Saiba se adaptar ao home office

Quem começou a trabalhar de casa está sentindo algumas mudanças na rotina. A principal dela é a troca de processos de equipe do escritório para a atuação individual do home office, que pode significar uma queda na produtividade para quem não está acostumado a esse regime.

A adaptação é um item essencial e o primeiro passo para tirar o melhor dessa experiência. Se você se encaixa nessa situação e ainda não conseguiu se organizar para render no trabalho remoto, confira algumas dicas que preparamos para que você consiga entregar resultados como se estivesse indo todos os dias para o trabalho.  

Para se organizar

Todo mundo sabe – ou ao menos tem ideia – de que a organização é a chave para uma boa produtividade e qualidade nas entregas. Existem diversas formas de preparar o dia, mas cada um se adapta melhor com a sua própria rotina de organização.

Para aqueles que ainda precisam de ideias, indicamos o uso de aplicativos de planejamento, organização e anotações de ideias, como Evernote, Google Keep, Wunderlist, Todoist, AnyDo etc. Todos são disponíveis para Android, IOS e computador.

Caso anotações manuais funcionem melhor para você, utilize listas objetivas das tarefas diárias e deixe-as sempre à vista, assim fica mais fácil acompanhar o andamento de cada coisa. E, como a lista, tenha sempre à mão o que é importante para o andamento do seu trabalho.

Se você quer ter controle das suas ações no home office e acompanhar o andamento remoto das atividades junto com a sua equipe, o Trello será a ferramenta perfeita para lançar todo o planejamento do time. Além disso, é importante manter a comunicação constante, para corrigir, discutir e acertar detalhes do planejamento.

Para ser produtivo

Ao entrar no modo de operação é importante alternar entre as tarefas grandes e pequenas, pois assim você mantém um equilíbrio no fluxo de trabalho e não se desgasta focando apenas em coisas intensas por longos períodos.

Se você tem muitas entregas para cumprir na semana, separe por prioridade e data de entrega, assim como faria junto ao seu gestor e equipe. Depois disso, trace metas diárias e quanto tempo levará para a conclusão, mas respeite firmemente esse prazo.

Outra forma de ser produtivo é evitando o hábito de ser multitarefas (quando se presume que o alto desempenho está ligado a fazer várias coisas ao mesmo tempo). Entenda que produtividade não está liga a números, mas com a capacidade de fazer algo bem feito de cada vez.

Cuidado também para não transformar seu período de home office em uma mistura de atividades pessoais e profissionais. Como você está trabalhando em casa, pode cumprir sua agenda laboral dentro das obrigatoriedades trabalhistas (caso você pertença ao regime CLT) e ao final poderá se dedicar a outras coisas.

Para manter o foco

Lidar com o home office pela primeira vez gera uma grande preocupação: como vou me concentrar em um ambiente diferente? Seja pelas pessoas que vivem com você ou pela forma social como vemos o nosso lar (um local de descanso, apenas), talvez seja difícil manter o foco.

Apesar disso, não é algo impossível. Comece pensando nas coisas que costuma fazer no trabalho e traga isso para o ambiente que você escolheu para ser seu escritório em casa. Tire de perto as distrações e trate-o como a mesa da ‘firma”, com coisas necessárias para as suas entregas.

Tire notificações desnecessárias do seu celular e abra somente aplicativos que tenham a ver com as suas tarefas, como Skype, Microsoft Teams, Trello e e-mails, por exemplo. Trate da mesma forma o seu navegador e apenas acesse páginas que abre no trabalho.

Para aumentar ainda mais o seu foco, use técnicas de concentração, como a Pomodoro, ou sons que abafem barulhos externos, como ASMR, músicas (se o seu ambiente permite) ou o app/extensão Noisli. Por fim, estabeleça um tempo de início e conclusão para cada tarefa que você precisa entregar.

Para se sentir bem

Trabalhar no regime de home office significa monitorar seus hábitos, portanto, preze para que eles sejam compatíveis com aqueles praticados todos os dias no escritório. A flexibilidade permite que isso aconteça de forma adaptada, como o uso de roupas mais informais e confortáveis no lugar de uniformes, por exemplo.

Tente manter também os momentos de descanso e pausas para o café, água e banheiro, afinal, trabalhar longas horas sem interrupção é mais prejudicial do que benéfico para a sua produtividade.

Como estamos entrando em uma era de bem-estar, ginásticas laborais e técnicas de relaxamento estão invadindo os escritórios para trazer alívio físico e emocional para os funcionários. Use isso também no seu espaço em casa, fazendo alongamentos, intervalos para esticar as pernas e meditação.

Preze também para que os seus horários sejam os mesmos, de entrada e saída, e não pense em almoçar na frente do computador, tirando ao menos meia hora para fazer suas refeições.

Seja temporário ou não, o home office precisa ser encarado com seriedade e responsabilidade. Compartilhe sua experiência nessa modalidade!

Entenda o que é a arquitetura de marcas

Em um movimento ao mesmo tempo surpreendente e altamente simbólico, a Walt Disney Company está retirando a marca “Fox” dos ativos da 21st Century Fox, que adquiriu em março do ano passado. O estúdio de cinema 20th Century Fox se tornará o 20th Century Studios e a Fox Searchlight Pictures passa a ser a Searchlight Pictures.

Esse exemplo recente explica como, na gestão de uma marca ou no processo de branding, a arquitetura de marcas estabelece uma relação entre uma marca principal – ou mais – e as demais associadas a ela. Isso pode acontecer com produtos ou serviços, de empresas atuais ou ainda em construção.

Nas leituras de marketing e criação de marcas de David Aaker temos a explicação de que uma organização precisa ter uma estratégia de portfólio que ajude a entender a alma da marca e suas funções motivadoras. Por isso, os objetivos estratégicos e papel de cada iniciativa de uma marca master devem ser pensados antes de definir o nível de influências do conjunto de marcas.

Nesse sentido, existem quatro modelo de arquiteturas de marcas, definidos por Aaker, e que enxergam a influência da marca master como máxima até que que ela vá diminuindo e deixe de existir. Conheça-os a seguir.  

Monolítica

A influência da marca master no modelo monolítico da arquitetura de marcas é total e seus produtos, portanto, são diferenciados somente com um descritivo ou, no máximo, com detalhes e cores diferentes.

Para o público, o que interessa é consumir o que a marca master oferece, incluindo sua proposta de valor original, apesar de se apresentar em um formato diferente.

Alguns exemplos disso podem ser ilustrados pela Samsung, Bradesco e Amazon, que acrescentam algum descritivo no produto junto ao nome da marca principal para sinalizar que aquele é um serviço diferente e que funciona de forma independente, ainda que ligado aos objetivos da marca master.  

Submarca

Uma submarca continua imersa no universo da marca master, mas é entendida como secundária com menor visibilidade, mas, ainda assim, maior que a descrição do produto.

O papel de uma submarca na arquitetura de marcas é estender a atuação da marca master para contextos que “sozinha” ela não alcançaria sem gerar confusão, mas sempre deixando clara a sua origem.

Recentemente, a Apple lançou as submarcas Apple Watch, Apple TV+ e Apple Card, como ofertas diferenciadas de serviços além dos já conhecidos aparelhos tecnológicos.

Endosso

Marcas endossadas ainda são submarcas, mas com maior independência e dispensam a necessidade de construir valor para a marca master. Elas podem se comunicar com públicos mais diversos dentro de um território próprio.  

Mesmo que discretamente, a marca master ainda se faz presente, seja para manter a consistência entre seus produtos ou para alavancar a marca endossada quando ela está começando no mercado.

Existem três formas de endosso na arquitetura de marcas: uma assinatura, um elemento do nome ou a presença da marca master visualmente, no formato de um selo. A Apple é o caso mais recordado neste modelo, pois usa o endosso ao conectar todos os seus produtos e serviços com as iniciais “i” (produtos) ou “a” (serviços). Mesmo totalmente dependentes entre si, as letras acrescentadas aos nomes garantem a qualidade já atrelada à marca master. 

Casa de Marcas

Esse modelo apresenta o gerenciamento de produtos e serviços que não estão ligados ou que não remetem à marca master. A ligação, nesse caso, tornaria negativa a relação do consumidor com a oferta ou, ainda, não faria diferença na sua decisão de compra.

Portanto, a Casa das Marcas é adotada por empresas que praticam mais de uma oferta por segmento, gerenciando o espaço nas prateleiras para todos os seus produtos sem a necessidade de associá-los ao seu nome e, dessa forma, não deixando escolhas confusas para o consumidor.

Os grandes exemplos desse modelo são Unilever e P&G. Entretanto, mais recentemente, o Google começou a gerenciar diferentes inovações e, para não contaminar a imagem do buscador, se tornou Alphabet. Isso possibilitou que a empresa pudesse atuar em áreas diferentes, desde o desenvolvimento de carros autônomos até construção de casas inteligentes e venture capital.

Modelos híbridos

Aaker indica três perguntas para fazer ao definir a marca ideal para uma nova oferta.

  • A marca master existente vai fortalecer a oferta?
  • A oferta vai fortalecer a marca master?
  • Há um motivo convincente para gerar uma nova marca, seja ela uma marca independente, marca endossada ou submarca?

Mesmo respondendo a essas perguntas, raramente as empresas que escolhem um modelo de arquitetura de marcas permanece com ele indefinidamente. É mais comum a adoção de diferentes tipos para acompanhar o produto, mercado ou estratégia.

Mais comum ainda são os modelos híbridos, que combinam duas ou mais estruturas da arquitetura de marcas. A influência da marca master também muda conforme o tempo – aumentando ou diminuindo – e os objetivos do negócio.

Saber sobre arquitetura de marcas é um atributo dos profissionais de marketing. Se você gosta de assunto, pode conferir outras matérias aqui.

7 mandamentos de visualização de dados

Os olhos humanos são atraídos por padrões e cores. Para a visualização de dados, isso é essencial para captar a atenção e transmitir informações por meio de representações gráficas, como diagramas, gráficos, tabelas e até mapas.

Assim como as áreas das ciências, tecnologia, engenharia e matemática, a visualização de dados pode estar presente também em finanças, marketing, história, bens de consumo, setores de serviços, educação, esportes etc.

Dentro do universo do Big Data, essa ferramenta auxilia principalmente a análise de grandes quantidades de informações necessárias para a tomada de decisões. É uma maneira de tornar mais acessíveis os elementos que em algum momento foram complexos.

Como a visualização de dados tem o objetivo de otimizar a comunicação de informações, é preciso conhecer as boas práticas que a tornam mais efetiva. Dessa forma, dados mais relevantes podem ser inseridos em contextos específicos, seja para fundamentar uma proposta ou tomar novos caminhos em uma estratégia, por exemplo. 

Conheça agora os sete mandamentos da visualização de dados.  

Use grafismo da forma certa

Propostas distintas pedem uma visualização de dados que acompanhe, da mesma forma, sua finalidade. Para cada tipo de informação é preciso delegar qual representação poderá explicar melhor um conjunto de dados.

Para isso, basta lembrar que tabelas cumprem bem a função de exibir valores precisos, enquanto gráficos servem para exibir informações percentuais, expor padrões de dados em perspectiva temporal e de progressão, relacionando-os com outros indicadores.

Agrupe dados corretamente

A visualização de dados demanda sempre o agrupamento das informações em uma apresentação, mas isso deve ser feito com atenção. Usar formas geométricas diferentes, mas que compreendam vários grupos de dados, é uma das técnicas mais usadas para esse objetivo.

Outra maneira de destacar a apresentação e guiar o público no percurso da leitura de informações é utilizando setas, que servirão também para dar ênfase em determinados dados ou grupos deles.

Não esqueça do contexto

É importante fornecer contexto para permitir que o usuário da apresentação consiga formar argumentos em cima dos dados exibidos. O design entra em campo para criar elementos visuais que abasteçam a apresentação de indicações intuitivas.

Um trabalho com o design adequado consegue contar uma história ao leitor. Junto a isso, é possível utilizar também uma narrativa que acompanhe a ilustração das informações que são distribuídas ao público.

Escolha as cores certeiras

Por aqui já falamos sobre as cores e sua psicologia. Elas são importantes na visualização de dados por darem ênfase a elementos-chave da apresentação. Além disso, podem reforçar significados, o que requer uma escolha apurada do conjunto.

A máxima é sempre prezar por aquelas que não ofusquem as informações e possibilitem uma leitura fluida, que não canse a vista. As cores podem otimizar a legibilidade e a projeção de informações, aumentando a velocidade e compreensão do que é lido.

Alie interatividade com design sensorial

Uma apresentação atrativa pode melhorar com o uso de recursos de interatividade, sempre tomando cuidado com os excessos. Portanto, na hora de projetar uma visualização de dados, identifique quais detalhes sensoriais precisam de um destaque.

Ter vários formatos de visual ajuda no momento de eleger o ideal para a apresentação. E nem sempre é necessário usar esses elementos de forma muito sofisticada. O principal objetivo de uma apresentação deve ser entregar a informação de forma mais fácil, portanto, objetividade tem que estar alinhada a qualquer prática sensorial.

Dedique atenção aos títulos

Dentro do contexto geral das informações, o título de um elemento visual precisa ser bastante explicativo e receber um destaque especial, como uma manchete de jornal. Dessa forma, é possível determinar com clareza qual é o objetivo da apresentação.

Além de ser bem pensado, outros tipos de realce de um título dentro da visualização de dados são as fontes em bold (ou negrito), que acompanham a relevância da informação em relação ao restante da página sem exagerar na aparência da análise.

Aproveite bem os espaços

Relatórios de visualização de dados precisam de um bom uso do espaço. Portanto, é interessante aplicar a técnica da proporção criada por Edward Tufte, que minimiza as marcas dos elementos visuais sem comprometer a leitura.

Reavaliar dimensão de títulos, rótulos, gráficos, tabelas e legendas é uma ótima opção para aproveitar o espaço disponível. Junto a isso, pensar em uma quantidade limitada de cores e tamanhos de fontes pode evitar que a apresentação fique carregada e confusa.

Não menos importante, saber ler dados é a principal, senão mais importante, forma de montar uma apresentação estratégica.

Saiba mais sobre as boas práticas da visualização de dados com o curso de Data Visualization, da Plataforma Solution.

Saiba o que é o PRA (Programa de Regularização Ambiental)

Importante para todo proprietário de imóvel rural, o PRA (Programa de Regularização Ambiental) é apenas uma das etapas necessárias para regularizar esse tipo de propriedade. Mais do que ninguém, quem possui imóveis com essas características precisa ficar atento aos requisitos das leis ambientais, que buscam regularizar, recuperar ou compensar as Áreas de Preservação Permanente (APP), de Reserva Legal (RL) e as de Uso Restrito (UR).

Antes mesmo de passar pela avaliação de órgão ambiental estadual responsável, o imóvel precisa estar inscrito no CAR (Cadastro Ambiental Rural). Com a adoção do PRA, o dono de imóveis rurais terá benefícios em maior parte relacionados à garantia de acesso ao crédito rural, uma vez que o PRA será um requisito cada vez mais presente nas instituições financeiras.

As ações dentro do programa não são obrigatórias e podem ser sugeridas pelo proprietário, que deve cumprir o acordo. Caso contrário, ficará sujeito a multa ou suspensão, como sanções administrativas. Isso significa que, ao se comprometer, os serviços prestados poderão ser convertidos em melhorias na preservação e recuperação do meio ambiente, assim como na consolidação do imóvel rural.

Detalhes de regulamentação  

Para aderir ao PRA, o proprietário precisará apresentar o Prada (Projeto de Recuperação de Áreas Degradadas ou Alteradas) e, se aprovado pelo órgão estadual, ele poderá assinar o termo de compromisso e fazer a regularização por meio de restauração, regeneração natural ou compensação dos passivos.

A regularização de APPs pelo o Código Florestal permite fazer o restauro com o plantio de espécies nativas que pode acontecer junto com a regeneração natural e o plantio intercalado com metade de espécies nativas e metade de exóticas (para os imóveis pequenos).

Já em RLs, os proprietários podem aplicar o processo de restauração com plantio de espécies nativas, intercalando nativas e exóticas, regenerando área desmatada e por meio de compensação. No caso da compensação, ela pode ser feita de várias maneiras, com a doação de área ou aquisição de Cotas de Reserva Ambiental (CRA), por exemplo.

Para conferência do que vale ou não dentro de uma propriedade, as seguintes regras acontecem:

APP – Não podem ser utilizadas na exploração econômica e são destinadas à preservação do solo e dos cursos d’água.

RL – Área coberta por vegetação natural que pode ser explorada de forma sustentável, nos limites estabelecidos pelo bioma onde está o imóvel. Na Amazônia legal, os imóveis devem ter um total de 80% de RL nas áreas de floresta e 35% nas áreas de cerrado. Nos outros biomas, esse percentual é de 20%.

UR – Áreas de pantanais, planícies pantaneiras, áreas com inclinação entre 25º e 45º e áreas da zona costeira ocupadas por apicuns e salgados.

Principais benefícios do PRA

A adesão do PRA entre a publicação da Lei n°12.651/12 e a implantação do programa nos estados brasileiros e no Distrito Federal obriga o proprietário a cumprir o termo de compromisso e, em troca, ele não poderá ser autuado por infrações cometidas antes de 22 de julho de 2008. As infrações são aquela relativas à eliminação irregular de vegetação em APPs, de RLs e UR. 

A assinatura do termo de compromisso para regularização também suspenderá a punição por crimes previstos nos arts. 38, 39 e 48 da Lei n° 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, desde que o termo e ações previstas estiverem sendo cumpridos.

Além disso, atividades econômicas realizadas no imóvel podem continuar acontecendo, sendo elas ecoturismo, turismo rural e atividades agrossilvipastoris em áreas de APP, onde deve ser preservado ou restaurado apenas uma faixa próxima ao curso d’água, seguindo a exigência da Lei 12.651/2012.

Obrigações  

Ao aderir ao PRA, os responsáveis pelo imóvel rural deverão apresentar propostas de recuperação do passivo ambiental da propriedade para a aprovação dos órgãos competentes e assinatura de termo de compromisso.

É importante lembrar que, ao adquirir um imóvel, o proprietário passa a ter a obrigação de recompor ou compensar a RL, ainda que a retirada da vegetação nativa não tenha sido feita por ele. Por isso, antes de comprar uma propriedade ele pode verificar a certificação de pendências ambientais.

Outro ponto importante é que as vantagens do PRA não estão somente voltadas para quem tem passivos ambientais, mas se estende também para aqueles que não possuem déficit de APP e RL.

Esse e outros temas você acompanha no curso de Regularização Ambiental, da Plataforma Solution.

People Analytics: por que usar na gestão de pessoas?

Uma empresa tem diversos objetivos. Lucrar é apenas um deles, senão o mais importante. Com isso surgem as necessidades de criar equipes que sejam bem estruturadas, atendam bem ao cliente e tenham um bom nível de produtividade. Independentemente das prioridades, uma área de People Analytics pode contribuir para o alcance desses objetivos.

O uso de dados para entender os comportamentos das pessoas dentro do ambiente de trabalho já é uma forma de aplicação do People Analytics. Para a gestão de pessoas, essa ferramenta desvenda o que torna os colaboradores eficientes, felizes, criativos, líderes, liderados, especialistas, entre outras características.

Para entender melhor, podemos pegar como exemplo uma empresa que coleta dados de diversas fontes e os organiza para que seja possível distinguir as razões para um problema. Ele pode estar ligado à: baixa produtividade nas vendas, baixo engajamento dos profissionais em geral, dificuldade de retenção de talentos e queda na satisfação dos clientes.

A saúde empresarial que garante evolução, produtividade e lucratividade começa pelos funcionários e, por obrigação, a gestão de pessoas deve estar sempre atenta a isso. É dessa forma que se identifica a necessidade de adotar ou não um sistema para melhorar a visão organizacional.

Importância

Dentro dos pontos importantes levantados pelo People Analytics podemos destacar três: seleção e gestão de talentos, engajamento e segurança e bem-estar.

Quando falamos sobre a gestão de talentos, grandes empresas que a praticam conseguem obter resultados mais satisfatórios nos negócios. Para isso, elas precisam de um processo formal de identificação dos talentos e uma política de recursos humanos diferenciada, que acontece com uma gestão inovadora de pessoas por meio de dados.

O que possibilita a identificação de profissionais comprovadamente talentosos e com bom rendimento é o uso de um sistema de gestão de trabalho, que possa mensurar o tempo e reunir dados fundamentais na tomada de decisões relativas à organização do órgão de gestão de pessoas. 

Na questão de engajamento, a análise de dados serve para mudar a forma como se enxerga o rendimento dos funcionários. Se um colaborador se sobressai, ele deve receber uma remuneração compatível com seu nível de dedicação, por exemplo, e assim saber que é reconhecido.

Além desses dois pontos, o People Analytics também se mostra uma ferramenta aplicável para o campo da segurança do trabalho. Existem programas que incorporam computação cognitiva e podem enviar informações sobre a saúde do funcionário e alertar sobre qualquer emergência ou necessidade de procedimento médico antes de qualquer ocorrência mais grave.

Essas são apenas algumas das soluções que surgiram com os avanços de tecnologias disruptivas e que estão aos poucos se popularizando dentro do campo da gestão de pessoas.

Como implementar?

Investir em profissionais qualificados é só o primeiro passo para começar a adaptar a empresa para o People Analytics. Uma equipe deve ficar responsável pela coleta e análise de dados, garantindo alcance de informações qualificadas e facilitando o direcionamento do foco nas necessidades da empresa.

Por falar nisso, uma boa análise acontece com a captação de bons dados. Dessa forma, é importante priorizar uma coleta transparente e segura, aliada a um planejamento estratégico, de médio e longo prazo, em que todas as necessidades sejam analisadas.  

Adotar ferramentas analíticas é um importante canal na hora de verificar as melhores tomadas de decisão, agilizando e deixando mais eficientes os processos que exigem julgamento. Entretanto, esse sistema ainda pode enfrentar alguma resistência, pois requer uma nova forma de fazer as coisas.

Por isso existem caminhos que revertem esse cenário e tornam a tarefa de mudança mais eficaz. Isso começa pela adoção da ferramenta envolvendo todos os colaboradores que serão afetados por ela, oferecendo treinamento e suporte.

Os profissionais de comunicação também devem ser incluídos nessa implementação, desenvolvendo um plano de divulgação da ferramenta para todos da empresa e prevenindo, dessa forma, atritos pela resistência em aceitar a mudança.

Por fim, ao introduzir uma ferramenta de People Analytics, é interessante identificar quais necessidades ela vai atender e traçar estratégias que façam com que seu uso traga mais benefícios do que confusão entre os funcionários.

Se você quer saber mais sobre a gestão de pessoas em empresas, não deixe de conferir o curso Comportamento Organizacional, da Plataforma Solution.

Pode comer tranquilo, sua comida não está envenenada

O mito da “comida envenenada”, propagado vez ou outra por algum cientista do Projac ou influencer metido a toxicologista, por mais um ano vem caindo por terra. Em dezembro de 2019, foi divulgado o relatório mais recente do PARA, o Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos. Um belíssimo trabalho coordenado pela ANVISA, realizado desde 2001, que avalia a qualidade dos alimentos de origem vegetal que chegam à mesa das famílias brasileiras. Posto de outra forma, é ele que indica – pautado em uma sólida base científica, alinhado com padrões internacionais – se tem ou não veneno na sua comida.

Apesar de público e com notável evolução na didática de apresentação, com versão ilustrada e resumida, a abrangência da divulgação dos resultados é tímida. Comparativamente a um post de um famoso, pode-se dizer ridícula. Em rede nacional, o desempenho também é pífio. Talvez o único momento em que o estudo teve certo protagonismo (e adivinhe, negativo! Ah vá!) foi em 2011, quando de maneira irresponsável, sem as devidas explicações, com viés ideológico, criando mais uma falácia, então técnicos da ANVISA apontaram que cerca de um terço dos alimentos estava contaminado. Quem mais pagou a conta foi o pimentão, lembra? O campeão de agrotóxicos.

Diante deste contexto, com o intuito de colaborar para que a real informação chegue ao consumidor, decidi escrever este artigo, apresentando os últimos resultados do trabalho, inclusive, contrastando uma evolução histórica. Antes de iniciar, breves considerações:

1.      Visando trazer mais didática ao conteúdo, mudei um pouco a classificação dos resultados, afinal, o que o público geral vai entender é: pode comer ou não? Tem veneno ou não tem? Neste sentido, agrupei os indicadores em: pode comer tranquilo e é necessário melhorar. Ao longo do texto vou explicar o que está dentro das respectivas classificações bem como os motivos que me levaram a colocá-los lá.

2.      Os números apresentados foram arredondados automaticamente pelo Excel, prevalecendo apenas o número inteiro. Por isso, os resultados aqui apresentados diferem sensivelmente do trabalho oficial, de modo que, caso você queira ter ciência do número exato, basta dar uma olhadinha lá.

3.      Apesar de o estudo ser realizado desde 2001, apenas a partir de 2009 consegui identificar de forma clara e padronizada os detalhamentos da maior parte dos indicadores de resultado. Dessa forma, minha análise começa a partir daí.

4.      As periodicidades de coleta/divulgação dos resultados, em função da evolução do trabalho, não são uniformes, sendo que há uma “quebra” na série temporal – especificamente a partir de 2013 – passando de amostragens anuais para ciclos plurianuais.

5.      Em função dessa plurianualidade, os resultados mais recentes referem-se a 2017/2018, sendo o primeiro ciclo do plano 2017-2020. Portanto, os resultados são preliminares (por isso o “*” nos gráficos), contando com a presença de 14 dos 36 alimentos previstos para avaliação. Uma amostra de 4.616 unidades das 16.667 que se pretende realizar (38% a mais do quando comparado ao último levantamento, 2013/2015).

Indo direto ao ponto, a Figura 1 ilustra o principal resultado da análise: seus alimentos continuam sendo seguros, pode consumi-los com tranquilidade. Pelo menos, em cerca de 94% dos casos. Com destaque ainda para o termo “continuam”, afinal, o elevado patamar de qualidade e segurança não é novidade, com registro médio nos últimos 10 anos em torno de 96%.

Sensacionalistas ideológicos de plantão podem balbuciar que o índice piorou, caindo 3 pontos percentuais em comparação ao último levantamento, sendo válido lembrar o item 5 de minhas considerações.

Segurança dos alimentos de origem vegetal no Brasil

Em uma análise mais detalhada da parcela do “pode comer tranquilo” (Figura 2), veremos que a participação relativa do “ausente de resíduos” foi a maior na história do levantamento (2009 não foi apresentado por falta de padronização de dados), de modo que 49% das amostras estavam livres de resíduos de agrotóxico.

Você deve estar pensando: “o Botão está louco! Ele acabou de escrever que posso comer com segurança 94% dos meus alimentos e em seguida diz que apenas 49% estão livres de resíduos. Como assim?”.

É isso aí mesmo meu amigo. Em uma analogia, nadar em uma piscina com cloro é completamente diferente de beber o produto. Existem níveis toleráveis. Alimento seguro, garantindo tranquilidade ao consumidor, não significa necessariamente estar livres de resíduos de defensivos.

Pode comer tranquilo (%)

O conceito de segurança não está atrelado a ausência de resíduos, mas sim da quantidade máxima de produto que você pode ingerir “sem dar algum pau”. O nome técnico disso é Limite Máximo de Resíduo (LMR) e, apesar do termo “máximo” chamar atenção, pode ficar despreocupado, pois as quantidades consideradas são mínimas, expressas, mg/kg. Eu sei, meio chato de entender. Mas para se ter uma ideia, é 0,000001 kg de agrotóxico para cada 1 kg de alimento. Traçando um paralelo, um grão de arroz pesa 0,0000273 kg, cerca de 27 vezes mais que o máximo. Ou seja, muito, muito, muito… pouco. Não pretendo entrar no detalhe, se não vou desvirtuar o propósito do artigo. Mas, caso tenha interesse, recomendo assistir o vídeo “A Calculadora do Veneno“.

Voltando para a análise dos dados, observa-se que a participação da amostra cujos registros ficaram dentro dos limites aceitáveis foi de 28% no último levantamento, o menor valor já registrado. O que foi bom, já que realizando-se uma análise em conjunto, pode-se concluir que majoritariamente houve uma migração da participação relativa de “no limite permitido” para “sem resíduos”. Ou seja, passou-se do “muito, muito, muito… pouco” para “nada”. E só não coloquei ótimo porque as inconformidades aumentaram 3% (alerta de spoiler!, isso será discutido mais pra frente), roubando, infelizmente, um pouco dessa migração.

“Pois bem Botão, 49 + 28 = 77. E os outros 17% para chegar aos 94% seguros, foram parar onde?”. Então, é aqui, meu querido leitor, que está o grande ponto de confusão. O calcanhar de Aquiles do pimentão em 2011. Esses 17%, no caso de 2017/2020, são referentes a amostras que foram identificados defensivos não autorizados para a cultura, mas cujos valores de resíduos ESTÃO DENTRO DOS LIMITES ACEITÁVEIS.

No caso do pimentão, não é que os resíduos estavam inaceitáveis, mas sim que o produto utilizado não estava autorizado para uso na cultura. O registro valia para o tomate e não para o pimentão, que pertence à mesma família vegetal, a Solanaceae e, portanto, estão sujeitas às mesmas pragas. Em uma analogia grosseira, imagine condenar um tipo de pão que utilizou de um fermento autorizado apenas para outro tipo de pão. Concorda que se fosse “para dar pau”, ia dar pau no pimentão, tomate, no pão 1, no pão 2, etc…?

Portanto, não foi uma questão de segurança e de risco à saúde, mas sim de burocracia. O problema é que no trabalho original, essa parcela é considerada “amostra insatisfatória”, apresentando inconformidade. Agora imagine essa terminologia e esses índices nas mãos erradas. É aquela história: é possível dizer um monte de mentiras falando apenas verdades. Talvez a única coisa boa que aconteceu neste escândalo do pimentão foi a chamada para agilizar o processo de registro. Não coincidentemente, a parcela do “não autorizado para a cultura” caiu de 32%, em 2011, para 17%, já em 2013/2015, patamar mantido até então. Uma proporção que deve continuar caindo com a evolução e celeridade dos registros.

“Beleza Botão, entendido! Mas e o restante? Os outros 6%? Essa é a chance que tenho de comer um vegetal e cair duro na mesa?”. NÃO! Até porque se fosse isso verdade, provavelmente já teria acontecido, considerando a quantidade de vezes que você ingere um vegetal (no caso da minha filha de 9 anos, não há chance de que isso ocorra). Então vamos entender o que compõe o valor (Figura 3), lembrando da minha consideração número 2, sobre o arredondamento dos números.

Precisamos melhorar (%)

Deste montante, 2,30% referem-se à detecção de resíduos em níveis superiores ao máximo permitido, enquanto os outros 3,40% são produtos proibidos no Brasil (0,5%) e registros de mais de uma inconformidade de maneira concomitante (2,9%).

Porém, estar acima do limite, não significa necessariamente que você vá passar mal. Significa que os limites foram ultrapassados, mas não que o “pau” seja certo. É como trafegar em uma determinada rodovia em velocidade superior à permitida. Não haverá obrigatoriamente problemas, mas os riscos, sem quaisquer dúvidas, aumentam.

No caso dos defensivos agrícolas, estes riscos são medidos sob duas óticas temporais: agudo e crônico. O primeiro é se você comer grandes quantidades de um vegetal, com presença integral de resíduos acima do LMR, em um prazo de até 24 horas, enquanto o segundo leva em consideração o consumo durante a vida toda.

“Ok. E o que são grandes quantidades?”. Vamos a um exemplo. No caso do fungicida Ciproconazol (diga-se de passagem, o mesmo princípio ativo de remédios utilizados para doenças fúngicas, como micoses), uma pessoa de 90 kg precisaria comer, dentro de 24 horas, 2 kg de maçã integralmente contaminado para que haja risco agudo de exposição e “dê algum pau”.

Como você pode notar, destaquei o “integralmente”, o que exige que todo o material a ser consumido esteja com resíduo acima do máximo permitido. Toda essa minha repetibilidade chata é para lhe dizer que, na prática, de acordo com o último levantamento – 2017/2020, o risco agudo aferido para todos os resíduos detectados foi de 0,89%!

Portanto, substituindo o “integral” da continha acima pela estatística real, seria necessário a ingestão 253 kg de maçã para que o limite fosse colocado a prova e o risco agudo se tornasse uma realidade. É por isso que nunca, no mundo todo, foi diagnosticado uma sequer morte pela ingestão de resíduos de agrotóxicos em alimentos convencionais.

Por favor, preste atenção no motivo! Não estou dizendo que nunca houve morte por agrotóxico. Estou dizendo que nunca houve morte por resíduos em alimentos. Ingestão indevida e outros causos não estão contemplados na afirmação, de modo que não pretendo entrar em detalhes neste artigo. Caso queira maiores informações, acesse a plataforma do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox).

“Beleza, Botão, já entendi que é mais fácil eu morrer de tanto comer determinado alimento do que por eventuais resíduos presentes nele. Mas e o consumo ao longo da vida? Isso não vai se depositando?”. Não! O seu corpo processa e elimina eventuais resíduos. Caso contrário, pense bem, haveria imunidade a diversos problemas, afinal, seria criado ao longo da vida um repositório de ingrediente ativos no seu corpinho. Muitos deles, como já exemplificado, utilizados em remédios, o que inutilizaria alguns medicamentos. Utilizando do jargão de meu amigo Nicholas Vital: defensivos agrícolas são os remédios das plantas e não vacinas. Quem dá longevidade é vacina, não remédio. Não há residual.

Mas para que minha argumentação não fique agronomicamente romântica demais, vamos a números. Segundo resultados do último relatório, o risco com potencial crônico foi ZERO! Ou seja, nenhum, nada, qualquer, inexistente! Aliás, na história do PARA, nunca foi detectado risco crônico que não diferente de ZERO. Dessa forma, qualquer historinha que você tenha ouvido de morte, câncer, criação de três braços ou qualquer outra aberração por consumo de alimentos convencionais, submetidos a aplicação de defensivos, é mentira.

Os resultados do Brasil no que diz respeito a segurança dos alimentos continuam sendo satisfatórios. Não existem dúvidas de que ainda existem espaços para melhorias – com avanços tecnológicos e contínua capacitação e conscientização do produtor rural – afinal, 95% não é 100%. Mas não podemos negar que este é um país onde muitas vezes as narrativas não correspondem aos fatos. Ainda mais quando os espectadores tendem a dar mais ouvidos a locutores sem qualquer conhecimento ou embasamento científico, que distorcem realidades e as transformam em fábulas ideológicas. Sendo assim, estimule seu senso crítico! Procure fontes confiáveis de informação e… continue comendo tranquilo, você não está sendo envenenado.

João Rosa (Botão) é professor do Pecege e idealizador do canal do Youtube Botão do Excel.

Pesquisa NPS pode indicar defensores da marca

O que torna uma empresa um sucesso não é somente a qualidade de sua produção ou os serviços oferecidos. Muito mais do que desenvolver soluções para o consumidor, uma marca precisa estar interessada nas avaliações de quem as compra. Nesse caso, a pesquisa NPS pode mostrar a quantidade de admiradores que ela pode ter.

Criada por Fred Reichheld, a metodologia NPS (Net Promoter Score) avalia a satisfação do público por meio de uma pesquisa simples e de fácil aplicação. Até hoje este é um dos principais indicadores de desempenho no planejamento estratégico e auxilia a tomada de decisões.

O principal objetivo do NPS é medir o nível de recomendação que um cliente daria para a empresa, dentro de uma avaliação por nota numérica. O método é bastante eficiente para identificar como está a satisfação com os produtos e serviços oferecidos, em uma compreensão melhorada dos fatores racionais e emocionais que fazem parte da experiência de compra.

Cálculo simplificado

Por ser considerada uma avaliação simples, a pesquisa NPS tem em sua estrutura uma pergunta definitiva direcionada aos entrevistados, que deve ser dividida em três categorias seguindo as notas concedidas.

Em um exemplo, vamos supor que a pesquisa será aplicada a 100 clientes. Aqueles que deram notas de 9 e 10 podem ser considerados promotores da marca: são leais a ela e vão continuar comprando e recomendando para amigos. Notas 7 e 8 significam uma posição mais neutra, portanto, o consumidor pode até gostar da marca, mas nada o impediria de experimentar uma concorrente.

Nos casos de notas abaixo de 7 temos a categoria de clientes detratores, que por algum motivo se encontram pouco ou nada satisfeitos com a marca. Eles costumam criticar a empresa publicamente e provavelmente não voltariam a fazer negócio, exceto em situações extremas.

Mas para saber se a empresa tem um bom nível de satisfação, é preciso subtrair detratores de promotores e dividir pelo total de respostas. Seguindo o exemplo dos 100 clientes, em que as notas foram distribuídas em 50 pessoas avaliando com 9 e 10, 20 atribuindo as notas 7 e 8 e 30 clientes que avaliaram de 0 a 6, o cálculo NPS ficaria assim: (50-30) / 100 = 20%.

Desse ponto, o valor de referência deve estar de acordo com a realidade de cada empresa, mas, na escala padrão, os seguintes parâmetros podem ser considerados:

Zona de Excelência: 75% a 100%;

Zona de Qualidade: 50% a 74%;

Zona de Aperfeiçoamento: 0% a 49%;

Zona Crítica: -100% a -1%.

Pesquisa NPS no Marketing

Ao medir a satisfação do cliente, uma marca consegue entender melhor os pontos que devem ser melhorados dentro daquilo que oferece. Descobrindo quem são seus defensores, ela deverá investir em um relacionamento de proximidade, desenvolvendo ações que mantenham o nível de satisfação.

É por isso que quanto maior o número de defensores, maior a visibilidade da marca pela ótica positiva. Clientes novos compram mais facilmente de empresas com boa reputação ou recomendadas por pessoas próximas e isso diminui o investimento em marketing de atração.

A segmentação de clientes por meio do nível de satisfação é outra forma de uso do NPS no marketing. Quando identificados os detratores, neutros e promotores, é possível direcionar ações mais assertivas para cada perfil.  Um bom exemplo é a utilização de e-mails para agradecer e enviar ofertas exclusivas quando o cliente dá uma nota 9 ou 10 na pesquisa NPS.

No caso de perfis neutros, eles estão muito perto de se tornarem promotores, portanto oferecer descontos e atendimento personalizado junto a outras ações pode melhorar a satisfação desse grupo. Com os detratores a relação pode ser criada a partir de questionamentos e feedbacks de correção, aumentando assim a fidelização do cliente, as novas oportunidades de negócios e entendendo os desafios que precisam ser encarados.

É vantajoso?

O NPS tem sido utilizado por muitas empresas para avaliar produtos e serviços em diversas áreas. As vantagens observadas na metodologia são:

  • Rapidez: pode ser pensado com apenas uma pergunta, ampliando a taxa de resposta e facilitando a análise dos dados.
  • Facilidade: a metodologia possui uma fórmula bem simples para encontrar o Net Promoter Score.
  • Padronização: por se tratar de um indicador padronizado, é fácil entender os resultados e compará-lo com os de outras empresas.
  • Aplicabilidade: segmentando o público, o NPS vai além do campo conceitual e pode desencadear ações e estratégias para melhorar marca, serviço e produto.

A pesquisa NPS pode ser dirigida para diferentes momentos do contato ou jornada de compra do cliente. Para simplificar, existem três aplicações que mais utilizam o NPS:

  • Avaliação do produto

Perguntar para os clientes se eles recomendariam o produto para amigos ou familiares.

  • Avaliação do serviço

O NPS pode servir para avaliar um serviço prestado e, de forma geral, avaliar também a qualidade dos prestadores, se for o caso.

  • Avaliação do atendimento

A diferença faz a qualidade do atendimento, por isso é importante mensurar e acompanhar os indicadores de satisfação com esse suporte. Fazer uma pesquisa NPS logo após o contato do cliente com a marca pode indicar como agir diante de uma nota extremamente baixa e criar ideias de como reverter a situação.

Outras formas de melhorar o atendimento a partir do marketing é conhecendo as estratégias certas para a empresa.

Saiba mais com o curso de Marketing Digital da Plataforma Solution!

Presença executiva: você realmente sabe liderar?

A situação é bem simples: você se esforça diariamente para ir além das suas competências e deseja um cargo de gerenciamento. No momento de receber seu feedback, descobre que a vaga foi oferecida para outra pessoa, pois, apesar de fazer um bom trabalho, seu chefe disse que você não possui presença executiva.

Isso pode pegar a muitos de surpresa, uma vez que o termo quase nunca aparece nas pesquisas de habilidades exigidas dos profissionais. De forma universal, a presença executiva pode ser entendida como o agrupamento de outras qualidades, como autoconfiança, poder de decisão, habilidade de se comunicar de forma transparente, cuidado ao administrar percepções, autenticidade e tratamento respeitoso ao próximo.

Mas, do ponto de vista corporativo, esse é um diferencial que combina qualidades convincentes para que uma pessoa possa chegar longe. Dessa forma, a presença executiva não mede desempenho, mas revela características que estão muito ligadas a liderança. 

Para o ponto de vista psicológico, essa presença está em sintonia com a capacidade de expressar valores e potencial individuais. Já na prática, a presença executiva pode ser um pouco mais simples, bastando ter acesso às próprias experiências para conseguir se conectar e identificar com outras pessoas de forma mais profunda.

A definição certa

Como você percebeu, citamos três definições do que é a presença executiva e todas elas podem ser úteis na hora de trabalhar as habilidades de liderança. Portanto, tenha sempre em mente a síntese a seguir:

  • O ponto de vista corporativo pode te levar a identificar como a sua empresa e equipe administrativa definem a presença executiva e, dessa forma, você consegue reconhecer quais requisitos precisa trabalhar;
  • O ponto de vista psicológico demanda um pouco de reflexão e autoavaliação, assim é possível entender os próprios pontos fortes e fracos, além das paixões e objetivos que importam para você;  
  • O ponto de vista prático te leva a localizar histórias e experiências que moldaram o seu estilo de liderança, transformando cada uma em depoimentos para compartilhar e se conectar profundamente com outras pessoas.  

Cada ideia serve para melhorar o desempenho, mas essa habilidade é ampla e demanda tempo para ser desenvolvida. Quanto mais cedo você souber aplicar ações que demonstrem uma atitude de liderança, mais preparado estará para cargos que exijam presença executiva.

Construção da presença executiva

A presença executiva pode levar anos para ser desenvolvida, mas isso não significa que você não deva começar agora a aplicar ações – e até acompanhar seus resultados. Lance mãos de estratégias e saiba captar os momentos de prática no seu dia a dia pois, assim como qualquer habilidade, esta também pode ser desenvolvida e aprimorada.

Para começar, sempre peça por feedbacks sobre a sua liderança, mas evite respostas muito genéricas. É importante listar critérios que são relativos à presença executiva, como gerenciamento de pressão, habilidade de comunicação e aparência profissional. E para uma visão mais completa, consulte pessoas diferentes, descartando sempre opiniões pessoais demais.

O fator mais considerado no momento de avaliar a presença executiva é a capacidade de desmontar autoconfiança. Isso inclui saber administrar a ansiedade no trabalho, o que demanda anotar objetivos (para mostrar em reuniões ou futuras entrevistas), se preparar para perguntas difíceis e dominar assuntos ainda não explorados, além de administrar sintomas físicos da ansiedade, praticando algum ritual (meditação, esporte etc.) que te acalme.

Melhorar a fala em público e adequar o vestuário pessoal para o ambiente em que se trabalha, ou deseja trabalhar, também faz parte da presença executiva, pois as duas atitudes transmitem claramente a mensagem de que você é alguém com qualidades para liderar.

Se liderança é um tema que te atrai, não deixe de conhecer o curso de Liderança e Líder Coach da Plataforma Solution.

Veja mais matérias sobre o assunto aqui.

Alcance bons níveis de relaxamento e produtividade com o ASMR

Tem gente que adora ouvir gotas de chuva caindo para relaxar, enquanto outras pessoas acham que o vento entre a folhagem das árvores é ótimo para se concentrar. Essas são algumas das ideias do que o ASMR (Resposta Sensorial Autônoma do Meridiano, em português) pode fazer pela sua capacidade produtiva.

A aplicação dos sons ASMR desperta sensações de prazer por meio de estímulos repetitivos. Até parece estranho gostar tanto de escutar um copo de água sendo completado, por exemplo, mas vídeos com experiências sonoras similares estão viralizando a cada dia.

E haja criatividade para desenvolver essas “terapias sonoras”, já que os ruídos podem ser extraídos de qualquer tipo de objeto ou até da voz e ponta dos dedos. Nesse universo, o que vale são reproduções prazerosas para se ouvir durante vários minutos.

Assim como diversas pessoas se sentem mais conectadas com suas tarefas escutando música, vídeos de ASMR também podem ter o mesmo efeito, desde que sejam agradáveis para o ouvinte. Então, se escutar alguém sussurrar em um microfone te deixa mais agoniado do que relaxado, talvez o ASMR não seja para você.

Alívio mental

Ao conhecer o ASMR, uma pergunta bem simples pode ocorrer: como alguém sussurrando ou arranhando uma escova no seu fone de ouvido pode ajudar na produtividade?

A resposta começa um pouco mais simples. Os vídeos de ASMR raramente exigem efeitos especiais ou edições complexas. Os estímulos mais comuns são produzidos com sussurros, sopros no microfone, toques em objetos e insinuação de que a cabeça do ouvinte está sendo acariciada.

Muitas pessoas concordam que essa escuta melhora a relação com certos problemas cotidianos, como o estresse, e ajuda a aliviar crises de ansiedade ao propor um momento de relaxamento. Mas é importante lembrar que esta “terapia” não substitui um acompanhamento especializado.

Com os relatos e fãs de ASMR cada vez mais em alta, os pesquisadores de neurociência começaram a investigar se os sons podem oferecer mais benefício para a saúde mental. Em um estudo de 2018, as respostas sobre os efeitos dessa prática se apresentaram relativamente promissoras.

Nessa pesquisa foi indicado que o ASMR provoca uma sensação calmante com benefícios para as conexões sociais. Além disso, os inúmeros vídeos desse universo geram uma redução significativa na frequência cardíaca, justificando seu efeito relaxante.

Por trás da ciência

O ASMR é um termo que descreve as sensações físicas e emocionais das pessoas ao entrarem em contato com imagens e sons estimulantes, assim como quando elas participam de atividades que envolvem atenção em si, mesmo que inconscientemente, como escovar o cabelo ou se maquiar.

Isso explica de forma mais científica o crescente sucesso da comunidade de ASMR, que já passa dos 13 milhões de vídeos postados somente no Youtube. E não somente pessoas aderiram aos canais para se sentirem mais relaxadas e produtivas como empresas estão apostando na ideia para lançar seus próprios vídeos nas campanhas de marketing.

Outro estudo de 2012 publicado no Journal of Consumer Research mostrou que níveis moderados de som ambiente (não ultrapassando os 70 decibéis) podem aumentar o desempenho em tarefas criativas. O principal conceito dos vídeos de ASMR está em obter sons em volumes moderados ou bem baixos e isso pode ser interpretado pelo cérebro como um som ambiente.

Já na pesquisa lançada pelas Universidades de Sheffield e Metropolitana de Manchester, mais uma vez o ASMR se mostrou como um estímulo positivo para a saúde mental e física. O bônus aqui foi o aumento expressivo nas emoções positivas, que são importantes para a qualidade de vida de cada indivíduo.

A fórmula final é bem simples: estresse e ansiedade reduzem significativamente a produtividade. Portanto, minimizar esses transtornos amplia a probabilidade de realizar tarefas diárias com mais confiança e rendimento.

Começar ou não?

Novamente, vamos esclarecer uma coisa: o ASMR pode não ser para você, e está tudo bem. Nem todo mundo quer apostar nele, seja pela dúvida quanto aos seus benefícios ou por realmente não se sentir atingido por seus efeitos.

Mas para aqueles que acreditam que essa possa ser uma das formas de garantir o desejado estado de flow e de se conectar com os próprios métodos de produtividade, esta é a hora de começar a conhecer o ASMR.

Caso o teste com os canais mais famosos não funcione, os vídeos não passarão de ruídos brandos nos ouvidos. No outro cenário, o ASMR vai ser uma das cartas quando você precisar de concentração e estímulos para alcançar uma qualidade alta na execução da sua rotina.   

Conhece algum canal de ASMR? Indique ele aqui nos comentários.

Reduza desperdícios com a produção enxuta

A gestão de qualidade está muito ligada à produção enxuta, sendo detalhe essencial para os produtos oferecidos por uma empresa. Por prezar pela excelência com o mínimo de erros e desperdício, esse processo se aplica também na prestação de serviços.

Uma situação bastante comum para se explicar a intenção da produção enxuta é o deslocamento para o trabalho. Considerando o tempo de transporte, o tipo de locomoção e as condições de trânsito, o tempo de locomoção pode ser longo ou mais curto. E passar muito tempo preso no trânsito é um desperdício a ser evitado.

Outros exemplos do conceito estão na área da alimentação, quando pedimos ou fazemos comida mais do que o necessário e jogamos fora as sobras, ou na compra de um produto defeituoso, que nos obriga a descartar ou trocá-lo. No dia a dia é possível encontrar inúmeros exemplos do que são perdas.

Na indústria, a produção enxuta foi criada pela Toyota ainda na década de 1950 para a contenção do desperdício, mas as raízes desse método apareceram antes disso. “Essa iniciativa vem da administração científica, do início do século 20. Quem transformou ela em uma disciplina prática foi a Toyota”, explica Antonio Cesar Amaru, professor do curso Gestão em Foco da Plataforma Solution.

Qualidade produtiva

Para se compreender a produção enxuta, Amaru comenta que é necessário entender, em primeiro lugar, o que é desperdício e o que ele significa dentro da rotina produtiva de uma empresa.

No caso da fabricante japonesa, a queda no índice de desperdício reduziu custos com a produção, o que significa poder praticar valores de venda mais atrativos ao público. “Fora do Brasil, quando não consideramos as taxas e cargas tributárias, a Toyota vende produtos extremamente acessíveis”, observa o professor.

Muito além de reduzir custos, a produção enxuta também garante a qualidade final dentro do processo produtivo, uma vez que, desde o início da produção, existe um rigoroso critério para evitar erros e impactos no custo. A empresa que preza pela produção enxuta e pela qualidade não terá que desperdiçar tempo e orçamento em consertos e reposições.

Outro tópico para se observar na produção enxuta é o estoque. Quanto maior ele for, mais dinheiro fica “parado” e desvalorizado. Seguindo o modelo Just in Time utilizado pela Toyota, o estoque deve contar com um corpo de ferramentas, que nada mais são do que peças adquiridas conforme a necessidade.

“A aplicação do Just in Time acontece conforme se verifica e monta um sistema de linha de produção. Com ele temos o indicativo do nível de materiais disponíveis e a necessidade de reposição no momento certo”, esclarece Amaru.

Prestação de serviços

Em uma visão simplista, a produção enxuta é muito utilizada em empresas de grande porte, em que o desperdício implica em produção excessiva, produtos rejeitados pelo consumidor ou que precisam de recall por apresentar defeitos em uma série inteira.

“Sem dúvidas temos um efeito positivo para os dois lados da cadeia produtiva, pois a empresa gasta menos e o cliente tem um produto melhor. Existe um impacto também na sociedade e no consumo de recursos, porque menos desperdício significa menos agressão ao meio ambiente”, observa Amaru.

O professor lembra, entretanto, que outros ramos de atividades podem usar os princípios da produção enxuta. “Um hospital, por exemplo, tem um fluxo do processo e tempo de atendimento planejados, otimizando a recepção dos pacientes. Isso também serve para hotéis, escolas, restaurantes entre outros”, acrescenta.

Amaru comenta que, atualmente, quando se fala de métodos ágeis e gerenciamento de projetos, todos utilizam como referência a produção enxuta. Esse princípio não só se generalizou em vários tipos de serviço, como também contaminou outras áreas, inclusive a de aperfeiçoamento de softwares e sistemas de informação.

Simples e rápidos ou complexos e de longo prazo, sem um olhar questionador dentro da produção enxuta, todo plano pode ter contratempos e desperdícios. “Estamos documentando demais, planejando demais, gerenciando demais? Quando se perde muito tempo com processos, podemos ter resultados comprometidos”, completa o professor.  

Quer entender sobre gestão da qualidade? Conheça essa e outras ferramentas de desempenho no curso Gestão em Foco, da Plataforma Solution.

Ciclo da procrastinação: como você lida com prazos e responsabilidades?

O conceito da procrastinação é conhecido e definido pelo adiamento de atividades importantes que, por consequência, geram estresse, culpa e baixa produtividade nos “praticantes”. E se isso já é bem ruim, imagine que ainda existe o ciclo da procrastinação, que apresenta efeitos ainda mais negativos.

Os motivos para procrastinarmos são amplos, mas geralmente estão relacionados com o cansaço, sobrecarga, estresse, preguiça ou falta de motivação. E ao deixar de agir diante de uma situação importante, podemos sofrer pelo esquecimento instantâneo ou arrependimento em curto prazo.

Não é muito difícil entender as situações em que a procrastinação acontece, pois elas aparecem com justificativa para atrasos baseadas na preguiça ou falta de tempo. Priorizar tarefas satisfatórias e deixar as necessárias para depois, não saber se organizar ou tentar ser perfeccionista demais também são sinais de alerta para esse hábito.

Ao esbarrar com uma dessas situações dentro da rotina, vale a pena pensar em mudar os comportamentos que costumam estender o ciclo da procrastinação. Antes de tudo, porém, é importante saber identificá-los e criar ações de fuga.

Efeito dominó

Quem nunca empurrou com a barriga compromissos, tarefas e objetivos que atire a primeira pedra. Até mesmo coisas que poderiam ser resolvidas em poucos minutos, mas que de alguma forma foram ignoradas, são capazes de criar um hábito de procrastinação.

É claro que não há problema algum em procrastinar, desde que isso seja feito poucas vezes. O verdadeiro mal acontece quando a atitude é adotada repetidamente e começa a impactar de forma negativa na qualidade de vida.

Desse ponto para frente, quase todas as áreas são afetadas, desde o núcleo pessoal, passando para o familiar, social e profissional. Procrastinar pode ser até viciante, já que é uma solução aparentemente prática para muitos problemas.

A longo prazo, o ciclo da procrastinação deixa de ser inofensivo e acaba com objetivos. Antes que se perceba, a produtividade deixa de existir e as responsabilidades aparentam ser cada vez mais angustiantes.

Identificando os vilões

Como já sabemos, o ciclo da procrastinação começa com vários estímulos. Antes de contorná-los, é preciso entender cada um deles:

Solução rápida: alcançar bons resultados com mínimo esforço é praticamente impossível. Nessa situação, sempre desejamos que alguém ou algo apareça para resolver um problema com soluções mágicas.

Medo do fracasso: procrastinar gera uma falsa sensação de conforto e competência. Mas a vida exige confrontos com a realidade, o que significa aceitar desafios.

Perfeição exagerada: ser perfeccionista demais é sim um defeito, pois acabamos gerando preocupações excessivas com apenas uma tarefa, que é trabalhada e retrabalhada até se tornar mais importante que qualquer outra.  

Vulnerabilidade: superar obstáculos e resistir à pressão em situações adversas, sem perder o controle emocional, é capaz de manter a firmeza nos propósitos. Do contrário, o foco e atenção no que não é importante gera sofrimento.  

Transtornos emocionais: estar em dia e bem com a saúde mental também é um grande diferencial. Algumas psicopatologias, como depressão e ansiedade, acabam tornando a procrastinação algo enraizado na vida de muitas pessoas.

Planos de ação

Quebrar o ciclo da procrastinação e aumentar a produtividade exige um intenso trabalho nas ações de combate, para que elas virem hábitos. Duas delas são a presença e o modelo mental.

A presença está relacionada com responsabilidade, portanto ela determina que, diante de uma atividade em que nos comprometemos a fazer, devemos efetivamente trabalhar nela naquele momento, antes que a atenção seja desviada para qualquer outra coisa.

Quando percebemos que existe um desvio da concentração para coisas insignificantes, é indispensável parar e avaliar se a escolha é certa ou se a fuga da tarefa importante não vai ser um problema no futuro.

No modelo mental, precisamos deixar de justificar o hábito da procrastinação sempre com a mesma fala. Em vez de se aceitar como alguém que procrastina, o melhor seria limitar a procrastinação a apenas uma situação.

Se assumir como uma pessoa que funciona sob pressão ou que tem dificuldade em terminar tarefas e respeitar prazos também não deve ser um estilo de vida. Aceitar essa condição não ajuda a identificar se a procrastinação acontece em uma tarefa ou se já virou uma dificuldade constante.

Recordando

Após entender e montar planos de ação, ainda assim haverá momentos em que o ciclo da procrastinação mostrará as caras. E está tudo bem. Mas ter em mente os seguintes tópicos vai encurtar as chances para que ele aconteça ou, em alguns casos, permaneça.

Prazos: diminuir o tempo disponível traz senso de urgência, portanto, distribua os prazos em tarefas menores que possam ser feitas mais rápido;  

Rigor: determine um limite para começar e terminar as tarefas com urgência alta e siga com rigor esse plano;  

Organização: ter um calendário visível e com uma listagem das tarefas que estão interligadas trará noção sobre atrasos e o quanto eles podem impactar um projeto;

Desafios: criar desafios pessoais e realmente cumpri-los traz sensação de recompensa. Comece com algo simples e sempre aumente a dificuldade;

Foco: controle o ambiente para facilitar a concentração, deixando distrações longe da sua área de trabalho;

Compartilhar: tenha pessoas com o mesmo objetivo por perto e compartilhe sua evolução com elas para se manter motivado;

Recompensas: cada etapa concluída merece uma comemoração para sustentar a motivação e dar significado à rotina;

Refletir: os efeitos de passar cada obstáculo são positivos para a sua vida? Reflita para entender se vale a pena seguir em frente ou se o objetivo não faz mais sentido.

Quer melhorar ainda mais a sua produtividade? Conheça 5 aplicativos que ajudam a otimizar a rotina.

Qual a diferença entre logotipo, isotipo, imagotipo e isologo?

Muitas pessoas já sabem que a identidade visual de uma marca é chamada de logo ou logotipo. Mas, a menos que você seja dono de uma empresa ou trabalhe na área de publicidade e design, é bem possível que desconheça a existência e a diferença entre logotipo, imagotipo, isologo e isotipo.

Saber sobre isso é bem útil para quem deseja aprender a construir essas definições, que são o que marcam a imagem de uma empresa. Sem falar que saber diferenciá-los ajuda a entender o porquê da escolha entre um e outro.

Construída com símbolos, escrita ou a junção de ambos, a identidade visual de uma marca é um dos mais importantes pontos para a entrada e permanência no mercado. Portanto, conheça agora as diferenças entre essas quatro representações.

Logotipo

A palavra tem origem grega, em que “logo” significa conceito e “typos” é símbolo ou figura. Então o significado para logotipo é justamente a representação visível de um conceito, sendo composto por tipografia (letras) e símbolo.

Nesse sentido, o tipo usado para a criação visual é tão característico que imprime a essência da marca, sendo rapidamente um lembrete da sua existência.

Os maiores exemplos de logotipo que conhecemos são os da Google, Coca-Cola, Sony e outros.

Isotipo

Popularmente chamado de símbolo, o isotipo é o que representa visualmente a marca, incluindo seu caráter e princípios, de modo bem claro. Isso significa que a imagem tipográfica pode vir separada e, mesmo na falta desse elemento, o isotipo ainda tem o poder de evocar a empresa.

A explicação para isso tem base científica: o cérebro humano processa imagens bem mais rápido do que texto e as armazena com mais facilidade na memória.

Dentro da família dos isotipos temos:

  • Monograma: sobreposição, agrupamento ou combinação de duas ou mais letras ou outros elementos gráficos para formar um símbolo (Louis Vuitton, Calvin Klein, LG, Yves Saint Laurent, Coco de Chanel, Giorgio Armani etc.)
  • Anagrama: é a junção de palavras para formar uma outra (ROMAMOR ou PESARUM = PEdro + SAra + RUi + Mendes).
  • Sigla: junção de iniciais que representam o nome da marca (CCBB = Centro Cultural Banco do Brasil ou DKNY = Donna Karen New York).
  • Inicial: aparece na maior parte das vezes em representações icônicas de uma marca, sempre com a primeira letra de uma palavra (“A” para Adobe ou S” para Seat).
  • Firma: funciona como assinatura (Walt Disney é o maior exemplo).
  • Pictograma figurativo: ícone que representa uma figura óbvia (Apple e Lacoste).
  • Pictograma abstrato: ícone que não representa uma figura óbvia, mas representa um significado (os 3 diamantes da Mitsubishi).

Imagotipo

Um logo completo pode ser chamado de imagotipo, apresentando a combinação entre símbolo e fonte, mas mantendo sua identidade mesmo quando separados.

Portanto, quando se apresenta o símbolo ou a fonte de forma isolada, ainda existe uma rápida identificação da empresa que representam. O exemplo mais simples disso é o M e a escrita de McDonald’s, a figura do jacaré da Lacoste, as linhas da Adidas ou o símbolo da Nike.

Isologo

Por fim, existe ainda a categoria em que símbolo e texto aparecem misturados e de forma alguma podem ser separados, porque podem descaracterizar a representação da marca. O isologo traz imagem e textos agrupados, formando um único elemento.

Portanto, uma vez que não podem ser separados, eles ainda são fortes lembretes da essência que a empresa possui. Basta pensar em marcas como Pizza Hut, Burger King, Starbucks, Harley-Davidson entre outros.

Agora que você sabe diferenciar logotipo, imagotipo, isologo e isotipo, que tal saber como usar as cores em uma identidade visual?

Expressar emoções pode melhorar seu rendimento

A inteligência emocional e o autoconhecimento são grandes aliados para resolver problemas no dia a dia. Mas saber identificar as emoções é só o primeiro passo rumo ao aumento da produtividade e eficiência.

A segunda etapa é expressá-las proporcionalmente, sem a intenção de reprimi-las ou magoando as pessoas em volta, que também estão lidando com as próprias emoções.

Pode ser até óbvio para alguns, mas é sempre importante lembrar que os sentimentos surgem automática e espontaneamente, por isso o jeito de lidar com eles é a única coisa que podemos controlar de forma individual.

Esconder não é solução

Muitas vezes acreditamos que para manter um comportamento socialmente aceito precisamos camuflar as emoções. Porém, o ideal mesmo é controlar os sentimentos para que eles sejam expostos da melhor maneira possível.

Isso significa que, em vez de oprimir, devemos lidar com as emoções, mesmo que soe difícil. Os benefícios, nesse sentido, são inúmeros, pois quando deixamos de esconder nossos sentimentos, abandonamos o esforço de mascarar quem realmente somos.

Acabando com as emoções forçadas, problemas como aumento da frequência cardíaca, de respiração, tensões no pescoço e coluna até doenças mais sérias, chamadas psicossomáticas, que surgem a partir de fatores emocionais, deixam de ser frequentes.

De olho na saúde

As doenças psicossomáticas também são uma forma de linguagem corporal. Afinal, é nosso corpo pedindo atenção e nos dando um alerta sobre as emoções que estamos ignorando.

Gastrite, hipertensão arterial, enxaqueca e até algumas disfunções sexuais podem ser as principais consequências para nossa saúde biológica. Tentar evitar o surgimento dessas emoções pode levar a um ciclo vicioso de sentimentos negativos.

Lidar melhor com as emoções significa automaticamente cuidar da saúde mental e física. Algumas dicas, inclusive, podem ser aplicadas no dia a dia:

  • Identifique as emoções e a quais situações elas estão associadas;
  • Reconheça a causa e os motivos de cada sentimento;
  • Preste atenção às reações do seu corpo;
  • Observe mais a sua reação do que a ação que a desencadeou;
  • Adeque e proporcione a forma como você vai se expressar;
  • Vivencie as emoções com seu corpo e seja sincero com o que você sente;
  • Visualize e localize suas emoções.

Emoções vindas de lembranças

Algumas emoções não estão relacionadas a situações atuais, mas sim com lembranças. A dica é a mesma: aceite cada sentimento como parte de você. As emoções são parte da nossa evolução e nos diferenciam dos demais seres. Elas surgem naturalmente e devem ser acolhidas, não reprimidas, não importa o que as originou.

O próximo passo

As dicas acima ajudam a lidar com as emoções na hora que elas aparecem. Mas também é possível procurar soluções a médio e longo prazo. Afinal, os sentimentos negativos, quando constantes, passam a ter efeito acumulativo e se tornam extremamente tóxicos para a saúde física e mental.

Buscar ajuda profissional, de terapeutas ou psicólogos, é um importante passo para dialogar com você mesmo e aprender a elaborar essas emoções, seja por meio de conversa ou até escrevendo sobre esses sentimentos. No entanto, outras opções podem agregar nessa jornada.

A ajuda dos esportes

Os esportes, por exemplo, são ótimos aliados para lidar com sentimentos negativos e emoções ligadas à irritação e ansiedade. De maneira geral, eles liberam endorfina, um hormônio produzido pelo cérebro e considerado um analgésico natural.

As possibilidades são inúmeras. Técnicas de ioga, dança e natação ajudam a controlar a respiração. Exercícios menos convencionais, como tai chi chuan e aulas de circo, com trapézio, corda e tecido, são boas sugestões para treinar o foco e o controle. Também vale optar por esportes tradicionais como corridas, futebol e lutas.

Desconstruir para construir

Quando as pessoas rompem com as barreiras emocionais, elas podem exteriorizar suas emoções e sentimentos durante a criação de algo. Por isso as atividades manuais são comumente associadas a terapias contra as inquietações e angústias

Entender que o resultado talvez não seja tão importante quanto o processo de produção proporciona liberdade criativa e menos cobrança e pressão, fatores experenciados nas atividades profissionais e até pessoais.

Dessa forma, as emoções podem ser canalizadas para produções em argila, papéis, costura, recicláveis e basicamente todos os materiais que sua imaginação – e mãos – puderem alcançar.

Receitas para expressar emoções

Outra boa sugestão para externalizar as emoções de forma mais natural possível é aderir à crescente onda gastronômica. Mesmo quem não tem muito jeito na cozinha pode começar com receitas mais fáceis e básicas, de menor complexidade. E o passo a passo está por toda a internet, nos mais variados formatos.

Quem já tem mais experiência pode adequar o cardápio aos ingredientes: a culinária japonesa, por exemplo, pode ser muito relaxante de se executar e ainda é produzida com itens que auxiliam no combate ao estresse e ansiedade. Isso porque o salmão é um dos peixes mais ricos em gordura e com bons níveis de ômega-3, substância que atua diretamente nas funções cerebrais.

Quais medidas de curto, médio e longo prazo você aplica para auxiliar no processo de expressar suas emoções?

Como melhorar a organização financeira

Existe um desejo que une várias pessoas quando um novo ano está prestes a começar: melhorar a organização financeira. De fato, não existem tantas prioridades quanto começar um novo ciclo livre de dívidas e, quem sabe, com um pouco mais de fôlego no saldo bancário.

Equilibrar as contas, conseguir poupar e poder investir o dinheiro em algo especial, ainda assim, não é tarefa fácil. Dicas não faltam, mas as tentações também estão constantemente presentes.

A princípio, é preciso treinar a mente para entender a realidade das finanças pessoais. Somente dessa forma você conseguirá aproveitar das estratégias adotadas para ter uma boa organização financeira sem cometer erros tão comuns.

Onde estou falhando

Quando falamos de erros, o maior deles é aquele menos notado: não cuidar do salário. A preocupação em quitar as dívidas e em poupar pode ofuscar os limites da sua remuneração. Claro que novos gastos entram também nessa série de problemas para deixar a conta vazia.

A recomendação mais importante que todo especialista em economia é ter cuidado com a receita x despesas. E é fácil cair em armadilhas quando você se sabota para pagar algo antes mesmo de ter o dinheiro no bolso. Atender a atos impulsivos só vai bagunçar os objetivos financeiros.

Um plano ideal para contornar isso é aguardar a remuneração para fazer o pagamento de contas fixas. Depois, o saldo deverá cobrir os outros planos, que envolvem a compra de certas coisas.

Não pare por aí

Traçada uma estratégia para aplicar o salário, chega o momento de se livrar das intermináveis dívidas. Neste momento não tem receita complexa, é importante parar de gerar novos débitos. É aquela velha história da bola de neve.

Liste tudo que pode ser pago à vista e priorize sempre as contas em atraso. Se o problema for um empréstimo, vale a pena entrar em contato com os credores e renegociar para uma realidade que se encaixe com sua organização financeira – só não vale descumprir o acordo e se endividar novamente.

Quando estiver em dia com todos os boletos, pese seus gastos, sejam eles mensais, semanais ou diários. Poucas pessoas têm noção de quanto e em que gastam seu dinheiro. O que pode ser um cafezinho hoje e um almoço amanhã, vira um grande desfalque ao final do mês.

Quando achamos que temos controle total sobre nossos gastos e que podemos lembrar de ter comprado algo hoje dentro de duas semanas, a situação sai ainda mais do controle. Ao final, a única pergunta que sobra é “aonde foi parar o meu dinheiro?”.

A tecnologia pode ser uma aliada nesse momento. Com uma simples planilha do Excel ou aplicativos de organização financeira disponíveis de forma gratuita, como Minhas Finanças e GuiaBolso, é possível manter o controle de receita x despesas sem precisar de muitas anotações.

Os aplicativos disponibilizam, inclusive, sincronização com as contas. Isso significa que o trabalho de anotar manualmente será quase zero e vai ser praticamente impossível esconder o que andou comprando de você mesmo.

Sobrou algo?

Se até aqui tudo pareceu bem simples – ou não -, então chegamos ao ponto importante da conversa sobre organização financeira. Livre de dívidas, é preciso traçar rapidamente um plano para o dinheiro antes que ele volte a sumir.

Ter uma finalidade para qualquer valor que entra na conta ajuda a manter uma organização financeira mais em dia. Muitas dicas da economia apontam para reservar partes a destinos específicos.

Atualmente, a estratégia mais usada é a 30/70. E nada mais é que reservar 30% do salário ou qualquer outro tipo de remuneração para guardar e aplicar em um plano específico de médio e longo prazo, como uma viagem ou aquisição grande. Com a outra porcentagem, 50% precisa ser para gastos fixos, os famosos boletos e gastos no supermercado.

A parte boa é que os 20% restantes servem para uso pessoal, que pode incluir seu orçamento mensal para compras de roupas novas, passeios, cosméticos ou alguma nova experiência que não faz parte do dia a dia.

Lembra do investimento? Procurar qual será mais vantajoso pode ajudar a render ainda mais o dinheiro. Existem sites que simulam e explicam a diferença entre diversos tipos de economias e aplicações.

Já sabe como cuidar das suas finanças? Deixe nos comentários as dicas que você também segue 😉

5 aplicativos que ajudam a otimizar sua rotina

Ter mais tempo e poder fazer bom uso dele é um dos desejos para o começo do ano. Com ajuda de alguns aplicativos é possível, acredite ou não, ganhar uma quantidade bem legal de tempo, uma vez que ele não é desperdiçado e sim bem usado.

Com a tecnologia, já não é mais difícil marcar e gerenciar compromissos, traçar metas e objetivos ou, ainda, colocar tudo isso em um único planejamento. Ainda entra nessa conta controles financeiros e de documentos. As possibilidades são bem amplas.  

Então, se você deseja colocar de vez uma ordem nos seus planos e começar 2020 não esquecendo de tudo o que se propôs a fazer, conheça esses cinco aplicativos que poderão te ajudar.

Kindle

É o tipo de aplicativo para acabar com certas desculpas, como a falta de tempo para ler. Nem todo mundo quer investir em um leitor digital ou ficar levando volumes de livros para cima e para baixo, mas ainda assim que colocar a leitura em dia.

Esse aplicativo gratuito criado pela Amazon permite ler e-books em celulares e computadores, acessando livros da biblioteca kindle ou os que estão guardados na nuvem da plataforma. Sobrou um tempinho e não quer gastar com redes sociais? Aqui está uma opção interessante.

Google Keep

Com este aplicativo é possível salvar arquivos em imagens, áudio ou texto. A grande vantagem dele é que você pode registrar tudo o que está pensando, com sincronização para vários tipos de dispositivos, como smartphone, tablet e computador.

Há possibilidade também de manter lembretes para compras, baseado no local que você for. Ao chegar lá, o aplicativo mostrará a lista que foi salva. Outro ponto importante é a sincronização de todos os documentos em conjunto com o drive do Google.

Any.Do

Falando em lembretes, talvez você seja o tipo de pessoa que gosta de anotar todas as tarefas do dia. E se as agendas comuns não funcionam, esse aplicativo organiza seus afazeres de forma simples e rápida.

Com o Any.Do você poderá compartilhar seus projetos com outras pessoas envolvidas, além de ter controle das ações que precisa tomar, já que receberá lembretes constantemente. Na medida em que completar as tarefas, dá para eliminá-las, dando um check em cada uma.

Wunderlist

Os viciados em organização de atividades em listas podem gostar muito do Wunderlist, aplicativo que permite fazer qualquer tipo de lista de todas as tarefas diárias (seja em casa, na rua ou no trabalho) e inserir anotações para cada uma delas.

Para melhorar o uso de tempo, inclusive, dá para definir uma data limite e colocar o melhor horário para que você seja avisado pelo aplicativo sobre o final do prazo estipulado para a tarefa. O aplicativo é gratuito e pode ser usado, inclusive, no computador.

Organizze

Outros aplicativos também podem ser usados tanto no celular como no computador. E esse é o caso do Organizze, que vai ajudar a planejar o modo como você gasta o seu dinheiro. Isso é outro ponto que todos querem melhorar com a chegada de um novo ano, não?

A ferramenta é eficiente para fazer conversão de moedas, criar categorias de gastos (aluguel, financiamento, débitos entre outras) e gerar gráficos com base nas informações inseridas. Nele, o usuário pode ainda criar alarmes para não esquecer o vencimento de contas e traçar metas financeiras, como viagens, férias e aquisição de bens.

Quais aplicativos para planejamento e organização você usa?