Investir em 2020 é possível. Saiba como

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Você se pergunta constantemente o que está acontecendo com o mercado como um todo? Pois essa é uma dúvida comum, principalmente quando o assunto é investimento. E para quem está dividido entre guardar dinheiro ou investir em 2020, vale a pena conferir antes algumas dicas.

 

Com o economista, professor e financial advisor Gustavo Silva, a Plataforma Solution preparou um webinar sobre as possibilidades de investimento em 2020, inclusive para quem está receoso com o cenário econômico mais recente e futuro.

Apesar de este ano ter começado com intensas mudanças, o professor trouxe uma nova visão sobre o assunto. Para ele, a hora certa de investir sempre será o agora.

“O grande vilão do dinheiro é o tempo, ou melhor, a inflação. Ela corrói o poder da moeda”, observa Silva. Segundo ele, além de pensar em inflação e como ela prejudica as finanças, devemos investir e entender como de fato funciona a inflação e a deflação, inclusive para usar a fórmula do retorno nominal.

O verdadeiro lucro

“Todo investimento tem uma parte que é inflação e outra que é o ganho real, que significa realmente um acréscimo ao patrimônio. Para aumentar e não apenas manter meu dinheiro, eu preciso ter mais retorno real”, explica Silva.

A matemática aqui é importante e já explicamos como funciona nest post, mas basicamente é saber qual foi a inflação do ano para chegar na porcentagem do retorno real e verificar se o investimento foi bom ou não.

O economista faz também uma observação sobre a taxa de CDI e a taxa Selic, que era um importante indicador de rendimentos para investimentos de renda fixa, como a poupança.

“Hoje temos uma Selic de menos de 3% ao ano e uma inflação estimada em 1,8%. Historicamente, tínhamos a maior taxa de juros real e agora isso mudou. A fórmula de retorno real é fundamental para qualquer conversa sobre investimento”, observa.

Outro ponto de atenção para quem vai investir em 2020, ou em qualquer momento, são os objetivos. Nesta questão o professor reforça: não existem pontos certos ou errados, nem o melhor ou pior investimento. A lei aqui é estratégia alinhada com necessidade.

Medo e coragem

Aumentar o patrimônio significa aceitar riscos. Mas um erro comum apontado por Silva em qualquer situação de investimento é o consumo do patrimônio sem um acompanhamento do retorno real.   

Por isso, investir em 2020 requer ainda uma revisão dos três pilares do investimento, que são retorno, risco e liquidez. Quanto maior o risco e menor a liquidez, maior o potencial retorno.

“E para quem deseja ver retorno, é bom ficar sempre de olho na liquidez. Quanto mais longa, maior pode ser o retorno. Só que é bom não travar todo o patrimônio em investimento de longo prazo, mas sim diversificar sua aplicação em reservas de emergência e em previdência”, aconselha o professor.

Para quem pensa muito sobre os riscos, ele ressalta ainda a necessidade de saber um pouco sobre suas duas variações. A primeira é a de mercado, conhecida como Ibovespa. Este risco apresenta muitas oscilações, mas com retorno para a carteira ao longo do tempo. No entanto, não é uma boa opção para quem deseja apenas proteger o patrimônio.

A outra variação é o risco de crédito, o famoso “devo, não nego, pago quando puder”. Segundo Silva, esse risco exige mais atenção. “Um ponto que a gente usa como exemplo são as pirâmides financeiras, que são ilegais, e, mesmo com as porcentagens mensais tentadoras desse investimento, pode ser uma fraude e acabar sendo confiscado”, alerta.

Outro exemplo de maior risco de crédito são startups, que apresentam retorno de investimento maior do que uma empresa já consolidada no mercado, como a Petrobrás.  

Começar agora ou não?

Se você sabe qual é o seu perfil de investimento (ultra conservador, conservador, moderado, agressivo e ultra agressivo), é hora de aprender como alocar uma carteira de investimento.

E para investir em 2020 a regra é aceitar produtos de risco, mas não colocar todo o patrimônio apenas neste tipo de investimento, pois eles não são capazes de cobrir eventuais emergências. 

Além de dividir entre reserva, investimentos com mais risco e liquidez maior, vale a pena complementar a carteira com uma previdência, que é um investimento alocado em longo-longo prazo, com dez anos ou mais de liquidez, e pode significar 20% da carteira.

Para quem acompanhou o aumento do dólar e se preocupa com os riscos cada vez mais incertos, principalmente quando o objetivo é ter retorno, é bom entender que riscos também representam grandes oportunidades. No entanto, não vale querer abraçar oportunidades quando elas estão passando.

“É importante entrar na onda quando ela começar. A bolsa começou a melhorar e teve muita gente querendo investir, mas perdeu a oportunidade por medo dos riscos que vieram antes”, pontua Silva.

Estudar economia básica é somente o primeiro passo para saber onde investir e não “queimar” o dinheiro. Para o economista, nenhum produto é ruim, mas sim a escolha dele. “Saiba no que você está investindo e não invista em uma coisa que você não sabe o que é”, reforça.

Perguntas frequentes

No webinar, o professor também respondeu algumas das principais dúvidas sobre investimento, que podem encorajar quem deseja investir em 2020. Confira:

Devo adquirir casa própria ou alugar um imóvel e usar o dinheiro da compra em outros investimentos?

Se pergunte se existe potencial de valorização do imóvel. Hoje está muito barato comprar imóveis, mas tudo depende da região, finalidade e outros fatores. Neste caso, quanto você conseguiria de retorno em um investimento? Se o aluguel for maior que a liquidez, então prefira ter o imóvel.

É melhor investir em CDB ou pequenos bancos?

Pequenos bancos apresentam mais risco, mas com retorno maior. Se você deseja uma proteção, fique de olhos naqueles que possuem cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), que traz seguro para aplicações de até 250 mil. Uma boa avaliação do banco vai indicar se vale a pena o risco de crédito.

Como fazer investimento para uma criança ou jovem?

Indico os fundos imobiliários, porque mensalmente eles pagam um “aluguel” e a criança e jovem podem acompanhar esse dinheiro entrando, além de ser mais fácil explicar o conceito de renda mensal e variação do tempo.

Qual aplicação posso fazer sem ser poupança a longo prazo?  

Lembrando dos três pilares do investimento, é preciso definir um objetivo para então escolher uma aplicação e somente depois montar uma carteira de investimento. Sem isso é impossível dizer qual é a melhor escolha, pois os perfis e metas nunca são iguais.

Como começar a investir em 2020?

Seguindo o conselho anterior e tendo em mente as aplicações, uma forma de começar é protegendo 70% da carteira e destinando 20% para fundos de médio risco e 10% para ações. Conforme o investidor sentir o movimento do mercado, mais confiança ele ganha para maiores riscos.

É bom investir em previdência ou tesouro de longo prazo?

Particularmente, aconselho a previdência. Quando você junta um grande recurso para o tesouro, e algo acontece com você, várias taxas serão cobradas e a sucessão será mais longa. Na previdência, em 30 dias os herdeiros estarão com o patrimônio. O segundo ponto é que existem cinco tipos de tesouro, sendo apenas um conservador e os outros com algum tipo de risco. A previdência tem fundos de ação, com risco maior, com juros sobre juros trabalhando a seu favor e conforme o tempo passa. Tem muita gente usando a previdência para crianças, pois com um resgaste sem imposto de renda é uma boa forma de pagar a faculdade lá na frente.

Quais vantagens de investir diretamente em ações e em fundos de investimento?

Quanto tempo você tem para se dedicar? Você gosta de operacionalizar? Abaixo de uma aplicação de 50 mil eu sugiro fundos de ações, porque os custos de administração de uma corretora podem ser caros. Um fundo já tem várias ações compostas, então é mais viável para valores menores.

Ainda com dúvidas sobre investir? Saiba mais com o professor Gustavo Silva no curso de Investimentos, da Plataforma Solution.

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