Logística de exportação: saiba como ela pode melhorar o seu negócio

Quando falamos em logística, ela se destina principalmente a empresas que trabalham com sua própria distribuição. Ter como e poder controlar a entrega aos clientes é de grande importância para o crescimento comercial.

Antes de colocar o seu produto no mercado internacional, é preciso garantir que ele esteja adequado à logística de distribuição e exportação de cada lugar, já que ela se difere dependendo do território.

“Precisamos nos preocupar com isso para entender o transporte dos produtos, saber como chegam e de que forma são distribuídos em cada país. Nós devemos entender que cada um faz de forma diferenciada”, explica o professor José Meireles, do curso de Comércio Internacional da plataforma Solution.

A logística permite ainda entender de forma eficiente a maneira mais rápida e segura de atender o consumidor final. Com base em prazo e custos, respeitando o nível de serviço, o transporte se torna mais seguro.

Logística para entender o cliente

Pequenas empresas não estão muito acostumadas com o sistema de logística, por isso o serviço é terceirizado. Mesmo assim elas devem acompanhar o processo para garantir a chegada de seu produto ao mercado e uma melhoria nos investimentos.

“Por isso a terceirização da logística deve ser encarada como uma parceria e não a simples compra de um serviço”, lembra Meireles. “A transportadora vai fazer seu fluxo de transporte e acompanhar todos os passos do seu produto. É com ela também que saberemos como é possível ganhar mais clientes no mercado”, acrescenta.

A logística interna de transporte, em comparação à externa, é muito específica. De forma genérica, empresas que fazem jus à distribuição no mercado de seus produtos conseguem de uma forma geral trazer parcerias e saber para quem estão vendendo.

“Novamente, se não houver essa aproximação do cliente não conseguimos entender o mercado, ainda que eu como empresário use todo o marketing que tenho disponível”, completa.

Logística interna

O Brasil é grande exportador de commodities, sua maior frente de comércio. Entretanto requer escala mais abrangente para ser competitivo quanto a outros produtos.

Um ponto que merece atenção, segundo o professor, é a logística interna, pois ela também reflete e valoriza a exportação. Atualmente, ela é configurada em transporte rodoviário, ferroviário (ainda que em menor escala) e navegação pela costa.

“Esse último meio é mais barato e por sermos um país largo, é viável em muitas ocasiões. Há ainda a fretagem com aviões, que serve mais para mercadorias de pequeno volume e alto valor”, comenta.

O uso de hidrovias é apontado pelo professor como uma promissora forma de logística, uma vez que a possibilidade de navegação interna ajudaria em um maior alcance territorial.

“O Brasil, que possui muitas dificuldades estruturais, tem muitos custos. A logística entra para fazer diferença para o negócio. Ela valoriza nosso produto e aumentar a competitividade com o mercado externo”, observa.

Se interessou pelo assunto? Saiba também quais são os mitos e verdades sobre a exportação.

5 filmes sobre economia que você precisa assistir

A ficção é uma das formas de ampliar o repertório cultural e aprender sobre os mais diversos assuntos. Pensando nisso, a equipe do blog da Solution separou uma lista com dicas de filmes que – mesmo que indiretamente – falam sobre economia e o comércio internacional.

Confira:

Inside job

O primeiro item da lista de filmes é um documentário dividido em cinco partes. Sob direção de Charles Ferguson, fala sobre a crise financeira entre 2007 e 2008 nos Estados Unidos.

Cada uma das partes aborda a história que levou ao momento da crise.

A Dama de Ferro

O longa biográfico sobre a ex-primeira ministra britrânica, Margaret Thatcher, mostra desde sua infância e até o período impopular de seu governo, em 1982. O filme retrata ainda os últimos dias antes da Guerra das Malvinas, quando ela tentou salvar a carreira.

Argo

Nesta produção, seis americanos se refugiam na casa do embaixador canadense, em Teerã, em meio à revolução iraniana nos anos 1980. Nesse cenário, Tony Mendez (Bem Affleck), que é especialista em fugas da CIA, bola uma estratégia para tirá-los do país em segurança.

Ele monta um plano e inventa um filme de ficção científica para conseguir resgatá-los.

A grande aposta

Também ambientado na crise de 2008 nos Estados Unidos, o longa mostra a saída encontrada pelos grandes investidores que apostaram na queda do mercado imobiliário.

O negócio dá certo e leva outros investidores, até iniciantes, da Bolsa de Valores a apostarem na crise imobiliária. A história revela como os personagens fizeram fortuna tirando proveito do colapso econômico.

A Corporação

Este documentário do Canadá, baseado no livro de Joel Bakan (A Corporação: a busca patológica por lucro e poder), fala sobre o surgimento de grandes empresas como pessoas jurídicas e abre um debate do ponto de vista psicológico, sobre qual tipo de pessoas seriam caso fossem realmente pessoas físicas.

E você, já assistiu algum dos filmes da lista? Quer indicar algum? Comente!

Mitos e verdades sobre a exportação

O Brasil possui um mercado interno consolidado que representa segurança e comodidade a muitas empresas. Diante desse cenário, as empresas apostam na exportação para se atualizar, modernizar e desenvolver.

Apesar de muitos pontos positivos, a exportação ainda carrega alguns mitos que podem fazer a ação parecer arriscada, trazendo inseguranças ao empresário brasileiro.

Confira alguns mitos e verdades que ajudarão a entender melhor o mercado internacional.

É caro e inviável abrir uma exportadora

Mito: Vender no exterior não exige fórmulas diferente das seguidas no mercado interno. Da mesma forma que empresas nacionais, é preciso ter uma formalização do negócio como local, CNPJ, alvarás, comprovantes de contribuições, entre outros. Atualmente, abrir uma empresa no Brasil pode demorar, em média, 117 dias. Em países desenvolvidos, a média não passa de cinco dias corridos. Já o custo para que todos os formulários e obrigatoriedades sejam preenchidos gira em torno de 3 a 4 salários mínimos.

Preciso falar inglês para atuar no exterior

Verdade: Se a função de um empresário envolve negociar com empresas de outros países, mesmo naqueles em que o inglês não é nativo, o contato em algum momento envolverá diálogos no idioma. Lembre-se que o inglês ainda é o mais usado internacionalmente e seu domínio facilita a comunicação presencial e por e-mail com clientes, além de evitar situações desagradáveis levadas por mal-entendidos ou confiança em excesso no “embromation”.

Empresas pequenas não conseguem exportar

Mito: O sucesso na exportação é um conjunto de ações e, apesar do valor exportado no Brasil estar concentrado nas empresas de grande porte, as micro e pequenas empresas já são praticamente metade do total de exportadores brasileiros. Vender no exterior é possível para qualquer empresa desde que haja investimento em tecnologias da informação e em produtos realmente promissores.

Vender para o exterior não custa caro

Verdade: Uma posição forte no mercado interno significa liderança. Uma empresa que caminha bem no comércio interior certamente terá sucesso nas vendas para o exterior. Entretanto, vale lembrar que se a empresa não consegue colocar seus produtos nas melhores vitrines do seu país, provavelmente não poderá vencer os desafios de se internacionalizar. A exportação vai exigir investimento em inovação e tecnologia, além de qualificação do produto para o mercado externo.

O mercado interno é suficiente para o crescimento da indústria

Mito: Apesar de grande, o mercado interno por si não poderia ser capaz de sustentar o crescimento do país. Cerca de 98% dos consumidores estão fora das fronteiras e, com a forte demanda pela exportação, é inerente que a venda para fora gere lucro e inovação interna. Se colocar a disposição do mercado externo a partir da exportação também é uma via para diversificar o risco, deixando a empresa menos vulnerável em ciclos negativos da economia interna.

Investindo no exterior vou tirar empregos do Brasil

Mito: Esse pensamento muitas vezes é guiado pelo ideologismo que não assimilou o mercado como global. Uma empresa de bairro pode competir com outra do exterior e uma ampliação para exportar pode gerar benefícios além da ampliação internacional. Os investimentos no exterior ajudam as empresas a acessar novos mercados e assim elevar o potencial comercial de seus produtos, aumentando a exportação e, dessa forma, qualificando a produtividade local para a geração de emprego e renda.

Ainda tem dúvidas? Saiba também por que internacionalizar o seu negócio.

Por que internacionalizar a empresa é bom para o microempreendedor?

De cada 10 empresas brasileiras, 9 são micro ou pequenas, segundo dados do Sebrae. A maioria tem operação voltada ao mercado nacional, mas internacionalizar as operações pode ser uma grande oportunidade de negócios. É possível ganhar mais mercado e, com isso, ampliar produção e também ter melhores resultados.

“A internacionalização é a única solução para sairmos de taxas pequenas de crescimento”, afirma o professor José Manuel Baptista Meireles de Sousa.

Ele pondera que a maioria dos empreendedores pensam nas dificuldades da internacionalização dos negócios e na burocracia, deixando de lado as oportunidades viabilizadas por essas operações.

Mais qualificado

Chegar ao mercado internacional pode até não ser tão simples quanto vender para o mercado doméstico, mas há seus compensadores. Segundo Meireles, o mercado externo é mais estável que o nacional e permite que o empreendedor trabalhe com um produto até mais qualificado. Neste sentido, há muito potencial para os produtos brasileiros, até porque não só de preços baixos vive o mercado internacional.

“É inevitável haver competição de preços e muitas vezes a empresa esbarra em questões de inovação, mas as pessoas acabam confundindo a questão de preços. A China tem uma imagem de que vende barato, mas nós temos produtos qualificados, é uma outra situação, e precisamos aproveitar isso”, diz.

Mais potencial

Todos – ou praticamente todos – os produtos têm possibilidade de ser exportados, afirma Meireles. Entre eles, três setores têm muito potencial para se destacar externamente, segundo o professor: frutas, calçados e vestuário.

“O Brasil é o segundo maior produtor de calçados do mundo e, entretanto, exporta pouquíssimo. Portugal exporta muito mais calçados que o Brasil. Vestuário é outro setor que ainda é pouco explorado e não impacta como deveria.”

Estratégias

Internacionalizar uma empresa envolve compreender os processos, instrumentos e ferramentas, cita Meireles. O professor comenta que as estratégias para o mercado internacional são diferenciadas, pois requerem mais tempo envolvido dentro do trabalho de estudo de mercado. “Mas ao mesmo tempo, os empresários têm muito mais vantagens. Eles não têm que se preocupar tanto ou pelo menos da mesma forma como se preocupam no mercado interno, por exemplo, com relação à inadimplência.”

Para Sousa, a burocracia não pode ser vista como entrave para a internacionalização das operações. “O Brasil é um país burocrático, mas todos os países são, em maior ou menor grau. O câmbio, a logística, podem até ser problemas, mas também são para todos. Para o brasileiro o problema é a falta de cultura de internacionalidade”, afirma.

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