vira um grande desfalque ao final do mês.

Quando achamos que temos controle total sobre nossos gastos e que podemos lembrar de ter comprado algo hoje dentro de duas semanas, a situação sai ainda mais do controle. Ao final, a única pergunta que sobra é “aonde foi parar o meu dinheiro?”.

A tecnologia pode ser uma aliada nesse momento. Com uma simples planilha do Excel ou aplicativos de organização financeira disponíveis de forma gratuita, como Minhas Finanças e GuiaBolso, é possível manter o controle de receita x despesas sem precisar de muitas anotações.

Os aplicativos disponibilizam, inclusive, sincronização com as contas. Isso significa que o trabalho de anotar manualmente será quase zero e vai ser praticamente impossível esconder o que andou comprando de você mesmo.

Sobrou algo?

Se até aqui tudo pareceu bem simples – ou não -, então chegamos ao ponto importante da conversa sobre organização financeira. Livre de dívidas, é preciso traçar rapidamente um plano para o dinheiro antes que ele volte a sumir.

Ter uma finalidade para qualquer valor que entra na conta ajuda a manter uma organização financeira mais em dia. Muitas dicas da economia apontam para reservar partes a destinos específicos.

Atualmente, a estratégia mais usada é a 30/70. E nada mais é que reservar 30% do salário ou qualquer outro tipo de remuneração para guardar e aplicar em um plano específico de médio e longo prazo, como uma viagem ou aquisição grande. Com a outra porcentagem, 50% precisa ser para gastos fixos, os famosos boletos e gastos no supermercado.

A parte boa é que os 20% restantes servem para uso pessoal, que pode incluir seu orçamento mensal para compras de roupas novas, passeios, cosméticos ou alguma nova experiência que não faz parte do dia a dia.

Lembra do investimento? Procurar qual será mais vantajoso pode ajudar a render ainda mais o dinheiro. Existem sites que simulam e explicam a diferença entre diversos tipos de economias e aplicações.

Já sabe como cuidar das suas finanças? Deixe nos comentários as dicas que você também segue 😉