Dicas

Marina Petrocelli
3 minutos de leitura
Escrito dia 21/10/2020


Você já esteve em uma reunião corporativa com o propósito de solucionar um problema, mas saiu dela sem uma resolução? Os chapéus do pensamento podem ajudar esses encontros serem mais produtivos e alinhar ideias diferentes sobre um mesmo assunto. Afinal, a maioria dos conflitos pode e deve ser minimizada com uma comunicação eficaz e eficiente. […]


Você já esteve em uma reunião corporativa com o propósito de solucionar um problema, mas saiu dela sem uma resolução? Os chapéus do pensamento podem ajudar esses encontros serem mais produtivos e alinhar ideias diferentes sobre um mesmo assunto. Afinal, a maioria dos conflitos pode e deve ser minimizada com uma comunicação eficaz e eficiente.

Para tentar evitar as consequências da dificuldade em chegar a um consenso, o escritor maltês Edward de Bono propôs a divisão do problema em questão em seis aspectos, denominados chapéus. Em cada momento específico, o grupo “veste” um chapéu e direciona o pensamento de acordo com a cor.

A ideia é que a diminuição do desgaste das relações e do clima exaustivo e desorganizado. Por isso, a técnica é bastante simples, mesmo que contem com alguns detalhes.

As cores dos chapéus do pensamento

Antes de colocar em prática, confira os seis chapéus do pensamento, suas cores e o que elas representam na organização da comunicação.

  • Branco: este é o chapéu dos fatos. Ele proporciona uma visão da situação e exige dados, figuras e números concretos. É o momento de lidar com informações disponíveis ou necessárias, que devem ser coletadas.
  • Vermelho: nesta fase, as percepções pessoais e emocionais são importantes e não precisam de justificativa. É a hora de palpites, sentimentos e intuição. Este chapéu pode ser usado antes e depois de cada decisão. Mas atenção: ele deve ser supervalorizado, porque pode atrapalhar a visão racional da situação.
  • Verde: com este chapéu, nenhuma ideia é absurda, mesmo que longe da realidade. Ele representa a criatividade e novas ideias e é o momento do brainstorm para levantar soluções, alternativas e possibilidades. A ideia é estimular os pensamentos particulares de cada um, sem julgar se as opiniões são positivas ou negativas.
  • Amarelo: ao contrário do chapéu verde, o amarelo e o preto servem para as críticas. Este é direcionado para a apuração dos benefícios e pontos positivos das ideias.
  • Preto: aqui, o foco é a identificação de riscos. Vale pensar no cenário mais pessimista e em tudo que pode dar errado. Essa etapa fortalece os planos e os torna mais funcionais.
  • Azul: no momento da aplicação da técnica dos chapéus do pensamento é preciso eleger um facilitador, que determinará a ordem dos chapéus e será como um mediador. Ele utiliza o chapéu azul durante todo o processo, que representa orientação e planejamento. Ele direciona o grupo, resume as questões e conclui a situação.

Na prática

Cabe ao facilitador definir a ordem de chapéus para dar início à técnica e propor repetições conforme elas forem necessárias. Afinal, a utilização dos chapéus não tem ordem pré-definida, mas é preciso identificar uma sequência lógica.

Pode ser interessante, por exemplo, passar por todos os chapéus do pensamento em um primeiro momento. Não havendo consenso ou solução de qualidade, o facilitador pode repetir os chapéus que achar necessário para completar as questões que não foram definidas.

A sequência exposta acima pode ser uma possibilidade: iniciar com o chapéu branco, para reunir todos os fatos sobre a situação e criar uma visão comum entre os envolvidos; seguir com o vermelho, para ouvir opiniões pessoais sobre o caso; passar pelo verde, para buscar soluções em conjunto; e chegar nos chapéus amarelo e preto para avaliar os pontos positivos e negativos.

Após a conclusão do problema, uma sugestão é retornar ao chapéu vermelho para terminar a reunião com as pessoas se expressando sobre a resolução final.

Você já conhecia a técnica dos chapéus do pensamento? Conte suas experiências com resolução de problemas em equipe para a gente!

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