A importância de um RH digital na cultura organizacional das empresas

As evoluções tecnológicas mudaram as relações entre as pessoas, tanto pessoais quanto profissionais. A cultura organizacional das empresas também sofreu alterações com tanta tecnologia, mas é preciso saber por onde começar antes de se adequar à contemporaneidade.

Ter um RH (recursos humanos) digital, que utiliza ferramentas do mundo virtual para os processos antigamente baseados em pastas e papéis, é importante nesse processo. A relação entre essa equipe e o restante dos colaboradores é um espelho para a cultura organizacional da empresa, então começar a mudança nesse ponto é uma boa estratégia.

Se a equipe de RH aderir a ferramentas que facilitam processos complicados ou que melhoram a comunicação interna, outros times terão abertura para fazer o mesmo. Diante desse cenário, a tendência é que a empresa fique cada vez mais digital, aberta para conversa e com uma cultura organizacional inovadora.

Como começar

Para automatizar e trazer elementos digitais que facilitem a rotina do RH, é preciso começar revendo os processos e mudando a forma de pensar, o mindset. A maneira de trabalhar atual agrega algo para a empresa? Ou são somente várias etapas para concluir ações meramente operacionais?

É importante refletir sobre isso para entender em quais momentos as ferramentas digitais entrarão. Quando você perceber isso, vai notar a diferença que o RH digital faz para a cultura organizacional da empresa inteira – funcionando como um exemplo de inovação a ser seguido.

Os processos mais simples, como registro de ponto dos funcionários, cálculos de verbas, férias e benefícios podem ser os primeiros a migrar para uma plataforma digital. Imagine só se cada funcionário tiver autonomia para consultar seu banco de horas sem precisar ir até o departamento de RH e falar com alguém. É uma facilidade que o digital traz, mas essa mudança vai acontecer com o tempo, um passo de cada vez.

Recrutamento e seleção

A geração de profissionais que estão entrando agora no mercado de trabalho tende a priorizar empresas que possuem abertura para conversa e estrutura organizacional flexível, permitindo inovação. Não apenas o RH digital, mas começando por ele, possibilita a comunicação entre todas as equipes e a parceria entre as áreas.

Implementar o uso de ferramentas digitais de comunicação interna pode ser um fator chave para criar uma cultura organizacional inovadora. Além disso, o uso de tecnologia para facilitar a gestão de pessoas também é um ponto positivo no mercado de trabalho e incentiva todas as equipes a aderirem também.

A época em que o ambiente dentro de uma empresa era quase automático, sem muita interação, acabou. Se antes um escritório era silencioso e cada um somente fazia seu trabalho, sem sugerir melhoras ou interagir, hoje isso é até evitado pela nova geração de talentos.

Tanto no quesito de encontrar e manter os colaboradores, quanto a parceria entre todas as áreas pela capacitação e interação, ferramentas digitais podem ser essenciais no processo de solidificar uma cultura organizacional. Isso é um diferencial para reter um talento no mercado de trabalho.

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Como escolher uma empresa por sua cultura organizacional?

Uma das coisas que mais incomodam é não se sentir parte de um grupo ou lugar. Ao escolher uma empresa pela questão salarial, cargos e demais benefícios, corre-se o risco de cair nessa armadilha de não pertencimento. A vaga, no começo, até parecia bem atrativa, mas desde que começou no novo emprego você se sente desconfortável e fora do comum.

O segredo para o sucesso geralmente é associado ao esforço, atualização e demais processos, mas vai muito além de fórmulas. Ele também envolve os cultura organizacional da empresa e como ela se encaixa nos valores pessoais do funcionário. Somente assim essa situação pode ser evitada.

Começando a sentir parte

Dentre as qualidades que ajudam a conquistar uma vaga, se destacam a boa comunicação, extroversão, sociabilidade e capacidade de entrosamento. Entretanto, de nada servem em um espaço que pouco cultiva relações entre os funcionários ou, até pior, os prende em circunstâncias completamente operacionais, em que não existem conversas apropriadas fora do contexto corporativo.

Quando se escolhe uma empresa, é preciso sentir confiança para se relacionar com os novos colegas. Ter uma cultura organizacional que permite o sentimento de fazer parte do grupo facilita o abandono de certos medos, como o de falar ou ter conversas descontraídas com os novos colegas.

Ao perceber que a interação não é incentivada, fica mais fácil saber se a cultura da empresa é oposta às nossas experiências. A ambientação correta certamente despertará motivação, pois é uma forma de se sentir realmente bem-vindo, sem muito esforço.

A diferença entre pessoal e profissional

Diversas vezes nos sentimos isolados nas relações pessoais, como a clássica situação de não ser convidado para algum evento. Mas no meio profissional isso não deve acontecer, pois pode prejudicar o avanço da carreira.

Um exemplo são reuniões em que sua participação é importante, mas não houve convite para estar nelas. Ou quando você é chamado e não tem espaço para falar e, quando fala, sua opinião e consideração não são levadas em conta.

Se sentir isolado no trabalho demonstra uma grave falha na cultura organizacional e mostra que a empresa não está aberta para receber a ideia de todos, excluindo a equidade de chances e descartando a possibilidade de ouvir o que os funcionários têm a dizer.

Para além disso, existem outros sinais que demonstram uma cultura ruim. Ao escolher uma empresa, levamos em conta poder fazer aquilo que amamos. Por mais que isso nos seja permitido, se a organização não demonstra uma boa inclusão, a desmotivação é capaz de aumentar o turnover.

Alguns motivos específicos podem deixar mais claro que a cultura organizacional de determinada empresa não é a correta para você, tais como:

  • Você não se sente inspirado pelos seus colegas e gestores;
  • Seu trabalho não recebe reconhecimento e recompensa, pelo menos não da forma como você gostaria;
  • Não existe investimento para desenvolvimento da sua carreira por parte da empresa;
  • Valores, propósitos e visão geral da empresa ou da sua função já não são importantes para você.

Posso mudar?

É fato que cada empresa tem a sua própria cultura organizacional e é ela quem dá “personalidade” à corporação. Se encaixar em todas não é uma exigência, pois o contrário deve acontecer. Afinal, é mais fácil se entusiasmar com aquilo que acreditamos.

Para escolher a empresa com uma cultura que se encaixa para você, o primeiro passo é identificar os sinais. Isso deve acontecer desde a capacidade de inclusão até a forma como é trabalhada o progresso de cada funcionário. Se a intenção é mudar de organização, entenda o que não gosta na atual, para não “cair” em uma similar.

No momento da entrevista de emprego, converse com o recrutador e explique seus objetivos, deixando claro os próprios ideais. Nunca tenha como alvo apenas a vaga e o salário, afinal, exercer algo que desvia dos propósitos poderá virar um fardo para o desenvolvimento.

Antes mesmo da entrevista, procure saber sobre a empresa e não somente quantos funcionários ela tem e qual seu capital. Procure por avaliações e interação em redes sociais. Durante a conversa com o entrevistador, tente perceber como a cultura organizacional é descrita e a dinâmica das equipes.

Por fim, lembre-se de que fazer uma boa reflexão sobre qual é o melhor lugar para trabalhar. Se sentir parte de um grupo, de uma força e equipe que apenas beneficie sua carreira e bem-estar deve ser uma obrigação. Somente desta forma você se sentirá motivado a abraçar os valores da organização e entrar dentro do espírito cooperativo de trabalho.

Gostou? Entenda o que é e como funciona o comportamento organizacional.

Por que estudar comportamento organizacional?

O campo do comportamento organizacional, como estudo acadêmico, envolve temas como motivação, adaptação a mudanças que ocorrem no ambiente interno e externo de uma empresa, cultura e clima organizacional, estilos de liderança, desempenho dos funcionários e assim por diante.

Compreender esse comportamento humano na organização é fundamental para a gestão de processos e pessoas, elaboração de estratégias que atinjam resultados sustentáveis e fortalecimento da cultura organizacional.

“Quando bem trabalhada, a cultura organizacional diminui o turnover e os custos com contratação, melhora a satisfação e engajamento das pessoas, assim como atrai e retém profissionais que de fato acreditam nos valores da empresa”, afirma Denise de Moura, especialista em Gestão de Pessoas e professora do curso Liderança e Líder coach da Plataforma Solution.

Por que estudar?

Atualmente, tudo é rápido e está conectado o tempo todo. “Se em uma linha de produção do início do século 20 as pessoas não podiam conversar umas com as outras durante o trabalho. Hoje a comunicação é um dos principais fatores de sucesso ou fracasso de uma organização”, explica a professora.

Não somente a comunicação, todos os processos sofreram transformações ao longo do tempo. A estrutura rígida e vertical não é mais realidade em todas as empresas como era antigamente. Organização horizontal, times de trabalho, liderança situacional e trabalho em equipe são termos disseminados no mundo corporativo.

“Com estas mudanças, as pessoas precisaram aprender a lidar umas com as outras, ter empatia, saber escutar, dar feedback – questões essas não tão simples”, declara. “Se para ser admitido o foco está nos conhecimentos técnicos e nas habilidades, para se manter na organização é preciso ficar atento aos comportamentos e às atitudes”, completa.

Diante desse cenário, a importância de compreender o ser humano foi ganhando espaço dentro do universo corporativo. Isso inclui aprender a lidar com os desafios e conviver de forma harmoniosa e respeitosa com os colegas de trabalho. “Entender como nos comportamos, sobretudo no momento de crise, nos ajuda a evoluir”, diz.

Comportamentos limitantes

Saber lidar com as adversidades do dia a dia do universo corporativo é essencial. É possível desenvolver habilidades que auxiliam nessa tarefa e é preciso identificar comportamentos que limitam o crescimento pessoal e profissional. A professora Denise listou três:

  • Síndrome da perfeição – cobrança excessiva sobre nós mesmos, o que gera ansiedade e erros. “Todos nós temos limitações e será importante compreender os nossos pontos fortes e os de aprimoramento. Erramos, acertamos e crescemos.”
  • Auto sabotagem – aquela voz interior que impede o seu avanço. As coisas boas são sempre para os outros. Você não se acha merecedor delas.
  • Necessidade de aprovação – as suas atitudes são direcionadas para o que o outro pensa ou deseja de você. Seus comportamentos estão voltados para satisfazer as necessidades dos outros e não as suas.

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O que é comportamento organizacional?

Entender as relações humanas é importante para várias áreas da vida, inclusive a profissional. O comportamento organizacional estuda justamente isso e mostra que compreender as relações interpessoais é importante para formar equipes de alto desempenho.

Para além disso, o comportamento organizacional também é uma ferramenta para aprimorar a gestão de pessoas e de processos dentro da empresa. É uma forma de prever situações e evitar conflitos entre os colaboradores.

Por exemplo: um colaborador que não está feliz na sua função e tem uma visão deturpada dos objetivos da empresa. Ele passa o dia reclamando e aquilo influencia no ambiente de trabalho, na produtividade e no inconsciente coletivo. Pode ser prejudicial a longo prazo.

O estudo desses comportamentos é importante para entender as estruturas de trabalho em grupo e os impactos que causam no ambiente empresarial. Ele influencia os resultados da organização e caracteriza as condutas dos membros dela, formando uma cultura.

Cultura organizacional

A cultura organizacional é basicamente o conjunto de valores que são comuns entre os membros e gestores de uma empresa. E uma das coisas que faz com que a organização se destaque e se mantenha no mercado é ter os valores bem definidos.

Além disso, essa cultura também acaba por diminuir custos de contratação a medida que aumenta o engajamento dos funcionários e dá mais satisfação profissional a eles. Quando há uma definição clara dos valores de uma empresa, a tendência é que ela atraia profissionais que acreditem de fato naquilo e batalhem pelo objetivo.

Exatamente por isso, entender o comportamento e as relações pode ser uma chave para fortalecer a cultura organizacional. E quanto mais o empresário entender sobre isso, mais claro ficam os valores.

Para além de apenas fazer o funcionário “seguir religiosamente” a cultura, é preciso oferecer condições para que ele faça isso de forma positiva, com impacto no estilo de vida e bem-estar dos colaboradores, clientes e outros envolvidos.

Prática

Sabendo o que é comportamento organizacional e como influencia a cultura organizacional, como ele deve ser feito? Embora na teoria seja simples, aplicar requer conhecimento e sabedoria. Geralmente, algumas ferramentas, por assim dizer, são usadas para colocar em prática o conhecimento teórico.

Motivação – O primeiro passo é básico: se o funcionário não se sente motivado no ambiente de trabalho, por que ele vai fazer um bom trabalho? É preciso estimular a criatividade e inovação para que ele sempre tenha ideias que aprimorem sua rotina e, consequentemente, os resultados.

Liderança – Esse é importante: tenha líderes que saibam liderar. Parece um tanto quanto redundante, mas é verdade. Não adianta colocar o profissional mais “bem-formado” no cargo porque ele parece bom. Se ele não souber liderar com sabedoria, de nada vai adiantar.

Um bom líder conduz e administra a equipe, guia os outros colaboradores para o rumo certo, mas sem precisar ser autoritário. Entenda o que é um líder coach.

Desempenho – Esse fator é basicamente uma consequência dos outros dois. Quando há motivação suficiente e uma liderança saudável, a tendência é que o desempenho dos colaboradores melhore.

Além desses, outros elementos como a comunicação e a cultura da empresa são importantes para que o comportamento organizacional seja, de fato, eficaz.

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