se destacar nos negócios

Para uma empresa se destacar nos negócios, é preciso de um bom diferencial, gestão, estratégia e técnicas de inteligência de mercado ou BI (business inteligence). Isso quer dizer que não basta ter um caminho delineado a seguir, se ele for oposto ao de potenciais clientes.

A inteligência de mercado deve ser utilizada para coleta e análise de dados, que trarão indicativos. A partir daí a empresa precisa entender onde ela está colocada e onde quer chegar, para, então, traçar uma estratégia que vai fazê-la se destacar nos negócios.

“Às vezes as empresas têm uma estratégia toda desenhada, mas os dados indicam que ela está indo pra um outro caminho”, afirma João Blasco, economista e gestor da esquipe de BI do Pecege. Por isso, a análise desses dados gerados é tão importante.

Após identificar um erro com os indicadores, há duas opções para remediar: “Ou a gente pode seguir com a estratégia, que aí tem que mudar a geração dos dados; ou a gente usa os dados para mudar a estratégia”, explica. “Por isso, acho que todo tipo de empresa tem que começar a olhar os seus dados e inteligência de negócios”, completa.

Geração de dados

A geração de dados é uma das ferramentas utilizadas para se destacar nos negócios, mas isso também deve ser atrelado ao lado financeiro. Essas duas áreas devem estar interligadas, para checar a viabilidade do negócio e auxiliar na tomada de decisões sobre investimentos, por exemplo.

O BI é o setor da empresa que cuida da coleta de dados e da engenharia para que eles sejam captados e analisados efetivamente. “Existem muitos dados que as organizações deixam de olhar porque não têm a estrutura necessária”, argumenta Blasco.

É dessa análise de dados que deriva a estratégia inteira, passando pelo público-alvo de um produto, persona, até chegar no marketing – que busca atingir a pessoa certa. E então, a inteligência de mercado começa a trazer resultados financeiros.

Triângulo amoroso

A inteligência de mercado une três áreas de uma empresa que são essenciais para seu funcionamento: financeiro, marketing e TI (Tecnologia da Informação). “Essas três fazem uma ponte que é ligada pelo BI”, resume.

  • Financeiro: Os dados coletados pela inteligência de mercado mostram a viabilidade do negócio e de determinadas decisões.
  • Marketing: Essas informações também ajudam na construção da persona, que direciona os investimentos dessa área para quem está interessado em consumir o produto.
  • TI: A coleta de dados é feita por meio de uma engenharia de dados elaborada pela tecnologia da informação.

Diferencial

Uma das formas de ter um diferencial na empresa e se destacar nos negócios é, justamente, investindo na inteligência de mercado. Isso porque a maioria não faz. “Essa parte de BI e gerenciamento deve ser aprimorada por todas as empresas, só que como a maioria não faz isso, não olha os dados e os resultados que estão conseguindo, acabam ficando para trás”, diz Blasco.

Isso quer dizer que quem investir na tecnologia que possibilita uma engenharia de dados, passa na frente. “Porque ela sabe exatamente quem é o público-alvo do negócio dela, qual é a rota do dinheiro, de onde ele vem… E então consegue formular uma estratégia melhor de negócio, mais alinhada com aquilo que o mercado está precisando.”

Blasco diz ainda que hoje em dia essa análise é malfeita na maioria das empresas. Quem se destaca são as startups, que acabam trabalhando mais essa área e trazendo ferramentas que auxiliam no processo do BI.

Evolução

Apesar dessa área ainda estar “engatinhando” em muitos aspectos, já há uma evolução por parte de algumas empresas. Com novos softwares surgindo, as empresas têm mais facilidade para a análise dos dados e, consequentemente, conseguem ser mais competitivas no mercado.

“A função de business inteligence já existe há um bom tempo. As novas plataformas de engenharia de dados, como a Python, por exemplo, conseguem auxiliar ainda mais”, finaliza Blasco.

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