Derivativos de Agronegócios são alternativa para proteção de preços

O uso de derivativos de agronegócios ainda é desconhecido por grande parte dos produtores, mas sua utilização pode trazer vantagens como a fixação de preços futuros e possibilidade de garantia das margens de lucro, o que fomenta sustentabilidade nos negócios. O tema integra o conteúdo do curso Gestão de Custos no Mercado de Grãos, oferecido pela Solution.

“A disciplina trata sobre como gerir melhor a negociação e comercialização dos grãos, principalmente soja e milho, com instrumentos de proteção contra risco de preços”, explica o professor Wilson Micelli, que também é consultor de risco de mercado agropecuário e autor do livro Derivativos de Agronegócios, gestão de risco de mercado.

Com os derivativos, o produtor pode vender contratos futuros de soja ou milho, por exemplo, para reduzir riscos de variações bruscas de preços (quedas) – o que é conhecido como operação de proteção (hedge). Isso possibilita também que o produtor se programe melhor com relação a seus investimentos para os próximos anos, cita o professor.

Outra vantagem para o agricultor é não ficar tão dependente da indústria, principal compradora no mercado de grãos e, muitas vezes, formadora de oligopólios. “Os derivativos são uma alternativa a mais de venda e servem como um ‘farol’, já que permitem que o produtor consiga visualizar o preço futuro e comparar com aquele que ele venderia à indústria”, afirma.

Nos Estados Unidos, reforça o professor, o uso desses instrumentos é muito comum. “O produtor vende a safra previamente. A ideia não é vender o físico, mas sim garantir o preço”, explica Micelli.

Derivativos são seguros

Os derivativos são seguros e a bolsa faz a administração do risco de crédito, informa o professor. “Ela constitui garantia das partes quando operam em bolsa. Todos os participantes são obrigados a depositar garantias e elas servem como um lastro para poder fazer frente a uma eventual inadimplência”, diz.

Também não é preciso negociar a safra inteira, informa Micelli. “Há liberdade para escolher o percentual que se quer proteger. A sugestão para quem está começando é proteger por exemplo 50%, 60% da safra e à medida que os preços vão evoluindo pode-se aumentar, mas não é obrigatório”, cita.

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