Pode comer tranquilo, sua comida não está envenenada

O mito da “comida envenenada”, propagado vez ou outra por algum cientista do Projac ou influencer metido a toxicologista, por mais um ano vem caindo por terra. Em dezembro de 2019, foi divulgado o relatório mais recente do PARA, o Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos. Um belíssimo trabalho coordenado pela ANVISA, realizado desde 2001, que avalia a qualidade dos alimentos de origem vegetal que chegam à mesa das famílias brasileiras. Posto de outra forma, é ele que indica – pautado em uma sólida base científica, alinhado com padrões internacionais – se tem ou não veneno na sua comida.

Apesar de público e com notável evolução na didática de apresentação, com versão ilustrada e resumida, a abrangência da divulgação dos resultados é tímida. Comparativamente a um post de um famoso, pode-se dizer ridícula. Em rede nacional, o desempenho também é pífio. Talvez o único momento em que o estudo teve certo protagonismo (e adivinhe, negativo! Ah vá!) foi em 2011, quando de maneira irresponsável, sem as devidas explicações, com viés ideológico, criando mais uma falácia, então técnicos da ANVISA apontaram que cerca de um terço dos alimentos estava contaminado. Quem mais pagou a conta foi o pimentão, lembra? O campeão de agrotóxicos.

Diante deste contexto, com o intuito de colaborar para que a real informação chegue ao consumidor, decidi escrever este artigo, apresentando os últimos resultados do trabalho, inclusive, contrastando uma evolução histórica. Antes de iniciar, breves considerações:

1.      Visando trazer mais didática ao conteúdo, mudei um pouco a classificação dos resultados, afinal, o que o público geral vai entender é: pode comer ou não? Tem veneno ou não tem? Neste sentido, agrupei os indicadores em: pode comer tranquilo e é necessário melhorar. Ao longo do texto vou explicar o que está dentro das respectivas classificações bem como os motivos que me levaram a colocá-los lá.

2.      Os números apresentados foram arredondados automaticamente pelo Excel, prevalecendo apenas o número inteiro. Por isso, os resultados aqui apresentados diferem sensivelmente do trabalho oficial, de modo que, caso você queira ter ciência do número exato, basta dar uma olhadinha lá.

3.      Apesar de o estudo ser realizado desde 2001, apenas a partir de 2009 consegui identificar de forma clara e padronizada os detalhamentos da maior parte dos indicadores de resultado. Dessa forma, minha análise começa a partir daí.

4.      As periodicidades de coleta/divulgação dos resultados, em função da evolução do trabalho, não são uniformes, sendo que há uma “quebra” na série temporal – especificamente a partir de 2013 – passando de amostragens anuais para ciclos plurianuais.

5.      Em função dessa plurianualidade, os resultados mais recentes referem-se a 2017/2018, sendo o primeiro ciclo do plano 2017-2020. Portanto, os resultados são preliminares (por isso o “*” nos gráficos), contando com a presença de 14 dos 36 alimentos previstos para avaliação. Uma amostra de 4.616 unidades das 16.667 que se pretende realizar (38% a mais do quando comparado ao último levantamento, 2013/2015).

Indo direto ao ponto, a Figura 1 ilustra o principal resultado da análise: seus alimentos continuam sendo seguros, pode consumi-los com tranquilidade. Pelo menos, em cerca de 94% dos casos. Com destaque ainda para o termo “continuam”, afinal, o elevado patamar de qualidade e segurança não é novidade, com registro médio nos últimos 10 anos em torno de 96%.

Sensacionalistas ideológicos de plantão podem balbuciar que o índice piorou, caindo 3 pontos percentuais em comparação ao último levantamento, sendo válido lembrar o item 5 de minhas considerações.

Segurança dos alimentos de origem vegetal no Brasil

Em uma análise mais detalhada da parcela do “pode comer tranquilo” (Figura 2), veremos que a participação relativa do “ausente de resíduos” foi a maior na história do levantamento (2009 não foi apresentado por falta de padronização de dados), de modo que 49% das amostras estavam livres de resíduos de agrotóxico.

Você deve estar pensando: “o Botão está louco! Ele acabou de escrever que posso comer com segurança 94% dos meus alimentos e em seguida diz que apenas 49% estão livres de resíduos. Como assim?”.

É isso aí mesmo meu amigo. Em uma analogia, nadar em uma piscina com cloro é completamente diferente de beber o produto. Existem níveis toleráveis. Alimento seguro, garantindo tranquilidade ao consumidor, não significa necessariamente estar livres de resíduos de defensivos.

Pode comer tranquilo (%)

O conceito de segurança não está atrelado a ausência de resíduos, mas sim da quantidade máxima de produto que você pode ingerir “sem dar algum pau”. O nome técnico disso é Limite Máximo de Resíduo (LMR) e, apesar do termo “máximo” chamar atenção, pode ficar despreocupado, pois as quantidades consideradas são mínimas, expressas, mg/kg. Eu sei, meio chato de entender. Mas para se ter uma ideia, é 0,000001 kg de agrotóxico para cada 1 kg de alimento. Traçando um paralelo, um grão de arroz pesa 0,0000273 kg, cerca de 27 vezes mais que o máximo. Ou seja, muito, muito, muito… pouco. Não pretendo entrar no detalhe, se não vou desvirtuar o propósito do artigo. Mas, caso tenha interesse, recomendo assistir o vídeo “A Calculadora do Veneno“.

Voltando para a análise dos dados, observa-se que a participação da amostra cujos registros ficaram dentro dos limites aceitáveis foi de 28% no último levantamento, o menor valor já registrado. O que foi bom, já que realizando-se uma análise em conjunto, pode-se concluir que majoritariamente houve uma migração da participação relativa de “no limite permitido” para “sem resíduos”. Ou seja, passou-se do “muito, muito, muito… pouco” para “nada”. E só não coloquei ótimo porque as inconformidades aumentaram 3% (alerta de spoiler!, isso será discutido mais pra frente), roubando, infelizmente, um pouco dessa migração.

“Pois bem Botão, 49 + 28 = 77. E os outros 17% para chegar aos 94% seguros, foram parar onde?”. Então, é aqui, meu querido leitor, que está o grande ponto de confusão. O calcanhar de Aquiles do pimentão em 2011. Esses 17%, no caso de 2017/2020, são referentes a amostras que foram identificados defensivos não autorizados para a cultura, mas cujos valores de resíduos ESTÃO DENTRO DOS LIMITES ACEITÁVEIS.

No caso do pimentão, não é que os resíduos estavam inaceitáveis, mas sim que o produto utilizado não estava autorizado para uso na cultura. O registro valia para o tomate e não para o pimentão, que pertence à mesma família vegetal, a Solanaceae e, portanto, estão sujeitas às mesmas pragas. Em uma analogia grosseira, imagine condenar um tipo de pão que utilizou de um fermento autorizado apenas para outro tipo de pão. Concorda que se fosse “para dar pau”, ia dar pau no pimentão, tomate, no pão 1, no pão 2, etc…?

Portanto, não foi uma questão de segurança e de risco à saúde, mas sim de burocracia. O problema é que no trabalho original, essa parcela é considerada “amostra insatisfatória”, apresentando inconformidade. Agora imagine essa terminologia e esses índices nas mãos erradas. É aquela história: é possível dizer um monte de mentiras falando apenas verdades. Talvez a única coisa boa que aconteceu neste escândalo do pimentão foi a chamada para agilizar o processo de registro. Não coincidentemente, a parcela do “não autorizado para a cultura” caiu de 32%, em 2011, para 17%, já em 2013/2015, patamar mantido até então. Uma proporção que deve continuar caindo com a evolução e celeridade dos registros.

“Beleza Botão, entendido! Mas e o restante? Os outros 6%? Essa é a chance que tenho de comer um vegetal e cair duro na mesa?”. NÃO! Até porque se fosse isso verdade, provavelmente já teria acontecido, considerando a quantidade de vezes que você ingere um vegetal (no caso da minha filha de 9 anos, não há chance de que isso ocorra). Então vamos entender o que compõe o valor (Figura 3), lembrando da minha consideração número 2, sobre o arredondamento dos números.

Precisamos melhorar (%)

Deste montante, 2,30% referem-se à detecção de resíduos em níveis superiores ao máximo permitido, enquanto os outros 3,40% são produtos proibidos no Brasil (0,5%) e registros de mais de uma inconformidade de maneira concomitante (2,9%).

Porém, estar acima do limite, não significa necessariamente que você vá passar mal. Significa que os limites foram ultrapassados, mas não que o “pau” seja certo. É como trafegar em uma determinada rodovia em velocidade superior à permitida. Não haverá obrigatoriamente problemas, mas os riscos, sem quaisquer dúvidas, aumentam.

No caso dos defensivos agrícolas, estes riscos são medidos sob duas óticas temporais: agudo e crônico. O primeiro é se você comer grandes quantidades de um vegetal, com presença integral de resíduos acima do LMR, em um prazo de até 24 horas, enquanto o segundo leva em consideração o consumo durante a vida toda.

“Ok. E o que são grandes quantidades?”. Vamos a um exemplo. No caso do fungicida Ciproconazol (diga-se de passagem, o mesmo princípio ativo de remédios utilizados para doenças fúngicas, como micoses), uma pessoa de 90 kg precisaria comer, dentro de 24 horas, 2 kg de maçã integralmente contaminado para que haja risco agudo de exposição e “dê algum pau”.

Como você pode notar, destaquei o “integralmente”, o que exige que todo o material a ser consumido esteja com resíduo acima do máximo permitido. Toda essa minha repetibilidade chata é para lhe dizer que, na prática, de acordo com o último levantamento – 2017/2020, o risco agudo aferido para todos os resíduos detectados foi de 0,89%!

Portanto, substituindo o “integral” da continha acima pela estatística real, seria necessário a ingestão 253 kg de maçã para que o limite fosse colocado a prova e o risco agudo se tornasse uma realidade. É por isso que nunca, no mundo todo, foi diagnosticado uma sequer morte pela ingestão de resíduos de agrotóxicos em alimentos convencionais.

Por favor, preste atenção no motivo! Não estou dizendo que nunca houve morte por agrotóxico. Estou dizendo que nunca houve morte por resíduos em alimentos. Ingestão indevida e outros causos não estão contemplados na afirmação, de modo que não pretendo entrar em detalhes neste artigo. Caso queira maiores informações, acesse a plataforma do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox).

“Beleza, Botão, já entendi que é mais fácil eu morrer de tanto comer determinado alimento do que por eventuais resíduos presentes nele. Mas e o consumo ao longo da vida? Isso não vai se depositando?”. Não! O seu corpo processa e elimina eventuais resíduos. Caso contrário, pense bem, haveria imunidade a diversos problemas, afinal, seria criado ao longo da vida um repositório de ingrediente ativos no seu corpinho. Muitos deles, como já exemplificado, utilizados em remédios, o que inutilizaria alguns medicamentos. Utilizando do jargão de meu amigo Nicholas Vital: defensivos agrícolas são os remédios das plantas e não vacinas. Quem dá longevidade é vacina, não remédio. Não há residual.

Mas para que minha argumentação não fique agronomicamente romântica demais, vamos a números. Segundo resultados do último relatório, o risco com potencial crônico foi ZERO! Ou seja, nenhum, nada, qualquer, inexistente! Aliás, na história do PARA, nunca foi detectado risco crônico que não diferente de ZERO. Dessa forma, qualquer historinha que você tenha ouvido de morte, câncer, criação de três braços ou qualquer outra aberração por consumo de alimentos convencionais, submetidos a aplicação de defensivos, é mentira.

Os resultados do Brasil no que diz respeito a segurança dos alimentos continuam sendo satisfatórios. Não existem dúvidas de que ainda existem espaços para melhorias – com avanços tecnológicos e contínua capacitação e conscientização do produtor rural – afinal, 95% não é 100%. Mas não podemos negar que este é um país onde muitas vezes as narrativas não correspondem aos fatos. Ainda mais quando os espectadores tendem a dar mais ouvidos a locutores sem qualquer conhecimento ou embasamento científico, que distorcem realidades e as transformam em fábulas ideológicas. Sendo assim, estimule seu senso crítico! Procure fontes confiáveis de informação e… continue comendo tranquilo, você não está sendo envenenado.

João Rosa (Botão) é professor do Pecege e idealizador do canal do Youtube Botão do Excel.

A transformação digital financeira e as empresas de tecnologia

Praticamente todos os segmentos da sociedade estão passando por mudanças e tudo que envolve dinheiro acaba atraindo os olhares mais atentos, tanto da população quanto das empresas. Por isso a transformação digital financeira é um dos grandes destaques de 2020, especialmente quando ligadas às gigantes de tecnologia.

Parece que uma coisa tem pouco a ver com a outra, mas se você observar a movimentação do mercado vai encontrar nomes como Google, Apple, Facebook e Uber em um processo muito interessante de adaptação às novidades da era da transformação digital financeira.

Isso porque essas empresas estão se tornando bancos ou atuando diretamente com serviços financeiros. As finanças estão sendo reinventadas.

As últimas novidades

Notícias recentes apontam que, ainda em 2020, o Google oferecerá serviço de conta corrente aos usuários, por meio de uma parceria. Já o Apple Card, um cartão de crédito da companhia com a bandeira Mastercard, está disponível desde o ano passado para quem tem iPhone.

O Facebook investiu na sua própria cripto moeda, a Libra, que deve estar disponível em breve, além do Facebook Pay, um sistema unificado de pagamento para as plataformas da rede social.

Enquanto isso, a Uber Money é a carteira digital da Uber para motoristas e entregadores do aplicativo, também lançada em 2019.

Vantagens

Mas, afinal, quais as vantagens dessas empresas participarem tão ativamente da transformação digital financeira? A primeira delas é a quantidade de usuários registrados nas plataformas.

São milhões de assinantes, espalhados por todo o mundo. Muito diferente de um banco convencional ou até mesmo das novas fintechs e bancos digitais, que surgiram apenas nos últimos anos, essas gigantes da tecnologia já abraçam o mercado há muito tempo.

Além disso, os aplicativos de bancos estão longe de serem os mais populares nas lojinhas de apps dos smartphones. Plataformas como Facebook, por exemplo, detêm cada vez mais, e por mais tempo, a atenção e os dados dos usuários.

Então, é possível entender por que essas companhias estão tão interessadas na transformação digital financeira. Os serviços financeiros seriam uma forma de manter os usuários ainda mais tempo nas plataformas, aumentando a aderência e, consequentemente, a monetização com publicidade e e-commerce.

Responsabilidade de dados

As empresas de tecnologia ainda saem na frente das instituições tradicionais na questão de cruzamento de dados. Elas têm a possibilidade e a facilidade de conhecer o usuário e oferecer produtos financeiros com base no real comportamento de consumo.

O uso de inteligência artificial potencializa ainda mais a assertividade de oportunidades. O Google, contudo, afirma não utilizar dados do Google Play para gerar publicidade nem compartilhar essas informações com anunciantes.

A principal dificuldade é como regulamentar esse setor e essas novas práticas, inclusive a respeito da concorrência. Já existe, nos EUA, sede das principais empresas de tecnologia, certa movimentação dos órgãos regulamentadores com o objetivo de adaptar leis à transformação digital financeira e às novidades que vêm com ela.

E nem tudo são flores. A Apple já teve algumas desavenças com o Goldman Sachs Group, banco parceiro na criação do Apple Card, além de acusações de sexismo. Já o Facebook perdeu aliados no projeto da Libra após uma reação regulatória adversa.

O que esperar dos próximos passos da transformação digital financeira? Compartilhe suas expectativas com a gente!

Falando em finanças, que tal melhorar sua organização financeira?

Pesquisa NPS pode indicar defensores da marca

O que torna uma empresa um sucesso não é somente a qualidade de sua produção ou os serviços oferecidos. Muito mais do que desenvolver soluções para o consumidor, uma marca precisa estar interessada nas avaliações de quem as compra. Nesse caso, a pesquisa NPS pode mostrar a quantidade de admiradores que ela pode ter.

Criada por Fred Reichheld, a metodologia NPS (Net Promoter Score) avalia a satisfação do público por meio de uma pesquisa simples e de fácil aplicação. Até hoje este é um dos principais indicadores de desempenho no planejamento estratégico e auxilia a tomada de decisões.

O principal objetivo do NPS é medir o nível de recomendação que um cliente daria para a empresa, dentro de uma avaliação por nota numérica. O método é bastante eficiente para identificar como está a satisfação com os produtos e serviços oferecidos, em uma compreensão melhorada dos fatores racionais e emocionais que fazem parte da experiência de compra.

Cálculo simplificado

Por ser considerada uma avaliação simples, a pesquisa NPS tem em sua estrutura uma pergunta definitiva direcionada aos entrevistados, que deve ser dividida em três categorias seguindo as notas concedidas.

Em um exemplo, vamos supor que a pesquisa será aplicada a 100 clientes. Aqueles que deram notas de 9 e 10 podem ser considerados promotores da marca: são leais a ela e vão continuar comprando e recomendando para amigos. Notas 7 e 8 significam uma posição mais neutra, portanto, o consumidor pode até gostar da marca, mas nada o impediria de experimentar uma concorrente.

Nos casos de notas abaixo de 7 temos a categoria de clientes detratores, que por algum motivo se encontram pouco ou nada satisfeitos com a marca. Eles costumam criticar a empresa publicamente e provavelmente não voltariam a fazer negócio, exceto em situações extremas.

Mas para saber se a empresa tem um bom nível de satisfação, é preciso subtrair detratores de promotores e dividir pelo total de respostas. Seguindo o exemplo dos 100 clientes, em que as notas foram distribuídas em 50 pessoas avaliando com 9 e 10, 20 atribuindo as notas 7 e 8 e 30 clientes que avaliaram de 0 a 6, o cálculo NPS ficaria assim: (50-30) / 100 = 20%.

Desse ponto, o valor de referência deve estar de acordo com a realidade de cada empresa, mas, na escala padrão, os seguintes parâmetros podem ser considerados:

Zona de Excelência: 75% a 100%;

Zona de Qualidade: 50% a 74%;

Zona de Aperfeiçoamento: 0% a 49%;

Zona Crítica: -100% a -1%.

Pesquisa NPS no Marketing

Ao medir a satisfação do cliente, uma marca consegue entender melhor os pontos que devem ser melhorados dentro daquilo que oferece. Descobrindo quem são seus defensores, ela deverá investir em um relacionamento de proximidade, desenvolvendo ações que mantenham o nível de satisfação.

É por isso que quanto maior o número de defensores, maior a visibilidade da marca pela ótica positiva. Clientes novos compram mais facilmente de empresas com boa reputação ou recomendadas por pessoas próximas e isso diminui o investimento em marketing de atração.

A segmentação de clientes por meio do nível de satisfação é outra forma de uso do NPS no marketing. Quando identificados os detratores, neutros e promotores, é possível direcionar ações mais assertivas para cada perfil.  Um bom exemplo é a utilização de e-mails para agradecer e enviar ofertas exclusivas quando o cliente dá uma nota 9 ou 10 na pesquisa NPS.

No caso de perfis neutros, eles estão muito perto de se tornarem promotores, portanto oferecer descontos e atendimento personalizado junto a outras ações pode melhorar a satisfação desse grupo. Com os detratores a relação pode ser criada a partir de questionamentos e feedbacks de correção, aumentando assim a fidelização do cliente, as novas oportunidades de negócios e entendendo os desafios que precisam ser encarados.

É vantajoso?

O NPS tem sido utilizado por muitas empresas para avaliar produtos e serviços em diversas áreas. As vantagens observadas na metodologia são:

  • Rapidez: pode ser pensado com apenas uma pergunta, ampliando a taxa de resposta e facilitando a análise dos dados.
  • Facilidade: a metodologia possui uma fórmula bem simples para encontrar o Net Promoter Score.
  • Padronização: por se tratar de um indicador padronizado, é fácil entender os resultados e compará-lo com os de outras empresas.
  • Aplicabilidade: segmentando o público, o NPS vai além do campo conceitual e pode desencadear ações e estratégias para melhorar marca, serviço e produto.

A pesquisa NPS pode ser dirigida para diferentes momentos do contato ou jornada de compra do cliente. Para simplificar, existem três aplicações que mais utilizam o NPS:

  • Avaliação do produto

Perguntar para os clientes se eles recomendariam o produto para amigos ou familiares.

  • Avaliação do serviço

O NPS pode servir para avaliar um serviço prestado e, de forma geral, avaliar também a qualidade dos prestadores, se for o caso.

  • Avaliação do atendimento

A diferença faz a qualidade do atendimento, por isso é importante mensurar e acompanhar os indicadores de satisfação com esse suporte. Fazer uma pesquisa NPS logo após o contato do cliente com a marca pode indicar como agir diante de uma nota extremamente baixa e criar ideias de como reverter a situação.

Outras formas de melhorar o atendimento a partir do marketing é conhecendo as estratégias certas para a empresa.

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Taxa de churn: o que é e como melhorar

A taxa de churn é uma das características que dizem muito sobre a saúde de uma empresa. Se você está se perguntando qual a real importância dessa métrica ou o que ela significa, veio ao lugar certo.

Em inglês, a palavra churn significa agitação. Na prática, essa taxa mede a perda de clientes ou o cancelamento do serviço prestado pela empresa. Por isso, quanto menor a taxa de churn, melhor!

Importância da taxa de churn

Considere a seguinte situação hipotética: sua empresa conseguiu a confiança de um cliente para uma primeira compra e ele acabou migrando para a concorrência ou não tem mais interesse nos seus serviços.

Isso significa que você criou campanhas e gastou tempo e dinheiro para conquistá-lo e até educá-lo sobre o mercado, mas ele continua sem resolução para o problema que fundamentou a compra. Ele se tornou um cliente qualificado (com perfil para adquirir novamente o produto ou serviço que você vende) e disponível para os concorrentes.

Philip Kotler, referência mundial quando o assunto é Marketing, já dizia que conquistar um novo cliente pode custar de cinco a sete vezes mais do que manter um consumidor que já está na base de dados da empresa.

Vamos falar de números?

Agora que você já sabe a importância da taxa de churn é hora de falarmos de números. A conta é uma regra de três simples e o mesmo cálculo pode ser utilizado para avaliar de quanto foi a queda no faturamento.

De novo, vamos imaginar uma empresa, dessa vez com 100 clientes. Se 10 clientes deixarem de comprar nessa empresa e optarem pela concorrência este mês, a taxa de churn será de 10% neste período.

Pode parecer pouco a princípio, mas se a empresa continuar nesse ritmo, em menos de um ano ela precisará demitir funcionários e fechar as portas.

Em um outro cenário, se a empresa apresentar uma estratégia para reverter essa queda e tentar conquistar 10 novos clientes no mês seguinte (supondo que a taxa de churn fique zerada), o gasto será muito mais alto apenas para repor essa lacuna.

Considerando o pensamento de Kotler, se o valor para reter cada um desses clientes fosse de R$ 100, então, para conquistar novos consumidores, seria necessário desembolsar uma média de R$ 600 por cliente. Fidelizar 10 clientes custaria R$ 1 mil para a empresa, enquanto os novos custariam um total aproximado de R$ 6 mil. A diferença é grande.

A dica é que a avaliação da taxa de churn seja realizada mensalmente, trimestralmente e anualmente, para que as estratégias de inteligência de mercado não fiquem defasadas. O ideal é que os valores dessa métrica fiquem entre 5% e 7% ao ano. Ou seja, cerca de 0,5% ao mês.

Mas o que fazer?

Se a taxa de churn começar a aumentar, a dica é desacelerar as prospecções e focar o time para entender quais fatores influenciaram a decisão dos clientes de abandonarem a empresa, onde está o problema (no produto? No atendimento?) e como mudar esse cenário.

Algumas vezes a justificativa para o aumento dessa métrica é, realmente, o cenário econômico do país. A diminuição do poder de compra da população em geral é um grande influenciador da taxa de churn. Contudo, é preciso avaliar ainda duas condições. A primeira é que quase ninguém deixa de consumir somente por um motivo. E a segunda é que a empresa deve ficar de olho nos cenários político e econômico para apresentar contramedidas para épocas de crise.

Dicas para diminuir a taxa de churn

Mais de um fator pode influenciar a taxa de churn. Geralmente, quem desiste de uma empresa não o faz da noite para o dia. A situação provavelmente estava desgastada. Por isso, abrir canais de comunicação com os clientes é o primeiro passo para entender as motivações de forma transparente. Esse diálogo pode ser por meio de pesquisas online ou até pessoalmente, por exemplo.

Mas só abra canais de comunicação se estiver realmente disposto a ouvir e repensar os erros que forem sendo apontados. Se o cliente fez uma primeira ameaça de deixar sua marca, escute. Muitas empresas só passam a correr atrás dos clientes quando essa ameaça é efetivada. E aí pode ser tarde demais (e caro) para recuperá-lo.

Confira algumas dicas para manter sua taxa de churn perto de zero:

  • Alinhe a expectativa do cliente com o que ele recebe
  • Ofereça suporte e atendimento efetivo aos clientes
  • Considere reajustar valores durante as crises econômicas
  • Aumente o valor da sua solução se for aumentar o preço

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Presença executiva: você realmente sabe liderar?

A situação é bem simples: você se esforça diariamente para ir além das suas competências e deseja um cargo de gerenciamento. No momento de receber seu feedback, descobre que a vaga foi oferecida para outra pessoa, pois, apesar de fazer um bom trabalho, seu chefe disse que você não possui presença executiva.

Isso pode pegar a muitos de surpresa, uma vez que o termo quase nunca aparece nas pesquisas de habilidades exigidas dos profissionais. De forma universal, a presença executiva pode ser entendida como o agrupamento de outras qualidades, como autoconfiança, poder de decisão, habilidade de se comunicar de forma transparente, cuidado ao administrar percepções, autenticidade e tratamento respeitoso ao próximo.

Mas, do ponto de vista corporativo, esse é um diferencial que combina qualidades convincentes para que uma pessoa possa chegar longe. Dessa forma, a presença executiva não mede desempenho, mas revela características que estão muito ligadas a liderança. 

Para o ponto de vista psicológico, essa presença está em sintonia com a capacidade de expressar valores e potencial individuais. Já na prática, a presença executiva pode ser um pouco mais simples, bastando ter acesso às próprias experiências para conseguir se conectar e identificar com outras pessoas de forma mais profunda.

A definição certa

Como você percebeu, citamos três definições do que é a presença executiva e todas elas podem ser úteis na hora de trabalhar as habilidades de liderança. Portanto, tenha sempre em mente a síntese a seguir:

  • O ponto de vista corporativo pode te levar a identificar como a sua empresa e equipe administrativa definem a presença executiva e, dessa forma, você consegue reconhecer quais requisitos precisa trabalhar;
  • O ponto de vista psicológico demanda um pouco de reflexão e autoavaliação, assim é possível entender os próprios pontos fortes e fracos, além das paixões e objetivos que importam para você;  
  • O ponto de vista prático te leva a localizar histórias e experiências que moldaram o seu estilo de liderança, transformando cada uma em depoimentos para compartilhar e se conectar profundamente com outras pessoas.  

Cada ideia serve para melhorar o desempenho, mas essa habilidade é ampla e demanda tempo para ser desenvolvida. Quanto mais cedo você souber aplicar ações que demonstrem uma atitude de liderança, mais preparado estará para cargos que exijam presença executiva.

Construção da presença executiva

A presença executiva pode levar anos para ser desenvolvida, mas isso não significa que você não deva começar agora a aplicar ações – e até acompanhar seus resultados. Lance mãos de estratégias e saiba captar os momentos de prática no seu dia a dia pois, assim como qualquer habilidade, esta também pode ser desenvolvida e aprimorada.

Para começar, sempre peça por feedbacks sobre a sua liderança, mas evite respostas muito genéricas. É importante listar critérios que são relativos à presença executiva, como gerenciamento de pressão, habilidade de comunicação e aparência profissional. E para uma visão mais completa, consulte pessoas diferentes, descartando sempre opiniões pessoais demais.

O fator mais considerado no momento de avaliar a presença executiva é a capacidade de desmontar autoconfiança. Isso inclui saber administrar a ansiedade no trabalho, o que demanda anotar objetivos (para mostrar em reuniões ou futuras entrevistas), se preparar para perguntas difíceis e dominar assuntos ainda não explorados, além de administrar sintomas físicos da ansiedade, praticando algum ritual (meditação, esporte etc.) que te acalme.

Melhorar a fala em público e adequar o vestuário pessoal para o ambiente em que se trabalha, ou deseja trabalhar, também faz parte da presença executiva, pois as duas atitudes transmitem claramente a mensagem de que você é alguém com qualidades para liderar.

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7 dicas para intensificar a base de clientes

O faturamento de uma empresa está diretamente ligado à sua capacidade de intensificar a base de clientes. Isso significa fidelizar os consumidores já cadastrados no banco de dados da marca e aumentar o número de clientes em potencial.

Mas como fazer uma gestão efetiva da carteira de clientes? Conhecer o público-alvo é primordial e indispensável para um bom direcionamento de campanhas e estratégias que cativam a audiência. Porque mesmo com uma boa lista de contatos, é preciso despertar o interesse no seu produto ou serviço.

E o caminho para isso está relacionado a solucionar problemas do cotidiano das pessoas de forma cuidadosa e criteriosa para atingir o melhor resultado possível.

Afinal, você não quer dissociar quantidade e qualidade das vendas, já que muitos pedidos podem refletir baixo faturamento e até perda de oportunidades se não vinculados às principais técnicas para intensificar a base de clientes. Que tal conhecer algumas?

Avaliação do negócio

Como estão as operações da empresa? Será que as decisões estão afastando os clientes sutilmente? Uma boa maneira de intensificar a base de clientes é trabalhar com uma equipe diversificada, de diferentes idades, orientações sexuais, vivências e experiências de vida. Lembre-se que o mercado está bastante focado nas soft skills.

A ideia é garantir que a pluralidade presente na sociedade em si – e, consequentemente, nos consumidores – esteja refletida dentro da própria empresa, para que seja mais fácil entender as dores e angústias do seu público, a fim de resolver problemas de forma eficiente.

Vale também olhar para novas possibilidades de atuação. A tecnologia permitiu que algumas barreiras geográficas desaparecessem. Então, como você pode usar isso a favor do seu negócio?

Reorganização do catálogo

Oferecer novidades e aprimoramentos nos produtos e serviços já estabelecidos pela empresa também são uma maneira de intensificar a base de clientes.

A indicação de Up-Sell (versão mais atualizada) ou Cross-Sell (produtos ou serviços complementares), quando necessário, entram nas técnicas de Customer Success que sua empresa deve ficar de olho.

Pensando nisso, uma boa pesquisa de mercado pode ajudar na expansão do portfólio e as informações servem de base para estratégias e até para adquirir certa vantagem competitiva.

Administração de dados dos clientes

Com a administração eficaz das informações dos consumidores é possível identificar as dificuldades, melhorar estratégias (de produtos, divulgações e outros setores, como logística) e intensificar a base de clientes.

Por isso, comece organizando. Algumas ferramentas como o próprio Excel da Microsoft podem auxiliar nesse processo de monitoramento de preferências e necessidades. E, assim, você consegue maior precisão e confiança na hora de oferecer, por exemplo, atendimentos e propostas personalizados.

Visualização de casos

Com a base de clientes organizada e bem administrada, é possível se colocar no lugar do consumidor e entender o que é esperado. Como cada caso é diferente do outro, as estratégias podem ser direcionadas.

É importante compreender o universo dos consumidores para saber exatamente onde aplicar os esforços. As ofertas personalizadas estão cada vez mais em alta e são indispensáveis para intensificar a base de clientes.

Participação em eventos e co-marketing

Congressos, feiras e conferências são ótimas opções de networking, além de oportunidades para apresentação do produto ou serviço, claro, com discurso adaptado para o público-alvo.

As parcerias com outras empresas, mesmo que informalmente, também ajudam a intensificar a base de clientes. Sem esquecer que as duas empresas devem se beneficiar com essas parcerias.

Vale acordo de porcentagem de venda, anexar cupons e até oferecer descontos. Coloque a criatividade para jogo e desenvolva alternativas para esse processo.

Cuidado com clientes

Cuidar da carteira de clientes vai muito além de só atender bem os consumidores. Esse cuidado é o que diferencia sua marca no mercado, capta novas oportunidades e fideliza quem já comprou da sua empresa.

A equação é simples: cliente satisfeito vira cliente fiel. Este se torna divulgador da marca e atrai mais gente. Mas esse encantamento não ocorre da noite para o dia e exige acompanhamento permanente da marca para estabelecer vínculo afetivo.

E quando os clientes começam a ficar inativos? O cuidado com os clientes implica em saber que tipo de comunicação será feita e quando a abordagem ocorrerá. Tudo isso visando recuperar os consumidores que estão deixando de comprar na sua empresa.

Para acompanhar as atividades de compras dos clientes, a administração dos dados volta a ser protagonista. Só assim é possível identificar quem não está mais comprando.

Elaboração de estratégias de envolvimento

Não basta seguir as dicas sem promover atualização constante das estratégias. É importante fazer avaliações periódicas sobre o que tem funcionado e o que precisa ser reajustado.

Só assim sua empresa vai conseguir variar o alcance e apresentar o produto para quem ainda não o conhece. A principal dica é testar novos formatos e opções de investimentos em divulgação.

Que outras dicas você tem para ajudar quem quer intensificar a base de clientes? Comente!

Alcance bons níveis de relaxamento e produtividade com o ASMR

Tem gente que adora ouvir gotas de chuva caindo para relaxar, enquanto outras pessoas acham que o vento entre a folhagem das árvores é ótimo para se concentrar. Essas são algumas das ideias do que o ASMR (Resposta Sensorial Autônoma do Meridiano, em português) pode fazer pela sua capacidade produtiva.

A aplicação dos sons ASMR desperta sensações de prazer por meio de estímulos repetitivos. Até parece estranho gostar tanto de escutar um copo de água sendo completado, por exemplo, mas vídeos com experiências sonoras similares estão viralizando a cada dia.

E haja criatividade para desenvolver essas “terapias sonoras”, já que os ruídos podem ser extraídos de qualquer tipo de objeto ou até da voz e ponta dos dedos. Nesse universo, o que vale são reproduções prazerosas para se ouvir durante vários minutos.

Assim como diversas pessoas se sentem mais conectadas com suas tarefas escutando música, vídeos de ASMR também podem ter o mesmo efeito, desde que sejam agradáveis para o ouvinte. Então, se escutar alguém sussurrar em um microfone te deixa mais agoniado do que relaxado, talvez o ASMR não seja para você.

Alívio mental

Ao conhecer o ASMR, uma pergunta bem simples pode ocorrer: como alguém sussurrando ou arranhando uma escova no seu fone de ouvido pode ajudar na produtividade?

A resposta começa um pouco mais simples. Os vídeos de ASMR raramente exigem efeitos especiais ou edições complexas. Os estímulos mais comuns são produzidos com sussurros, sopros no microfone, toques em objetos e insinuação de que a cabeça do ouvinte está sendo acariciada.

Muitas pessoas concordam que essa escuta melhora a relação com certos problemas cotidianos, como o estresse, e ajuda a aliviar crises de ansiedade ao propor um momento de relaxamento. Mas é importante lembrar que esta “terapia” não substitui um acompanhamento especializado.

Com os relatos e fãs de ASMR cada vez mais em alta, os pesquisadores de neurociência começaram a investigar se os sons podem oferecer mais benefício para a saúde mental. Em um estudo de 2018, as respostas sobre os efeitos dessa prática se apresentaram relativamente promissoras.

Nessa pesquisa foi indicado que o ASMR provoca uma sensação calmante com benefícios para as conexões sociais. Além disso, os inúmeros vídeos desse universo geram uma redução significativa na frequência cardíaca, justificando seu efeito relaxante.

Por trás da ciência

O ASMR é um termo que descreve as sensações físicas e emocionais das pessoas ao entrarem em contato com imagens e sons estimulantes, assim como quando elas participam de atividades que envolvem atenção em si, mesmo que inconscientemente, como escovar o cabelo ou se maquiar.

Isso explica de forma mais científica o crescente sucesso da comunidade de ASMR, que já passa dos 13 milhões de vídeos postados somente no Youtube. E não somente pessoas aderiram aos canais para se sentirem mais relaxadas e produtivas como empresas estão apostando na ideia para lançar seus próprios vídeos nas campanhas de marketing.

Outro estudo de 2012 publicado no Journal of Consumer Research mostrou que níveis moderados de som ambiente (não ultrapassando os 70 decibéis) podem aumentar o desempenho em tarefas criativas. O principal conceito dos vídeos de ASMR está em obter sons em volumes moderados ou bem baixos e isso pode ser interpretado pelo cérebro como um som ambiente.

Já na pesquisa lançada pelas Universidades de Sheffield e Metropolitana de Manchester, mais uma vez o ASMR se mostrou como um estímulo positivo para a saúde mental e física. O bônus aqui foi o aumento expressivo nas emoções positivas, que são importantes para a qualidade de vida de cada indivíduo.

A fórmula final é bem simples: estresse e ansiedade reduzem significativamente a produtividade. Portanto, minimizar esses transtornos amplia a probabilidade de realizar tarefas diárias com mais confiança e rendimento.

Começar ou não?

Novamente, vamos esclarecer uma coisa: o ASMR pode não ser para você, e está tudo bem. Nem todo mundo quer apostar nele, seja pela dúvida quanto aos seus benefícios ou por realmente não se sentir atingido por seus efeitos.

Mas para aqueles que acreditam que essa possa ser uma das formas de garantir o desejado estado de flow e de se conectar com os próprios métodos de produtividade, esta é a hora de começar a conhecer o ASMR.

Caso o teste com os canais mais famosos não funcione, os vídeos não passarão de ruídos brandos nos ouvidos. No outro cenário, o ASMR vai ser uma das cartas quando você precisar de concentração e estímulos para alcançar uma qualidade alta na execução da sua rotina.   

Conhece algum canal de ASMR? Indique ele aqui nos comentários.

Saiba tudo sobre as mudanças nas certificações PMP ® / CAPM ®

Quem trabalha com Gestão de Projetos já sabe da importância das certificações PMP ® / CAPM ® e está de olho nas mudanças realizadas pelo PMI ® (Project Management Institute) nas provas, válidas a partir de julho de 2020. 

João Carlos Boyadjian, professor da Plataforma Solution do curso Preparatório PMP ® / CAPM ®, participou de um webinar para explicar os certificados e detalhar as alterações que entrarão em vigor.

Se você quer saber mais sobre o assunto e o processo para obter as certificações PMP ® / CAPM ® que permaneceu até agora, confira este artigo da Plataforma Solution.

Cenário

Para quem ainda tem dúvidas, Boyadjian destaca que o certificado PMP ® (Project Management Professional) é mais voltado para o gestor de projetos, enquanto o CAPM ® (Certified Associate in Project Management) engloba os profissionais que precisam do conhecimento das boas práticas de gerenciamento de projetos para desempenharem funções ao lado dos gestores.

O universo da Gestão de Projetos exige profissionais qualificados, por isso as certificações PMP ® / CAPM ® garantem titularidade de validade mundial para diferenciar no mercado de trabalho quem apresenta conhecimentos e experiências exigidos.

“Além disso, o certificado proporciona flexibilidade para o profissional de gerenciamento de projetos, que não fica engessado em uma única metodologia aplicada em uma área específica. Ele pode sair, por exemplo, de uma empresa de tecnologia de informação para uma indústria química e usar os conhecimentos em projetos e processos. Isso também ocorre com as possibilidades de aplicação de diversos métodos – preditivos, ágeis ou híbridos”, exemplifica o professor.

Afinal, o gerenciamento de projetos é parte de uma ciência maior, chamada Administração de Empresas. Por isso, independentemente de segmento da empresa ou método aplicado, as certificações PMP ® / CAPM ® continuam válidas e atestam que o profissional tem as habilidades necessárias para o desempenho da função em qualquer cenário.

Contudo, vale lembrar que os certificados emitidos pelo PMI ® têm validade: três anos para PMP ® e cinco anos para CAPM ®. A ideia do instituto é demonstrar a continuidade do aprendizado e indicar atualização das práticas de gestão, com seminários e congressos. Assim, duas pessoas com experiências parecidas e concorrendo a uma mesma vaga podem ser diferenciadas, inclusive no reconhecimento salarial.

Para começar a mudar

Se engana quem pensa que o PMI ® exige somente habilidades técnicas nas provas das certificações PMP ® / CAPM ®. As soft skills, conjunto de competências sociais e emocionais, estão cada vez mais em alta. Elas vêm se destacando nas pesquisas realizadas pelo PMI ®, que ocorrem a cada três anos e buscam entender o que o mercado realmente precisa de um gestor de projetos e quais as principais tendências.

A última pesquisa, de junho de 2019, verificou, por exemplo, que os profissionais estão trabalhando com ciclos de vida diferentes, de metodologias mescladas, e que existe a necessidade de modificar os domínios.

Essas informações nortearam as mudanças na prova, especialmente em relação às categorias. Confira, então, alguns itens que não mudam nas certificações PMP ® / CAPM ®.

  • Tempo de experiência: sem mudanças – três anos.
  • Valor: sem mudanças. Para membros do PMI ®, o PMP ® custa 405 dólares e o CAPM ® custa 225 dólares. Para não membros, o valor é de 555 dólares e 300 dólares, respectivamente.
  • Processos e prazos: sem mudanças.
  • Exame: sem mudanças. Para o PMP ®, são 200 questões em quatro horas. Para o CAPM ®, são 150 questões em três horas.

Mas, afinal, o que muda?

As principais alterações nas certificações serão nos domínios do PMP ®. Antes, eles eram cinco, com as seguintes porcentagens de exigência: processo inicial (13%), planejamento (24%), execução (30%), monitoramento e controle (25%), encerramento (8%). Agora eles são três: pessoas (42%), processos (50%) e negócios (8%).

Domínio de Pessoas – 14 tarefas

  • Gerenciar conflito
  • Liderar uma equipe
  • Desempenho da equipe de suporte
  • Capacitar os membros da equipe e as partes interessadas
  • Garantir que os membros da equipe / partes interessadas estejam adequadamente treinados
  • Construir uma equipe
  • Endereçar e remover impedimentos, obstáculos e bloqueadores para a equipe
  • Negociar acordos de projeto
  • Colaborar com as partes interessadas
  • Construir entendimento compartilhado
  • Envolver e apoiar equipes virtuais
  • Definir regras básicas da equipe
  • Mentor das partes interessadas relevantes
  • Promover o desempenho da equipe por meio da aplicação da inteligência emocional

Domínio de Processos – 17 tarefas

  • Executar o projeto com a urgência necessária para fornecer valor comercial
  • Gerenciar comunicações
  • Avaliar e gerenciar riscos
  • Envolver os interessados
  • Planejar e gerenciar orçamento e recursos
  • Planejar e gerenciar cronograma
  • Planejar e gerenciar a qualidade de produtos / projetos
  • Planejar e gerenciar o escopo
  • Integrar atividades de planejamento de projeto
  • Gerenciar mudanças no projeto
  • Planejar e gerenciar a aquisição
  • Gerenciar artefatos do projeto
  • Determinar metodologia / métodos e práticas de projetos apropriados
  • Estabelecer estrutura de governança do projeto
  • Gerenciar problemas do projeto
  • Assegurar a transferência de conhecimento para continuidade do projeto
  • Planejar e gerenciar fechamento de projeto / fase ou transições

Domínio de Negócios – 4 tarefas

  • Planejar e gerenciar a conformidade do projeto
  • Avaliar e fornecer benefícios e valor do projeto
  • Avaliar e abordar mudanças no ambiente de negócios externo para impacto no escopo
  • Suporte à mudança organizacional

Vale lembrar que os domínios exigidos na prova de CAPM ® seguem os mesmos, com as mesmas porcentagens de importância: introdução (6%), ambiente (6%), papel do gerente de projetos (7%), integração (9%), escopo (9%), cronograma (9%), custo (8%), qualidade (7%), recurso (8%), comunicação (10%), riscos (8%), aquisições (4%) e partes interessadas (9%).

PMBok ®: vem mais mudança por aí

Boyadjian ainda destaca que o PMBok ® (Project Management Body of Knowledge), o guia de Gestão de Projetos, terá sua sétima edição até o fim de 2020 e começo de 2021.

Você está alinhado com as mudanças nas certificações PMP ® / CAPM ®? Comente!

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