Como competências transversais influenciam fatores motivacionais

Não existe empresa, colega, chefe ou liderança perfeitos. A verdade é que algumas competências transversais influenciam fatores motivacionais, especialmente os ligados à forma como encaramos as adversidades da nossa vida profissional.

Inteligência emocional e flexibilidade cognitiva, por exemplo, são aliados que fazem toda a diferença. Quem explica isso é a professora Denise de Moura, dos cursos Liderança e Líder Coach e Comportamento Organizacional, da Plataforma Solution.

Para esclarecer melhor este assunto, ela participou do webinar Fatores Motivacionais e Competências Transversais e elencou o que desejam os profissionais da atualidade e o que será exigido deles.

Mitos da motivação

Os desafios surgem de forma exponencial nas organizações. Por isso, Denise começou o webinar desmistificando três lendas para quem quer aprender como as competências transversais influenciam fatores motivacionais.

  • “Eu consigo motivar minha equipe”

As pessoas podem trabalhar na melhor empresa, com as melhores liderança e equipe e, mesmo assim, se não tiverem uma pré-disposição para serem motivadas e encorajadas, Denise garante que elas não serão.

“A motivação é intrínseca. Mas isso não quer dizer que o líder não possa incentivar mais comprometimento a partir de comportamentos e atitudes, só que a equipe precisa estar aberta a receber esses estímulos”, explica.

  • “Satisfação e motivação são a mesma coisa”

A satisfação é um estado, enquanto a motivação é o que faz com que o funcionário acorde de manhã e vá para o trabalho todos os dias. O salário, por exemplo, é uma satisfação. Se ele vier abaixo do que é esperado, gera insatisfação.

Mas se o profissional é motivado apenas pelo salário, então ele não está comprometido. “Se outra empresa oferecer mais dinheiro, ele vai, porque não está alinhado com os valores, liderança ou mesmo com o trabalho”. E isso é muito comum em empresas que não oferecem alguns benefícios, como progressão na carreira, reconhecimento e recompensa e cultura do feedback.

  • “Motivação depende de fazer o que gosta”

Aquela clássica frase “encontre um trabalho que você gosta e nunca mais precisará trabalhar” é um engano. Só fazer o que se gosta pode deixar o funcionário acomodado. E todo mundo precisa de desafios para sair da zona de conforto, para potencializar alguns comportamentos adormecidos.

Por que as pessoas se demitem?

A resposta para essa pergunta é muito subjetiva e cada profissional tem, claro, suas razões e prioridades. Contudo, Denise separou cinco cenários que podem motivar a demissão, em vez de encorajar o comprometimento com a empresa.

  • Falta de desafios e metas: quando as pessoas não entendem a importância do trabalho para a empresa elas não ficarão motivadas. Os funcionários precisam saber qual o impacto da função deles para a corporação, se é fundamental e se está fazendo a diferença. “Se minha atividade é apenas fazer uma planilha, preciso saber o que acontece se eu não a fizer”, completa Denise.
  • Falta de treinamento: não adianta delegar tarefas a pessoas que não estão capacitadas ou preparadas para aquele desafio. Denise cita o psicólogo Mihaly Csikszentmihalyi e a teoria do flow. “Aquele estado de motivação máxima é atingido com o aumento dos níveis de habilidades e desafios. O que faz os cirurgiões saírem de cirurgias de 10 horas extremamente motivados? Eles lidam com vidas (desafios) e passam a vida toda estudando (habilidades). Mas eles também têm o feedback na hora, quando o paciente responde ao tratamento, por exemplo. Isso desenvolve a auto eficácia”, explica.
  • Falta de perspectiva: o comprometimento do funcionário na organização é igual a necessidade dos colaboradores vezes o nível de probabilidade dessas necessidades serem atendidas. “Quando o funcionário chega na empresa com o objetivo de crescer, mas percebe que não existe progressão de carreira ou as promoções são somente para os parentes do dono da empresa, o nível de probabilidade chega a zero e o comprometimento cai”, exemplifica a professora.
  • Dificuldade de comunicação e falta de confiança: quando o discurso é diferente da prática, o funcionário não confia na liderança. Esse é um forte indício de insatisfação dentro do ambiente corporativo.
  • Falta de reconhecimento: Denise comenta que os profissionais tendem a preferir um feedback corretivo a nenhum feedback. Justamente porque o primeiro faz com que eles aprimorem as competências e desenvolvam potencialidades.

Isso significa que é inviável ou complexo fazer os funcionários se engajarem? De forma nenhuma! Um bom exemplo citado pela professora é atender alguma necessidade mais possível de ser realizada. Essa atitude demonstra escuta ativa para entender quais as demandas e confere responsabilidade ao profissional.

“É como se o líder dissesse ‘fiz o que você queria, agora você me dá resultados’. E, às vezes, não é preciso gastar nada. Basta remanejar pessoal e promover treinamentos internos, entre os próprios funcionários”, recomenda Denise.

Mas o que pode motivar os profissionais?

  • Acreditar no valor do trabalho
  • Ser valorizado como pessoa e profissional
  • Ser parte de um time, mesmo que as atividades sejam desempenhadas individualmente
  • Clima positivo e de suporte

O que nos espera no futuro?

Para se ter ideia de como as competências transversais influenciam fatores motivacionais, Denise elencou as habilidades que serão exigidas dos profissionais até 2022. Prepare-se!

  • Pensamento inovador e analítico
  • Pensamento crítico
  • Aprendizado ativo
  • Criatividade
  • Resolução de problemas complexos
  • Liderança e influência
  • Inteligência emocional
  • Racionalidade e resolução de conflitos
  • Tecnologia, design e programação
  • Análise e avaliação de sistemas

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