Como o elevator pitch melhora sua comunicação

Com o mundo cada vez mais rápido e objetivo, as demandas por apresentações mais sucintas e que entregam mais conteúdo aumentaram. É aí que a técnica do elevator pitch entra para diferenciar uma simples conversa de uma comunicação realmente eficaz.

Já pensou em como você impressionaria alguém durante uma conversa de elevador? Quais técnicas você utilizaria para encantar sua audiência? Parece difícil, né? O elevator pitch, que em tradução livre se aproxima do termo “discurso de elevador”, surge para te ajudar a causar uma boa primeira impressão, em um papo direto e instigante.

Para ajudar a entender melhor essa técnica, você pode comparar o elevator pitch com um cartão de visitas, que informa rapidamente quem você é e quais suas intenções.

E isso é extremamente importante não só para suprir as demandas de um mundo cada vez mais rápido e tecnológico, mas também para conseguir atenção de pessoas que não conseguem se concentrar por muito tempo.

Quer saber como colocar essa técnica em prática? Separamos algumas informações importantes para você!

O começo de tudo

O primeiro passo antes do elevator pitch é entender como a comunicação é construída. Um bom discurso, no geral, tem alguns elementos fundamentais e pessoais embutidos.

  • Autoconhecimento: essa habilidade é essencial para quem deseja se comunicar com mais eficácia. Definir nossas qualidades e nossos pontos fracos nos ajuda a listar outras informações importantes que podem ser utilizadas em discursos, como principais projetos, experiências e competências.
  • Hobbies e vivências: esses elementos ajudam a mostrar mais sobre quem você é. As experiências, tanto da vida pessoal quanto profissional, explicam um pouco sobre a personalidade do emissor da mensagem.

Esses dois pontos devem ser levados em consideração em qualquer possibilidade de primeiro contato, seja em uma conversa informal ou até em uma entrevista de emprego.

Tipos de discurso

Não existe fórmula para garantir que sua comunicação seja boa ou não. Contudo, você pode estudar alguns tipos de discurso para enquadrar o seu elevator pitch conforme o seu objetivo e estratégia.

Confira seis variações sugeridas por Daniel Pink, autor do livro To sell is human.

  • Uma palavra: Quando você pensa na palavra “busca”, automaticamente já vem à cabeça “Google”, não é mesmo? O termo representa exatamente a essência da empresa, de forma simples e completamente explicativa, resumindo bem a mensagem. Tente associar palavras a você, sua empresa ou objetivos.
  • Em perguntas: As perguntas são convites à reflexão. Por isso podem causar mais impacto no começo do seu elevator pitch do que as afirmações. Claro que tudo depende de como o resto da sua apresentação é conduzida para garantir o engajamento. Não vale deixar a pergunta sem resposta ou finalizar com um discurso inconclusivo.
  • Rimado: As rimas funcionam muito bem em músicas e jingles porque são boas formas de fixar a mensagem na mente dos receptores. Assim, esse efeito hipnótico é sucesso também nos discursos.
  • No Twitter: A rede social que já foi chamada de microblog permite posts de até 280 caracteres. Por isso, pode ser uma boa inspiração para apresentações curtas e impactantes. Um bom exercício é montar seu discurso dentro dos limites do Twitter.
  • Na Pixar: A técnica do storytelling é uma velha conhecida dos profissionais de marketing, mas também pode ser utilizada para montar um discurso com elementos narrativos para conectar a audiência, como personagens, ambiente, conflito e mensagem.

Agora mão na massa para construir um elevator pitch eficiente! Não esqueça de deixar sua experiência nos comentários!

Entenda como usar a comunicação não violenta em empresas

Você se lembra de alguma vez ter se frustrado ou percebido algum colega de trabalho irritado por conta de uma frase? Muitos conflitos corporativos acontecem quando a mensagem é passada de forma errada ou com mau tom. Na comunicação não violenta, ou CNV, o que se preza é que esse tipo de situação não aconteça.

Baseada na consciência das necessidades do próximo, a comunicação não violenta tem a simples finalidade de criar diálogo sem agredir ou ofender verbalmente um colega.

Desenvolvida pelo psicólogo Marshall B. Rosenberg, essa habilidade fortalece as relações humanas. Segundo o autor, as “palavras, em vez de serem reações repetitivas e automáticas, tornam-se respostas conscientes, firmemente baseadas na consciência do que estamos percebendo, sentindo e desejando.”

Em ambientes de trabalho, a comunicação não violenta nos leva a refletir sobre necessidades, cria empatia entre os funcionários e evita conflitos. Além disso, ela capacita para feedbacks, seja para quem os passa, quanto para quem os recebe.

A fala violenta

Uma comunicação não violenta pode ser desenvolvida no trabalho, seja individualmente ou em grupo. Entretanto, é preciso identificar antes as práticas de comunicação violenta e como elas estão facilmente inseridas nas conversas cotidianas.

Para começar, basta identificar o sentimento despertado durante a emissão de uma mensagem. Ela pode ser desde uma fala, um e-mail ou conversa por telefone. Na CNV, ao expressar uma crítica, por exemplo, é preciso fazê-la de uma maneira empática.

Falar que alguém é desorganizado pode gerar três reações: revolta, aceitação ou rejeição. Mas nenhuma dessas reações fazem parte da CNV. Quando alguém acusa o outro, significa que uma necessidade não foi atendida. Isso, necessariamente, não aponta que alguém errou, mas sim que existe frustração de desejos não atendidos.

Portanto, a prática da comunicação não violenta está relacionada tanto ao emissor quanto ao receptor de uma mensagem. Ambos podem e devem refletir sobre a necessidade por trás de cada crítica.

Exercícios de comunicação não violenta

Uma boa CNV se baseia em alguns elementos. Quando praticados, eles podem mudar de forma radical as relações entre colaboradores e, consequentemente, os resultados da empresa. São eles:

Observação sem julgamento

É natural que nossos julgamentos surjam dentro de uma primeira observação. Mesmo que pareça difícil, é possível deixar de lado a avaliação e crítica dos pré-conceitos.

Após isso, deve-se evitar uma expressão generalizada ou exagerada do ponto de vista. Por exemplo, ao invés de usar falas com “jamais”, “nunca” ou “sempre”, elas podem ser substituídas por sinônimos atenuantes.

É mais fácil aceitar e entender a fala “você entregou seus trabalhos com certo atraso. Isso me preocupa e me ofereço para te ajudar no que precisar” em lugar de “você nunca entrega suas coisas no prazo”.

Identificar sentimentos

Mais do que se livrar de pré-julgamentos, uma comunicação não violenta preza pela honestidade. Tanto na hora de identificar quanto no momento de expressar, seja sincero sobre o que sente: medo, mágoa, frustração, tristeza, insegurança, irritação etc.

Ao comunicar esses sentimentos, não disfarce, pois é possível que o receptor da sua mensagem não seja capaz de entender sua vontade. Isso leva novamente a julgamentos errados.

Crie empatia e facilite o entendimento sobre o que sente, mas nunca culpe o outro por esse sentimento. Ser vulnerável é natural para qualquer pessoa. Somente sendo sincero é possível se livrar dos sentimentos limitantes.

Localizar necessidades

Nem sempre estamos atentos para observar o que de fato nos leva a tomar certas atitudes. Então, sentir com profundidade as necessidades pessoais é um exercício a ser feito em particular.

Ao identificar os sentimentos, sejam positivos ou negativos, eles devem ser conectados às necessidades. Nesse momento somos levados a agir por impulso e, muitas vezes, passamos uma mensagem errada e violenta.

Se a sua frustração for ativada, por exemplo, quando alguém grita ou fala de maneira grosseira, experimente conversar. Tentar dizer “quando você levanta a voz eu me sinto desrespeitado” pode ajudar a localizar a carência dos dois lados.

Emitir pedidos claros

Se você compreendeu o que levou alguém a agir ou falar de uma maneira, chega a hora de saber como atender as necessidades individuais e do próximo. Para isso, determine quais ações podem ser praticadas.

Sempre opte por uma perspectiva positiva, mas que seja clara no pedido. Nunca exija, mas peça. Isso torna o tom da fala menos autoritário, gerando simpatia entre receptor e emissor da mensagem.

Usando o exemplo anterior, no lugar de “não quero que grite”, opte por dizer “gostaria que falasse mais baixo”. Mais importante ainda é se certificar de que as duas partes da conversa saíram com a mesma compreensão. Pergunte ao outro o que ele entendeu sobre o que você disse.

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