As pessoas e a organização ou a organização e as pessoas?

As pessoas transformam uma organização ou é a organização que modifica as pessoas que nela trabalham?

Tenho visitado algumas empresas para apresentar um pouco mais das soluções educacionais que podemos compartilhar com o time de treinamento & desenvolvimento. Inevitavelmente, me deparo com várias pessoas, com diferentes cargos e funções, ideologias, crenças e valores etc.

O relato que gostaria de compartilhar se refere a uma empresa do setor sucroenergético, localizado no interior de São Paulo. Atualmente, ela possui cerca de 4,5 mil funcionários, dos quais tive a oportunidade de conversar com apenas três: o porteiro, a secretária executiva e a gerente de gente e gestão. A quantidade de pessoas que tive contato é ínfima com relação ao total de colaboradores, mas a educação e cuidado me chamou muito a atenção.

Poderia ser pretensão demais correlacionar esta percepção positiva com o clima organizacional e até mesmo resultado financeiro da empresa. No entanto, pessoas que estão contentes e felizes no trabalho com certeza são mais atenciosas, colaborativas e eficazes com as obrigações e tarefas diárias. E isso se correlaciona positivamente com o bom resultado operacional da empresa.

Independente do aspecto financeiro da organização, o ponto de discussão é como conseguimos “contaminar” as pessoas com simpatia, respeito, alegria e outros adjetivos que andam tão escassos ultimamente.

O background, experiências vividas por cada indivíduo, tem contribuição importante no que cada um de nós somos hoje. Outros fatores externos também contribuem, como o exemplo, a começar pela alta direção; a empatia, nos colocarmos no lugar do outro; o propósito, aquilo que cada um carrega para desenvolver ações que vão além do que proporciona o meio onde vive.

Para o autor Stephen Covey, o fato de trabalhar com propósito está ligado às relações humanas, havendo sempre troca de aprendizado, responsabilidade, respeito e espírito coletivo. Por isso que essa forma de trabalhar é tão importante e apresenta vantagem para as empresas: aumento da produtividade, redução do turnover, maior motivação dos funcionários e melhora na comunicação por meio da redução de ruídos.

A dica de leitura para um maior aprofundamento sobre a temática propósito no trabalho é o livro O 8º hábito: Da eficácia a grandeza, de Stephen Covey. Nesta obra, o autor comenta que não bastam mais as sete disciplinas (seja proativo; comece com o objetivo em mente; primeiro o mais importante; pense ganha-ganha; procure primeiro compreender para depois ser compreendido; crie sinergia; e afine o instrumento) para alcançarmos o sucesso em um mundo de constante mudanças que vivemos.

Para Stephen, o oitavo hábito é sobre ver e dominar o poder de uma terceira dimensão que se junta aos sete hábitos e atende o desafio da nova era do trabalhador do conhecimento. Para ele, o oitavo hábito é a voz do espírito humano, que também abrange a alma da organização que sobreviverá, prosperará e terá impacto profundo no futuro do mundo. Apesar da teoria ser clara e objetiva com os conceitos, os pontos que ficam para discussão são: conhecemos nossos propósitos? Como podemos auxiliar as pessoas que estão a nosso redor a despertar os respectivos propósitos?

Voltando para o case inicial, não sei afirmar se os indivíduos que tive contato estão ouvindo a voz proposta por Stephen, se ocasionalmente me deparei com três pessoas que estavam “de bem” com a vida e propuseram a ajudar ou se elas foram empáticas e solidárias na ocasião.

O ponto é que existem pessoas boas no mundo e infelizmente as mídias que consumimos, em sua ampla maioria, não mostram esse lado bom da vida. Pode procurar que em toda organização você irá encontrar pessoas do bem. Cabe as lideranças o dever de potencializar esse positivo que existe em cada indivíduo.

Glauber dos Santos é formado pela Universidade Federal de Lavras (UFLA), com pós-graduação pela Esalq/USP. Atua com o desenvolvimento de negócios por meio da capacitação de pessoas dentro das organizações, com experiência no desenvolvimento de soluções de aprendizagem.

Conheça seu perfil de líder para gerenciar equipes

Identificar o seu próprio perfil de líder é uma tarefa que demanda muito autoconhecimento. Contudo, é possível avaliar alguns padrões e reconhecer características que ajudam nesse processo.

Pensando nisso, conversamos com a professora Denise de Moura, dos cursos de Liderança e Líder Coach e Comportamento Organizacional, da Plataforma Solution, sobre as três principais categorias de líderes.

Líder autoritário

De postura centralizadora, esse perfil de líder toma decisões, geralmente, baseadas exclusivamente em suas percepções e acredita que as soluções só aparecem quando os colaboradores estão sob pressão. A escuta ativa deste perfil é muito baixa ou inexistente.

Em curto prazo, o líder autoritário pode até obter alguns resultados, como agilidade nas decisões que dependem somente dele. Mas em médio e longo prazo, ele pode levar a equipe à exaustão.

“Este perfil de líder acaba criando muita tensão e estresse entre as pessoas. E aí, quando ele se ausenta, pode ocorrer, inclusive, baixa produtividade por parte do time, que se acostumou apenas a obedecer ao que é exigido”, explica Denise. “As pessoas trabalham acuadas e, muitas vezes, têm medo de perderem seus empregos. Não há respeito, apenas obediência.”

O líder autoritário pode se tornar um gestor tóxico. Por isso, vale ficar de olho em algumas características para evitar.

  • Supervisão abusiva (exige retrabalho sem nenhum fundamento)
  • Discurso diferente da prática (é receptivo, mas não aceita nenhuma opinião diferente)
  • Pressão por resultados (às vezes de forma ameaçadora e ríspida)
  • Dificuldade de dar crédito e feedback
  • Dificuldade de comunicação

Líder liberal

Descentralização e pouca burocracia ajudam a definir o perfil de líder liberal. Como ele delega a maior parte dos processos, acaba sendo mais um facilitador e os colaboradores têm liberdade para tomar decisões.

Tudo isso pode parecer muito bom, mas para ocorrer com efetividade, exige maturidade e conhecimento profundo dos processos por parte dos funcionários. E é aí que esse tipo de liderança tem desvantagens: nem todas as pessoas estão preparadas para o líder liberal.

Muitos profissionais ainda preferem um estilo mais diretivo (diferente do autocrático) que diz exatamente o que elas precisam fazer. “Caso o time não tenha maturidade suficiente, sentirá falta de orientação que, consequentemente, pode prejudicar a produtividade”, comenta a professora.

Líder situacional

Como o próprio nome já diz, o líder situacional não se prende a um estilo único de liderança. Sua gestão leva em consideração o nível de maturidade da equipe e os contextos de cada situação, em diferentes cenários. Por isso, é essencial conhecer cada membro do time.

Esse conhecimento serve para que o líder seja diretivo e diga às pessoas exatamente o que fazer, quando perceber insegurança de alguns colaboradores durante os processos de trabalho. “Um exemplo dessa situação é um funcionário que acabou de entrar na equipe. O líder precisa dar mais atenção para essa pessoa, passando orientações”, destaca.

Por outro lado, este perfil de líder pode agir como um tipo de coach ao perceber que o time está precisando ganhar autoconfiança. “Em vez de dar as respostas, o gestor estimula os envolvidos a trazerem soluções para os problemas. Assim, as pessoas ganham competência e confiança de que podem realizar um trabalho”, exemplifica Denise.

Com uma equipe competente e confiante, o líder situacional pode assumir a postura do apoiador e partilhar responsabilidades e tomadas de decisão. Por fim, Denise enfatiza que, para equipes mais maduras e de alto desempenho, ele pode delegar e passar a maior parte das responsabilidades para os colaboradores. “O líder continua acompanhando o progresso de todo o time, mas fica menos envolvido nas decisões”, ressalta.

O líder situacional sabe lidar com situações diversas, utilizando diferentes estratégias para tratar as questões. Nos dias atuais, de rápidas mudanças, sobretudo tecnológicas, é necessário que o líder tenha flexibilidade e saiba se adaptar a múltiplos cenários.

Qual o seu perfil de líder? Comente! 😀

O que a era das fake news pode nos ensinar?

Se o acesso à informação é um direito garantido pela Constituição Federal, especialmente para o exercício pleno da cidadania, como nos manter instruídos e em quem acreditar na era das fake news? O que podemos aprender observando o comportamento dos brasileiros sobre esse tema?

A popularização das redes sociais proporcionou a descentralização da produção da informação e a democratização das narrativas. Consequentemente, despertou a desconfiança dos maiores e mais tradicionais veículos de comunicação do país.

Todo mundo pode presenciar um fato e reportá-lo a outra pessoa ou grupo, seja em formato de texto, áudio ou vídeo, em tempo real. O compartilhamento nunca foi tão fácil e rápido.

Assim, os critérios utilizados para divulgação de uma notícia acabam ficando mais fragilizados, como apuração dos fatos e checagem de fontes para conferir veracidade ao que está sendo informado.

Para compor este cenário que deu origem à era das fake news – um momento de grande produção de conteúdo, mas também de muita desinformação – a MindMiners, uma startup de pesquisa digital, e a Civi-Co, um polo de impacto social, realizaram um estudo sobre consumo de informação.

O jornal impresso

Mesmo sendo considerado uma mídia antiga, o jornal impresso ainda é a melhor representação de imprensa. Isso porque os participantes do estudo relacionaram a mídia como a primeira coisa que vem à cabeça quando questionados sobre o termo.

Os últimos anos evidenciaram um excesso de preocupação dos jornais impressos em se reinventarem, por isso algumas modernizações e adaptações foram necessárias para se encaixarem às novas formas de consumo de informação.

Contudo, a credibilidade construída ao longo dos anos ainda é um diferencial, mesmo que o número de assinantes esteja diminuindo com o tempo.

Canais de atualização

A televisão aberta, imbatível em termos de audiência nas últimas décadas, se vê, na era das fake news, disputando espaço com a internet, especialmente as redes sociais. Confira alguns números: 54% dos participantes da pesquisa se informam pela TV; 66% pelas redes sociais; e 65% por portais online de notícias.

Entre os grandes nomes de veículos tradicionais, os participantes elencam seus preferidos quando o assunto é televisão e informação: Globo, Record, SBT e Globo News, respectivamente.

Já no universo online, os participantes escolhem consumir informações do G1 e de plataformas e redes sociais como Youtube, Facebook e Instagram.

Formato da notícia

A importância histórica do rádio e o aumento no número de produção e reprodução de podcasts nos últimos anos não foram suficientes para manter o áudio como formato favorito dos participantes da pesquisa.

Mesmo assim, o rádio é considerado por 52% das pessoas como um veículo de informação em que elas se atualizam, pelo menos, uma vez na semana. Já o podcasts apareceram em apenas 25% das respostas.

O fim do texto?

Na era da fake news, a notícia em texto ainda tem muita credibilidade. Mesmo com a imensidão de produtos audiovisuais disponíveis, a leitura ainda é a forma preferida das pessoas para consumir informação.

A mudança foi, essencialmente, na plataforma, que antes era predominantemente jornal impresso e hoje ocorre via celular, tablets e computadores. Assim, 53% dos entrevistados prefere notícias em texto, independentemente da mídia escolhida.

Qual informação é importante?

A pesquisa ainda revelou que 70% dos participantes enxergam na informação uma forma de satisfação pessoal e revelaram preferir notícias que afetam seu cotidiano enquanto cidadão.

A política é um dos principais assuntos de interesse das pessoas, mas ainda desperta muita controvérsia, já que também aparece como sugestão sobre o que os jornalistas deveriam falar menos. A era das fake news trouxe a contradição de considerar o tema relevante, mas que precisa ser tratado de forma diferente.

Outros conteúdos expressivos são tecnologia, economia, ciência e esporte.

Opinião X informação

A contradição não fica só na temática das notícias. Quando perguntados sobre formadores de opinião, William Bonner surge como um dos nomes mais citados, mas ele não necessariamente expressa pontos de vista durante as apresentações de notícias.

De qualquer forma, ele acaba sendo alguém capaz de influenciar os telespectadores na era das fake news. 

Whatsapp

O aplicativo de mensagens instantâneas Whatsapp se destaca como a via principal de propagação das notícias falsas. Mas as demais redes sociais não ficam de fora. A verdade é que a capacidade de produção de informação ultrapassou a disponibilidade de verificação delas em todas as mídias e plataformas.

Para nos ajudar a passar pela era das fake news, os jornalistas e veículos de comunicação têm a difícil tarefa de recuperar a credibilidade e encontrar soluções que minimizem os impactos negativos. Empresas como Estadão, Google, Facebook e O Globo já estão buscando como melhorar esse processo.

E você? Tem o costume de checar a fonte antes de compartilhar uma notícia? Quais medidas você toma para se proteger na era das fake news?

Inteligência competitiva: conheça seus concorrentes e clientes

Compreender a concorrência e os clientes é uma prática que deve estar na essência da inteligência competitiva e das boas decisões empresariais. Essa é a base para atender com eficiência as exigências do mercado e antecipar as demandas.

Edson Barbero, professor do curso Inteligência de Mercado da Plataforma Solution, explica sobre a importância desse processo de captação e análise de informações. “A compreensão de competidores e clientes é um dos saberes mais relevantes que uma empresa tem na perspectiva de mercado”, enfatiza.

Concorrência

Compreender concorrentes depende muito dos contextos da concorrência. “Existem concorrências mais monopolísticas (com produtos similares, mas não idênticos), de mercados mais intensos, como os de competição perfeita (muitas opções, por isso uma empresa, isoladamente, não afeta o equilíbrio do mercado), ou ainda os oligopólios”, comenta Barbero.

O professor ainda destaca que a maior parte dos mercados brasileiros são oligopólios. Isso significa que há um conjunto específico e mensurável de empresas e essas empresas possuem vantagens diferentes entre si, com certa interdependência entre elas. “Uma pode ter melhores serviços, a outra pode ter produtos mais adequados e por aí vai”, exemplifica.

A inteligência competitiva, portanto, exige que as empresas entendam as origens da concorrência para identificar melhor as forças e movimentos dos competidores. “Não compreender os concorrentes é uma boa chance de ser derrotado por eles”, provoca o professor.

Ferramentas

Para fazer essa captação e análise, Barbero indica algumas ferramentas que podem fazer a diferença na inteligência competitiva do seu negócio. “Hoje em dia, as principais fontes de dados estão na internet. As mais importantes são, por exemplo, o Google Analytics, as mídias sociais oficiais da empresa e qualquer rastro de informações, inclusive os próprios cliente”, desafia.

Barbero ainda recomenda algumas ferramentas para auxiliar na análise de competidores, como a análise Swot, uma prática sempre muito relevante para a empresa ter em mente, já que compreender tanto as suas forças e fraquezas diante dos competidores quanto as da concorrência pode ser bastante importante.

Por isso, faz parte da inteligência competitiva analisar as competências da organização. “Vale perguntar ‘o que os meus competidores possuem em termos de vantagens que são efetivamente bem valorizadas pelos clientes, seja no produto, no serviço, em toda a cadeia de valor, que seja raro, que poucas empresas podem ter?’”, questiona Barbero.

Assim, você consegue destacar as vantagens, especialmente aquelas que sejam difíceis de copiar, que são efetivamente desenvolvidas pela concorrência e que poucas empresas podem adquirir ou possuir.

Para fazer essas análises de competências, conforme o setor, é possível fazer visitas in loco, observação de pontos de venda, comprar pesquisas entre outros. Competição é um fenômeno complexo e depende muito das circunstâncias em particular de cada setor.

Clientes

Os clientes são outro ponto muito relevante para a inteligência competitiva, já que também são fontes de informações. Quando pensamos em clientes, podemos falar de pessoas físicas, que chamamos de B2C (empresa para cliente); ou compradores industriais, que denominamos de B2B (empresa para empresa).

De todo modo, o essencial é compreender a função desse consumidor. “O que o atrai? Quais dores ele possui? Quanto mais próximos formos dos clientes, quanto mais meios de comunicação tivermos com ele, mais vamos compreender suas necessidades e como podemos apresentar a solução”, explica Barbero.

O professor ainda detalha algumas formas de aproximação com o cliente, como pesquisas formais ou ações fisicamente próximas, como ouvir, seja via mídias sociais, atendimentos de pontos de venda, visitas, telefonemas e até almoços.

Essas informações são essenciais para compreender com profundidade o que os clientes desejam, quais as necessidades atuais e, consequentemente, quais terão no futuro.

A inteligência competitiva de uma empresa está em captar essas necessidades que não são atendidas para planejar um futuro de vantagens.

Que tal conhecer algumas tendências de marketing para aplicar na sua empresa ainda este ano?

Marketing digital: tendências para 2020

Definir as tendências do marketing digital para um ano, exclusivamente, é um desafio muito complexo. As movimentações do mercado e a própria relação dos clientes com as marcas nos ambientes digitais se estendem por muito tempo.

Por isso, o professor Marcelo Teixeira, do curso de Marketing Digital da Plataforma Solution, apresentou as principais tendências sobre o assunto com uma visão de longo prazo, em um webinar gratuito. “A transformação digital das empresas por conta do marketing digital deve ocorrer com maior ênfase nos próximos 10 anos”, detalha.

O consumidor digital

Para iniciar o assunto, o professor citou a pesquisa da We Are Social com os principais indicadores de conectividade de presença em redes sociais, mostrando um provável período de estabilização do número de conexões e número de usuários ativos nas redes sociais.

No Brasil, os números de 2020 permaneceram semelhantes aos de 2019: 71% da população conectada e 66% das pessoas com presença ativa em, pelo menos, uma rede social.

O ponto de atenção está nos novos usuários: no último ano, são 11 milhões de novos conectados. “Mas se a porcentagem se manteve igual, então significa que esse mesmo número deixou de estar conectado. Precisamos entender os fatores que podem ter levado a essa saída: crise financeira (o cadastro nas redes sociais é gratuito, mas a conexão não é), uma parcela de população que faleceu e pessoas que realmente abandonaram as redes”, analisa.

Para o marketing digital, é preciso entender que alguns usuários deixam de lado as conexões quando sentem que elas estão se tornando prejudiciais. Esse fenômeno é chamado digital detox e deve estar no radar das marcas que usam essas conexões para manter o relacionamento com o cliente.

Em algumas situações, o perfil pode continuar existindo, mas o usuário estar inativo. E esse dado não conseguimos mensurar pelas estatísticas. “Daí a importância de aprimorar o monitoramento para avaliar se existe perda de interação”, comenta.

Além de investir em softwares para esse monitoramento, uma das tendências do marketing digital é a formação de pessoas capacitadas a interpretarem e analisarem esses dados.

E-commerce

Para o e-commerce, Teixeira destaca um avanço bastante simples: somente 30% dos brasileiros realiza compras no comércio eletrônico. A justificativa é que as pessoas buscam conhecer o produto online, mas acabam deixando para adquiri-lo na loja física. Por isso a tendência desse tipo de venda é integrar a gestão entre o virtual e o físico.

Tempo online

A pesquisa ainda mostrou que o brasileiro continua usando as tecnologias digitais em um tempo acima da média diária global. São quase três horas a mais. Quando o assunto é tempo de uso em tecnologias móveis, especificamente, nós gastamos cerca de quatro horas e 41 minutos, enquanto a média mundial é de três horas e 22 minutos.

Mesmo altos, esses números estão menores do que no ano passado. “Talvez seja uma tendência que está começando a se desenhar. Será que as pessoas vão utilizar menos as redes sociais?”, questiona o professor.

Ambientes digitais

Em termos de usuários cadastrados, o Facebook continua sendo a rede preferencial do brasileiro. Mas existe uma percepção de que a quantidade de usuários ativos esteja diminuindo. A partir disso, a expectativa é que a plataforma apresente algum tipo de estratégia para reverter essa situação.

A possibilidade é a integração, em uma plataforma única, entre os três grandes nomes: Facebook, Instagram e Whatsapp. Esse cenário facilitaria a vida do consumidor, que encontraria a três experiências em um único ambiente, mas seria um desafio para as marcas que estão acostumadas com três ambientes distintos.

O Instagram, por sua vez, está chegando ao número de usuários cadastrados do Facebook, mas a percepção é que ele é mais ativado, especialmente nos stories.

Já o Twitter deve ganhar grande importância com as eleições deste ano, já que os eleitores buscam informações na rede. “Para algumas marcas, vale a pena incluir estratégias na plataforma, sobretudo no segundo semestre”, comenta Teixeira.

O Youtube não deve apresentar grandes mudanças, enquanto o Linkedin é uma rede que preenche a lacuna B2B (empresa para empresa), já que essas relações ficavam marginalizadas do marketing digital, que é muito voltado para B2C (empresa para consumidor).

Para o professor, vale ficar de olho no Pinterest, que utiliza a propaganda de forma muito menos invasiva. O Telegram ainda tem participação restrita a determinados grupos, mas o Whatsapp continua importante para as estratégias das empresas.

E o TikTok? “Essa rede mostra que os consumidores ainda buscam entretenimento, com linguagem simples, em menos de 30 segundos. As pessoas querem dar risada em 15 segundos, porque a vida já é difícil demais”, destaca. No mundo, o TikTok alcançou 1 bilhão de usuários em dois anos. O Facebook levou oito anos para alcançar esse número e o Whatsapp demorou sete anos. “O desafio é entender que tipo de recado eu, como marca, posso passar em 15 segundos”, provoca.

Estratégias de marketing digital

Para concluir, o professor definiu três estratégias de marketing digital para as empresas aplicarem e investirem ainda este ano.

  • Marketing de conteúdo: define o comportamento do consumidor, já que impacta nas análises para a própria marca e na educação dos algoritmos. Impulsionar é legal, desde que o algoritmo não esteja desalinhado.
  • Publicidade: tende a ser menos invasiva, especialmente com LGPD. As marcas precisarão investir em bancos de dados mais qualificados, para mostrar ao usuário onde os dados disponibilizados serão utilizados.
  • E-commerce: a ideia é reter o consumidor de forma mais consistente, com integração (omnichannel) e experiência do usuário.

Você já está aplicando as tendências do marketing digital no seu negócio? Conte para a gente!

Confira o conteúdo completo do webinar aqui!

A transformação digital financeira e as empresas de tecnologia

Praticamente todos os segmentos da sociedade estão passando por mudanças e tudo que envolve dinheiro acaba atraindo os olhares mais atentos, tanto da população quanto das empresas. Por isso a transformação digital financeira é um dos grandes destaques de 2020, especialmente quando ligadas às gigantes de tecnologia.

Parece que uma coisa tem pouco a ver com a outra, mas se você observar a movimentação do mercado vai encontrar nomes como Google, Apple, Facebook e Uber em um processo muito interessante de adaptação às novidades da era da transformação digital financeira.

Isso porque essas empresas estão se tornando bancos ou atuando diretamente com serviços financeiros. As finanças estão sendo reinventadas.

As últimas novidades

Notícias recentes apontam que, ainda em 2020, o Google oferecerá serviço de conta corrente aos usuários, por meio de uma parceria. Já o Apple Card, um cartão de crédito da companhia com a bandeira Mastercard, está disponível desde o ano passado para quem tem iPhone.

O Facebook investiu na sua própria cripto moeda, a Libra, que deve estar disponível em breve, além do Facebook Pay, um sistema unificado de pagamento para as plataformas da rede social.

Enquanto isso, a Uber Money é a carteira digital da Uber para motoristas e entregadores do aplicativo, também lançada em 2019.

Vantagens

Mas, afinal, quais as vantagens dessas empresas participarem tão ativamente da transformação digital financeira? A primeira delas é a quantidade de usuários registrados nas plataformas.

São milhões de assinantes, espalhados por todo o mundo. Muito diferente de um banco convencional ou até mesmo das novas fintechs e bancos digitais, que surgiram apenas nos últimos anos, essas gigantes da tecnologia já abraçam o mercado há muito tempo.

Além disso, os aplicativos de bancos estão longe de serem os mais populares nas lojinhas de apps dos smartphones. Plataformas como Facebook, por exemplo, detêm cada vez mais, e por mais tempo, a atenção e os dados dos usuários.

Então, é possível entender por que essas companhias estão tão interessadas na transformação digital financeira. Os serviços financeiros seriam uma forma de manter os usuários ainda mais tempo nas plataformas, aumentando a aderência e, consequentemente, a monetização com publicidade e e-commerce.

Responsabilidade de dados

As empresas de tecnologia ainda saem na frente das instituições tradicionais na questão de cruzamento de dados. Elas têm a possibilidade e a facilidade de conhecer o usuário e oferecer produtos financeiros com base no real comportamento de consumo.

O uso de inteligência artificial potencializa ainda mais a assertividade de oportunidades. O Google, contudo, afirma não utilizar dados do Google Play para gerar publicidade nem compartilhar essas informações com anunciantes.

A principal dificuldade é como regulamentar esse setor e essas novas práticas, inclusive a respeito da concorrência. Já existe, nos EUA, sede das principais empresas de tecnologia, certa movimentação dos órgãos regulamentadores com o objetivo de adaptar leis à transformação digital financeira e às novidades que vêm com ela.

E nem tudo são flores. A Apple já teve algumas desavenças com o Goldman Sachs Group, banco parceiro na criação do Apple Card, além de acusações de sexismo. Já o Facebook perdeu aliados no projeto da Libra após uma reação regulatória adversa.

O que esperar dos próximos passos da transformação digital financeira? Compartilhe suas expectativas com a gente!

Falando em finanças, que tal melhorar sua organização financeira?

Taxa de churn: o que é e como melhorar

A taxa de churn é uma das características que dizem muito sobre a saúde de uma empresa. Se você está se perguntando qual a real importância dessa métrica ou o que ela significa, veio ao lugar certo.

Em inglês, a palavra churn significa agitação. Na prática, essa taxa mede a perda de clientes ou o cancelamento do serviço prestado pela empresa. Por isso, quanto menor a taxa de churn, melhor!

Importância da taxa de churn

Considere a seguinte situação hipotética: sua empresa conseguiu a confiança de um cliente para uma primeira compra e ele acabou migrando para a concorrência ou não tem mais interesse nos seus serviços.

Isso significa que você criou campanhas e gastou tempo e dinheiro para conquistá-lo e até educá-lo sobre o mercado, mas ele continua sem resolução para o problema que fundamentou a compra. Ele se tornou um cliente qualificado (com perfil para adquirir novamente o produto ou serviço que você vende) e disponível para os concorrentes.

Philip Kotler, referência mundial quando o assunto é Marketing, já dizia que conquistar um novo cliente pode custar de cinco a sete vezes mais do que manter um consumidor que já está na base de dados da empresa.

Vamos falar de números?

Agora que você já sabe a importância da taxa de churn é hora de falarmos de números. A conta é uma regra de três simples e o mesmo cálculo pode ser utilizado para avaliar de quanto foi a queda no faturamento.

De novo, vamos imaginar uma empresa, dessa vez com 100 clientes. Se 10 clientes deixarem de comprar nessa empresa e optarem pela concorrência este mês, a taxa de churn será de 10% neste período.

Pode parecer pouco a princípio, mas se a empresa continuar nesse ritmo, em menos de um ano ela precisará demitir funcionários e fechar as portas.

Em um outro cenário, se a empresa apresentar uma estratégia para reverter essa queda e tentar conquistar 10 novos clientes no mês seguinte (supondo que a taxa de churn fique zerada), o gasto será muito mais alto apenas para repor essa lacuna.

Considerando o pensamento de Kotler, se o valor para reter cada um desses clientes fosse de R$ 100, então, para conquistar novos consumidores, seria necessário desembolsar uma média de R$ 600 por cliente. Fidelizar 10 clientes custaria R$ 1 mil para a empresa, enquanto os novos custariam um total aproximado de R$ 6 mil. A diferença é grande.

A dica é que a avaliação da taxa de churn seja realizada mensalmente, trimestralmente e anualmente, para que as estratégias de inteligência de mercado não fiquem defasadas. O ideal é que os valores dessa métrica fiquem entre 5% e 7% ao ano. Ou seja, cerca de 0,5% ao mês.

Mas o que fazer?

Se a taxa de churn começar a aumentar, a dica é desacelerar as prospecções e focar o time para entender quais fatores influenciaram a decisão dos clientes de abandonarem a empresa, onde está o problema (no produto? No atendimento?) e como mudar esse cenário.

Algumas vezes a justificativa para o aumento dessa métrica é, realmente, o cenário econômico do país. A diminuição do poder de compra da população em geral é um grande influenciador da taxa de churn. Contudo, é preciso avaliar ainda duas condições. A primeira é que quase ninguém deixa de consumir somente por um motivo. E a segunda é que a empresa deve ficar de olho nos cenários político e econômico para apresentar contramedidas para épocas de crise.

Dicas para diminuir a taxa de churn

Mais de um fator pode influenciar a taxa de churn. Geralmente, quem desiste de uma empresa não o faz da noite para o dia. A situação provavelmente estava desgastada. Por isso, abrir canais de comunicação com os clientes é o primeiro passo para entender as motivações de forma transparente. Esse diálogo pode ser por meio de pesquisas online ou até pessoalmente, por exemplo.

Mas só abra canais de comunicação se estiver realmente disposto a ouvir e repensar os erros que forem sendo apontados. Se o cliente fez uma primeira ameaça de deixar sua marca, escute. Muitas empresas só passam a correr atrás dos clientes quando essa ameaça é efetivada. E aí pode ser tarde demais (e caro) para recuperá-lo.

Confira algumas dicas para manter sua taxa de churn perto de zero:

  • Alinhe a expectativa do cliente com o que ele recebe
  • Ofereça suporte e atendimento efetivo aos clientes
  • Considere reajustar valores durante as crises econômicas
  • Aumente o valor da sua solução se for aumentar o preço

Quer dicas de como intensificar sua base de clientes e, consequentemente, diminuir sua taxa de churn? Clique aqui!

7 dicas para intensificar a base de clientes

O faturamento de uma empresa está diretamente ligado à sua capacidade de intensificar a base de clientes. Isso significa fidelizar os consumidores já cadastrados no banco de dados da marca e aumentar o número de clientes em potencial.

Mas como fazer uma gestão efetiva da carteira de clientes? Conhecer o público-alvo é primordial e indispensável para um bom direcionamento de campanhas e estratégias que cativam a audiência. Porque mesmo com uma boa lista de contatos, é preciso despertar o interesse no seu produto ou serviço.

E o caminho para isso está relacionado a solucionar problemas do cotidiano das pessoas de forma cuidadosa e criteriosa para atingir o melhor resultado possível.

Afinal, você não quer dissociar quantidade e qualidade das vendas, já que muitos pedidos podem refletir baixo faturamento e até perda de oportunidades se não vinculados às principais técnicas para intensificar a base de clientes. Que tal conhecer algumas?

Avaliação do negócio

Como estão as operações da empresa? Será que as decisões estão afastando os clientes sutilmente? Uma boa maneira de intensificar a base de clientes é trabalhar com uma equipe diversificada, de diferentes idades, orientações sexuais, vivências e experiências de vida. Lembre-se que o mercado está bastante focado nas soft skills.

A ideia é garantir que a pluralidade presente na sociedade em si – e, consequentemente, nos consumidores – esteja refletida dentro da própria empresa, para que seja mais fácil entender as dores e angústias do seu público, a fim de resolver problemas de forma eficiente.

Vale também olhar para novas possibilidades de atuação. A tecnologia permitiu que algumas barreiras geográficas desaparecessem. Então, como você pode usar isso a favor do seu negócio?

Reorganização do catálogo

Oferecer novidades e aprimoramentos nos produtos e serviços já estabelecidos pela empresa também são uma maneira de intensificar a base de clientes.

A indicação de Up-Sell (versão mais atualizada) ou Cross-Sell (produtos ou serviços complementares), quando necessário, entram nas técnicas de Customer Success que sua empresa deve ficar de olho.

Pensando nisso, uma boa pesquisa de mercado pode ajudar na expansão do portfólio e as informações servem de base para estratégias e até para adquirir certa vantagem competitiva.

Administração de dados dos clientes

Com a administração eficaz das informações dos consumidores é possível identificar as dificuldades, melhorar estratégias (de produtos, divulgações e outros setores, como logística) e intensificar a base de clientes.

Por isso, comece organizando. Algumas ferramentas como o próprio Excel da Microsoft podem auxiliar nesse processo de monitoramento de preferências e necessidades. E, assim, você consegue maior precisão e confiança na hora de oferecer, por exemplo, atendimentos e propostas personalizados.

Visualização de casos

Com a base de clientes organizada e bem administrada, é possível se colocar no lugar do consumidor e entender o que é esperado. Como cada caso é diferente do outro, as estratégias podem ser direcionadas.

É importante compreender o universo dos consumidores para saber exatamente onde aplicar os esforços. As ofertas personalizadas estão cada vez mais em alta e são indispensáveis para intensificar a base de clientes.

Participação em eventos e co-marketing

Congressos, feiras e conferências são ótimas opções de networking, além de oportunidades para apresentação do produto ou serviço, claro, com discurso adaptado para o público-alvo.

As parcerias com outras empresas, mesmo que informalmente, também ajudam a intensificar a base de clientes. Sem esquecer que as duas empresas devem se beneficiar com essas parcerias.

Vale acordo de porcentagem de venda, anexar cupons e até oferecer descontos. Coloque a criatividade para jogo e desenvolva alternativas para esse processo.

Cuidado com clientes

Cuidar da carteira de clientes vai muito além de só atender bem os consumidores. Esse cuidado é o que diferencia sua marca no mercado, capta novas oportunidades e fideliza quem já comprou da sua empresa.

A equação é simples: cliente satisfeito vira cliente fiel. Este se torna divulgador da marca e atrai mais gente. Mas esse encantamento não ocorre da noite para o dia e exige acompanhamento permanente da marca para estabelecer vínculo afetivo.

E quando os clientes começam a ficar inativos? O cuidado com os clientes implica em saber que tipo de comunicação será feita e quando a abordagem ocorrerá. Tudo isso visando recuperar os consumidores que estão deixando de comprar na sua empresa.

Para acompanhar as atividades de compras dos clientes, a administração dos dados volta a ser protagonista. Só assim é possível identificar quem não está mais comprando.

Elaboração de estratégias de envolvimento

Não basta seguir as dicas sem promover atualização constante das estratégias. É importante fazer avaliações periódicas sobre o que tem funcionado e o que precisa ser reajustado.

Só assim sua empresa vai conseguir variar o alcance e apresentar o produto para quem ainda não o conhece. A principal dica é testar novos formatos e opções de investimentos em divulgação.

Que outras dicas você tem para ajudar quem quer intensificar a base de clientes? Comente!

Saiba tudo sobre as mudanças nas certificações PMP ® / CAPM ®

Quem trabalha com Gestão de Projetos já sabe da importância das certificações PMP ® / CAPM ® e está de olho nas mudanças realizadas pelo PMI ® (Project Management Institute) nas provas, válidas a partir de julho de 2020. 

João Carlos Boyadjian, professor da Plataforma Solution do curso Preparatório PMP ® / CAPM ®, participou de um webinar para explicar os certificados e detalhar as alterações que entrarão em vigor.

Se você quer saber mais sobre o assunto e o processo para obter as certificações PMP ® / CAPM ® que permaneceu até agora, confira este artigo da Plataforma Solution.

Cenário

Para quem ainda tem dúvidas, Boyadjian destaca que o certificado PMP ® (Project Management Professional) é mais voltado para o gestor de projetos, enquanto o CAPM ® (Certified Associate in Project Management) engloba os profissionais que precisam do conhecimento das boas práticas de gerenciamento de projetos para desempenharem funções ao lado dos gestores.

O universo da Gestão de Projetos exige profissionais qualificados, por isso as certificações PMP ® / CAPM ® garantem titularidade de validade mundial para diferenciar no mercado de trabalho quem apresenta conhecimentos e experiências exigidos.

“Além disso, o certificado proporciona flexibilidade para o profissional de gerenciamento de projetos, que não fica engessado em uma única metodologia aplicada em uma área específica. Ele pode sair, por exemplo, de uma empresa de tecnologia de informação para uma indústria química e usar os conhecimentos em projetos e processos. Isso também ocorre com as possibilidades de aplicação de diversos métodos – preditivos, ágeis ou híbridos”, exemplifica o professor.

Afinal, o gerenciamento de projetos é parte de uma ciência maior, chamada Administração de Empresas. Por isso, independentemente de segmento da empresa ou método aplicado, as certificações PMP ® / CAPM ® continuam válidas e atestam que o profissional tem as habilidades necessárias para o desempenho da função em qualquer cenário.

Contudo, vale lembrar que os certificados emitidos pelo PMI ® têm validade: três anos para PMP ® e cinco anos para CAPM ®. A ideia do instituto é demonstrar a continuidade do aprendizado e indicar atualização das práticas de gestão, com seminários e congressos. Assim, duas pessoas com experiências parecidas e concorrendo a uma mesma vaga podem ser diferenciadas, inclusive no reconhecimento salarial.

Para começar a mudar

Se engana quem pensa que o PMI ® exige somente habilidades técnicas nas provas das certificações PMP ® / CAPM ®. As soft skills, conjunto de competências sociais e emocionais, estão cada vez mais em alta. Elas vêm se destacando nas pesquisas realizadas pelo PMI ®, que ocorrem a cada três anos e buscam entender o que o mercado realmente precisa de um gestor de projetos e quais as principais tendências.

A última pesquisa, de junho de 2019, verificou, por exemplo, que os profissionais estão trabalhando com ciclos de vida diferentes, de metodologias mescladas, e que existe a necessidade de modificar os domínios.

Essas informações nortearam as mudanças na prova, especialmente em relação às categorias. Confira, então, alguns itens que não mudam nas certificações PMP ® / CAPM ®.

  • Tempo de experiência: sem mudanças – três anos.
  • Valor: sem mudanças. Para membros do PMI ®, o PMP ® custa 405 dólares e o CAPM ® custa 225 dólares. Para não membros, o valor é de 555 dólares e 300 dólares, respectivamente.
  • Processos e prazos: sem mudanças.
  • Exame: sem mudanças. Para o PMP ®, são 200 questões em quatro horas. Para o CAPM ®, são 150 questões em três horas.

Mas, afinal, o que muda?

As principais alterações nas certificações serão nos domínios do PMP ®. Antes, eles eram cinco, com as seguintes porcentagens de exigência: processo inicial (13%), planejamento (24%), execução (30%), monitoramento e controle (25%), encerramento (8%). Agora eles são três: pessoas (42%), processos (50%) e negócios (8%).

Domínio de Pessoas – 14 tarefas

  • Gerenciar conflito
  • Liderar uma equipe
  • Desempenho da equipe de suporte
  • Capacitar os membros da equipe e as partes interessadas
  • Garantir que os membros da equipe / partes interessadas estejam adequadamente treinados
  • Construir uma equipe
  • Endereçar e remover impedimentos, obstáculos e bloqueadores para a equipe
  • Negociar acordos de projeto
  • Colaborar com as partes interessadas
  • Construir entendimento compartilhado
  • Envolver e apoiar equipes virtuais
  • Definir regras básicas da equipe
  • Mentor das partes interessadas relevantes
  • Promover o desempenho da equipe por meio da aplicação da inteligência emocional

Domínio de Processos – 17 tarefas

  • Executar o projeto com a urgência necessária para fornecer valor comercial
  • Gerenciar comunicações
  • Avaliar e gerenciar riscos
  • Envolver os interessados
  • Planejar e gerenciar orçamento e recursos
  • Planejar e gerenciar cronograma
  • Planejar e gerenciar a qualidade de produtos / projetos
  • Planejar e gerenciar o escopo
  • Integrar atividades de planejamento de projeto
  • Gerenciar mudanças no projeto
  • Planejar e gerenciar a aquisição
  • Gerenciar artefatos do projeto
  • Determinar metodologia / métodos e práticas de projetos apropriados
  • Estabelecer estrutura de governança do projeto
  • Gerenciar problemas do projeto
  • Assegurar a transferência de conhecimento para continuidade do projeto
  • Planejar e gerenciar fechamento de projeto / fase ou transições

Domínio de Negócios – 4 tarefas

  • Planejar e gerenciar a conformidade do projeto
  • Avaliar e fornecer benefícios e valor do projeto
  • Avaliar e abordar mudanças no ambiente de negócios externo para impacto no escopo
  • Suporte à mudança organizacional

Vale lembrar que os domínios exigidos na prova de CAPM ® seguem os mesmos, com as mesmas porcentagens de importância: introdução (6%), ambiente (6%), papel do gerente de projetos (7%), integração (9%), escopo (9%), cronograma (9%), custo (8%), qualidade (7%), recurso (8%), comunicação (10%), riscos (8%), aquisições (4%) e partes interessadas (9%).

PMBok ®: vem mais mudança por aí

Boyadjian ainda destaca que o PMBok ® (Project Management Body of Knowledge), o guia de Gestão de Projetos, terá sua sétima edição até o fim de 2020 e começo de 2021.

Você está alinhado com as mudanças nas certificações PMP ® / CAPM ®? Comente!

E não perca os próximos webinars da Plataforma Solution!

Estado de flow: 7 dicas para aumentar sua produtividade

Você já esteve tão submerso no trabalho que, mesmo empenhado por horas, sentiu como se apenas minutos tivessem passado? Essa é a principal característica do estado de flow ou estado de fluxo, aquele momento em que sua mente consciente se compromete 100% com determinada atividade e praticamente se desliga do mundo ao seu redor.

Alcançar o estado de flow pode parecer algo difícil ou natural somente para pessoas consideradas acima da média, mas a verdade é que essa habilidade pode ser induzida para produzir de forma mais criativa e inovadora.

O estado de flow é a combinação de desafios e habilidades. Por isso mistura energia, prazer e foco em uma imersão completa, com uma consequente ausência de controle do tempo e espaço.

O segredo está na motivação. As atividades que despertam o estado de flow são aquelas em que as pessoas podem dar o melhor de si no momento que as executam. Com corpo e mente fluindo de forma harmônica, a sensação é parecida com felicidade.

Uma das maneiras de entrar em estado de flow é praticando o mindfulness. Contudo, separamos outras setes dicas para você desenvolver essa habilidade de forma intencional.

Transforme as atividades em jogos

Os jogos estimulam a competitividade. Por isso são considerados bons incentivadores para quem quer chegar ao estado de flow. Eles representam desafios constantes e a possibilidade de aumentar nossos níveis de concentração quando competimos contra nós mesmos.

Outra característica dos jogos é a diversão. Assim, fica fácil entender como é possível mantermos a atenção em uma mesma tarefa por tanto tempo.

Busque o êxtase

É quase impossível atingir o estado de flow se você estiver fazendo algo que não gosta. Vale focar em atividades prazerosas, significativas ou gratificantes. Mesmo que todo trabalho envolva tarefas mais desagradáveis ou mecanizadas, é possível encontrar tempo para se dedicar aquilo que você realmente ama fazer.

Se você está tendo muita dificuldade em encontrar esses momentos de prazer no seu trabalho, talvez seja hora de rever o que realmente te faz feliz. Não se esqueça de estar em contato constante com sua inteligência emocional.

Metas desafiadoras e realistas

Desafios e habilidades devem ser compatíveis e estar alinhados em um nível alto. Um gráfico muito comum quando o assunto é estado de flow determina que:

  • Desafio em nível alto e habilidade em nível baixo geram ansiedade;
  • Desafio em nível baixo e habilidade em nível alto geram tédio.

Lembre-se, então, que suas metas devem coincidir com a sua realidade, não sendo fáceis demais ou impossíveis de serem realizadas.

Saúde criativa

Para conseguir ser criativo de forma saudável, é preciso estar com saúde e energia em dia. E isso implica em, também, saber o momento certo de desacelerar e descansar. Se você estiver com muito trabalho ou chegando no seu ponto de exaustão, o estado de flow não vai acontecer.

Comer, dormir e se exercitar são atividades-chave para o fluxo. Se precisar, coloque alertas no celular ou lembretes para te ajudar a lembrar e não negligenciar sua saúde.

Sobre energia, você sabia que existem quatro tipos de descanso? Você pode começar praticando agora mesmo algum deles: mental (meditar e atividades de entretenimento), social (sair com amigos, esportes de equipe ou abraços), espiritual (apreciar a natureza e dedicar um tempo para você mesmo) ou físico (relaxar músculos, caminhar ou dormir até tarde).

Desenvolva autoconhecimento

Quando temos consciência das nossas habilidades, fica mais fácil identificarmos quais estratégias utilizar para encarar os desafios. O autoconhecimento é o melhor caminho para utilizar suas capacidades com excelência.

Com isso, é possível atingir o estado de flow sabendo exatamente os recursos que podemos utilizar para realização das tarefas.

Ambiente ideal

Nessa altura você já deve ter percebido que a distração é inimiga do fluxo. Por isso é importante que você esteja em um ambiente propício para o estado de flow. O ideal é trabalhar em casa ou ter a possibilidade de ir a um lugar mais tranquilo do trabalho quando precisar se concentrar.

Contudo, nem sempre isso é possível. Assim, fones de ouvido com isolamento de ruído ou barulhos com som da chuva e até os populares ASMR são boas opções para ambientes mais cheios.

Cientista da própria realidade

A melhor maneira de entrar no estado de flow é pela repetição. Basta observar os componentes presentes no momento que você atingiu o fluxo máximo da sua produtividade e tentar reproduzi-los em uma nova oportunidade em que você quer sua atenção completa.

Uma boa dica é anotar essas condições para identificar em que circunstâncias elas se repetem. Assim você sabe o que funciona para você.

Você já vivenciou o estado de flow? Conte suas experiências para a gente!

Como se tornar autoridade no agronegócio com a agricultura 4.0

O conceito de hiperconectividade é a base da agricultura 4.0 e retrata um cenário integrado de tecnologias, com ferramentas e programas interligados. A era da informação e conexão também chegou ao agronegócio para unir dois extremos da cadeia produtiva.

De um lado está o produtor, que pensa na agricultura 4.0 como uma forma de melhorar seus negócios e aceita os desafios que essas novidades trazem para dentro da porteira. Do outro lado estão os agentes de inovação do setor, que possibilitam a gestão das tecnologias.

Nesse cenário, conhecimento e informação estão ainda mais acessíveis, mas também fica mais complexo identificar o público e adaptar linguagem para uma comunicação estratégica que garanta boa oportunidade de destaque para sua marca no agronegócio.

Conexão

Nos últimos anos, o agronegócio aumentou a presença no universo digital, com produtores cada vez mais conectados. Por isso, estar na internet e conseguir certa relevância ou autoridade online são essenciais para o sucesso da sua marca.

E é nisso que a agricultura 4.0 se baseia. A estratégia deve estar ancorada nas plataformas digitais, que oferecem interação, comunicação rápida, compartilhamento de informações e fotos e atendimento ao cliente de forma mais confortável, prática e, algumas vezes, até instantânea.

Com toda essa conectividade, a dica é apostar na produção de conteúdos que gerem interação e geram oportunidades de negócios. Quando sua empresa entrega conteúdo relevante, forma-se uma rede de relacionamento com os usuários, conquistando a confiança de potenciais clientes e tornando-se referência na área.

As possibilidades da agricultura 4.0 incluem, por exemplo, boas produções audiovisuais para apresentar um produto, máquina ou até uma safra inteira. E tudo isso pode ser construído com equipamentos simples, mas com qualidade, como os celulares atuais.

Conteúdo

Mesmo com toda essa modernização do setor, ainda tem muito espaço para conteúdo sobre conectividade ou que detalhem melhor as novas técnicas e tecnologias. Boa parte do agronegócio ainda está no campo e ainda tem muito para “urbanizar”.

Assim, esse tipo de conteúdo se torna muito relevante para quem ainda tem dificuldade de acesso ou de acompanhar todas as novidades do setor. Esse é o momento de apresentar soluções, sobretudo se elas forem parte da sua marca.

É importante mostrar todas as possibilidades, especialmente sobre conectividade, um assunto bastante em alta na agricultura 4.0 e que confere autoridade. 

Dados

Não é à toa que muitos especialistas dizem que vivemos na era da informação. Nunca foi tão importante e fácil coletar, armazenar e tratar os dados, tanto internos quanto externos.

Então, ferramentas que facilitam essas atividades da agricultura 4.0 são vistas com bons olhos, inclusive quando relacionadas às soluções que podem ser oferecidas ao profissional do agronegócio.

Uma sugestão é oferecer cursos e aprendizagem online, como é o caso da Plataforma Solution, a fim de capacitar e facilitar essa captação de dados. Tudo isso proporciona mais conhecimento ao produtor, que pode identificar novas possibilidades.

Debates

Entender que sua marca não é a única fonte de informação também é algo importante na agricultura 4.0. É por isso que promover e participar de debates e bate-papos são boas ideias para movimentar o setor e colocar sua empresa à frente dos temas discutidos.

Você já conhecia a agricultura 4.0? O que achou da novidade?

5 dicas para inserir os hobbies no currículo

Em um cenário de mudanças constantes nos processos de seleção e recrutamento, uma das principais dúvidas é sobre a inclusão dos hobbies no currículo. Não é novidade que as empresas estão de olho nas atividades que realizamos fora do ambiente corporativo. Por isso, inserir essas curiosidades sobre nós está sendo um baita desafio para profissionais de muitas áreas.

O passo a passo básico para montar um currículo geralmente não inclui a especificação dos hobbies. O foco é sempre nas habilidades técnicas dos profissionais e os interesses pessoais e sociais acabam ficando de fora desse documento.

As tarefas que escolhemos nos dedicar em nosso tempo livre são responsáveis pelo desenvolvimento das soft skills, habilidades transversais que complementam o conhecimento técnico. Elas incluem competências emocionais e sociais, por exemplo, e estão cada vez mais nos radares de empresas e recrutadores.

Com isso, você deve estar pensando: então, por que não incluímos logos os hobbies no currículo? Como essa tarefa pode não ser tão simples, preparamos cinco dicas para você fazer isso de forma eficiente. Confira!

Necessidade

Para início de conversa, será que é realmente necessário colocar os interesses pessoais no currículo? Mesmo com o cenário cada vez mais aberto para essas novidades, algumas empresas podem ser muito tradicionais e conservadoras.

Por isso, uma boa dica é avaliar cada caso e, de acordo com a vaga, optar pela inserção ou não dos hobbies nesta primeira etapa do processo seletivo.

Também vale considerar a relevância das atividades. Alguns hobbies são amplos ou genéricos demais e podem dar a ideia de que você está só preenchendo espaço. Tome cuidado com interesses assim, como ler e viajar. Prefira ser mais específico, detalhando o gênero de literatura que prefere ou alguma atividade que envolva viagem, como a montagem do roteiro, por exemplo.

Vantagens e desvantagens

Se ainda está na dúvida, veja algumas vantagens e desvantagens que a presença dos hobbies no currículo pode proporcionar.

  • Vantagens: eles podem se tornar temas de conversa em entrevistas, facilitando a aproximação e identificação com o recrutador. Eles também dão indícios das suas soft skills.
  • Desvantagens: eles podem não ter muito a ver com o trabalho. Se eles não forem realmente auxiliar no seu processo seletivo, é melhor priorizar, então, outras informações mais relevantes para a vaga.

Nova seção

Você fez uma boa avaliação da necessidade e optou pela inserção dos hobbies no currículo? Então mãos à obra! A forma mais eficaz é colocá-los em uma nova seção, criada especificamente para isso. Você pode chamá-la de “Interesses Pessoais” ou “Hobbies e Interesses”.

Não se esqueça de uma boa dose de autoanálise antes de preenchê-la e que seu currículo deve ser dinâmico, adaptável ao cargo e compatível com sua experiência profissional. Você pode usar a inteligência emocional para ajudar neste momento.

Esta seção é uma boa opção de como finalizar seu currículo e impressionar o recrutador.

Direto e objetivo

Essa dica faz parte das dicas gerais sobre montar um currículo (que não devem ser desprezadas). A formatação deve ser sucinta e minimalista, sem layout ou design fora do padrão do documento.

Pode parecer muito difícil incluir algo tão subjetivo quanto hobbies em um documento que requer tanta objetividade como o currículo. Porém, a resposta é simples: selecione passatempos substanciais, relatados de forma profissional, curta e relevante, para conquistar o recrutador e te aprovar para a próxima fase.

O posicionamento dos hobbies no currículo pode caracterizar profissionais entusiastas e envolvidos. Por isso, é interessante eleger interesses que te promovam ativamente e reflitam, em poucas palavras ou tópicos, suas habilidades transversais.

Associações

É importante alinhar a seção de interesses pessoais com os demais itens do currículo para que os hobbies não fiquem fora de contexto. Vale, por exemplo, gerenciamento de equipes de esporte, atividades educacionais, trabalhos voluntários, conquistas e tópicos que você gosta de estudar ou são parte da sua vida de alguma forma, como artes, animais, jogos, investimentos, meditação e outros.

Escolha passatempos genuínos, que definam sua personalidade, sem contar toda a história, mas despertando o interesse para saber mais sobre você na próxima etapa do processo.

Gostou das dicas para incluir os hobbies no currículo? Conte-nos suas experiências!

Como realizar suas metas de ano novo

Janeiro é o mês oficial de definir as metas de ano novo! Você é daquele que se emociona com o período e monta uma grande lista ou prefere deixar os objetivos em aberto para ver onde tudo isso vai dar?

Independente do seu perfil, com certeza o clima de fim de ano e as possibilidades de recomeço te fizeram pensar, em algum momento, sobre o que gostaria de realizar. Às vezes a dificuldade é colocar essas metas no papel ou compartilhar com outras pessoas.

Para ajudar a refletir sobre o assunto, conversamos com as professoras Carol Shinoda e Marisa Bussacos e você pode conferir as principais dicas para este ano novo!

Não arquive as boas intenções na gaveta

O primeiro passo para realizar suas metas de ano novo é realmente colocá-las no papel. E isso pode não ser tão fácil quanto parece. Não basta apenas escrever aquilo que você quer para o próximo ano. É preciso pensar como viabilizar esses planos.

Para Carol, é importante colocarmos na lista aquilo que gostaríamos muito de ver realizado. “Às vezes definimos planos para mostrar para a sociedade, mas o mais importante é que aquilo seja uma verdade intrínseca. E isso ocorre quando conseguimos olhar para dentro e pensar ‘por que conseguir uma promoção ou me casar ou realizar uma viagem é tão importante para mim?’ Assim, as dificuldades não serão um peso tão grande”, explica.

As dificuldades e imprevistos são inevitáveis. Marisa complementa: “Se o objetivo não for genuinamente forte e claro dentro de nós, se não for suficientemente sólido, não temos forças, ânimo e vontade para superar essas dificuldades.”

Roda da Vida

A dica da Carol é o olhar integral, para a vida como um todo. “Uma ferramenta interessante para ajudar nesse processo é a roda da vida: um círculo com oito ou seis categorias, como família, saúde, lazer, espiritualidade, trabalho, hobby, cuidados com a casa, finanças e o que mais for importante”, comenta.

A ferramenta funciona quando você coloca um zero no meio do círculo e o número dez na borda, perto das categorias. Marque um X em cada nicho, na altura que corresponde ao nível de prioridade na sua vida, sendo zero baixa prioridade e dez alta prioridade. Ao terminar, ligue os pontos e obtenha um panorama do seu momento atual.

A partir daí, comece a reflexão sobre o que é realmente importante e foque nisso. Avalie como você está hoje em dia em cada aspecto e como gostaria de estar no próximo ano.

Vida, leva eu

Algumas pessoas podem estar passando por uma fase mais desanimada e têm dificuldades em relacionar as metas de ano novo. Contudo, os planos podem ajudar a melhorar o humor. “Nessas ocasiões em que as pessoas não se sentem incentivadas a pensar no futuro, é preciso encontrar motivos intrinsecamente relevantes”, comenta Carol.

Duas atividades são fundamentais, segundo as professoras, para quem está buscando esses motivos dentro de si:

  • Criar tempo: O tempo passa constantemente e cabe a cada um de nós saber usá-lo a nosso favor para definir os rituais semanais de ligação com nós mesmos e com o que é realmente importante para nós.
  • Autoconhecer-se: Essa conexão pode ocorrer de várias formas, em diversos momentos. Algumas pessoas conseguem na terapia, outras com reuniões familiares, outras com orações à noite ou escrevendo em diários ou em conversas com parceiros antes de dormir.

O autoconhecimento depende desses rituais, que devem ser frequentes para que, depois de meses ou anos, você não perceba que está seguindo por um caminho muito desconectado do que é importante para você. “Os ‘momentos de respiro’ são essenciais para acordamos o nosso querer. Com esse querer ativo, fica mais fácil criar a imagem do futuro desejado”, ressalta Marisa.

Quando se sentir desanimado, também vale levar a sério aquela ideia de que somos uma média das cinco pessoas com quem mais convivemos. “Devemos escolher bem o que assistir, o que ler, quais pessoas seguir e com quem queremos conviver. Traga para mais perto pessoas que acreditam e vão atrás de melhorar sempre”, desafia.

Todo mundo tem a opção de não fazer planos e simplesmente deixar a vida fluir, mas contar com isso é fugir da nossa própria responsabilidade. A parte imprescindível para concretizar objetivos depende de canalizar energia e esforços para o que queremos que aconteça. A ideia é que isso ocorra várias vezes ao ano, durante toda a vida.

Uma dose de coragem

O simples ato de listar os objetivos, mesmo que não os exponha para o mundo, coloca seus desejos e vontades para fora, assumindo o que realmente quer e ficando mais vulnerável. “Por exemplo, se você coloca como meta encontrar um namorado e não o encontra, você sabe que não está no caminho de sucesso que definiu para você. Você está fracassando”, ressalta Carol.

É aí que o autoconhecimento se torna um forte aliado para a realização das metas de ano novo, sendo fortalecido por uma boa rede de relacionamentos. Esses contatos nos ajudam a olhar para os planos e avaliar se eles fazem sentido. Também ajudam a ver se tem algum objetivo que estamos evitando, mas que precisamos dar atenção.

“Tentar encerrar o ano anterior de bem consigo mesmo para conseguir fazer um ano novo melhor também é válido. Colocar um ponto final em uma conversa incômoda, mudar hábitos, encerrar padrões e exercitar a gratidão pelo que foi conquistado ajuda a finalizar ciclos de forma estruturada, com honestidade com você e as pessoas ao seu redor”, explica Marisa.

Dê visibilidade às metas de ano novo

Algumas pessoas têm mais dificuldade em expor as metas de ano novo para todo mundo. E tudo bem. A dica da Marisa é colocar os sonhos e promessas em um lugar que você veja todos os dias: vale colar no espelho, em porta de armário e até na sua mesa no escritório.

Os elementos visuais ajudam nesse processo. Uma opção é desenhar ou fazer colagens do “eu brilhante” (nossa versão que corre atrás dos objetivos) efetivamente realizando o que é almejado.

E todo grande plano começa com pequenas ações. “Quais são os primeiros passos para atingir sua meta? Cuidado para não se desafiar além da medida e acabar paralisado, procrastinando. E lembre-se de começar agora, sem deixar para depois”, recomenda.

Quais metas de ano novo você já definiu? Comente!

Leia também: Como competências transversais influenciam fatores motivacionais

Como utilizar os 5 sentidos no marketing sensorial

O neuromarketing é uma importante ferramenta para as ações de divulgação da sua marca. Mas você sabia que pode usar os cinco sentindo nas campanhas de marketing sensorial para garantir mais engajamento e, consequentemente, maior taxa de conversão?

A ideia é estimular os sentidos para conquistar a atenção e o interesse dos clientes. A estratégia é criar ações de forma subjetiva e personalizada, para que o processo de compra seja o mais natural e autônomo possível.

As chances de converter em compra são maiores quando a empresa explora outros sentidos além da simples visualização dos produtos nas gôndolas e vitrines ou dos anúncios.

Se algum dos sentidos não estiver diretamente ligado à sua marca, como, por exemplo, a audição, a ideia não é contratar um carro de som ou fazer um jingle para vender certo produto ou serviço. É importante despertar a necessidade de compra por meio da associação com sensações de bem-estar, desejo e impulso de comprar.

As formas de trabalhar o marketing sensorial pode ser unificando todos os sentidos em uma ação única ou trabalhá-los separadamente. Que tal algumas dicas?

Audição

Músicas e sons são cruciais para despertar nossa memória afetiva. Eles remetem a emoções e transformam as experiências em momentos mais agradáveis. Alguns exemplos de boas aplicações desse recurso são os elevadores e salas de espera.

Se você tem seu público bem definido, por que não criar e disponibilizar uma playlist em alguma plataforma de streaming para eles, de acordo com os perfis? Para a definição do público, inclusive, é necessário ouvir os clientes, suas necessidades e angústias. Em tudo isso a audição é fundamental no marketing sensorial.

Olfato

Cheiros e aromas são poderosos e envolventes. As pessoas se atraem por perfumes que mais têm a ver com sua personalidade e aí o marketing sensorial tem um prato cheio. A associação por meio do olfato é praticamente instantânea, por isso é tão eficaz se bem trabalhada.

Para quem não trabalha com alimentos, a tarefa pode parecer mais difícil, mas não é impossível. As lojas de equipamentos de surf, por exemplo, podem usufruir de aromas que remetem à praia e mar, como os famosos cheirinhos de protetor solar.

Tato

Essencial para gerar confiança no marketing sensorial, o tato fortalece a relação entre empresa e cliente. Sentir tecidos, testar maquiagens e fazer test drive em carros são algumas ações que permitem essa aproximação.

O tato é importante para aguçar o consumidor e dar um gostinho do produto, mas também tem muito a ver com a experiência do usuário. Em um provador de roupas, por exemplo, os clientes devem ter espaço para se movimentar e se sentir à vontade na hora de provar os looks.

Paladar

O gosto é experiência. Um bom jantar será sempre lembrado como uma boa experiência. Água, café, bolachinhas e até um lanchinho já são parte de estratégias de clínicas, salões e lojas.

A ideia é amenizar, por exemplo, a sensação de espera. Use e abuse desse recurso de marketing sensorial de acordo com o segmento de atuação da sua empresa.

Visão

A visão é o sentido mais utilizado nos planejamentos de marketing. Por isso, uma boa apresentação do ponto de venda e boas fotos e vídeos para redes sociais são as ferramentas mais básicas e indispensáveis para uma marca.

Cores, fontes e formas padronizadas garantem que o cliente se lembre sempre da sua empresa, como é o caso da Coca-Cola. Além disso, você pode usufruir de toda uma estratégia de utilização de cores para estimular o consumo.

Você utiliza técnicas relacionadas a marketing sensorial? Comente!

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Quero ser um digital influencer e você?

Qual a chance de você postar uma foto com o produto de uma grande marca e despertar o interesse em patrocínios? Não é raro visualizarmos uma publicação em que o consumidor faz um apelo de patrocínio à empresa do produto consumido. Se a empresa patrocinar todos que solicitarem, as vendas com certeza cairão bastante. Já para o solicitante as consequências terão bem menos impacto.

Agora, e se esse consumidor for um influenciador digital? Será que a empresa optaria em disponibilizar produtos? Entre tantas coisas que a revolução digital nos trouxe a que tem me chamado muito atenção é a “voz” que as mídias digitais oferecem a todas as pessoas.

Digo isso porque hoje podemos postar em diversas redes o que bem pensamos, gostamos, imaginamos ou mesmo odiamos. Por um lado, é legal, pois surgem oportunidades de viabilizar talentos e negócios que antes dificilmente poderiam ser vistos por muitas pessoas. Por outro lado, surgem os oportunistas, que navegam pelo lado obscuro.

E o barato de tudo isso é que existe uma área dentro do marketing que estuda todo esse movimento e tendências, uma vez que, de fato, existem oportunidades para alavancar os negócios nesta miscelânia toda, seja por meio do marketing de conteúdo ou mesmo por meio dos “digital influencers”.

Cada vez mais as empresas estão conhecendo e montando estratégias de comunicação digital para acompanharem este movimento e importância desses influenciadores. Qual seria o impacto que a sua atividade comercial teria se um influenciador postasse uma foto consumindo o seu produto?

Mas esses mesmos influenciadores podem fazer um vídeo, uma live ou um post comentando negativamente sobre seu produto, a marca de sua empresa ou mesmo sobre um setor produtivo.

Recentemente, a cantora badaladíssima Anitta, que tem mais de 40 milhões de seguidores, postou um vídeo dizendo: “Para você tirar leite da vaca todo dia de manhã para o resto da vida ela tem que estar grávida para sempre, né? A vaca não dá leite assim, não é um bicho que dá leite do nada. A vaca, para dar leite, tem que estar grávida, tem que ter um filho. Porque tem que ter um monte de bezerro o tempo inteiro, enchem a vaquinha de hormônio para ela sempre estar pronta para engravidar”, disse a cantora.

Imagine a quantidade de pessoas que devem ter tirado o leite de suas refeições, mesmo a influencer estando equivocada em várias partes de sua fala. Acredito que poucos fãs da cantora “deram um Google para verificar a veracidade dos fatos mencionados.

Existem três importantes termos que norteiam a qualificação de um indivíduo a ser ou não um influenciador digital segundo Bia Granja: alcance; ressonância; relevância.

  • alcance: relacionado ao tamanho da audiência;
  • ressonância: repercussão e capacidade de engajamento junto a audiência;
  • relevância: diz respeito ao fit que o indivíduo tem com o assunto ou valores da marca.

Ainda sobre a Anitta, o lado bom para os produtores de leite é que ela não tem uma notória relevância sobre a pecuária leiteira.

O importante de tudo isso é que nossas atividades podem ser impactadas positiva ou negativamente por influenciadores que possuem grandes audiências. Bem como podem sofrer influência de indivíduos que tem relevância e entendem do assunto, mas possuem alcance menor.

A grande dificuldade é mapear e identificar quem são os indivíduos que conseguem influenciar outras pessoas e que possuem uma grande afinidade com o propósito, produto ou serviço da nossa empresa. Um passo importante é avaliarmos como os próprios funcionários estão engajados e influenciando outras pessoas com os produtos e serviços da empresa.

O fato é que, independente dos meios de comunicação que serão utilizados pela empresa, o cliente busca cada vez mais produtos e soluções alinhados com seus valores, princípios e propósitos.

No entanto, nem sempre a comunicação que a empresa faz é a mesma que chega no celular do cliente. Algumas vezes o cliente só percebe o propósito da empresa em um vídeo que o digital influencer postou. Essa é a nova realidade em que vivemos!

Bom, hoje a chance que eu tenho de ser patrocinado por uma empresa que eu admiro a marca e o produto ainda é muita baixa, indícios que eu preciso melhor o meu alcance, ressonância ou relevância. Como fazer isso, podemos discutir no próximo artigo.

Glauber dos Santos é formado pela Universidade Federal de Lavras (UFLA), com pós-graduação pela Esalq/USP. Atua com o desenvolvimento de negócios através da capacitação de pessoas dentro das organizações, com experiência no desenvolvimento de treinamentos corporativos in company.