A Jornada do Herói na Educação

Artigo

A Saga do herói ou Monomito, como define Campbell, está presente há séculos no inconsciente coletivo. Mas, a grande surpresa é saber que ela não está inserida apenas nas narrativas ficcionais. A aprendizagem pode ser também interpretada como uma “jornada de descobertas”.

É fundamental, portanto, que os aprendizes sejam continuamente desafiados a superarem obstáculos e a resolverem problemas impostos pelos seus professores, ou mentores.  Há três aplicações diferentes da metodologia do “storytelling” no processo de Ensino-aprendizagem:

– A utilização do “storytelling” como um recurso estético e atraente ao discurso do professor para atrair a atenção do aluno e trazer exemplos que esclareçam processos;

– A “Jornada” do aprendiz, que é feita pelo estudante;

– A “Jornada” do mentor, que é feita pelo professor (palestrante, consultor ou facilitador de treinamentos), todo professor deve se tornar mentor.

Kipling dizia que se a História fosse ensinada por meio de histórias, ela jamais seria esquecida. Mas, podemos ensinar tudo por meio de histórias? Há, por exemplo, como se ensinar química ou biologia usando “storytelling”?

É comum que grandes professores e oradores sejam sempre bons contadores de histórias. Mas há de se entender como se faz para “encaixar” o conhecimento que se deseja veicular dentro de uma narrativa bem construída e atraente para os ouvidos dos seus alunos.

Grandes cientistas e pesquisadores fizeram uso de histórias para explicar as suas descobertas, como fez Newton no famoso caso da maçã para explicar as leis da gravidade. Fernando Palácios, no seu “O Guia completo do Storytelling” (2016, p. 180), aponta que educadores também utilizam narrativas para atrair a atenção dos seus alunos, com tais benefícios, destacam-se:

– Gerar uma comunicação mais próxima com o jovem;

– Conquistar o interesse de novos alunos;

– Transmitir conhecimento de forma mais interessante;

– Garantir um aprendizado mais eficiente, demonstrado através da contextualização;

– Permitir intertextualidade entre disciplinas, já que as histórias nunca são sobre o mesmo assunto.

Acima de tudo, como afirma Palácios:

O “storytelling” pode resolver aquilo que chamamos de Paradoxo da Compreensão, assim:

“Só se compreende um novo conhecimento quando se presta atenção, só prestamos atenção naquilo que consideramos útil, só julgamos como útil aquilo que somos capazes de compreender” (Palácios, 2001, p. 180).

Diante disso, o “storytelling” é um método “elástico”, pois pode ser utilizado por diversas metodologias pedagógicas, inclusive a tradicional, isto é, a aula expositiva. Na verdade, o “storytelling” é ideal para “salvar” a aula palestrada da monotonia, afinal, por meio de narrativas bem construídas e contextualizadas, qualquer conteúdo pode ganhar cores mais atraentes e, portanto, serem assimilados de forma mais eficaz.

 

Gostou do artigo do Professor MaxConfira as aplicações desses conceitos no curso de Storytelling e suas aplicações  e Introdução à metodologias ativas disponíveis na Platorma Solution.

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