Marketing Digital pós-pandemia

Artigo

Marcelo Victor Teixeira 

 

A pandemia causada pelo coronavírus exigiu medidas visando a contenção da disseminação acelerada do vírus. No Brasil, o isolamento social iniciou-se em meados de março de 2020, e no final de julho (quando esse texto foi elaborado), ainda é indicado como a melhor forma de evitar o contágio, não sendo possível prever seu fim. Ainda que algumas regiões do país tenham liberado a retomada de algumas atividades, um cenário de pós-pandemia começa a se desenhar.

Na perspectiva do Marketing Digital, a permanência da população em suas residências, aumentou o nível de conectividade digital, com incremento no número de horas e uso de tecnologias digitais para realização de atividades antes desenvolvidas presencialmente. Nesse sentido, algumas empresas reportam aumento de visitantes e vendas em sites de e-commerce, bem como relevantes interações nas redes sociais.

Ainda longe de terminar, o cenário proposto para pós-pandemia deverá ser caracterizado pela insegurança dos consumidores em relação a novas ondas da pandemia ou, até mesmo, novas doenças. Esse comportamento pode sugerir a continuidade de isolamentos voluntários, o que privilegiaria as compras pela internet por mais algum tempo. Por outro lado, os consumidores têm desenvolvido critérios mais rígidos em relação às ofertas e atendimento oferecidos pelas marcas. As organizações, cientes desse novo comportamento, devem garantir entregas em tempo adequado, clareza nas informações fornecidas e capacidade de resolução de problemas não presenciais. Marcas com propostas inadequadas tenderão a ser desconsideradas pelos consumidores.

Entende-se que num momento de pós-pandemia, a concorrência aumentará devido as demandas reprimidas pelos consumidores. O recurso mais utilizado para pesquisar produtos e serviços são os sites de busca, uma vez que torna-se fundamental que as marcas revisem seus programas de SEO (Search Engine Optimization) avaliando a possibilidade de investir em anúncios nos buscadores como forma de ganhar visibilidade em cenário de alta concorrência. Na medida em que as lojas físicas retomem seu funcionamento, o conceito de omnicanalidade deve ser também contemplado, considerando a possibilidade de o consumidor pesquisar nos ambientes digitais e preferir comprar nas lojas físicas (webrooming).

Reportada com ênfase durante a pandemia, a busca por soluções que tornem os lares mais confortáveis, deve ser mantida em alta. Assim, soluções sobre qualidade de vida, atividades físicas em casa, delivery de compras de supermercados e soluções de comunicação remota, entre outras devem continuar sendo privilegiadas pelos consumidores.

Com relação às redes sociais, deve-se atentar para o conteúdo divulgado. As marcas precisam ter sensibilidade e conhecimento de seus públicos, para retomar a publicidade. Importante destacar que os consumidores buscam nas redes sociais opções de divertimento, entretenimento e passatempo. A curadoria de conteúdo, em busca de relevância, ganha nova perspectiva quando o tempo de navegação se expande. Ou seja, marcas que se comportam de maneira inadequada (na perspectiva dos seus consumidores) tendem a perder seguidores ou engajamento. Dessa forma, recomenda-se para pós-pandemia, cautela e apresentação de conteúdos altamente relevantes.

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