Taxa de churn: o que é e como melhorar

A taxa de churn é uma das características que dizem muito sobre a saúde de uma empresa. Se você está se perguntando qual a real importância dessa métrica ou o que ela significa, veio ao lugar certo.

Em inglês, a palavra churn significa agitação. Na prática, essa taxa mede a perda de clientes ou o cancelamento do serviço prestado pela empresa. Por isso, quanto menor a taxa de churn, melhor!

Importância da taxa de churn

Considere a seguinte situação hipotética: sua empresa conseguiu a confiança de um cliente para uma primeira compra e ele acabou migrando para a concorrência ou não tem mais interesse nos seus serviços.

Isso significa que você criou campanhas e gastou tempo e dinheiro para conquistá-lo e até educá-lo sobre o mercado, mas ele continua sem resolução para o problema que fundamentou a compra. Ele se tornou um cliente qualificado (com perfil para adquirir novamente o produto ou serviço que você vende) e disponível para os concorrentes.

Philip Kotler, referência mundial quando o assunto é Marketing, já dizia que conquistar um novo cliente pode custar de cinco a sete vezes mais do que manter um consumidor que já está na base de dados da empresa.

Vamos falar de números?

Agora que você já sabe a importância da taxa de churn é hora de falarmos de números. A conta é uma regra de três simples e o mesmo cálculo pode ser utilizado para avaliar de quanto foi a queda no faturamento.

De novo, vamos imaginar uma empresa, dessa vez com 100 clientes. Se 10 clientes deixarem de comprar nessa empresa e optarem pela concorrência este mês, a taxa de churn será de 10% neste período.

Pode parecer pouco a princípio, mas se a empresa continuar nesse ritmo, em menos de um ano ela precisará demitir funcionários e fechar as portas.

Em um outro cenário, se a empresa apresentar uma estratégia para reverter essa queda e tentar conquistar 10 novos clientes no mês seguinte (supondo que a taxa de churn fique zerada), o gasto será muito mais alto apenas para repor essa lacuna.

Considerando o pensamento de Kotler, se o valor para reter cada um desses clientes fosse de R$ 100, então, para conquistar novos consumidores, seria necessário desembolsar uma média de R$ 600 por cliente. Fidelizar 10 clientes custaria R$ 1 mil para a empresa, enquanto os novos custariam um total aproximado de R$ 6 mil. A diferença é grande.

A dica é que a avaliação da taxa de churn seja realizada mensalmente, trimestralmente e anualmente, para que as estratégias de inteligência de mercado não fiquem defasadas. O ideal é que os valores dessa métrica fiquem entre 5% e 7% ao ano. Ou seja, cerca de 0,5% ao mês.

Mas o que fazer?

Se a taxa de churn começar a aumentar, a dica é desacelerar as prospecções e focar o time para entender quais fatores influenciaram a decisão dos clientes de abandonarem a empresa, onde está o problema (no produto? No atendimento?) e como mudar esse cenário.

Algumas vezes a justificativa para o aumento dessa métrica é, realmente, o cenário econômico do país. A diminuição do poder de compra da população em geral é um grande influenciador da taxa de churn. Contudo, é preciso avaliar ainda duas condições. A primeira é que quase ninguém deixa de consumir somente por um motivo. E a segunda é que a empresa deve ficar de olho nos cenários político e econômico para apresentar contramedidas para épocas de crise.

Dicas para diminuir a taxa de churn

Mais de um fator pode influenciar a taxa de churn. Geralmente, quem desiste de uma empresa não o faz da noite para o dia. A situação provavelmente estava desgastada. Por isso, abrir canais de comunicação com os clientes é o primeiro passo para entender as motivações de forma transparente. Esse diálogo pode ser por meio de pesquisas online ou até pessoalmente, por exemplo.

Mas só abra canais de comunicação se estiver realmente disposto a ouvir e repensar os erros que forem sendo apontados. Se o cliente fez uma primeira ameaça de deixar sua marca, escute. Muitas empresas só passam a correr atrás dos clientes quando essa ameaça é efetivada. E aí pode ser tarde demais (e caro) para recuperá-lo.

Confira algumas dicas para manter sua taxa de churn perto de zero:

  • Alinhe a expectativa do cliente com o que ele recebe
  • Ofereça suporte e atendimento efetivo aos clientes
  • Considere reajustar valores durante as crises econômicas
  • Aumente o valor da sua solução se for aumentar o preço

Quer dicas de como intensificar sua base de clientes e, consequentemente, diminuir sua taxa de churn? Clique aqui!

Como utilizar as 5 forças de Porter para potencializar resultados

As cinco forças de Porter é uma ferramenta fundamental para as empresas, independentemente do ramo de atuação. Isso porque ela auxilia no conhecimento do mercado e da concorrência, item imprescindível para a sobrevivência de qualquer negócio.

Uma boa gestão de qualidade faz a diferença na hora de definir os próximos passos, já que oferece embasamento necessário em técnicas comprovadas para justificar as decisões.

Essa técnica data da década de 1970 e leva o nome de Michel Porter, seu criador e professor da Harvard Business School. Ela colabora com o planejamento estratégico das marcas e auxilia a avaliação dos principais fatores que determinam o sucesso da empresa.

A ideia das cinco forças de Porter é avaliar de forma clara alguns fatores constantes, que independem do tamanho ou segmento da instituição. A partir disso, é possível identificar falhas e oportunidades, explorando um diferencial competitivo.

Que tal conhecer um pouco mais sobre essa ferramenta e potencializar seus resultados?

Rivalidade entre concorrentes

O primeiro passo é, realmente, avaliar o grau de competição existente no mercado em que sua marca está inserida. E não se esqueça do contexto: um mercado pouco competitivo pode indicar baixa demanda ou que o produto ou serviço está ficando obsoleto.

Por outro lado, um mercado competitivo demais pode sugerir saturação de oferta, com muitas empresas oferecendo a mesma coisa a uma quantidade limitada de clientes.

A dica, então, é conhecer exatamente a concorrência e acompanhar suas estratégias e seu desenvolvimento. E para as forças de Porter, isso significa, também, conhecer o público-alvo para trabalhar bem os diferenciais.

Poder de negociação dos fornecedores

Depois de conhecer a concorrência é a vez de analisar os fornecedores. São eles os responsáveis pela matéria-prima do seu produto ou serviço. E isso faz com que o impacto deles para sua marca seja muito importante, então tente entender quem são e como trabalham.

Um número baixo de fornecedores significa menos controle sobre preços, prazos e qualidade. O ideal é não ficar nas mãos somente de um ou outro. Ampliar essa força significa maior poder de negociação.

Você sabe quantos fornecedores sua empresa tem? Conheça o máximo deles possível, entenda as diferenças de cada um e qual o custo de mudá-los, tanto financeiro quanto de praticidade e qualidade.

Poder de negociação dos clientes

Para os clientes também vale a mesma coisa, com a diferença que eles têm, naturalmente, mais poder nessa relação. Com a competição mais acirrada, mais controle os consumidores têm sobre o processo de venda.

Quanto menor a concorrência, com menos empresas oferecendo a solução que os clientes precisam, mais o poder volta para as marcas.

Também vale levar em consideração o ticket médio (valor médio que cada cliente gasta no seu estabelecimento). Se ele é alto, então você pode considerar que existe uma relação de dependência entre o consumidor e a empresa.

Ameaça de novos concorrentes

As forças de Porter também destacam as ameaças de concorrentes que podem entrar no mercado em que sua empresa está inserida. Pensar em estratégias de prevenção, contudo, não costuma passar pela cabeça dos empreendedores.

Alguns pontos que podem inibir a entrada de competidores no mercado são: marcas bem consolidadas, patentes e contratos de exclusividade.

Além desses, o segmento da empresa também pode ser um dificultador desse processo. Por exemplo, empresas de produtos que podem ser vendidos online tendem surgir com mais facilidade. Porém, competir em mercados de inteligência artificial exige mais investimento e tecnologia, por isso talvez seja mais árduo.

Ameaça de novos produtos ou serviços

Quais as possibilidades de surgimento, então, de novos produtos ou serviços, que podem tornar sua solução ultrapassada?

A transformação digital possibilitou, ao longo dos anos, a digitalização de tarefas que pareciam impossíveis, como assinaturas de documentos e compras de roupas e sapatos.

Gostou das dicas? Então que tal aplicar as Forças de Porter no seu planejamento estratégico?

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A arte de liderar: você está pronto para o mercado?

Com os desafios de trabalhar conjuntamente o alcance dos resultados empresarias e o cuidado com os profissionais e colaboradores, surge a necessidade de se aprender a arte de liderar. A dica é da professora do curso de Liderança e Líder Coach da Plataforma Solution, Denise de Moura.

Aquela imagem do gestor autocrático, com poder centralizado e tratando as pessoas da equipe como números já não tem mais espaço nas empresas. Especialmente porque esse comportamento pode estimular condutas inadequadas dos funcionários.

Um bom exemplo citado pela professora é o gestor que somente avalia e reconhece o trabalho da equipe a partir dos resultados apresentados. Nesse cenário, os profissionais podem entender que o objetivo na empresa é apenas bater metas e gerar um ambiente mais competitivo e agressivo e menos colaborativo.

“Mesmo que esse tipo de gestão apresente resultados a curto prazo, a médio e longo prazo pode adoecer um time inteiro”, alerta Denise.

Resultados sustentáveis

Mas então, como atingir resultados e, ao mesmo tempo, manter a equipe saudável emocionalmente? Denise explica que a arte de liderar exige participação ativa dos gestores no engajamento e comprometimento das pessoas que lidera.

“Este não é um processo fácil. A motivação é, comumente, uma característica muito pessoal e que depende de cada um, individualmente. Contudo, é possível que alguns comportamentos do líder influenciem o envolvimento dos profissionais”, comenta.

A professora destaca três pontos fundamentais para auxiliar nesse processo:

  • Competência: além das habilidades para realizar uma atividade específica, a competência é sobre ser ágil e eficiente durante uma crise, assim como solucionar problemas complexos em conjunto com a equipe.
  • Credibilidade: a personalidade do gestor também entra em jogo quando o assunto é uma boa liderança. É preciso consistência entre os discursos e as ações para passar credibilidade. Também é importante escutar e aceitar opiniões diferentes.
  • Confiança: os dois primeiros pontos são essenciais para que o gestor transmita confiança. Isso identifica um líder que cumpre as promessas, diz a verdade, se desculpa quando comete erros e acredita em si mesmo.

Diferentes gerações

Equipes com pessoas de diferentes gerações são cada vez mais comuns e estão entre os desafios da arte de liderar.  Isso significa lidar com profissionais de diferentes valores e vivências. Assim, o líder deve conhecer cada pessoa do seu time para propor, por exemplo, programas de mentoria, em que os funcionários mais experientes capacitam os mais novos e vice-versa.

Essa troca entre gerações é fundamental para o desenvolvimento das pessoas que convivem dentro de um mesmo ambiente – e o respeito é o ponto de partida desse processo.

Equipe globais

Outra tendência que já está em aplicação nas empresas são as equipes globais, com integrantes trabalhando em diferentes países de forma remota ou mesmo em casa, no formato home office. “Nesses casos, é imprescindível que o líder promova um sentimento de unidade entre elas, utilizando as diferenças culturais a favor do grupo”, ressalta Denise.

Algumas dicas da professora envolvem reunião periódicas e metas para serem atingidas em equipe. Nesses momentos, o líder deve relembrar os profissionais da importância do grupo para a estratégia geral da empresa e como cada funcionário contribui com o crescimento corporativo.

Autocuidado

O cargo de liderança pode ser muito solitário. Por isso é importante uma boa gestão também na vida pessoal, para conciliar família, lazer e amigos com o trabalho. Do contrário, o gestor pode desenvolver doenças físicas e psicológicas, fruto da má administração das responsabilidades e prioridades.

“Ser eficiente pouco tem a ver com as horas da sua jornada de trabalho”, adverte Denise.

Gestão com pessoas

A arte de liderar tem a ver, principalmente, com a gestão com pessoas, em vez da gestão de pessoas. É preciso que o líder goste de gente, para fazer a diferença na vida dos outros e contribuir para o crescimento da equipe. 

Segundo Denise, muitas pessoas em cargos de liderança ainda não se tornaram líderes pois não são exemplo nem inspiram os colegas a serem melhores todos os dias. A professora exemplifica com a figura de um profissional que tem um conhecimento específico e consegue compartilhar com o grupo. Essa pessoa tem o “poder de especialização” e gera credibilidade pela experiência e talento. “Os demais se espelham nele.”

O contrário vale para os gestores que utilizam o “poder coercitivo” ou o “poder de recompensa”. Eles funcionam mais ou menos na base do “faça o trabalho porque eu mando e pago seu salário”. O máximo que isso gera é obediência, mas sem respeito, confiança, comprometimento ou admiração.

Visão de futuro

Também é importante que a arte de liderar apoie suas bases na visão de futuro. “E isso ocorre a partir do desejo de realizar algo especial, que consiga envolver e estimular o time a alcançar resultados nunca conquistados”, comenta.

Mas nada adianta essa visão de futuro se ela não for compartilhada e aberta a receber sugestões e alterações. Para isso, o autoconhecimento é fundamental: o líder deve conhecer suas emoções e medos para controlar seus impulsos e demonstrar humildade e flexibilidade.

Habilidades sociais e emocionais

Quem está interessado em desenvolver a arte de liderar precisa ficar atento a algumas habilidades sociais e emocionais cada vez mais ligadas à liderança, como gestão de tempo, inteligência emocional, criatividade, flexibilidade cognitiva, empatia, negociação, escuta ativa, resolução de problemas e pensamento inovador.

“A maioria dessas competências foi listada pelo Fórum Econômico Mundial como as mais importantes e que todo profissional precisa desenvolver até 2022. Entretanto, o mais importante é o comportamento ético. Respeitar a todos, saber escutar, ter um discurso igual a prática e sempre dizer a verdade são essenciais e vitais para uma boa liderança”, conclui Denise.  

E você? Está preparado para ser um líder do futuro? Conte nos comentários!

Análise Pestel como estratégia para crescimento dos negócios

As empresas que estão em processo de formação ou as instituições que se sentem um pouco fora do contexto em que estão inseridas podem aplicar a análise Pestel como estratégia para crescimento dos negócios. 

Ao mesmo tempo que são muito importantes para o desenvolvimento das empresas, os fatores externos podem ser bastantes desafiadores quando o assunto é monitorar seus impactos. Por isso a análise Pestel pode ser útil para empresas de todos os tamanhos.

Afinal, o que é a análise Pestel?

A função dessa técnica é fornecer uma visão macro e atual da empresa. Isso significa entender como a política e economia do país, por exemplo, impactam nas operações internas. Para isso, esses fatores externos são separados em tópicos e, a partir de pesquisas e raciocínio, são listadas as principais tendências que podem refletir no negócio.

Os elementos relevantes para a análise englobam aspectos políticos, econômicos, sociais, tecnológicos, ambientais e legais. As palavras em inglês formam o acrônimo Pestel: Political, Economic, Social, Technological, Environmental e Legal.

Mas isso não significa que não possa haver adaptações. Algumas empresas também consideram elementos demográficos, éticos, interculturais e ecológicos durante a análise.

Benefícios

As vantagens de fazer a análise Pestel são muitas. Confira algumas que a Plataforma Solution separou:

  • Identificação de oportunidades
  • Prevenção de ameaças
  • Baixo custo
  • Desenvolvimento de alertas

Fatores políticos

A rentabilidade das operações de empresas do setor privado brasileiro está diretamente ligada à economia do país que, por sua vez, está ligada à situação política. Os empresários costumam dizer que um governo que interfere demais cria desafios maiores aos empreendedores.

Assim como a criação de novas tarifas, por exemplo, que podem impactar na produção. Dessa forma, é importante identificar quais são essas tarifas, bem como quais elementos podem influenciar seu negócio.

Uma dica é ficar de olho nas próximas eleições, nos candidatos e nas propostas para comércio exterior e legislação trabalhista, ambiental e tributária. Também é importante saber como o governo lida com o seu setor, quais as restrições impostas e quais as principais questões de proteção ao consumidor.

Fatores econômicos

A análise Pestel divide os fatores econômicos em dois. Os macroeconômicos contemplam as condições mais abrangentes de oferta e procura. Eles incluem taxas de inflação, câmbio e juros e índices de desemprego.

Já os microeconômicos são mais focados no consumidor e sua capacidade de compra. Um aumento de renda mensal, por exemplo, pode significar novas possibilidades de produtos e serviços mais selecionados e preços mais robustos.

O ponto de partida pode ser uma avaliação do cenário econômico como um todo, para saber se ele está estagnado, crescendo ou em declínio, quais as facilidades de crédito aos consumidores e como estão as taxas e variações do mercado.

Fatores sociais

Quem trabalha com marketing sabe da importância da segmentação demográfica do público-alvo para a estratégia da empresa. Isso quer dizer que o contexto social das pessoas deve influenciar a criação de campanhas a fim de promover maior engajamento e conversão.

Esse conceito também é aplicado à análise Pestel, que deve entender as influências culturais e as crenças da comunidade em que a empresa está inserida.

Algumas sugestões são: avaliar a taxa de crescimento populacional, as distribuições etária e de renda, os principais estilos de vida e as barreiras culturais, assim como analisar se a situação social local gera alguma demanda específica, como nas áreas de saúde e segurança, por exemplo.

Fatores tecnológicos

A tecnologia é um fator que influencia em todas as áreas de uma empresa. A transformação digital possibilitou que empresas entrassem em mercados ainda pouco explorados, de forma eficiente.

A análise dessa característica evita desperdício de tempo e dinheiro, já que auxilia no mapeamento do mercado com o objetivo de oferecer soluções para os desafios operacionais.

Você pode pesquisar as tecnologias disponíveis para automatização dos processos da empresa e quais ferramentas são utilizadas pela concorrência, por exemplo.

Fatores ambientais

Toda gestão empresarial deve estabelecer uma boa relação com o meio ambiente. Uma das justificativas são as novas formas de consumo, que estão cada dia mais conscientes, responsáveis e sustentáveis.

Esses fatores também influenciam a disponibilidade de recursos e matérias-primas, além de metas de poluição estabelecidas pelo governo.

Por isso, é importante considerar a regulamentação ecológica do setor, como as operações afetam o meio ambiente e se é possível reparar ou reduzir esses impactos, com a possibilidade de fontes renováveis.

Fatores legais

Saber e respeitar a legislação é fundamental para as empresas. Assim, a análise Pestel verifica esses fatores, a fim de evitar danos financeiros e perda da credibilidade perante o público.

Os principais fatores legais que envolvem empresas estão ligados às legislações trabalhista, do consumidor, patentes, de saúde e segurança.

A dica aqui é identificar essas legislações e manter-se sempre atualizado com as alterações jurídicas.

Você já aplicou a análise Pestel? Conte para a gente suas experiências!

7 dicas para começar a empreender

O mercado brasileiro é um desafio e pode assustar ainda mais quem está pensando em começar a empreender. Mesmo assim, o país vê aumentar o número de pessoas que se aventuram em ter seu próprio negócio e a tendência é que isso cresça nos próximos anos.

Ainda que educação empreendedora, gestão e planejamento não sejam tão populares nas escolas e lares do país, outros fatores do contexto atual influenciam na decisão de começar a empreender. Índices como cenário econômico instável e altas taxas de desemprego pesam nas decisões pessoais de muita gente.

Se você está nessa situação, não se preocupe. A Plataforma Solution separou sete dicas para você começar a empreender com mais confiança e clareza.

Divida suas tarefas

Uma empresa não nasce da noite para o dia. Por isso, cada etapa pode ser dividida em tarefas para serem concluídas dia após dia. Entender que o empreendedorismo é um processo é o primeiro passo para o sucesso.

Afinal, o dia só tem 24 horas. Se você estiver cansado porque a ansiedade de ter seu próprio negócio não te deixou dormir, você vai render ainda menos e pode não conseguir executar nem as tarefas mais simples.

Adeque sua realidade

Ter uma ideia criativa para o seu negócio é mais importante do que querer copiar a concorrência. Isso porque você deve adequar a sua realidade às ações e estratégias de marketing.

Uma sugestão é realizar o processo de benchmarking, uma forma de comparação saudável, que adapta as práticas positivas de outras empresas às particularidades da sua marca.

Aprenda com histórias de crescimento e lembre-se de fazer os ajustes necessários para que as ações sejam bem aproveitadas.

Equilibre o financeiro

Para começar a empreender de forma mais confortável financeiramente, defina as despesas mensais, como cronograma de pagamentos. Também tente antever as entradas de dinheiro para controlar o andamento financeiro.

Isso é conhecido como fluxo de caixa e serve de base para todas as decisões envolvendo investimentos. Cuide para manter os prazos de pagamentos e recebimentos em dia e evite desperdícios nas operações para não ficar inadimplente.

Invista em RH

O departamento de RH (Recursos Humanos) é responsável pela contratação dos funcionários. Por isso é importante que ele esteja sempre alinhado com os valores e visão da empresa.

O funcionário certo na função adequada é um diferencial para o crescimento rápido da empresa. A ideia é investir em políticas diferenciadas de RH, que vão além da folha de pagamento, contratações e demissões.

Procure o diferencial nos funcionários. Fazer um “leilão de salários” e contratar o mais barato pode ser uma economia ruim, que pode apresentar baixa produtividade com o tempo.

Não se esqueça do objetivo

Toda empresa tem um objetivo comum: lucrar. Mesmo as menores empresas não podem perder de vista esse objetivo. Assim, é necessário que os meios estejam de acordo com essa finalidade.

Para isso, reformule procedimentos, redefina estratégias e até redistribua as funções dentro da empresa. Fique de olho nos desperdícios, seja de dinheiro, de tempo ou de talentos.

Separe CPF e CNPJ

Nas empresas pequenas, sem sócios ou individuais, é normal que o patrimônio da pessoa física se confunda com o da pessoa jurídica. Muitos proprietários, ao começar a empreender, acabam pegando dinheiro do caixa da empresa sem registro ou desconto do pró-labore.

Isso atrapalha os registros e a contabilidade da empresa e fica até difícil estabelecer se ela é rentável ou não. Outra desvantagem é que podem ocorrem problema tributários com essa confusão, já que a empresa não deve funcionar como banco de crédito dos proprietários.

Aprenda a separar a vida pessoal da profissional em outras esferas, já que o contrário – proprietários de empresas que levam trabalho para casa – também ocorre com frequência.

Fique de olho no setor fiscal

Saber exatamente o que é pago de imposto faz parte do equilíbrio financeiro de quem quer começar a empreender. Claro que sua contabilidade pode ser terceirizada, mas é preciso ter consciência daquilo que a empresa paga e isso inclui os gastos fiscais.

Muitos pequenos empresários não conhecem ou entendem direito sobre este setor. Dessa forma, acabam ficando alheios à uma importante parte da empresa.

Bônus: Satisfaça o cliente

Se o objetivo de toda empresa é lucro, os clientes são os responsáveis diretos por proporcionar renda. Clientes satisfeitos retornam e, muitas vezes, trazem outros. Contudo, um cliente insatisfeito com certeza dividirá sua experiência ruim com outras pessoas.

Por isso, quando houver uma reclamação, busque conversar com os clientes, compreender os problemas e solicitações e entender os questionamentos para resolver.

Com a marca consolidada, você pode pensar em ações para fazer a empresa crescer e investir em marketing digital.

Quais são os diferenciais de um negócio de sucesso?

Ter um negócio de sucesso não é fácil no cenário que vivemos atualmente no Brasil. Existe uma saturação de empresas dos mesmos segmentos e, sem um bom diferencial, dificilmente uma nova marca prospera com tanta concorrência.

Entretanto, muitas vezes pode ser difícil encontrar algo para se destacar, porque parece que tudo já foi inventado. A pergunta que fica é: como ser diferente nesse cenário?  Existem estratégias para chegar a isso. O blog da Plataforma Solution separou algumas dicas, confira!

Inovação

Parece óbvio, mas quem não inova não prospera. Mesmo uma empresa tradicional e já consolidada no mercado, se não tiver novidades a longo prazo, vai sendo esquecida. Um exemplo é a própria Coca-Cola. Ainda que já seja conhecida por praticamente todo mundo, eventualmente surge o lançamento de novos produtos.

Inovar também quer dizer ter abertura para novas tecnologias e ideias, permitir que os colaboradores contribuam na sugestão e construção de projetos. O essencial é que seu produto ou serviço traga algo de novo que o mercado não tem.

Se você ainda pretende abrir uma empresa, mas não sabe por onde começar, aqui vão algumas dicas para inovar nessa empreitada e ter um negócio de sucesso:

  • Procure as necessidades dos consumidores por meio de pesquisas, estudos e observação
  • Imagine o que poderia suprir essas questões
  • Elabore seu produto ou serviço baseado nessas necessidades que o mercado ainda não atende

Um exemplo

Uma pessoa pensa em abrir um negócio no setor financeiro. Em pesquisas, percebe que a principal reclamação dos clientes de empresas de cartão de crédito é referente às taxas abusivas.

A partir daí, decide investir nesse problema e, meses depois, abre uma empresa de cartão de crédito sem taxas. A tendência para esse tipo de negócio é prosperar, porque entrega o que a população ainda não tem.

Atendimento humanizado

Se você quer se diferenciar no mercado e ter um negócio de sucesso, tenha um bom atendimento. Muitas das empresas tradicionais no Brasil são conhecidas por terem um péssimo canal de comunicação com o cliente, por isso é importante se destacar nesse aspecto.

Invista em canais de atendimento que sejam práticos para o cliente, como chat no próprio site e redes sociais – embora essas devam ser usadas com cautela. Evite ligações ou e-mails frequentes sobre promoções e upgrades, a maioria das pessoas não dá atenção a isso.

A dica chave para ter um bom relacionamento com seu cliente é um atendimento simplificado, em que os problemas são resolvidos facilmente. Ninguém gosta de ligar e ser transferido para cinco atendentes diferentes apenas para tirar uma dúvida ou cancelar algum pacote, por exemplo.

Funcionários engajados

A terceira dica é o que faltava para ter um negócio de sucesso. Tenha funcionários que abracem a causa da empresa e cresçam junto com ela. Isso quer dizer não contratar apenas pelo currículo, mas pelo perfil de inovação e entusiasmo com o negócio.

Ter funcionários competentes, que não faltam nunca e batem o ponto todos os dias no mesmo horário é legal. Mas trabalhar com pessoas que realmente gostam daquilo e fazem seu melhor porque querem ver a empresa crescer, não apenas para ter o salário no fim do mês, é muito mais motivador.

Por isso, na hora de contratar, elabore um processo seletivo para identificar essas características nos candidatos e dê preferência àqueles mais motivados. É claro, um bom currículo também faz a diferença, mas sozinho não é nada.

Qual você acha que é o principal diferencial dos negócios de sucesso? Comente!

Leia também 11 dicas de marketing pessoal para impressionar

Cultura digital não é mudança. É transformação

Os últimos anos apresentaram grandes mudanças na cultura digital como nunca visto antes. A chamada Quarta Revolução Industrial alterou nossa percepção quanto a isso e o tema desenvolvimento humano se encontra no centro de discussões avançadas. O quanto a tecnologia afeta a humanidade? A humanidade depende da tecnologia? 

A Estônia é um pequeno país da Europa e é referência em administração pública digital. Lá apenas três serviços exigem a presença física de um cidadão em uma instituição do governo: casamento, divórcio e transferência de imóvel.

O restante — de abertura de empresas até votação nas eleições presidenciais — pode ser feito por meio de uma assinatura digital. Dos 1,3 milhão de estonianos, 98,2% possuem RG digital, com um chip que garante acesso a mais 500 serviços do governo.

Esse é só um exemplo do que a cultura digital pode fazer quando bem empregada. Podemos ser dependentes da tecnologia ou usá-la da melhor forma, facilitando os processos mais comuns da nossa rotina ou alterando a experiência de como as coisas são feitas.

Mindset digital

Avanços como a Inteligência Artificial, Computação Quântica e a Lei Moore (que previu o aumento da capacidade de processamento de dados por chips) marcam a velocidade das mudanças que estão ocorrendo no mundo.

Os termos 4.0 e cultura digital tomaram um espaço importante na sociedade, inclusive no que diz respeito ao mundo corporativo. Mas, afinal, quais são os impactos verdadeiramente visíveis na forma como vivemos e trabalhamos?

Ao pensar nas gerações mais novas, chamadas de centennials e millennials (nascidos desde o final da década de 1980), identificamos um grupo que viveu as principais inovações tecnológicas.

Portanto, a cultura digital teve maior impacto nas gerações anteriores, acostumadas com uma forma mais analógica de viver. Pessoas que se formaram em épocas sem computadores e celulares, por exemplo, são as que mais têm dificuldade na mudança do mindset digital.

Empresas em estágios mais avançados, que nasceram antes das maiores revoluções tecnológicas, têm seus negócios traçados antes da cultura digital. Quando a transformação ocorre, elas são as que mais sofrem com os impactos.

Para contornar isso, as empresas precisam entender os pilares da transformação digital: foco no consumidor, feedbacks constantes, entregas mais rápidas e adaptação às mudanças. Entre outras coisas, elas precisam entender que não existe transformação digital sem confiança, complementaridade e acompanhamento das tendências.

Características da cultura digital

Provavelmente não seja fácil identificar um ambiente com qualidades digitais. Os maiores indicadores dessa adesão dentro das empresas são:

  • Indivíduos de alta performance, responsáveis e autoguiados;
  • Equipes eficientes e positivamente integradas;
  • Disciplina em alto nível;
  • Capacidade de mover-se rapidamente;
  • Forte estratégia digital;
  • Alta capacidade de execução;
  • Talentos e campeões digitais;
  • Foco no longo prazo;
  • Pessoas com paixão pelo risco.

Compreender este cenário de avanços tecnológicos, entretanto, não é suficiente para estar seguro no mercado, uma vez que ele é extremamente dinâmico. Não basta apenas adotar o que é tendência, mas sim ter conhecimento e estar capacitado.

Aderir à cultura digital vai muito além de aceitar as mudanças. Com um mundo VUCA (acrônimo para descrever quatro características marcantes do momento em que estamos vivendo: Volatilidade, Incerteza, Complexidade e Ambiguidade), fica cada vez mais difícil prever o futuro.

No contexto em que vivemos, a cultura digital se faz importante ao mudar a forma com que criamos valor. Ela recria a realidade. Ser digital não é mais incorporar plataformas, aplicativos, aparelhos tecnológicos etc. Digital é explorar novas fronteira, quebrar paradigmas, encarar desafios e aprender a olhar o mundo sob novos ângulos.

Vale lembrar que mesmo não citada, a tecnologia está presente em todas essas etapas. É ela e sua novidades que tornam os processos e planejamentos mais fáceis e ágeis.

Transformação digital vai além de utilizar soluções tecnológicas em uma organização. Seu objetivo é melhorar a performance da empresa, tornando-a mais enxuta, eficiente e produtiva, sem nunca deixar de satisfazer seus clientes.

Tecnologia muda a humanidade?

Pensar nos impactos da cultura digital na sociedade é simplificar sua capacidade de transformação. O DNA digital é permanente. Mudanças são reversíveis, a transformação não.

Se o impacto do digital for encarado exclusivamente como o aumento no número de soluções tecnológicas para empresas e pessoas, haveria sentido em buscar impactos na sociedade. A cultura digital e sua transformação não são apenas reflexos das mudanças na sociedade, mas a causa delas.

A comunicação, por exemplo, sofreu alterações que a deixaram instantânea. Unida com a informação de livre acesso, propiciada pelas redes sociais, nos tornamos exigentes e imediatistas.

Não podemos esperar por respostas ou prazos muito longos. O foco no cliente, dessa forma, tem que incluir metodologias ágeis e que estreitam o relacionamento serviço-consumidor. A transformação digital ocorreu para se adaptar aos nossos novos hábitos, não o contrário.

Humano, não máquina

Para especialistas, é fato que os robôs farão tudo que um humano faz. Em menos de 50 anos não existirá nenhum trabalho impossível para uma máquina ou ação humana que eles não serão capazes de reproduzir. Entretanto, seres humanos têm emoções, ética e empatia. Para não ser um robô, é preciso trabalhar essas qualidades.

Muito tem se falado sobra o reconhecimento de um mindset digital pela transformação e não pela mudança. Isso se deve a uma característica completamente aceitável em nós: somos bons em reagir, mas não em antecipar. Com uma mutabilidade tão grande, fica um pouco difícil prever o que pode ser tendência dentro de dois anos ou mais.

Seguir a transformação digital torna empresas mais ágeis e capazes de se adaptar a essa instabilidade e imprevisibilidade do mercado. Em vez de procurar por reestruturação, elas devem ter um planejamento que seja tão maleável quanto o que acontece com a cultura digital.

Mas não existe tal transformação sem uma mudança cultural, que exige mentalidade sempre atualizada. Isso significa que as empresas precisam estar atentas às novidades e saber que, para melhorar a estrutura e processos dentro da organização, nada melhor do que a força humana unida com um bom mindset digital.

Você adota a cultura digital dentro da empresa? Conte para nós nos comentários 😉