Inteligência competitiva: conheça seus concorrentes e clientes

Compreender a concorrência e os clientes é uma prática que deve estar na essência da inteligência competitiva e das boas decisões empresariais. Essa é a base para atender com eficiência as exigências do mercado e antecipar as demandas.

Edson Barbero, professor do curso Inteligência de Mercado da Plataforma Solution, explica sobre a importância desse processo de captação e análise de informações. “A compreensão de competidores e clientes é um dos saberes mais relevantes que uma empresa tem na perspectiva de mercado”, enfatiza.

Concorrência

Compreender concorrentes depende muito dos contextos da concorrência. “Existem concorrências mais monopolísticas (com produtos similares, mas não idênticos), de mercados mais intensos, como os de competição perfeita (muitas opções, por isso uma empresa, isoladamente, não afeta o equilíbrio do mercado), ou ainda os oligopólios”, comenta Barbero.

O professor ainda destaca que a maior parte dos mercados brasileiros são oligopólios. Isso significa que há um conjunto específico e mensurável de empresas e essas empresas possuem vantagens diferentes entre si, com certa interdependência entre elas. “Uma pode ter melhores serviços, a outra pode ter produtos mais adequados e por aí vai”, exemplifica.

A inteligência competitiva, portanto, exige que as empresas entendam as origens da concorrência para identificar melhor as forças e movimentos dos competidores. “Não compreender os concorrentes é uma boa chance de ser derrotado por eles”, provoca o professor.

Ferramentas

Para fazer essa captação e análise, Barbero indica algumas ferramentas que podem fazer a diferença na inteligência competitiva do seu negócio. “Hoje em dia, as principais fontes de dados estão na internet. As mais importantes são, por exemplo, o Google Analytics, as mídias sociais oficiais da empresa e qualquer rastro de informações, inclusive os próprios cliente”, desafia.

Barbero ainda recomenda algumas ferramentas para auxiliar na análise de competidores, como a análise Swot, uma prática sempre muito relevante para a empresa ter em mente, já que compreender tanto as suas forças e fraquezas diante dos competidores quanto as da concorrência pode ser bastante importante.

Por isso, faz parte da inteligência competitiva analisar as competências da organização. “Vale perguntar ‘o que os meus competidores possuem em termos de vantagens que são efetivamente bem valorizadas pelos clientes, seja no produto, no serviço, em toda a cadeia de valor, que seja raro, que poucas empresas podem ter?’”, questiona Barbero.

Assim, você consegue destacar as vantagens, especialmente aquelas que sejam difíceis de copiar, que são efetivamente desenvolvidas pela concorrência e que poucas empresas podem adquirir ou possuir.

Para fazer essas análises de competências, conforme o setor, é possível fazer visitas in loco, observação de pontos de venda, comprar pesquisas entre outros. Competição é um fenômeno complexo e depende muito das circunstâncias em particular de cada setor.

Clientes

Os clientes são outro ponto muito relevante para a inteligência competitiva, já que também são fontes de informações. Quando pensamos em clientes, podemos falar de pessoas físicas, que chamamos de B2C (empresa para cliente); ou compradores industriais, que denominamos de B2B (empresa para empresa).

De todo modo, o essencial é compreender a função desse consumidor. “O que o atrai? Quais dores ele possui? Quanto mais próximos formos dos clientes, quanto mais meios de comunicação tivermos com ele, mais vamos compreender suas necessidades e como podemos apresentar a solução”, explica Barbero.

O professor ainda detalha algumas formas de aproximação com o cliente, como pesquisas formais ou ações fisicamente próximas, como ouvir, seja via mídias sociais, atendimentos de pontos de venda, visitas, telefonemas e até almoços.

Essas informações são essenciais para compreender com profundidade o que os clientes desejam, quais as necessidades atuais e, consequentemente, quais terão no futuro.

A inteligência competitiva de uma empresa está em captar essas necessidades que não são atendidas para planejar um futuro de vantagens.

Que tal conhecer algumas tendências de marketing para aplicar na sua empresa ainda este ano?

People Analytics: por que usar na gestão de pessoas?

Uma empresa tem diversos objetivos. Lucrar é apenas um deles, senão o mais importante. Com isso surgem as necessidades de criar equipes que sejam bem estruturadas, atendam bem ao cliente e tenham um bom nível de produtividade. Independentemente das prioridades, uma área de People Analytics pode contribuir para o alcance desses objetivos.

O uso de dados para entender os comportamentos das pessoas dentro do ambiente de trabalho já é uma forma de aplicação do People Analytics. Para a gestão de pessoas, essa ferramenta desvenda o que torna os colaboradores eficientes, felizes, criativos, líderes, liderados, especialistas, entre outras características.

Para entender melhor, podemos pegar como exemplo uma empresa que coleta dados de diversas fontes e os organiza para que seja possível distinguir as razões para um problema. Ele pode estar ligado à: baixa produtividade nas vendas, baixo engajamento dos profissionais em geral, dificuldade de retenção de talentos e queda na satisfação dos clientes.

A saúde empresarial que garante evolução, produtividade e lucratividade começa pelos funcionários e, por obrigação, a gestão de pessoas deve estar sempre atenta a isso. É dessa forma que se identifica a necessidade de adotar ou não um sistema para melhorar a visão organizacional.

Importância

Dentro dos pontos importantes levantados pelo People Analytics podemos destacar três: seleção e gestão de talentos, engajamento e segurança e bem-estar.

Quando falamos sobre a gestão de talentos, grandes empresas que a praticam conseguem obter resultados mais satisfatórios nos negócios. Para isso, elas precisam de um processo formal de identificação dos talentos e uma política de recursos humanos diferenciada, que acontece com uma gestão inovadora de pessoas por meio de dados.

O que possibilita a identificação de profissionais comprovadamente talentosos e com bom rendimento é o uso de um sistema de gestão de trabalho, que possa mensurar o tempo e reunir dados fundamentais na tomada de decisões relativas à organização do órgão de gestão de pessoas. 

Na questão de engajamento, a análise de dados serve para mudar a forma como se enxerga o rendimento dos funcionários. Se um colaborador se sobressai, ele deve receber uma remuneração compatível com seu nível de dedicação, por exemplo, e assim saber que é reconhecido.

Além desses dois pontos, o People Analytics também se mostra uma ferramenta aplicável para o campo da segurança do trabalho. Existem programas que incorporam computação cognitiva e podem enviar informações sobre a saúde do funcionário e alertar sobre qualquer emergência ou necessidade de procedimento médico antes de qualquer ocorrência mais grave.

Essas são apenas algumas das soluções que surgiram com os avanços de tecnologias disruptivas e que estão aos poucos se popularizando dentro do campo da gestão de pessoas.

Como implementar?

Investir em profissionais qualificados é só o primeiro passo para começar a adaptar a empresa para o People Analytics. Uma equipe deve ficar responsável pela coleta e análise de dados, garantindo alcance de informações qualificadas e facilitando o direcionamento do foco nas necessidades da empresa.

Por falar nisso, uma boa análise acontece com a captação de bons dados. Dessa forma, é importante priorizar uma coleta transparente e segura, aliada a um planejamento estratégico, de médio e longo prazo, em que todas as necessidades sejam analisadas.  

Adotar ferramentas analíticas é um importante canal na hora de verificar as melhores tomadas de decisão, agilizando e deixando mais eficientes os processos que exigem julgamento. Entretanto, esse sistema ainda pode enfrentar alguma resistência, pois requer uma nova forma de fazer as coisas.

Por isso existem caminhos que revertem esse cenário e tornam a tarefa de mudança mais eficaz. Isso começa pela adoção da ferramenta envolvendo todos os colaboradores que serão afetados por ela, oferecendo treinamento e suporte.

Os profissionais de comunicação também devem ser incluídos nessa implementação, desenvolvendo um plano de divulgação da ferramenta para todos da empresa e prevenindo, dessa forma, atritos pela resistência em aceitar a mudança.

Por fim, ao introduzir uma ferramenta de People Analytics, é interessante identificar quais necessidades ela vai atender e traçar estratégias que façam com que seu uso traga mais benefícios do que confusão entre os funcionários.

Se você quer saber mais sobre a gestão de pessoas em empresas, não deixe de conferir o curso Comportamento Organizacional, da Plataforma Solution.

Taxa de churn: o que é e como melhorar

A taxa de churn é uma das características que dizem muito sobre a saúde de uma empresa. Se você está se perguntando qual a real importância dessa métrica ou o que ela significa, veio ao lugar certo.

Em inglês, a palavra churn significa agitação. Na prática, essa taxa mede a perda de clientes ou o cancelamento do serviço prestado pela empresa. Por isso, quanto menor a taxa de churn, melhor!

Importância da taxa de churn

Considere a seguinte situação hipotética: sua empresa conseguiu a confiança de um cliente para uma primeira compra e ele acabou migrando para a concorrência ou não tem mais interesse nos seus serviços.

Isso significa que você criou campanhas e gastou tempo e dinheiro para conquistá-lo e até educá-lo sobre o mercado, mas ele continua sem resolução para o problema que fundamentou a compra. Ele se tornou um cliente qualificado (com perfil para adquirir novamente o produto ou serviço que você vende) e disponível para os concorrentes.

Philip Kotler, referência mundial quando o assunto é Marketing, já dizia que conquistar um novo cliente pode custar de cinco a sete vezes mais do que manter um consumidor que já está na base de dados da empresa.

Vamos falar de números?

Agora que você já sabe a importância da taxa de churn é hora de falarmos de números. A conta é uma regra de três simples e o mesmo cálculo pode ser utilizado para avaliar de quanto foi a queda no faturamento.

De novo, vamos imaginar uma empresa, dessa vez com 100 clientes. Se 10 clientes deixarem de comprar nessa empresa e optarem pela concorrência este mês, a taxa de churn será de 10% neste período.

Pode parecer pouco a princípio, mas se a empresa continuar nesse ritmo, em menos de um ano ela precisará demitir funcionários e fechar as portas.

Em um outro cenário, se a empresa apresentar uma estratégia para reverter essa queda e tentar conquistar 10 novos clientes no mês seguinte (supondo que a taxa de churn fique zerada), o gasto será muito mais alto apenas para repor essa lacuna.

Considerando o pensamento de Kotler, se o valor para reter cada um desses clientes fosse de R$ 100, então, para conquistar novos consumidores, seria necessário desembolsar uma média de R$ 600 por cliente. Fidelizar 10 clientes custaria R$ 1 mil para a empresa, enquanto os novos custariam um total aproximado de R$ 6 mil. A diferença é grande.

A dica é que a avaliação da taxa de churn seja realizada mensalmente, trimestralmente e anualmente, para que as estratégias de inteligência de mercado não fiquem defasadas. O ideal é que os valores dessa métrica fiquem entre 5% e 7% ao ano. Ou seja, cerca de 0,5% ao mês.

Mas o que fazer?

Se a taxa de churn começar a aumentar, a dica é desacelerar as prospecções e focar o time para entender quais fatores influenciaram a decisão dos clientes de abandonarem a empresa, onde está o problema (no produto? No atendimento?) e como mudar esse cenário.

Algumas vezes a justificativa para o aumento dessa métrica é, realmente, o cenário econômico do país. A diminuição do poder de compra da população em geral é um grande influenciador da taxa de churn. Contudo, é preciso avaliar ainda duas condições. A primeira é que quase ninguém deixa de consumir somente por um motivo. E a segunda é que a empresa deve ficar de olho nos cenários político e econômico para apresentar contramedidas para épocas de crise.

Dicas para diminuir a taxa de churn

Mais de um fator pode influenciar a taxa de churn. Geralmente, quem desiste de uma empresa não o faz da noite para o dia. A situação provavelmente estava desgastada. Por isso, abrir canais de comunicação com os clientes é o primeiro passo para entender as motivações de forma transparente. Esse diálogo pode ser por meio de pesquisas online ou até pessoalmente, por exemplo.

Mas só abra canais de comunicação se estiver realmente disposto a ouvir e repensar os erros que forem sendo apontados. Se o cliente fez uma primeira ameaça de deixar sua marca, escute. Muitas empresas só passam a correr atrás dos clientes quando essa ameaça é efetivada. E aí pode ser tarde demais (e caro) para recuperá-lo.

Confira algumas dicas para manter sua taxa de churn perto de zero:

  • Alinhe a expectativa do cliente com o que ele recebe
  • Ofereça suporte e atendimento efetivo aos clientes
  • Considere reajustar valores durante as crises econômicas
  • Aumente o valor da sua solução se for aumentar o preço

Quer dicas de como intensificar sua base de clientes e, consequentemente, diminuir sua taxa de churn? Clique aqui!

Saiba tudo sobre as mudanças nas certificações PMP ® / CAPM ®

Quem trabalha com Gestão de Projetos já sabe da importância das certificações PMP ® / CAPM ® e está de olho nas mudanças realizadas pelo PMI ® (Project Management Institute) nas provas, válidas a partir de julho de 2020. 

João Carlos Boyadjian, professor da Plataforma Solution do curso Preparatório PMP ® / CAPM ®, participou de um webinar para explicar os certificados e detalhar as alterações que entrarão em vigor.

Se você quer saber mais sobre o assunto e o processo para obter as certificações PMP ® / CAPM ® que permaneceu até agora, confira este artigo da Plataforma Solution.

Cenário

Para quem ainda tem dúvidas, Boyadjian destaca que o certificado PMP ® (Project Management Professional) é mais voltado para o gestor de projetos, enquanto o CAPM ® (Certified Associate in Project Management) engloba os profissionais que precisam do conhecimento das boas práticas de gerenciamento de projetos para desempenharem funções ao lado dos gestores.

O universo da Gestão de Projetos exige profissionais qualificados, por isso as certificações PMP ® / CAPM ® garantem titularidade de validade mundial para diferenciar no mercado de trabalho quem apresenta conhecimentos e experiências exigidos.

“Além disso, o certificado proporciona flexibilidade para o profissional de gerenciamento de projetos, que não fica engessado em uma única metodologia aplicada em uma área específica. Ele pode sair, por exemplo, de uma empresa de tecnologia de informação para uma indústria química e usar os conhecimentos em projetos e processos. Isso também ocorre com as possibilidades de aplicação de diversos métodos – preditivos, ágeis ou híbridos”, exemplifica o professor.

Afinal, o gerenciamento de projetos é parte de uma ciência maior, chamada Administração de Empresas. Por isso, independentemente de segmento da empresa ou método aplicado, as certificações PMP ® / CAPM ® continuam válidas e atestam que o profissional tem as habilidades necessárias para o desempenho da função em qualquer cenário.

Contudo, vale lembrar que os certificados emitidos pelo PMI ® têm validade: três anos para PMP ® e cinco anos para CAPM ®. A ideia do instituto é demonstrar a continuidade do aprendizado e indicar atualização das práticas de gestão, com seminários e congressos. Assim, duas pessoas com experiências parecidas e concorrendo a uma mesma vaga podem ser diferenciadas, inclusive no reconhecimento salarial.

Para começar a mudar

Se engana quem pensa que o PMI ® exige somente habilidades técnicas nas provas das certificações PMP ® / CAPM ®. As soft skills, conjunto de competências sociais e emocionais, estão cada vez mais em alta. Elas vêm se destacando nas pesquisas realizadas pelo PMI ®, que ocorrem a cada três anos e buscam entender o que o mercado realmente precisa de um gestor de projetos e quais as principais tendências.

A última pesquisa, de junho de 2019, verificou, por exemplo, que os profissionais estão trabalhando com ciclos de vida diferentes, de metodologias mescladas, e que existe a necessidade de modificar os domínios.

Essas informações nortearam as mudanças na prova, especialmente em relação às categorias. Confira, então, alguns itens que não mudam nas certificações PMP ® / CAPM ®.

  • Tempo de experiência: sem mudanças – três anos.
  • Valor: sem mudanças. Para membros do PMI ®, o PMP ® custa 405 dólares e o CAPM ® custa 225 dólares. Para não membros, o valor é de 555 dólares e 300 dólares, respectivamente.
  • Processos e prazos: sem mudanças.
  • Exame: sem mudanças. Para o PMP ®, são 200 questões em quatro horas. Para o CAPM ®, são 150 questões em três horas.

Mas, afinal, o que muda?

As principais alterações nas certificações serão nos domínios do PMP ®. Antes, eles eram cinco, com as seguintes porcentagens de exigência: processo inicial (13%), planejamento (24%), execução (30%), monitoramento e controle (25%), encerramento (8%). Agora eles são três: pessoas (42%), processos (50%) e negócios (8%).

Domínio de Pessoas – 14 tarefas

  • Gerenciar conflito
  • Liderar uma equipe
  • Desempenho da equipe de suporte
  • Capacitar os membros da equipe e as partes interessadas
  • Garantir que os membros da equipe / partes interessadas estejam adequadamente treinados
  • Construir uma equipe
  • Endereçar e remover impedimentos, obstáculos e bloqueadores para a equipe
  • Negociar acordos de projeto
  • Colaborar com as partes interessadas
  • Construir entendimento compartilhado
  • Envolver e apoiar equipes virtuais
  • Definir regras básicas da equipe
  • Mentor das partes interessadas relevantes
  • Promover o desempenho da equipe por meio da aplicação da inteligência emocional

Domínio de Processos – 17 tarefas

  • Executar o projeto com a urgência necessária para fornecer valor comercial
  • Gerenciar comunicações
  • Avaliar e gerenciar riscos
  • Envolver os interessados
  • Planejar e gerenciar orçamento e recursos
  • Planejar e gerenciar cronograma
  • Planejar e gerenciar a qualidade de produtos / projetos
  • Planejar e gerenciar o escopo
  • Integrar atividades de planejamento de projeto
  • Gerenciar mudanças no projeto
  • Planejar e gerenciar a aquisição
  • Gerenciar artefatos do projeto
  • Determinar metodologia / métodos e práticas de projetos apropriados
  • Estabelecer estrutura de governança do projeto
  • Gerenciar problemas do projeto
  • Assegurar a transferência de conhecimento para continuidade do projeto
  • Planejar e gerenciar fechamento de projeto / fase ou transições

Domínio de Negócios – 4 tarefas

  • Planejar e gerenciar a conformidade do projeto
  • Avaliar e fornecer benefícios e valor do projeto
  • Avaliar e abordar mudanças no ambiente de negócios externo para impacto no escopo
  • Suporte à mudança organizacional

Vale lembrar que os domínios exigidos na prova de CAPM ® seguem os mesmos, com as mesmas porcentagens de importância: introdução (6%), ambiente (6%), papel do gerente de projetos (7%), integração (9%), escopo (9%), cronograma (9%), custo (8%), qualidade (7%), recurso (8%), comunicação (10%), riscos (8%), aquisições (4%) e partes interessadas (9%).

PMBok ®: vem mais mudança por aí

Boyadjian ainda destaca que o PMBok ® (Project Management Body of Knowledge), o guia de Gestão de Projetos, terá sua sétima edição até o fim de 2020 e começo de 2021.

Você está alinhado com as mudanças nas certificações PMP ® / CAPM ®? Comente!

E não perca os próximos webinars da Plataforma Solution!

Reduza desperdícios com a produção enxuta

A gestão de qualidade está muito ligada à produção enxuta, sendo detalhe essencial para os produtos oferecidos por uma empresa. Por prezar pela excelência com o mínimo de erros e desperdício, esse processo se aplica também na prestação de serviços.

Uma situação bastante comum para se explicar a intenção da produção enxuta é o deslocamento para o trabalho. Considerando o tempo de transporte, o tipo de locomoção e as condições de trânsito, o tempo de locomoção pode ser longo ou mais curto. E passar muito tempo preso no trânsito é um desperdício a ser evitado.

Outros exemplos do conceito estão na área da alimentação, quando pedimos ou fazemos comida mais do que o necessário e jogamos fora as sobras, ou na compra de um produto defeituoso, que nos obriga a descartar ou trocá-lo. No dia a dia é possível encontrar inúmeros exemplos do que são perdas.

Na indústria, a produção enxuta foi criada pela Toyota ainda na década de 1950 para a contenção do desperdício, mas as raízes desse método apareceram antes disso. “Essa iniciativa vem da administração científica, do início do século 20. Quem transformou ela em uma disciplina prática foi a Toyota”, explica Antonio Cesar Amaru, professor do curso Gestão em Foco da Plataforma Solution.

Qualidade produtiva

Para se compreender a produção enxuta, Amaru comenta que é necessário entender, em primeiro lugar, o que é desperdício e o que ele significa dentro da rotina produtiva de uma empresa.

No caso da fabricante japonesa, a queda no índice de desperdício reduziu custos com a produção, o que significa poder praticar valores de venda mais atrativos ao público. “Fora do Brasil, quando não consideramos as taxas e cargas tributárias, a Toyota vende produtos extremamente acessíveis”, observa o professor.

Muito além de reduzir custos, a produção enxuta também garante a qualidade final dentro do processo produtivo, uma vez que, desde o início da produção, existe um rigoroso critério para evitar erros e impactos no custo. A empresa que preza pela produção enxuta e pela qualidade não terá que desperdiçar tempo e orçamento em consertos e reposições.

Outro tópico para se observar na produção enxuta é o estoque. Quanto maior ele for, mais dinheiro fica “parado” e desvalorizado. Seguindo o modelo Just in Time utilizado pela Toyota, o estoque deve contar com um corpo de ferramentas, que nada mais são do que peças adquiridas conforme a necessidade.

“A aplicação do Just in Time acontece conforme se verifica e monta um sistema de linha de produção. Com ele temos o indicativo do nível de materiais disponíveis e a necessidade de reposição no momento certo”, esclarece Amaru.

Prestação de serviços

Em uma visão simplista, a produção enxuta é muito utilizada em empresas de grande porte, em que o desperdício implica em produção excessiva, produtos rejeitados pelo consumidor ou que precisam de recall por apresentar defeitos em uma série inteira.

“Sem dúvidas temos um efeito positivo para os dois lados da cadeia produtiva, pois a empresa gasta menos e o cliente tem um produto melhor. Existe um impacto também na sociedade e no consumo de recursos, porque menos desperdício significa menos agressão ao meio ambiente”, observa Amaru.

O professor lembra, entretanto, que outros ramos de atividades podem usar os princípios da produção enxuta. “Um hospital, por exemplo, tem um fluxo do processo e tempo de atendimento planejados, otimizando a recepção dos pacientes. Isso também serve para hotéis, escolas, restaurantes entre outros”, acrescenta.

Amaru comenta que, atualmente, quando se fala de métodos ágeis e gerenciamento de projetos, todos utilizam como referência a produção enxuta. Esse princípio não só se generalizou em vários tipos de serviço, como também contaminou outras áreas, inclusive a de aperfeiçoamento de softwares e sistemas de informação.

Simples e rápidos ou complexos e de longo prazo, sem um olhar questionador dentro da produção enxuta, todo plano pode ter contratempos e desperdícios. “Estamos documentando demais, planejando demais, gerenciando demais? Quando se perde muito tempo com processos, podemos ter resultados comprometidos”, completa o professor.  

Quer entender sobre gestão da qualidade? Conheça essa e outras ferramentas de desempenho no curso Gestão em Foco, da Plataforma Solution.

A arte de liderar: você está pronto para o mercado?

Com os desafios de trabalhar conjuntamente o alcance dos resultados empresarias e o cuidado com os profissionais e colaboradores, surge a necessidade de se aprender a arte de liderar. A dica é da professora do curso de Liderança e Líder Coach da Plataforma Solution, Denise de Moura.

Aquela imagem do gestor autocrático, com poder centralizado e tratando as pessoas da equipe como números já não tem mais espaço nas empresas. Especialmente porque esse comportamento pode estimular condutas inadequadas dos funcionários.

Um bom exemplo citado pela professora é o gestor que somente avalia e reconhece o trabalho da equipe a partir dos resultados apresentados. Nesse cenário, os profissionais podem entender que o objetivo na empresa é apenas bater metas e gerar um ambiente mais competitivo e agressivo e menos colaborativo.

“Mesmo que esse tipo de gestão apresente resultados a curto prazo, a médio e longo prazo pode adoecer um time inteiro”, alerta Denise.

Resultados sustentáveis

Mas então, como atingir resultados e, ao mesmo tempo, manter a equipe saudável emocionalmente? Denise explica que a arte de liderar exige participação ativa dos gestores no engajamento e comprometimento das pessoas que lidera.

“Este não é um processo fácil. A motivação é, comumente, uma característica muito pessoal e que depende de cada um, individualmente. Contudo, é possível que alguns comportamentos do líder influenciem o envolvimento dos profissionais”, comenta.

A professora destaca três pontos fundamentais para auxiliar nesse processo:

  • Competência: além das habilidades para realizar uma atividade específica, a competência é sobre ser ágil e eficiente durante uma crise, assim como solucionar problemas complexos em conjunto com a equipe.
  • Credibilidade: a personalidade do gestor também entra em jogo quando o assunto é uma boa liderança. É preciso consistência entre os discursos e as ações para passar credibilidade. Também é importante escutar e aceitar opiniões diferentes.
  • Confiança: os dois primeiros pontos são essenciais para que o gestor transmita confiança. Isso identifica um líder que cumpre as promessas, diz a verdade, se desculpa quando comete erros e acredita em si mesmo.

Diferentes gerações

Equipes com pessoas de diferentes gerações são cada vez mais comuns e estão entre os desafios da arte de liderar.  Isso significa lidar com profissionais de diferentes valores e vivências. Assim, o líder deve conhecer cada pessoa do seu time para propor, por exemplo, programas de mentoria, em que os funcionários mais experientes capacitam os mais novos e vice-versa.

Essa troca entre gerações é fundamental para o desenvolvimento das pessoas que convivem dentro de um mesmo ambiente – e o respeito é o ponto de partida desse processo.

Equipe globais

Outra tendência que já está em aplicação nas empresas são as equipes globais, com integrantes trabalhando em diferentes países de forma remota ou mesmo em casa, no formato home office. “Nesses casos, é imprescindível que o líder promova um sentimento de unidade entre elas, utilizando as diferenças culturais a favor do grupo”, ressalta Denise.

Algumas dicas da professora envolvem reunião periódicas e metas para serem atingidas em equipe. Nesses momentos, o líder deve relembrar os profissionais da importância do grupo para a estratégia geral da empresa e como cada funcionário contribui com o crescimento corporativo.

Autocuidado

O cargo de liderança pode ser muito solitário. Por isso é importante uma boa gestão também na vida pessoal, para conciliar família, lazer e amigos com o trabalho. Do contrário, o gestor pode desenvolver doenças físicas e psicológicas, fruto da má administração das responsabilidades e prioridades.

“Ser eficiente pouco tem a ver com as horas da sua jornada de trabalho”, adverte Denise.

Gestão com pessoas

A arte de liderar tem a ver, principalmente, com a gestão com pessoas, em vez da gestão de pessoas. É preciso que o líder goste de gente, para fazer a diferença na vida dos outros e contribuir para o crescimento da equipe. 

Segundo Denise, muitas pessoas em cargos de liderança ainda não se tornaram líderes pois não são exemplo nem inspiram os colegas a serem melhores todos os dias. A professora exemplifica com a figura de um profissional que tem um conhecimento específico e consegue compartilhar com o grupo. Essa pessoa tem o “poder de especialização” e gera credibilidade pela experiência e talento. “Os demais se espelham nele.”

O contrário vale para os gestores que utilizam o “poder coercitivo” ou o “poder de recompensa”. Eles funcionam mais ou menos na base do “faça o trabalho porque eu mando e pago seu salário”. O máximo que isso gera é obediência, mas sem respeito, confiança, comprometimento ou admiração.

Visão de futuro

Também é importante que a arte de liderar apoie suas bases na visão de futuro. “E isso ocorre a partir do desejo de realizar algo especial, que consiga envolver e estimular o time a alcançar resultados nunca conquistados”, comenta.

Mas nada adianta essa visão de futuro se ela não for compartilhada e aberta a receber sugestões e alterações. Para isso, o autoconhecimento é fundamental: o líder deve conhecer suas emoções e medos para controlar seus impulsos e demonstrar humildade e flexibilidade.

Habilidades sociais e emocionais

Quem está interessado em desenvolver a arte de liderar precisa ficar atento a algumas habilidades sociais e emocionais cada vez mais ligadas à liderança, como gestão de tempo, inteligência emocional, criatividade, flexibilidade cognitiva, empatia, negociação, escuta ativa, resolução de problemas e pensamento inovador.

“A maioria dessas competências foi listada pelo Fórum Econômico Mundial como as mais importantes e que todo profissional precisa desenvolver até 2022. Entretanto, o mais importante é o comportamento ético. Respeitar a todos, saber escutar, ter um discurso igual a prática e sempre dizer a verdade são essenciais e vitais para uma boa liderança”, conclui Denise.  

E você? Está preparado para ser um líder do futuro? Conte nos comentários!

Por que usar a gestão de qualidade nas empresas?

Garantir satisfação do cliente e manter a qualidade são grandes preocupações de qualquer empresa. A gestão de qualidade é o conceito que procura validar a fiscalização dos processos e manter não apenas a fidelidade, mas também cuidar para que nenhuma ocorrência destrua a reputação do negócio.

Prezar pela qualidade de um produto ou serviço passou de diferencial competitivo para uma obrigação daqueles que desejam se manter em pé no mercado. Por isso o conceito da gestão de qualidade deve ser bem conhecido pelos gestores, já que é essencial no crescimento e desenvolvimento de uma organização.

Por estar focada na qualidade da produção, processos e serviços, essa gerência viabiliza melhorias na proposta da empresa e ainda garante a satisfação completa das necessidades dos clientes, com possibilidade até de superação das expectativas.

Qualidade em dois sentidos

Segundo Antonio Cesar Amaru, professor do curso Gestão em Foco, da Plataforma Solution, o mínimo que se espera da qualidade está ligado a dois pontos.

O primeiro é fazer um produto ou serviço particularmente bom, que seja referência e pioneiro dentro do que se propõe. Ou seja, qualidade de concepção que o torna inigualável em relação aos possíveis concorrentes

“É como o caso da Disney. Muitas pessoas querem ir por conta da qualidade de concepção que a torna irresistível”, compara o professor. O segundo ponto da qualidade é fazer algo sem defeitos. “Você até pode ter um produto de concepção ótima, mas nada disso adianta diante de um defeito”, observa.   

Além de colocar em risco aspectos como reputação da empresa e segurança do cliente, defeitos podem significar enormes prejuízos. “Concepções incorretas produzem falhas na produção e entrega. Então a concepção pode até ser maravilhosa no papel, mas com algo errado o seu produto poderá fracassar”, ressalta Amaru.

Quando não existem defeitos, o custo da oferta de qualidade pode ser justificado.  Esse é o caso de telefones com alto custo de mercado, mas que estão cada vez mais resistentes e altamente equipados com sistemas poderosos. “Seu valor deve atestar e ser justo com o que o está sendo oferecido”, acrescenta.

Fundamentos da gestão da qualidade

Existem pilares da gestão de qualidade que servem como base para que as empresas se estabeleçam com eficiência no mercado. São eles:

  1. Foco no cliente

A empresa deve observar as necessidades dos clientes para satisfazer e superar as suas expectativas, oferecendo o melhor padrão de qualidade nos produtos e serviços.

  • Liderança proativa

Líderes precisam transmitir a cultura organizacional, criar e manter um ambiente favorável para que os colaboradores desempenhem bem as suas tarefas e se sintam motivados para alcançar os objetivos propostos.

  • Melhoria contínua

A gestão de qualidade e a otimização dos processos devem ser um trabalho contínuo. Utilizar o PDCA pode ser uma das vias para resolver problemas e gerar melhorias em processos.

  • Decisão

O processo decisório na gestão de qualidade deve sempre ser baseado em fatos e dados que permitam uma análise lógica das informações.

  • Relacionamento com fornecedores

A gestão de fornecedores promove o fortalecimento das parcerias, garantindo a aquisição de insumos de qualidade para concepção de produtos ou serviços e sua continuidade no mercado.

  • Visão sistêmica

A visão sistêmica é a habilidade que permite inteiro conhecimento dos processos para tomar decisões que impactam positivamente a lucratividade da organização.

  • Gerenciamento por processos

Depois de mapear de forma detalhada todas as atividades da rotina operacional da companhia, é essencial estabelecer metas e estratégias para aumentar o desempenho e corrigir inconformidades.

  • Conscientização dos colaboradores

O gestor deve promover o envolvimento de todos os profissionais da corporação com as metas, estratégias e resultados. Esse entrosamento é importante para o crescimento da companhia.

Benefícios

A gestão da qualidade suporta todo o processo de melhoria contínua de produtos, bens e serviços, assim como o processo decisório de uma organização.

Otimizar o desempenho e a qualidade das empresas é só um dos benefícios de utilizar essa estratégia. Os outros podem ser:

  • Melhor desempenho empresarial
  • Satisfação do cliente
  • Consistência dos produtos
  • Implementação das melhores práticas
  • Produtividade
  • Aumento do desempenho financeiro
  • Melhoria da comunicação interna

“Lembrar que o princípio da gestão de qualidade é que mais qualidade custa menos leva a fazer um produto sem defeitos. Isso significa economizar dinheiro e energia em consertos, reposições, trocas, recall etc. Essas coisas frustram o cliente”, finaliza Amaru.

Saiba mais sobre esse e outros temas de gestão no curso Gestão em Foco!

Análise Pestel como estratégia para crescimento dos negócios

As empresas que estão em processo de formação ou as instituições que se sentem um pouco fora do contexto em que estão inseridas podem aplicar a análise Pestel como estratégia para crescimento dos negócios. 

Ao mesmo tempo que são muito importantes para o desenvolvimento das empresas, os fatores externos podem ser bastantes desafiadores quando o assunto é monitorar seus impactos. Por isso a análise Pestel pode ser útil para empresas de todos os tamanhos.

Afinal, o que é a análise Pestel?

A função dessa técnica é fornecer uma visão macro e atual da empresa. Isso significa entender como a política e economia do país, por exemplo, impactam nas operações internas. Para isso, esses fatores externos são separados em tópicos e, a partir de pesquisas e raciocínio, são listadas as principais tendências que podem refletir no negócio.

Os elementos relevantes para a análise englobam aspectos políticos, econômicos, sociais, tecnológicos, ambientais e legais. As palavras em inglês formam o acrônimo Pestel: Political, Economic, Social, Technological, Environmental e Legal.

Mas isso não significa que não possa haver adaptações. Algumas empresas também consideram elementos demográficos, éticos, interculturais e ecológicos durante a análise.

Benefícios

As vantagens de fazer a análise Pestel são muitas. Confira algumas que a Plataforma Solution separou:

  • Identificação de oportunidades
  • Prevenção de ameaças
  • Baixo custo
  • Desenvolvimento de alertas

Fatores políticos

A rentabilidade das operações de empresas do setor privado brasileiro está diretamente ligada à economia do país que, por sua vez, está ligada à situação política. Os empresários costumam dizer que um governo que interfere demais cria desafios maiores aos empreendedores.

Assim como a criação de novas tarifas, por exemplo, que podem impactar na produção. Dessa forma, é importante identificar quais são essas tarifas, bem como quais elementos podem influenciar seu negócio.

Uma dica é ficar de olho nas próximas eleições, nos candidatos e nas propostas para comércio exterior e legislação trabalhista, ambiental e tributária. Também é importante saber como o governo lida com o seu setor, quais as restrições impostas e quais as principais questões de proteção ao consumidor.

Fatores econômicos

A análise Pestel divide os fatores econômicos em dois. Os macroeconômicos contemplam as condições mais abrangentes de oferta e procura. Eles incluem taxas de inflação, câmbio e juros e índices de desemprego.

Já os microeconômicos são mais focados no consumidor e sua capacidade de compra. Um aumento de renda mensal, por exemplo, pode significar novas possibilidades de produtos e serviços mais selecionados e preços mais robustos.

O ponto de partida pode ser uma avaliação do cenário econômico como um todo, para saber se ele está estagnado, crescendo ou em declínio, quais as facilidades de crédito aos consumidores e como estão as taxas e variações do mercado.

Fatores sociais

Quem trabalha com marketing sabe da importância da segmentação demográfica do público-alvo para a estratégia da empresa. Isso quer dizer que o contexto social das pessoas deve influenciar a criação de campanhas a fim de promover maior engajamento e conversão.

Esse conceito também é aplicado à análise Pestel, que deve entender as influências culturais e as crenças da comunidade em que a empresa está inserida.

Algumas sugestões são: avaliar a taxa de crescimento populacional, as distribuições etária e de renda, os principais estilos de vida e as barreiras culturais, assim como analisar se a situação social local gera alguma demanda específica, como nas áreas de saúde e segurança, por exemplo.

Fatores tecnológicos

A tecnologia é um fator que influencia em todas as áreas de uma empresa. A transformação digital possibilitou que empresas entrassem em mercados ainda pouco explorados, de forma eficiente.

A análise dessa característica evita desperdício de tempo e dinheiro, já que auxilia no mapeamento do mercado com o objetivo de oferecer soluções para os desafios operacionais.

Você pode pesquisar as tecnologias disponíveis para automatização dos processos da empresa e quais ferramentas são utilizadas pela concorrência, por exemplo.

Fatores ambientais

Toda gestão empresarial deve estabelecer uma boa relação com o meio ambiente. Uma das justificativas são as novas formas de consumo, que estão cada dia mais conscientes, responsáveis e sustentáveis.

Esses fatores também influenciam a disponibilidade de recursos e matérias-primas, além de metas de poluição estabelecidas pelo governo.

Por isso, é importante considerar a regulamentação ecológica do setor, como as operações afetam o meio ambiente e se é possível reparar ou reduzir esses impactos, com a possibilidade de fontes renováveis.

Fatores legais

Saber e respeitar a legislação é fundamental para as empresas. Assim, a análise Pestel verifica esses fatores, a fim de evitar danos financeiros e perda da credibilidade perante o público.

Os principais fatores legais que envolvem empresas estão ligados às legislações trabalhista, do consumidor, patentes, de saúde e segurança.

A dica aqui é identificar essas legislações e manter-se sempre atualizado com as alterações jurídicas.

Você já aplicou a análise Pestel? Conte para a gente suas experiências!

Como a motivação dos colaboradores influencia no comprometimento

Um dos grandes desafios das organizações é manter os funcionários engajados e comprometidos, com sentimento de pertencimento. E esse processo começa no recrutamento e seleção. A motivação dos colaboradores é essencial e todos precisam estar alinhados à cultura da empresa, caso contrário, dificilmente conseguirão se envolver com as atividades que desenvolvem.

Quanto maior a diferença entre os objetivos organizacionais e os objetivos individuais do colaborador, maiores os conflitos que geram desmotivação. Assim, um processo de recrutamento e seleção coerente com os valores organizacionais é fundamental.

“A motivação está diretamente ligada a dois pontos fundamentais: necessidades dos colaboradores e nível de probabilidade de que elas sejam atendidas”, afirma Denise de Moura, especialista em Gestão de Pessoas e professora dos cursos de Comportamento Organizacional e Liderança, da Plataforma Solution.

“Por exemplo, se o principal motivador de um colaborador é a possibilidade de crescimento na carreira e ele percebe que na empresa onde trabalha somente os filhos do dono são promovidos ou não há um programa de progressão, dificilmente a empresa conseguirá manter o funcionário engajado. Ou ele se acomodará com o tempo ou pedirá demissão.”

O que fazer

As empresas que querem manter seus profissionais mais talentosos precisam entender essas questões, de acordo com Denise. É importante saber quais as necessidades dos colaboradores, os fatores que os motivam e como engajá-los para que se tornem melhores profissionais a cada dia.

Toda pessoa dentro da organização tem uma necessidade diferente”, comenta. “Para algumas, um reconhecimento simbólico – como um elogio – faz toda a diferença. Para outras, feedbacks constantes são fundamentais ou uma recompensa específica”, completa.

É preciso que as organizações saibam sempre quais são as prioridades dos funcionários, mesmo em nível pessoal, para encontrar formas de incentivo que melhorem a motivação dos colaboradores.

“Para isso, as lideranças têm que conhecer suas equipes e se comunicar com cada pessoa de forma diferenciada. Grupos de alto desempenho se formam quando o líder consegue potencializar os pontos fortes de cada integrante”, reforça a professora.

Soft Skills

Uma das formas de conquistar a motivação dos colaboradores é incentivando o desenvolvimento das soft skills. De acordo com Denise, ao contrário do conhecimento técnico, comportamentos são mais difíceis de serem treinados, porque envolvem mudanças no modelo mental.

“O lema ‘As pessoas são selecionadas pelo conhecimento técnico e demitidas pelos comportamentos inadequados’ é uma verdade”, diz. No entanto, as contratações devem ser feitas pensando já na valorização da ética, integridade e honestidade – como requisitos obrigatórios.

“Algumas soft skills como resiliência, inteligência emocional, auto eficácia, resolução de conflitos e capacidade de negociação são muito valorizadas dentro das organizações. Independente do avanço das tecnologias, saber se relacionar bem com um grupo grande de pessoas, com culturas diferentes, equipes globais e equipes remotas é uma arte”.

O ser humano antes de tudo

Denise comentou ainda sobre como no futuro muitas das profissões que conhecemos hoje passarão por algum tipo de automação. “Haverá perda de muitos empregos tradicionais e outros surgirão com níveis mais altos de especialização – até porque as pessoas precisarão aprender a lidar com as novas tecnologias e com a inteligência artificial”, afirma.

A professora sinaliza que, dessa forma, os profissionais precisarão se reinventar rapidamente, mostrando inteligência emocional para lidar com as inúmeras adversidades que surgirão.

Um exemplo disso é o processo de automatização do plantio e colheita da cana de açúcar, que levou profissionais da lavoura à sala de aula para aprenderem a lidar com máquinas ou até mesmo a consertá-las. Por isso, cursos profissionalizantes têm aparecido com maior frequência.

As capacidades humanas são cada dia mais importantes e trazem mais motivação dos colaboradores. Assim, os líderes devem aprender a lidar com todos os tipos de pessoas e ambientes. “Criatividade, perfil analítico, liderança, negociação e um espírito cooperativo serão fundamentais em médio e longo prazo”, finaliza Denise.

Gostou do tema? Leia também Dress code flexível é atitude de empresas que evoluem

Saiba o que é VBA no Excel e para que serve

Passar várias horas do dia na mesma planilha, executando tarefas simples e manualmente é a realidade de muitos profissionais. O tempo gasto poderia ser utilizado para aprimorar e automatizar esses dados, diminuindo a possibilidade de erros e melhorando os resultados. E é essa a proposta do VBA no Excel.

Essa ferramenta é sobre utilizar uma linguagem de programação no software para facilitar os processos. “O Visual Basic é uma linguagem criada há muitos anos. O VBA, ou seja, Visual Basic for Applications, é uma parte específica para algumas aplicações”, explica Viviane Martins, especialista no assunto, Security Consultant e idealizadora do VBA na Veia.

Funcionalidades

“Imagine que você chega todo dia na empresa, tem que importar um relatório, mas para isso precisa formatá-lo, tirar coluna, mexer nas linhas de grade e outras ações. Todos os dias a mesma coisa”, começa Viviane. “É aí que entra a automação. Por meio do gravador ou do VBA no Excel”, explica.

O gravador citado por Viviane é uma ferramenta do próprio Excel que, ao ser ativada, grava os comandos e gera uma macro – e então permite colocar um botão para executar as ações quando quiser. É uma forma de automatizar sem necessariamente mexer nos códigos – mas essa possibilidade também existe.

Caso o usuário precise alterar algum detalhe da macro, não é obrigado a gravar tudo do começo, porque ele gera automaticamente um código VBA. Basta ajustar e mudar o que precisar por meio desse código.

Com essa opção, não há necessidade de chegar todos os dias e executar uma série de ações para gerar um único relatório. Basta acionar o comando e o Excel faz automaticamente. Ou seja, o VBA pode ser uma alternativa para poupar tempo e, por consequência, aumentar a produtividade.

VBA e gravador

Talvez você esteja se perguntando “Então por que devo aprender os códigos, se o gravador dá a mesma possibilidade?” Na realidade, o gravador é, de fato, uma ferramenta muito útil, mas não é igual à programação dos códigos diretamente.

“O VBA dá mais liberdade. Basicamente é possível fazer o que você quiser. Eu consigo praticamente fazer o Excel ‘falar’. O gravador faz uma análise mais simples dos dados, um comparativo ou algo que já está pronto”, diferencia Viviane.

Em que usar

A consultora explicou que o VBA no Excel é uma ferramenta muito útil para empresas que utilizam planilhas complexas e precisam realizar algumas ações repetitivas. No entanto, isso não quer dizer que a técnica não possa ser usada também para arquivos menores e mais simples. A linguagem VBA pode facilitar planilhas de todos os tamanhos.

É ideal que empresas que utilizam o Excel para organização de dados tenham sempre um especialista em VBA para programar e simplificar o dia a dia. Assim, repetições desnecessárias poderão ser evitadas, aumentando a produtividade e otimizando o tempo.

Um novo idioma

Aprender VBA no Excel, ou em outro programa do pacote Microsoft Office, é quase como aprender uma nova língua. Fazendo esse paralelo, levamos certo tempo para compreender um idioma diferente do que estamos acostumados. Até conseguirmos nos comunicar fluentemente, há um longo processo de aprendizado.

No VBA o processo é o mesmo. Leva certo tempo até o usuário aprender os códigos, regras e conseguir comunicar ao programa o que precisa ser feito. Por isso há outras funcionalidades que podem auxiliar ao longo desse processo, como o gravador.

Quer saber mais sobre Excel? Conheça o curso da Plataforma Solution.

Como aumentar a produtividade usando o modelo de Tuckman

O sonho de muitos gestores é ter uma equipe que faça grandes entregas, dentro do prazo e com qualidade máxima. Para alcançar esse objetivo vale se basear no desenvolvimento de grupos de sucesso e assim aumentar a produtividade usando o modelo de Tuckman.

A teoria do psicólogo Bruce Tuckman propõe quatro estágios básicos. Em conjunto, eles ajudam o líder a entender como as pessoas de uma equipe constroem relacionamentos e como usar isso a favor de um projeto.

Embora os estágios levem para uma jornada de alta performance, a formação de times não é um processo linear. A dinâmica de trabalho pode e deve ser alterada na medida em que participantes entram e saem da equipe.

Facilitando um pouco as coisas, explicamos os quatro passos para aumentar a produtividade usando o modelo de Tuckman. Confira:

Formação: um time de verdade

Esse é o estágio inicial. Nele as metas são traçadas e os ânimos da equipe estão em alta. O líder entra em ação para dar direcionamento certo a cada um, além de mostrar exatamente o que deve ser feito.

As oportunidades e desafios são debatidos e os objetivos são definidos. O que todo mundo mais precisa nessa etapa é saber de forma clara seu papel ao longo do processo.

Entretanto, para aumentar a produtividade usando o modelo de Tuckman, não basta pensar no projeto apenas como um negócio. É preciso estabelecer conexão entre a equipe e destacar as habilidades individuais. Aqui vale encontrar estratégias para trazer mais conforto e confiança a todos.

Confronto: conexões reais

Muitas pessoas entram em conflitos dentro do trabalho e isso afeta diretamente a produtividade. Após o entusiasmo inicial, é comum que a equipe enfrente problemas durante um projeto por conta da incompatibilidade de personalidades.

Isso não significa que as pessoas envolvidas tenham caráter duvidoso ou esconderam sua verdadeira presença inicialmente. É normal existirem diferenças entre as pessoas nas relações – e elas aparecem ao longo do convívio.

Mudança de prazos, pessoas entrando e saindo do grupo e dificuldades de execução nas tarefas também podem ser motivo para alguns desacordos. Mas é importante lembrar que um pouco de conflito pode indicar os pontos fracos no projeto e melhorar os papéis de cada um nele.

Ao aumentar a produtividade usando o modelo de Tuckman, o líder passa aos liderados a mensagem de que, apesar de diferentes, todos trabalham para os mesmos objetivos.

Normatização: saindo dos padrões

Quando processos são redefinidos e os confrontos acertados, todos começam a perceber o seu papel e dos colegas no projeto.

Chegando ao estágio de normatização, fica mais fácil entender como aumentar a produtividade usando o modelo de Tuckman. É claro que isso vai exigir bastante observação do que está funcionando ou não nas estratégias traçadas.

O truque nessa etapa também é promover a inteligência emocional dentro da equipe. Isso desconstrói medos que geralmente levam as pessoas a evitarem o ousado. 

Atributos como confiança, compreensão e suporte são construídos aos poucos e fazem um grupo de pessoas virar um verdadeiro time produtivo. Saber escutar e falar de forma empática também é o que fará a diferença nas ações do grupo.

Desempenho: produtividade voando

Agora chegamos ao momento em que a equipe começa a trabalhar com o máximo do seu potencial. Em sincronia, respeitosos, profissionais e encorajados para obter resultados incríveis. Esse é o grupo que alcançou o sucesso e se tornou exemplo de como aumentar a produtividade usando o modelo de Tuckman.

Obviamente aconteceram alguns tropeços no caminho, como estava previsto nas etapas anteriores. Mas, ao chegar neste ponto, fica mais fácil caminhar para projetos de sucesso.

E para identificar o desempenho do quarto passo do modelo de Tuckman, basta entender o que se pode esperar desse estágio:

  • As normas do grupo foram aceitas, as pessoas se sentem confortáveis em trocar ideias e enfrentar desafios sem ter medo de serem julgadas ou rejeitadas.
  • Os membros da equipe entendem em quais pontos eles conseguem atender melhor às necessidades do time e todo mundo está motivado a atingir o mesmo objetivo.
  • As pessoas do time são independentes e precisam de pouco gerenciamento para tomarem decisões, sempre pensando no melhor do grupo.

Você sabe liderar para a excelência da sua equipe? Saiba também quais são as 5 atitudes que farão a empresa crescer.

Como usar o Python para análise de dados?

Criada para produzir códigos de maneira rápida, a linguagem de programação Python é uma cartada na análise de dados. Até mesmo para quem não tem um conhecimento aprofundado, a ferramenta apresenta resultados interessantes na hora de realizar essa tarefa.

Um dos pontos importantes para colocar em prática antes de iniciar uma análise de dados é identificar quais questões deverão ser resolvidas. Com respostas mais claras para iniciar o trabalho, o próximo passo é construir um projeto que possa incluir o uso do Python.

Por conta do grande suporte que recebe da comunidade científica, essa linguagem se tornou uma das mais populares. “Ela pode ser considerada uma das mais fáceis de aprender, sendo muito intuitiva e mais simples de usar e manter”, observa Lucas Guerreiro, doutorando em Ciências da Computação e Matemática Computacional e pesquisador em IA (Inteligência Artificial) do Pecege.

Adotando o Python

Essa linguagem de programação pode ser aplicada em todas as fases da análise de dados, já que ela é bem robusta para programação em geral e tem muitas bibliotecas de apoio, como a própria exploração e a visualização de dados.

Segundo Guerreiro, o Python não precisa ser usado como linguagem única e sim combinada com outras. Entretanto, por ser completo é, em geral, empregado sozinho na análise de dados.

Para resumir o processo de análise de dados, ele cita 5 passos:

  1. Definir questões: antes de começar a fazer uma análise ou coletar dados, é importante ter em mente quais perguntas pretende resolver com essa tarefa. Também deve-se saber as limitações das perguntas e como obter os dados.
  2. Medir resultados: com base nas perguntas da análise, deve-se saber quais resultados serão medidos e como serão apurados. Tendo esse objetivo claro, é possível direcionar melhor o programa para atender as expectativas.
  3. Coleta de dados: sabendo o que está buscando e como medir, pode-se obter os dados e organizá-los. Nessa etapa também cabe avaliar se todos os dados serão de novas bases ou se cabe fazer uso de bases existentes para encorpar os dados.
  4. Análise de dados: somente nesse momento podemos passar a trabalhar com os dados de fato – a partir dos dados coletados na etapa anterior e sempre com o objetivo de responder as perguntas iniciais da análise. Interessante também fazer uso de gráficos nessa etapa para melhorar a visualização dos resultados e entender se a análise está atendendo o objetivo inicial.
  5. Interpretação dos resultados: Concluída a análise, ela pode não responder detalhadamente a questão ou trazer insights que evidenciem algo prático. Para isso é importante a interpretação dos resultados, podendo provar, desmistificar as perguntas iniciais ou até originar novos questionamentos, podendo-se repetir o processo até atingir o objetivo da análise.

Bibliotecas para análise de dados

As bibliotecas auxiliam no desenvolvimento de determinadas tarefas. Elas são partes de códigos, prontas para uso e que facilitam muito o processo de análise de dados.  

É possível utilizar bibliotecas independentes ou em conjunto. Algumas das mais utilizadas em análise de dados são: Numpy, Pandas, Matplotlib e Scipy.

Guerreiro explica que Numpy é muito empregada no processamento de matrizes e operações científicas complexas. Já a Pandas é uma biblioteca que oferece facilidades no uso de estruturas complexas, fornecendo uma estrutura de dados específica para análise. Além disso, traz diversos data sets prontos para uso.

Na Matplotlib, uma das melhores para visualização de dados, é possível criar gráficos de forma simplificada, para entender o significado dos dados ou os resultados encontrados. Por fim, a Scipy integra algumas ferramentas estatísticas e de otimização, que facilitam cálculos complexos.

“O uso de bibliotecas é essencial para realizar as mais diversas tarefas em análise de dados e encurtam processos que demandariam a construção ‘do zero’ de códigos para um programa”, finaliza o pesquisador.

Conheça também os motivos para aprender essa linguagem de programação!

5 atitudes que vão fazer a empresa crescer

Fazer a empresa crescer é um desafio em um mercado saturado em vários segmentos. Existem estratégias que podem ser adotadas para aumentar o engajamento da organização e fazê-la crescer, mas não há uma fórmula exata.

Tudo depende do segmento, do produto e das características específicas da sua empresa. No entanto, as organizações que decolam no mercado têm algumas características em comum. Veja cinco atitudes que vão te ajudar com isso!

Diferencial

O primeiro passo para fazer a empresa crescer é descobrir qual é o diferencial de mercado dela. Se existe uma concorrência muito grande no segmento, é preciso buscar uma resposta: o que faria os clientes optarem pelo seu produto ou serviço, e não pelos outros disponíveis?

Para fazer isso, reúna as pessoas responsáveis pela gestão e comece a listar os valores da marca, os objetivos e, por fim, o que a diferencia das demais. Vale lembrar que a qualidade do produto não é considerada diferencial, é obrigação de toda marca – mesmo nos casos em que a concorrência não tem.

Se não encontrar nada de muito relevante, essa é a hora de buscar as necessidades do mercado no segmento que a empresa atua. Assim, por meio delas, você conseguirá encontrar o diferencial que seu produto ou serviço deverá ter.

Parcerias

Essa dica é interessante para empresas que precisam crescer, mas não têm muito capital para investir. Fazer parcerias é um caminho interessante. Especialmente para as organizações que buscam internacionalizar seus produtos, é uma maneira de começar em um mercado ainda desconhecido.

Um exemplo clássico é a empresa de chocolates Hershey’s, que conseguiu trazer seus produtos para o Brasil e criar um nome aqui após uma parceria com a Bauducco. A empreitada antes tinha sido feita sem uma parceria e não deu tão certo.

Em alguns casos, a estratégia de parcerias pode não ser a melhor opção, tudo depende do segmento. Já em outros, pode ser a chave para fazer a empresa crescer.

Digitalize

Não é novidade que estamos na era digital, por isso, se sua empresa ainda não está na internet, já é um atraso. Busque uma pessoa especializada em marketing para fazer uma análise do segmento e entender a melhor forma de atuar no ambiente digital.

Caso a empresa já tenha um site e perfis em redes sociais, procure aprimorar sempre e seguir as tendências de mercado. Uma boa dica é ter um padrão de acordo com uma campanha de marketing – que deverá ser elaborada conforme as necessidades do mercado.

Existem várias alternativas de interação digital e nem sempre todas vão se encaixar na sua estratégia, mas é interessante conhecê-las. Um bom estudo de como as empresas atuam na internet é essencial para fazer a empresa crescer.

Estrutura horizontal

As maiores empresas do mundo têm essa característica em comum: a horizontalização da gestão. Isso quer dizer diminuir os níveis hierárquicos e permitir que todos opinem em decisões e contribuam com ideias que geram inovação.

Toda mudança começa de dentro, não adianta firmar parcerias, ter um diferencial e estar na internet se a sua estrutura interna não é eficaz. Fazer a empresa crescer pede inovação. Uma boa maneira de trazer isso é permitir a participação de todos.

É claro, a estrutura horizontal não vai acontecer de um dia para outro: é preciso fazer uma mudança suave, principalmente se sua empresa tem a hierarquia muito bem definida.

Capital humano

Como um complemento da horizontalização da estrutura organizacional, a valorização do capital humano é importante. Isso quer dizer ter a preocupação com o bem-estar dos colaboradores, entender seus anseios e necessidades.

Isso porque quem faz a empresa são justamente os funcionários. Eles devem estar satisfeitos profissionalmente para conseguirem contribuir da melhor forma para o crescimento da organização.

Pensar em um processo de seleção humanizado, benefícios compatíveis com o mercado e com a função que exercem, plano de carreira e incentivo à qualificação são algumas das atitudes interessantes de aderir.

Quer saber mais? Confira os cursos na área de gestão da Plataforma Solution!

Python: 5 motivos para aprender essa linguagem de programação

A linguagem de Python é uma das favoritas de muitos programadores mundo afora. Além de trazer soluções para os mais variados problemas, a simplicidade faz com que muitos queiram aprender e começar a desenvolver softwares por essa linguagem.

Para quem é de fora do universo do desenvolvimento de sistemas, Python é uma das linguagens de programação mais conhecidas. Foi criada em 1991 por Guido Van Rossum e de lá para cá só cresceu. Hoje, empresas como Google e Nasa utilizam Python.

Como se isso não fosse motivo suficiente para aprender Python, separamos mais cinco. Confere aí!

Fácil, mas não inferior

A linguagem de Python é uma das queridinhas dos programadores principalmente por ser mais “fácil”. Você talvez esteja se perguntando o motivo das aspas. Bom, não é que Python seja simplesmente fácil. É que, por exigir uma menor quantidade de códigos para executar tarefas básicas, a chance de erros é menor.

No entanto, não se pode confundir esse aspecto com inferioridade. A linguagem de Python é simples de aprender, mas exige conhecimento e permite desenvolver softwares dos mais variados, assim como outras linguagens.

Esse código foi planejado para ser mais produtivo e facilmente compreendido pelos programadores. Uma das características é a diminuição de caracteres especiais, como ponto e vírgula, chaves, sinal de igual, dois pontos etc.

Perfeita para quem está começando

Para os iniciantes em programação, Python pode ser o que impulsiona a entrar no universo de desenvolvimento de softwares de cabeça. Por não exigir conhecimentos muito aprofundados em hardware e outras linguagens, embora seja recomendado, o iniciante rapidamente poderá desenvolver programas complexos.

Por conta dos códigos mais curtos e da simplicidade de Python, os mais recentes programadores conseguirão entender mais rapidamente e começar a utilizar sem muito segredo. Além disso, é possível adaptar os conceitos obtidos com essa linguagem para outros ambientes, ou seja, um salto para diversas áreas da programação.

Multiplataforma

Por ser uma linguagem interpretada, Python pode ser adaptada a diversas plataformas. Simplificando, isso quer dizer que um interpretador do código fonte o transforma em um código executável por uma máquina virtual. Isso a torna diferente da linguagem compilada, que é processada por um compilador para um tipo específico de sistema operacional, ou seja, não é tão adaptável.

Por conta dessa característica, Python pode ser utilizada para aplicações em Windows, Linux, Mac, IOS, Android e basicamente qualquer outro.

Aplicável em soluções

Por ser simples, é comum confundir Python com algo inferior, como já dito acima. No entanto, essa linguagem é extremamente robusta e pode ser utilizada em soluções para problemas comuns. Veja algumas das aplicações:

  • Back end
  • Simulações de engenharia
  • Scripting
  • Análise de dados (data analytics)
  • Inteligência artificial – especialmente machine learning (aprendizado de máquina)

Falando em soluções… Nós, da Plataforma Solution, temos um curso sobre a linguagem de Python para Gestores. Quer saber mais? Clique aqui e entenda.

Livre, leve e solta

Uma das características positivas da linguagem de Python é que existe uma comunidade aberta e muito ativa sobre esse código. Para o universo do desenvolvimento de sistemas, um código aberto é muito bom, porque permite o compartilhamento de problemas e soluções sem a necessidade de citar a fonte.

Existe, ainda, uma documentação muito completa sobre Python no site oficial da linguagem. Isso pode ajudar iniciantes e nem tão iniciantes assim. Além disso, a comunidade brasileira dos programadores é grande e ativa.

Comente o que você achou da linguagem de Python!

Entenda como usar a comunicação não violenta em empresas

Você se lembra de alguma vez ter se frustrado ou percebido algum colega de trabalho irritado por conta de uma frase? Muitos conflitos corporativos acontecem quando a mensagem é passada de forma errada ou com mau tom. Na comunicação não violenta, ou CNV, o que se preza é que esse tipo de situação não aconteça.

Baseada na consciência das necessidades do próximo, a comunicação não violenta tem a simples finalidade de criar diálogo sem agredir ou ofender verbalmente um colega.

Desenvolvida pelo psicólogo Marshall B. Rosenberg, essa habilidade fortalece as relações humanas. Segundo o autor, as “palavras, em vez de serem reações repetitivas e automáticas, tornam-se respostas conscientes, firmemente baseadas na consciência do que estamos percebendo, sentindo e desejando.”

Em ambientes de trabalho, a comunicação não violenta nos leva a refletir sobre necessidades, cria empatia entre os funcionários e evita conflitos. Além disso, ela capacita para feedbacks, seja para quem os passa, quanto para quem os recebe.

A fala violenta

Uma comunicação não violenta pode ser desenvolvida no trabalho, seja individualmente ou em grupo. Entretanto, é preciso identificar antes as práticas de comunicação violenta e como elas estão facilmente inseridas nas conversas cotidianas.

Para começar, basta identificar o sentimento despertado durante a emissão de uma mensagem. Ela pode ser desde uma fala, um e-mail ou conversa por telefone. Na CNV, ao expressar uma crítica, por exemplo, é preciso fazê-la de uma maneira empática.

Falar que alguém é desorganizado pode gerar três reações: revolta, aceitação ou rejeição. Mas nenhuma dessas reações fazem parte da CNV. Quando alguém acusa o outro, significa que uma necessidade não foi atendida. Isso, necessariamente, não aponta que alguém errou, mas sim que existe frustração de desejos não atendidos.

Portanto, a prática da comunicação não violenta está relacionada tanto ao emissor quanto ao receptor de uma mensagem. Ambos podem e devem refletir sobre a necessidade por trás de cada crítica.

Exercícios de comunicação não violenta

Uma boa CNV se baseia em alguns elementos. Quando praticados, eles podem mudar de forma radical as relações entre colaboradores e, consequentemente, os resultados da empresa. São eles:

Observação sem julgamento

É natural que nossos julgamentos surjam dentro de uma primeira observação. Mesmo que pareça difícil, é possível deixar de lado a avaliação e crítica dos pré-conceitos.

Após isso, deve-se evitar uma expressão generalizada ou exagerada do ponto de vista. Por exemplo, ao invés de usar falas com “jamais”, “nunca” ou “sempre”, elas podem ser substituídas por sinônimos atenuantes.

É mais fácil aceitar e entender a fala “você entregou seus trabalhos com certo atraso. Isso me preocupa e me ofereço para te ajudar no que precisar” em lugar de “você nunca entrega suas coisas no prazo”.

Identificar sentimentos

Mais do que se livrar de pré-julgamentos, uma comunicação não violenta preza pela honestidade. Tanto na hora de identificar quanto no momento de expressar, seja sincero sobre o que sente: medo, mágoa, frustração, tristeza, insegurança, irritação etc.

Ao comunicar esses sentimentos, não disfarce, pois é possível que o receptor da sua mensagem não seja capaz de entender sua vontade. Isso leva novamente a julgamentos errados.

Crie empatia e facilite o entendimento sobre o que sente, mas nunca culpe o outro por esse sentimento. Ser vulnerável é natural para qualquer pessoa. Somente sendo sincero é possível se livrar dos sentimentos limitantes.

Localizar necessidades

Nem sempre estamos atentos para observar o que de fato nos leva a tomar certas atitudes. Então, sentir com profundidade as necessidades pessoais é um exercício a ser feito em particular.

Ao identificar os sentimentos, sejam positivos ou negativos, eles devem ser conectados às necessidades. Nesse momento somos levados a agir por impulso e, muitas vezes, passamos uma mensagem errada e violenta.

Se a sua frustração for ativada, por exemplo, quando alguém grita ou fala de maneira grosseira, experimente conversar. Tentar dizer “quando você levanta a voz eu me sinto desrespeitado” pode ajudar a localizar a carência dos dois lados.

Emitir pedidos claros

Se você compreendeu o que levou alguém a agir ou falar de uma maneira, chega a hora de saber como atender as necessidades individuais e do próximo. Para isso, determine quais ações podem ser praticadas.

Sempre opte por uma perspectiva positiva, mas que seja clara no pedido. Nunca exija, mas peça. Isso torna o tom da fala menos autoritário, gerando simpatia entre receptor e emissor da mensagem.

Usando o exemplo anterior, no lugar de “não quero que grite”, opte por dizer “gostaria que falasse mais baixo”. Mais importante ainda é se certificar de que as duas partes da conversa saíram com a mesma compreensão. Pergunte ao outro o que ele entendeu sobre o que você disse.

Gostou? Saiba também como a empatia pode melhorar a liderança.