Saiba enfrentar com êxito uma entrevista de emprego

Algumas dúvidas sempre acompanham os candidatos de uma seleção. Como se portar, o que vestir na entrevista de emprego, o que colocar no currículo, sobre o que falar ou não são os exemplos mais unânimes entre elas.

Para conquistar uma vaga não existem fórmulas ou métodos com garantia máxima. O que funciona e pode ajudar durante a seleção é um bom preparo e, principalmente, confiança. Mas é importante não confundir confiança com arrogância, pois todo desvio de comportamento é observado.

Se você recebeu a proposta para participar de uma entrevista, existem algumas dicas valiosas para o grande momento. Sempre é bom lembrar que honestidade é a palavra-chave para a ocasião e deve ser usada com consciência dentro de todas as dicas citadas.

Sem experiências, mas com bagagem

Esse é o maior fator de insegurança daqueles que buscam a primeira oportunidade de emprego. Obviamente, ter experiências é ótimo para encontrar oportunidades, mas nem todos conseguem trabalhar e fazer estágios durante a graduação ou antes dela.

Uma alternativa é explorar outras experiências que se mostrem positivas durante a entrevista de emprego. O recrutador olhou seu currículo antes de iniciar a conversa e sabe que esta é a sua primeira tentativa. Entretanto, ele espera que você demonstre capacidades por meio de resultados acadêmicos, participação em palestras, cursos de aperfeiçoamento, trabalhos voluntários, intercâmbios ou outras vivências.

Estude a empresa

Demonstrar interesse pela organização é tão importante quanto ter experiências. Isso porque já é possível saber se os valores da empresa estão alinhados com os seus e mostrar como isso é importante para você no momento da entrevista de emprego.

Quando a questão “por que você deseja trabalhar conosco” aparece, o que se deseja saber é se o candidato fez a lição de casa. Ir somente por ir para uma seleção, sem saber sobre o setor, gestão, modelo de negócios, missão, visão e valores da empresa, é garantia de eliminação já na primeira etapa do processo seletivo.

Pergunte

Isso mesmo. As perguntas não são reservadas apenas aos recrutadores. Além de mostrar que pesquisou sobre a empresa, indique maior interesse perguntando sobre aspectos que não ficaram claros, como seu apelo social, hierarquia e características da vaga a ser preenchida.

Cuidado, entretanto, para não questionar sobre coisas que são de fácil acesso e encontradas na internet. Isso pode gerar a impressão de que você é desatento ou preguiçoso. Pergunte sobre aspectos internos como programas de aprimoramento profissional, incentivo ao desenvolvimento, flexibilidade de horários ou plano de carreira, por exemplo.

Atenção aos sinais corporais

Nervosismo é normal e quase todo mundo sente. É importante não deixar que ele te sabote nesse processo, pois quase todos os sinais corporais são analisados durante uma entrevista. Fique atento a gestos, fala, simpatia e educação.

Outro ponto importante é a vestimenta, que não segue uma regra clara, pois depende muito da cultura organizacional da empresa. Se você a estudar com antecedência, saberá o que se encaixa melhor ou não na ocasião. Mas, na dúvida, opte por cores neutras e peças discretas.

Mentir, nem pensar!

Este é um assunto bem delicado, porque a pressão que envolve a situação acaba nos levando a tomar essa atitude. Ao perceber que temos poucas experiências ou que elas não parecem realmente incríveis, temos a tendência de “aumentar um ponto”, ou seja, contar uma mentira.

O recrutador é uma pessoa treinada para perceber esse tipo de deslize. Mentir, portanto, é uma atitude arriscada. Mesmo que a vaga já seja sua, em algum momento essa mentira poderá ser descoberta e comprometer sua imagem. Caso se encontre diante de um requisito que não atenda, seja sincero, explique a situação e se mostre disposto a aprendê-lo para fazer parte da empresa.

Exponha seus pontos fortes

Sempre que surgir essa questão, deixe claro sobre quais experiências teve e as habilidades que alcançou com elas. Faça uma linha do tempo contanto como conquistou cada ponto forte e positivo para o seu conhecimento profissional.

No caso do primeiro emprego, foque em tudo que envolveu sua formação. Dê atenção a trabalhos realizados, pesquisas, atividades extras, cursos de aperfeiçoamento, exposições que participou, projetos que realizou e o que mais constar no currículo acadêmico.

Reconheça seus defeitos

Mais do que saber sobre suas qualidades, entender e expor seus defeitos também faz parte da entrevista de emprego. Essa pergunta vem sempre com a intenção de saber se o candidato sabe lidar com suas falhas sem fugir delas ou tentar mascará-las com qualidades.

Reconheça sua fraqueza e a coloque na resposta junto com um interesse de evolução. Esqueça o tradicional “sou muito perfeccionista” e foque em expor verdadeiramente o que pode ser uma barreira para você e como acha que ela pode ser vencida dentro do ambiente de trabalho.

Se você procura por aperfeiçoamento do currículo, pode se interessar por cursos rápidos, como os da Plataforma Solution!

A arte de liderar: você está pronto para o mercado?

Com os desafios de trabalhar conjuntamente o alcance dos resultados empresarias e o cuidado com os profissionais e colaboradores, surge a necessidade de se aprender a arte de liderar. A dica é da professora do curso de Liderança e Líder Coach da Plataforma Solution, Denise de Moura.

Aquela imagem do gestor autocrático, com poder centralizado e tratando as pessoas da equipe como números já não tem mais espaço nas empresas. Especialmente porque esse comportamento pode estimular condutas inadequadas dos funcionários.

Um bom exemplo citado pela professora é o gestor que somente avalia e reconhece o trabalho da equipe a partir dos resultados apresentados. Nesse cenário, os profissionais podem entender que o objetivo na empresa é apenas bater metas e gerar um ambiente mais competitivo e agressivo e menos colaborativo.

“Mesmo que esse tipo de gestão apresente resultados a curto prazo, a médio e longo prazo pode adoecer um time inteiro”, alerta Denise.

Resultados sustentáveis

Mas então, como atingir resultados e, ao mesmo tempo, manter a equipe saudável emocionalmente? Denise explica que a arte de liderar exige participação ativa dos gestores no engajamento e comprometimento das pessoas que lidera.

“Este não é um processo fácil. A motivação é, comumente, uma característica muito pessoal e que depende de cada um, individualmente. Contudo, é possível que alguns comportamentos do líder influenciem o envolvimento dos profissionais”, comenta.

A professora destaca três pontos fundamentais para auxiliar nesse processo:

  • Competência: além das habilidades para realizar uma atividade específica, a competência é sobre ser ágil e eficiente durante uma crise, assim como solucionar problemas complexos em conjunto com a equipe.
  • Credibilidade: a personalidade do gestor também entra em jogo quando o assunto é uma boa liderança. É preciso consistência entre os discursos e as ações para passar credibilidade. Também é importante escutar e aceitar opiniões diferentes.
  • Confiança: os dois primeiros pontos são essenciais para que o gestor transmita confiança. Isso identifica um líder que cumpre as promessas, diz a verdade, se desculpa quando comete erros e acredita em si mesmo.

Diferentes gerações

Equipes com pessoas de diferentes gerações são cada vez mais comuns e estão entre os desafios da arte de liderar.  Isso significa lidar com profissionais de diferentes valores e vivências. Assim, o líder deve conhecer cada pessoa do seu time para propor, por exemplo, programas de mentoria, em que os funcionários mais experientes capacitam os mais novos e vice-versa.

Essa troca entre gerações é fundamental para o desenvolvimento das pessoas que convivem dentro de um mesmo ambiente – e o respeito é o ponto de partida desse processo.

Equipe globais

Outra tendência que já está em aplicação nas empresas são as equipes globais, com integrantes trabalhando em diferentes países de forma remota ou mesmo em casa, no formato home office. “Nesses casos, é imprescindível que o líder promova um sentimento de unidade entre elas, utilizando as diferenças culturais a favor do grupo”, ressalta Denise.

Algumas dicas da professora envolvem reunião periódicas e metas para serem atingidas em equipe. Nesses momentos, o líder deve relembrar os profissionais da importância do grupo para a estratégia geral da empresa e como cada funcionário contribui com o crescimento corporativo.

Autocuidado

O cargo de liderança pode ser muito solitário. Por isso é importante uma boa gestão também na vida pessoal, para conciliar família, lazer e amigos com o trabalho. Do contrário, o gestor pode desenvolver doenças físicas e psicológicas, fruto da má administração das responsabilidades e prioridades.

“Ser eficiente pouco tem a ver com as horas da sua jornada de trabalho”, adverte Denise.

Gestão com pessoas

A arte de liderar tem a ver, principalmente, com a gestão com pessoas, em vez da gestão de pessoas. É preciso que o líder goste de gente, para fazer a diferença na vida dos outros e contribuir para o crescimento da equipe. 

Segundo Denise, muitas pessoas em cargos de liderança ainda não se tornaram líderes pois não são exemplo nem inspiram os colegas a serem melhores todos os dias. A professora exemplifica com a figura de um profissional que tem um conhecimento específico e consegue compartilhar com o grupo. Essa pessoa tem o “poder de especialização” e gera credibilidade pela experiência e talento. “Os demais se espelham nele.”

O contrário vale para os gestores que utilizam o “poder coercitivo” ou o “poder de recompensa”. Eles funcionam mais ou menos na base do “faça o trabalho porque eu mando e pago seu salário”. O máximo que isso gera é obediência, mas sem respeito, confiança, comprometimento ou admiração.

Visão de futuro

Também é importante que a arte de liderar apoie suas bases na visão de futuro. “E isso ocorre a partir do desejo de realizar algo especial, que consiga envolver e estimular o time a alcançar resultados nunca conquistados”, comenta.

Mas nada adianta essa visão de futuro se ela não for compartilhada e aberta a receber sugestões e alterações. Para isso, o autoconhecimento é fundamental: o líder deve conhecer suas emoções e medos para controlar seus impulsos e demonstrar humildade e flexibilidade.

Habilidades sociais e emocionais

Quem está interessado em desenvolver a arte de liderar precisa ficar atento a algumas habilidades sociais e emocionais cada vez mais ligadas à liderança, como gestão de tempo, inteligência emocional, criatividade, flexibilidade cognitiva, empatia, negociação, escuta ativa, resolução de problemas e pensamento inovador.

“A maioria dessas competências foi listada pelo Fórum Econômico Mundial como as mais importantes e que todo profissional precisa desenvolver até 2022. Entretanto, o mais importante é o comportamento ético. Respeitar a todos, saber escutar, ter um discurso igual a prática e sempre dizer a verdade são essenciais e vitais para uma boa liderança”, conclui Denise.  

E você? Está preparado para ser um líder do futuro? Conte nos comentários!

Saiba quais técnicas da neurociência são usadas no marketing

Sempre foi interesse da ciência entender a mente humana. Na arte de conquistar clientes, técnicas da neurociência foram aliadas ao marketing e o comportamento consumidor passou a ser melhor analisado pelo neuromarketing.

O princípio da ferramenta vai além de “espiar” nossos cérebros. Ela é uma importante ação de melhora e introdução de produtos no mercado que realmente sejam bons para o público. Dessa forma, sabendo do que o cérebro gosta, as empresas podem ser capazes de agradar mais.

No contexto do marketing de conteúdo, a estratégia pode auxiliar com a relação e interesse do cliente com a marca ao criar diálogos que funcionam entre os dois canais. Entenda como a seguir.

Contando histórias

Gostamos de ouvir ou ler algo que estimule o lado emocional, principalmente quando nos identificamos com a história. A narrativa e o modo como ela é feita muda muito a forma como uma marca atinge seu público. Um conteúdo bem produzido consegue ser persuasivo, além de levar a uma compatibilidade de ideais.

Esse jeito de contar é identificado como storytelling, sendo seu maior objetivo não vender o produto, mas gerar engajamento para uma fidelização a partir da “compra” dos valores da marca. Para um bom storytelling é preciso um enredo, protagonista, antagonista conflito e final feliz.

Sendo exclusivo

Embora as inserções de campanhas e produtos atinjam a um grande público, gostamos de sentir que somos parte de um grupo seleto. Mesmo conscientes de que a comunicação não pode ser tão “VIP”, a sensação de exclusividade nos faz sentir importantes.

Sabendo disso, as marcas alimentam o lado irracional do cérebro que deseja ter a mensagem direcionada a ele. Ao utilizar a palavra “você”, nasce a percepção de que o produto é sim feito para aquela pessoa. Aliada a outras técnicas da neurociência, essa estratégia pode ser importante para aprimorar a oferta de produtos para determinados tipos de consumidores.

Incentivando a visão

Existem duas coisas das quais a visão humana gosta muito: cores e imagens humanizadas. A primeira tem relação ao costume que temos de associar tonalidades aos sentimentos. Por isso, muitas empresas cuidam para ter o efeito correto de cada cor no seu produto, usando de acordo com o objetivo que se deseja atingir.

No outro aspecto, usar imagens ou textos que incluam pessoas em uma campanha significa aproximar o público. É mais fácil se sentir parte de um negócio quando ele não é constituído apenas por máquinas e computadores. Uma curiosidade adicional: bebês têm um maior efeito nesse sentido, pois sua imagem causa algo entre a nostalgia e empatia.

Estimulando sentidos

Além da visão, as técnicas da neurociência podem influenciar o lado mais irracional do cérebro. Isso significa que é possível atingir sentidos que tampouco conseguimos controlar ou temos consciência de existirem. Como exemplo, a internet consegue aguçar no mínimo dois sentidos ao oferecer experiências audiovisuais.

Em uma campanha é possível demonstrar texturas, cheiros, sensações e sentimentos sem nada além de uma música e fotos. A mente possui um poder de percepção que também pode ser ativada pela memória de forma inconsciente. Em uma estratégia digital é possível despertar inúmeras sensações sem qualquer linguagem verbal.

Sendo urgente

Palavras, imagens e expressões que aceleram a mente geram a ideia de imediatismo e necessidade. Essa é mais uma maneira de mostrar a importância de um produto na vida do consumidor, sendo o objeto capaz de trazer solução e satisfação.

É importante ressaltar que essa não é uma forma de “hipnotizar” o cliente para que ele compre algo que não vai usar. A ideia é incentivar o público para que ele passe a testar e, quem sabe, gostar do produto ou serviço. Para isso, é comum o uso dos termos de oportunidade, como “ultimas peças”, “compre agora” ou “compre com um click”.

Repetindo estrategicamente

Certos conceitos, quando sugeridos muitas vezes, retêm mais fácil a atenção. A explicação para essa, que é uma das técnicas da neurociência, está na estratégia. Usar ideias de forma repetida torna a mensagem mais persuasiva e, por fim, mais poderosa. Com o tempo, até mesmo pessoas mais relutantes podem mudar de opinião e se interessar pela ideia ao ouvi-la e vê-la por tempo suficiente.

Importante ressaltar que a carga de repetições não pode ultrapassar alguns limites. Caso a mensagem esteja presente de maneira muito constante, ela acaba tornando maçante e causa efeito contrário do desejado inicialmente. Por isso, bom senso ajuda também na hora de marcar presença de uma marca ou produto.

Sendo simplista em ofertas

Não é incomum o cérebro ter dificuldades em lidar com valores. Para nós, é mais fácil comparar preços entre produtos similares e assim saber se uma oferta é ou não vantajosa. Um exemplo muito usado está presente em mercados e feiras, com cartazes de “2 por 1” e assim por diante. Mesmo que o consumidor não precise de três ou mais itens, a tendência é que leve essa quantidade ao ver que o valor separado dos produtos não gera “economia”.

Outra das estratégias da neurociência é oferecer um favor antes de se pedir qualquer coisa. Muito usada no marketing, essa ideia tem por base mostrar a disposição de se ajudar antes de tentar vender algo. O efeito disso é um sentimento de reciprocidade, na qual o cliente se inclina mais a retribuir a ajuda obtendo o produto ou serviço.

Conhece outras ações da neurociência usadas no marketing? Conte pra gente nos comentários 😉

Leia também sobre as sete ações da neurociência usadas pelo marketing.

Dica Miojo e Dica Costela

Você já parou para pensar (ou recordar, depende da sua idade) de como era o acesso às informações/conhecimento no início dos anos 2000? Se sua intenção era se informar/aprender, suas alternativas provavelmente se concentravam em televisão, rádio, materiais escritos (livros, apostilas, revistas, jornais, etc…) e, quando possível, cursos presenciais dedicados à temática.

Um cenário que mudou drasticamente depois da popularização da internet, dos smartphones e das redes sociais a partir do meio dos anos 2000. Fundamentado em conectividade, o contexto permitiu (e permite cada vez mais) acesso ágil e amplo as informações e conteúdo. Mas não somente o acesso foi massificado, como também a democratização da geração de conteúdo. Se antes para expor seu ponto vista, suas opiniões e seus materiais o indivíduo precisava ter um certo renome ou recursos financeiros, hoje fazê-lo faz parte do cotidiano.

Deixando um pouco de lado alguns comportamentos nas plataformas (destaco os usuários e não as plataformas em si), como as fake news, as jihads políticas e as “vidinhas meramente ilustrativas”, tem muita coisa informativa e interessante na rede. O YouTube por exemplo, além da MTV dos tempos modernos, do divã de todos, se tornou o manual de instrução do mundo, com disponibilização de tutoriais e conteúdo de praticamente tudo.

Essa geração colaborativa de conteúdo não tem forma, com padrões e estereótipos estabelecidos. Basicamente, cada um faz da maneira que deseja. É neste sentido que muitas críticas são geradas. Vou dar um exemplo que acontece no meu meio, mas que deve ser comum em diversos segmentos. Dado que parte de minhas atividades profissionais é voltada ao Excel, participo de alguns fóruns de discussão dedicados, sendo que uma temática recorrente, gerando, inclusive, “faíscas” entre os participantes, é a tal da “dica miojo”.

O termo estabelece de forma cômica uma analogia entre os tutoriais de curta duração e os macarrões instantâneos. A crítica concerne justamente no lema “pronto em 3 minutos”, de modo que a argumentação se dá ao fato do conteúdo ser pontual, não “sustentando” quem consome, negligenciando o potencial da ferramenta. Uma consideração válida, mas não soberana, afinal, depende de quem consome. Por exemplo, você disponibilizaria de macarrão instantâneo como dieta básica de uma criança? É provável que não, afinal, apesar de “matar a fome”, tal mantimento é desprovido de nutrientes importantes para formação do indivíduo. Agora, qual o problema de um sujeito já mais formado consumir um desses alimentos práticos, pontuais, uma vez ou outra?

Aplicando este paralelo ao Excel ou qualquer ferramenta/temática que você desejar, podemos assumir que a lógica é verdadeira. Se você é um usuário inicial, haverá agregação de valor ao consumir “dicas miojo”? É provável que sim, dado que qualquer forma de conhecimento é válida. Essa compreensão, entretanto, tende a ser efêmera e isolada, não permitindo enxergar sua aplicabilidade no contexto, limitando, consequentemente, o potencial da ferramenta como um todo. Portanto, se você é uma “criança” na temática, a recomendação é que você consuma inicialmente conteúdos parrudos, possibilitando a formação de uma base sólida.

Agora, se você já tem uma certa instrução no tema em questão, pode consumir “miojo” sem qualquer prescrição. Ninguém merece ficar assistindo “dicas costelas” – que seguindo a mesma linha de raciocínio, demora 3 horas para ficar pronta – quando se deseja consumir ou compreender conteúdos pontuais. Não é necessário percorrer todos os corredores de um supermercado quando precisa-se comprar apenas um produto.

Na verdade, não existe “Dica Miojo x Dica Costela”. É “Dica Miojo + Dica Costela”. Ambas são formas de conhecimento e que se integradas, permitem a potencialização do aprendizado. Esta integração está inserida em um contexto ainda maior, que é a customização do conhecimento. Somos singulares, com velocidades de aprendizado e formas individuais de absorção conteúdo. Simplesmente não existe “receita de bolo”, cada um aprende de uma maneira, de modo que diferentes formatos são extremamente desejáveis.

Portanto, independente da “culinária do conhecimento” que você adota para compartilhar seus materiais, continue. A natureza da ação é o que vale. E evidente, espere críticas e resistência. Jesus Cristo, Buda, Gandhi e qualquer outro sofreram resistência. Não é com você que será diferente. Já diria Aristóteles: “Há apenas uma maneira de não receber críticas, não faça nada, não diga nada, não seja nada”.

Por fim, assim como cada um escolhe o restaurante e o que vai comer, com conteúdo é a mesma história. Exceto as propagandas (e que na maioria das vezes podem ser puladas), ninguém é obrigado a assistir ou consumir conteúdos de forma forçada, trata-se de uma escolha. Esse é o grande barato das plataformas modernas, um grande “à la carte” do conhecimento. Não tenha dúvidas que se o conteúdo for bom e válido, ele será consumido. É aqui que está a diferença na democratização do conteúdo, havendo um hiato entre falar e ser ouvido.

Botão (João Rosa) é professor da plataforma Solution e youtuber no canal Botão do Excel.

Como o líder interfere na qualidade de vida da equipe

O líder tem impacto direto nos resultados da sua equipe, sendo o seu papel conhecido, debatido e difundido há muito tempo na literatura de liderança. Mas este “guia” também influencia diretamente o comportamento e a qualidade de vida dos seus liderados.

A qualidade de vida no trabalho, também conhecida como QVT, está diretamente ligada à motivação dos funcionários dentro das organizações. “E diz respeito a inúmeros programas e ações que facilitam o trabalho, o ambiente e o bem-estar das equipes”, explica a professora do curso de Liderança e Líder Coach da Plataforma Solution, Denise Moura.

Como exemplo de aplicação de ações para melhorar a qualidade de vida da equipe, a professora pontua programas de ergonomia e ginástica laboral que devem ser propostos pelo gestor.

Saúde emocional

Os fatores para garantir qualidade de vida, entretanto, envolvem muito mais do que a saúde física dos funcionários. Uma atenção especial, relata Denise, deve ser voltada à saúde emocional. “O líder tem papel fundamental neste processo”, conta.

Para o processo, ela elenca algumas ações a serem seguidas, sendo:

  • Valorização das pessoas de forma justa, evitando privilégios e afinidades;
  • Feedbacks constantes sobre o desempenho dos integrantes da equipe;
  • Elogios e reconhecimento do trabalho bem executado;
  • Autonomia para tomar decisões;
  • Desafios constantes para que as pessoas possam explorar suas potencialidades;
  • Liberdade de expressão para que exponham seus pontos de vista sem sofrer represálias;
  • Respeito a todas as pessoas;
  • Oportunidades de crescimento.

Gestão democrática

Denise diz ainda que um líder autocrático, que não escuta e não respeita a sua equipe e ainda a humilha quando não atinge os resultados, acaba por adoecê-la física e emocionalmente, limitando a sua capacidade de crescimento.

“Um gestor agressivo e que se preocupa apenas com os resultados, pode catalisar, inclusive, um comportamento antiético na equipe”, conta.

Ao perceber que só será valorizado pelo que entrega, um funcionário também pode iniciar um comportamento inadequado. “Ele chega a enganar o cliente e os colegas para vender a qualquer custo, por exemplo. Este processo tende a ruir uma equipe.”

A professora ressalta que o líder, através do seu discurso, prática e comportamento, tem papel importante na manutenção de um bom ambiente de trabalho. “Dessa forma, ele proporciona relações saudáveis e sustentáveis que favorecem uma excelente qualidade de vida”, finaliza.

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