Reduza desperdícios com a produção enxuta

A gestão de qualidade está muito ligada à produção enxuta, sendo detalhe essencial para os produtos oferecidos por uma empresa. Por prezar pela excelência com o mínimo de erros e desperdício, esse processo se aplica também na prestação de serviços.

Uma situação bastante comum para se explicar a intenção da produção enxuta é o deslocamento para o trabalho. Considerando o tempo de transporte, o tipo de locomoção e as condições de trânsito, o tempo de locomoção pode ser longo ou mais curto. E passar muito tempo preso no trânsito é um desperdício a ser evitado.

Outros exemplos do conceito estão na área da alimentação, quando pedimos ou fazemos comida mais do que o necessário e jogamos fora as sobras, ou na compra de um produto defeituoso, que nos obriga a descartar ou trocá-lo. No dia a dia é possível encontrar inúmeros exemplos do que são perdas.

Na indústria, a produção enxuta foi criada pela Toyota ainda na década de 1950 para a contenção do desperdício, mas as raízes desse método apareceram antes disso. “Essa iniciativa vem da administração científica, do início do século 20. Quem transformou ela em uma disciplina prática foi a Toyota”, explica Antonio Cesar Amaru, professor do curso Gestão em Foco da Plataforma Solution.

Qualidade produtiva

Para se compreender a produção enxuta, Amaru comenta que é necessário entender, em primeiro lugar, o que é desperdício e o que ele significa dentro da rotina produtiva de uma empresa.

No caso da fabricante japonesa, a queda no índice de desperdício reduziu custos com a produção, o que significa poder praticar valores de venda mais atrativos ao público. “Fora do Brasil, quando não consideramos as taxas e cargas tributárias, a Toyota vende produtos extremamente acessíveis”, observa o professor.

Muito além de reduzir custos, a produção enxuta também garante a qualidade final dentro do processo produtivo, uma vez que, desde o início da produção, existe um rigoroso critério para evitar erros e impactos no custo. A empresa que preza pela produção enxuta e pela qualidade não terá que desperdiçar tempo e orçamento em consertos e reposições.

Outro tópico para se observar na produção enxuta é o estoque. Quanto maior ele for, mais dinheiro fica “parado” e desvalorizado. Seguindo o modelo Just in Time utilizado pela Toyota, o estoque deve contar com um corpo de ferramentas, que nada mais são do que peças adquiridas conforme a necessidade.

“A aplicação do Just in Time acontece conforme se verifica e monta um sistema de linha de produção. Com ele temos o indicativo do nível de materiais disponíveis e a necessidade de reposição no momento certo”, esclarece Amaru.

Prestação de serviços

Em uma visão simplista, a produção enxuta é muito utilizada em empresas de grande porte, em que o desperdício implica em produção excessiva, produtos rejeitados pelo consumidor ou que precisam de recall por apresentar defeitos em uma série inteira.

“Sem dúvidas temos um efeito positivo para os dois lados da cadeia produtiva, pois a empresa gasta menos e o cliente tem um produto melhor. Existe um impacto também na sociedade e no consumo de recursos, porque menos desperdício significa menos agressão ao meio ambiente”, observa Amaru.

O professor lembra, entretanto, que outros ramos de atividades podem usar os princípios da produção enxuta. “Um hospital, por exemplo, tem um fluxo do processo e tempo de atendimento planejados, otimizando a recepção dos pacientes. Isso também serve para hotéis, escolas, restaurantes entre outros”, acrescenta.

Amaru comenta que, atualmente, quando se fala de métodos ágeis e gerenciamento de projetos, todos utilizam como referência a produção enxuta. Esse princípio não só se generalizou em vários tipos de serviço, como também contaminou outras áreas, inclusive a de aperfeiçoamento de softwares e sistemas de informação.

Simples e rápidos ou complexos e de longo prazo, sem um olhar questionador dentro da produção enxuta, todo plano pode ter contratempos e desperdícios. “Estamos documentando demais, planejando demais, gerenciando demais? Quando se perde muito tempo com processos, podemos ter resultados comprometidos”, completa o professor.  

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