A Escola Maker

Artigo

– O movimento “maker” é o novo bilinguismo?

Tudo indica!

Há uma aplicação antiga de “storytelling”, a qual é tão usada que já ficou encardida, e relata que: “O professor é o único profissional que não estranharia o seu ambiente de trabalho, caso fosse congelado por 200 anos e descongelado atualmente”.

Há professores e professores, da mesma forma que há advogados e advogados e ubers e ubers. Entretanto, principalmente nos últimos anos foram incontáveis as iniciativas no mundo da Educação que contrariam “com força” essa máxima do “professor congelado”. Entre as diversas novidades podemos citar todas as metodologias ativas (PBL, sala de aula invertida, gamificação, projetos, “storytelling”, rodas de discussão, entre outras), métodos “Waldorf”, construtivista, montessoriano, o bilinguismo e, é claro, a última grande onda do mundo educacional, a onda “maker”.

Nesse último ano não foram poucas as empresas que apareceram com uma promessa de entregar métodos de aula “mão na massa”. Laboratórios, oficinas ou salas “maker” estão pipocando em escolas das mais diversas latitudes, no mundo e, também, no Brasil.

Um exemplo é o cenário de competitividade das escolas particulares no Brasil que é um ambiente perfeito para o surgimento de novidades, muitas acabam indo embora com a mesma rapidez com a qual chegaram, assim como ocorreu com os tablets e as lousas digitais. Esqueceram de “combinar com os russos” quando vieram com essas propostas, a Rússia, nesse caso, foi a falta de formação e de treinamento dos professores. Não adianta muita tecnologia, sem metodologia. Não adianta maquinário sem profissionais com expertise para manejá-los com desenvoltura. Isso também ocorre com as demais metodologias ativas e, bastante, com o bilinguismo. Afinal, quantos professores de matemática ou de geografia dominam o inglês com fluência? Isso não é nada simples.

No caso do “Maker”, a consequência dessa tendência é que muitas escolas estão trazendo para a sua proposta pedagógica essa promessa de inserir mais prática no cotidiano dos alunos, pois é um ganho para todos. Ainda mais se conseguirmos associar com uma das palavras do momento, um vocábulo que traz lágrimas aos olhos de muitos pais da modernidade. Isso mesmo, o empreendedorismo.

Outro ponto que entra em pauta é o barateamento do mercado de aparelhos, como a impressora 3D e a cortadora laser que vem a calhar para a criação de oficinas “maker” dentro de escolas e faculdades. O que falta, então?

– Falta muito!

A pressa de surfar nessa onda pode acarretar o surgimento de projetos sem consistência e, principalmente, escorregar em erros que já viraram clichê. Não há como funcionar toda e qualquer inovação no mundo da Educação sem ter um trabalho de base. Formar professores é uma prerrogativa para a definição da fronteira entre a iniciativa que desenvolve e ganha escala e o atalho para virar uma mera modinha e sumir rapidinho.

O movimento “maker” pode realmente se tornar um grande referencial para alunos e professores que desejam desenvolver uma prática educacional mais antenada com as tendências de protagonismo e participação que o mundo atual tanto demanda e que, inclusive, são prescritas pela BNCC (Base Nacional Comum Curricular). Contudo, sabemos que ter vontade não é único ingrediente em uma experiência de sucesso. Faz-se necessário trazer outros componentes e, entre eles, podemos elencar experiência, fundamentação teórica, planejamento, condução, “timing” e, sem dúvidas, uma equipe de profissionais preparada e motivada. Sem esses elementos, talvez deveríamos deixar o tal professor ainda congelado.

 

Gostou do artigo do Professor MaxConfira as aplicações desses conceitos no curso de Storytelling e suas aplicações  e Introdução à metodologias ativas disponíveis na Platorma Solution.

 

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