Neuromarketing: 5 estratégias que incentivam o consumo

Os hábitos e comportamentos sociais do consumidor influenciam diretamente na orientação das campanhas e ações de divulgação das empresas. Por isso, o neuromarketing apresenta novas maneiras de compreender as decisões de compra de indivíduos ou grupos. O conceito une as práticas de marketing com o conhecimento dos estudos da neurociência.

O principal objetivo do neuromarketing é entender o que acontece no cérebro do consumidor, quando exposto a estímulos externos, e aplicar técnicas de comunicação e propaganda visando o aumento de resultados.  

Separamos cinco estratégias, identificadas pelo neuromarketing, para auxiliar suas estratégias de divulgação e incentivar o consumo.

Psicologia das cores

Uma das formas de perceber o mundo é por meio das cores. Para o neuromarketing, elas são essenciais para despertar sensações nos consumidores. Mesmo que as percepções pessoais interfiram na experiência visual, as cores são utilizadas para induzir o consumidor a fechar negócio. Por isso, elas são definidas a partir de estudos de perfis e mensagens para vincular a marca às necessidades e valores dos clientes.

Cores quentes, como o vermelho, laranja e amarelo, transmitem energia e, por serem chamativas, despertam desejos. Comumente são associadas ao senso de urgência e empresas de alimentação, para provocar fome e sede.

Já os tons mais frios, entre o verde e o azul, passam calma e profissionalismo, e são relacionadas a espaços de saúde e educacionais. As cores neutras, preto, cinza e branco, destacam as demais e dão a ideia de sofisticação e credibilidade.

Atrair o olhar

Como nos shows de mágica, o objetivo do marketing é direcionar o olhar do público para algo específico. Em um universo repleto de anúncios, atrair a atenção do consumidor pode ser um desafio, mas é essencial. Para isso, o neuromarketing auxilia no posicionamento de cada elemento, em cada peça.

Naturalmente, as imagens são as primeiras a receberem os olhares curiosos e, se não conseguirem prender a atenção dos consumidores, eles, provavelmente, nem chegarão à próxima etapa da divulgação, que são os textos.

Sempre claros e objetivos, eles ficam em segundo plano, por isso podem contar com a ajuda de elementos visuais para serem vistos, como setas, formas geométricas, cores complementares, em contraste ou gradiente, entre outros recursos.

Paradoxo da escolha

Ter muitas opções pode ser muito atraente para os consumidores, mas existe um limite. Um dos estudos dentro do neuromarketing avalia justamente quando esse monte de possibilidades pode se tornar um incômodo e até paralisar as escolhas do que consumir, uma das reações possíveis do cérebro.

Isso ocorre porque, diante de todas as opções, é como se o cérebro travasse e não conseguisse decidir. É como entrar em um restaurante com menu muito extenso e não saber escolher o que comer. A sensação é de que há mais possibilidades do que se pode realmente experienciar. Ou até mesmo a insegurança de acabar optando por algo que não era o melhor. Nesse cenário, a decisão é aleatória ou nem chega a ser feita.

É com base nisso que, cada vez mais, as empresas estão trabalhando o conceito de “menos é mais”. Com divulgação de qualidade é possível evitar que o consumidor paralise diante da possibilidade de escolher pela sua empresa ou produto. Afinal, é melhor atingir menos pessoas e apresentar alto índice de conversão em vendas, do que atingir muitas pessoas com baixo índice de comercialização.

Memória e aprendizagem

Outro objetivo que pode ser muito bem trabalhado com o neuromarketing é a capacidade de fixação da mensagem na memória dos consumidores, para que eles venham a lembrar da marca no futuro.

Um psiquiatra americano chamado William Glasser desenvolveu a teoria da pirâmide de aprendizagem. Ele estudou saúde mental e comportamento humano para representar graficamente as porcentagens de retenção de conhecimento relacionadas à forma como a informação é acessada. 

Pirâmide de aprendizagem de William Glasser

Por mais que seja difícil engajar os consumidores para que a retenção atinja os níveis de 80% e 90%, ou seja, que eles façam ou ensinem sobre a marca ou produto, é possível propor divulgações que alcancem engajamentos de 50% e 70%. Ações interativas e diretas, que promovem discussões, são boas aliadas para gerar absorção do conteúdo com mais facilidade.

Soluções simples

Quem não gosta de resolver os problemas com facilidade e praticidade, não é mesmo? Com isso em mente, o neuromarketing propõe materiais publicitários que ofereçam soluções simples para os consumidores.

A famosa “lei do mínimo” se aplica tanto aos esforços físicos quanto aos cognitivos: se existem várias formas de realizar o mesmo objetivo, as pessoas sempre optarão pelo caminho que exige menos ações.

Nessa perspectiva, as ações são vistas como custos então a compra dos produtos ou serviços só ocorrerá se ficar demonstrado o melhor custo-benefício. Para convencer os consumidores disso, a sugestão é utilizar expressões como “passo a passo”, “rápido e fácil” e outras opções que transmitam a ideia de instantaneidade. Eles precisam ter certeza que o produto ou serviço oferecido é o mais simples e eficaz disponível.

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