Saiba o que é VBA no Excel e para que serve

Passar várias horas do dia na mesma planilha, executando tarefas simples e manualmente é a realidade de muitos profissionais. O tempo gasto poderia ser utilizado para aprimorar e automatizar esses dados, diminuindo a possibilidade de erros e melhorando os resultados. E é essa a proposta do VBA no Excel.

Essa ferramenta é sobre utilizar uma linguagem de programação no software para facilitar os processos. “O Visual Basic é uma linguagem criada há muitos anos. O VBA, ou seja, Visual Basic for Applications, é uma parte específica para algumas aplicações”, explica Viviane Martins, especialista no assunto, Security Consultant e idealizadora do VBA na Veia.

Funcionalidades

“Imagine que você chega todo dia na empresa, tem que importar um relatório, mas para isso precisa formatá-lo, tirar coluna, mexer nas linhas de grade e outras ações. Todos os dias a mesma coisa”, começa Viviane. “É aí que entra a automação. Por meio do gravador ou do VBA no Excel”, explica.

O gravador citado por Viviane é uma ferramenta do próprio Excel que, ao ser ativada, grava os comandos e gera uma macro – e então permite colocar um botão para executar as ações quando quiser. É uma forma de automatizar sem necessariamente mexer nos códigos – mas essa possibilidade também existe.

Caso o usuário precise alterar algum detalhe da macro, não é obrigado a gravar tudo do começo, porque ele gera automaticamente um código VBA. Basta ajustar e mudar o que precisar por meio desse código.

Com essa opção, não há necessidade de chegar todos os dias e executar uma série de ações para gerar um único relatório. Basta acionar o comando e o Excel faz automaticamente. Ou seja, o VBA pode ser uma alternativa para poupar tempo e, por consequência, aumentar a produtividade.

VBA e gravador

Talvez você esteja se perguntando “Então por que devo aprender os códigos, se o gravador dá a mesma possibilidade?” Na realidade, o gravador é, de fato, uma ferramenta muito útil, mas não é igual à programação dos códigos diretamente.

“O VBA dá mais liberdade. Basicamente é possível fazer o que você quiser. Eu consigo praticamente fazer o Excel ‘falar’. O gravador faz uma análise mais simples dos dados, um comparativo ou algo que já está pronto”, diferencia Viviane.

Em que usar

A consultora explicou que o VBA no Excel é uma ferramenta muito útil para empresas que utilizam planilhas complexas e precisam realizar algumas ações repetitivas. No entanto, isso não quer dizer que a técnica não possa ser usada também para arquivos menores e mais simples. A linguagem VBA pode facilitar planilhas de todos os tamanhos.

É ideal que empresas que utilizam o Excel para organização de dados tenham sempre um especialista em VBA para programar e simplificar o dia a dia. Assim, repetições desnecessárias poderão ser evitadas, aumentando a produtividade e otimizando o tempo.

Um novo idioma

Aprender VBA no Excel, ou em outro programa do pacote Microsoft Office, é quase como aprender uma nova língua. Fazendo esse paralelo, levamos certo tempo para compreender um idioma diferente do que estamos acostumados. Até conseguirmos nos comunicar fluentemente, há um longo processo de aprendizado.

No VBA o processo é o mesmo. Leva certo tempo até o usuário aprender os códigos, regras e conseguir comunicar ao programa o que precisa ser feito. Por isso há outras funcionalidades que podem auxiliar ao longo desse processo, como o gravador.

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3 dicas práticas de como usar o Excel na organização financeira

Organização financeira ainda é um tabu para boa parte das pessoas. Muitos não veem a necessidade de ter uma forma de controle dos gastos mensais, no entanto, às vezes uma planilha ou até um papel com anotações pode ser a chave para sair do vermelho e poupar para projetos futuros.

Uma boa maneira para começar a ter organização financeira é utilizando o Excel. Mesmo sem conhecimentos técnicos profundos do software, com noções básicas você consegue ter seu planejamento de gastos de forma prática e – o melhor – personalizada.

“Com o Excel você organiza o que tem para receber, o que tem para gastar e tem um diagnóstico pessoal de como está utilizando os recursos. Aí você pode ter uma melhor tomada de decisão para organização financeira”, afirma João Rosa, professor da Plataforma Solution e idealizador do canal Botão do Excel.

Ele separou três dicas práticas para quem pretende começar a organizar a vida financeira pelo Excel. Confira!

Aba demais, produtividade de menos

A primeira dica é tomar cuidado com a quantidade de abas que vai abrir para controlar suas finanças pessoais. É comum na organização financeira as pessoas terem uma aba para cada mês, mas isso é condenado pelo professor. “Nunca monte dessa forma. Você está organizando de maneira errada e quando for fazer uma análise vai levar muito mais tempo”, afirma.

A dica aqui é fazer uma planilha dinâmica e com todas as informações dos meses em uma mesma aba. Uma opção é montar seus gastos do primeiro mês com todas as fórmulas e copiar para os meses seguintes – e então você insere os dados mensalmente e o próprio Excel vai gerar os resultados de entrada, saída e saldo final.

Essa planilha com colunas para os meses deve ter todas as informações na mesma aba e, assim, quando chegar ao final do período – semestral ou anual – vai ser simples conseguir um relatório de investimentos ou de gastos anuais, por exemplo.

Cada qual no seu quadrado

Essa aqui é uma dica básica para quem usa o Excel não apenas nas finanças pessoais, mas em tudo: não coloque mais de uma informação na mesma célula. “Quando você for organizar, procure colocar por tipo de despesa, se é crédito ou débito e na frente o valor. Cada um em uma célula”, orienta Rosa.

Isso porque fica difícil aplicar fórmulas com eficácia se tiver várias informações na mesma célula. Por exemplo, se você quer incluir na planilha sua despesa em um restaurante. Não coloque “Restaurante – R$ 50” no mesmo espaço. Sempre separe e, assim, o valor vai entrar na conta da fórmula e no total de gastos, deixando tudo mais prático.

Cuidado com a vaidade

Organização financeira no Excel é legal porque você pode personalizar sua planilha e deixar das cores e formatos que quiser, correto? Sim. Principalmente para os amantes de uma boa estética organizacional, o Excel é tentador. No entanto, não é interessante se ater a isso logo no começo. É importante pensar na produtividade e na eficácia da planilha antes da beleza dela.

“Não olhe sua informação pensando no que vai sair na impressora. Você deve olhar para facilitar uma análise inteligente dos dados e depois você gera o relatório extraído dessa análise”, explica o professor. É preciso ter uma base de dados muito bem organizada antes de pensar na estética da sua planilha mensal.

Organização organizada

Resumidamente, para utilizar o Excel como ferramenta de controle financeiro é preciso ter, antes de tudo, organização. Assim, você conseguirá colocar os dados de forma efetiva na planilha e facilitará a análise deles. “Tudo deriva disso, a organização é o cerne de tudo”, salienta Rosa.

Com organização, fica fácil manter tudo na mesma aba, cada informação nas células corretas e uma base de dados clara. Se sua dúvida é quanto à ferramenta e as técnicas para utilizá-la, conheça o curso rápido de Excel da Plataforma Solution. Ou, ainda, confira o canal Botão do Excel.

A vantagem principal

Talvez agora você esteja se perguntando porque usar o Excel ao invés das diversas opções de aplicativos de organização financeira. O professor explica. “A vantagem é a flexibilidade. Você consegue alocar as coisas da maneira que quer”, argumenta.

“É como se os aplicativos prontos fossem um metrô ou trem. Ele te leva do ponto A ao ponto B, nada além desse percurso. O Excel é o carro, você consegue ir onde quiser com ele e define o caminho que vai pegar para chegar lá”, completa ainda.

No entanto, o que vai definir qual a melhor opção é a natureza do seu objetivo. Os aplicativos podem limitar, mas também podem representar agilidade, já que o usuário não terá que montar a planilha ou inserir fórmulas.

Uma forma de poupar

Quando se mantém o controle de gastos e ganhos mensais, as chances de identificar problemas do orçamento, se houver, são grandes. Quando tudo está registrado, a tendência é uma maior organização.

Além disso, se você sempre termina o mês com o saldo “no vermelho”, há algum gasto excessivo que pode ser identificado com a planilha. A partir daí, é possível poupar onde deve ser poupado e conseguir quitar dívidas – quem sabe até economizar para outros projetos.

Se interessou pelo assunto? Leia também “Mesclar células, o câncer do Excel

O fim do Excel?

Participo de alguns fóruns de discussão relacionados a Excel e, vez ou outra (aparentemente uma vez por ano, ainda estou tentando definir um padrão), aparecem os artigos “raposa cuidando do galinheiro” relacionados à ferramenta. Longas resenhas deturpando algumas aplicabilidades do programa, intensificando os aspectos negativos, prevendo seu fim e, lógico, oferecendo soluções prontas. Primeiro ponto, minhas queridas “raposas Nostradamus”, aí vai um toque que aprendi com meu pai: “não fale que o peixe do vizinho é ruim. Fale que o seu é bom!”. Querer promover o seu falando mal do outro é feio. Seja o Excel ou qualquer concorrente. Soa como recalque. Aí não pode “né, miga”. “Beijinho no ombro” para vocês.

Segundo ponto: concordo, parcialmente, com diversos tópicos que vocês elencam. Trabalhos compartilhados e segurança operacional, realmente se mostram um desafio ao se trabalhar com o “X”. Um desafio, diremos, exponencial à medida que se aumenta o volume de informações e usuários envolvidos. Situações menos triviais, por exemplo, quando se trabalha com softwares prontos.

Analisando os problemas, vamos perceber que a maior virtude do Excel, a versatilidade, é também sua maior fonte de pecado. Por se tratar de uma ferramenta dinâmica, flexível, meio que “pau para toda obra”, um MacGyver da gestão de diferentes nichos e atividades, não há um receituário de sua aplicabilidade. No entanto, se analisarmos mais a fundo a situação, veremos ainda que a raiz do problema não é a ferramenta em si, mas sim as “pecinhas” que a operam. Não se pode culpar o carro pelo acidente de trânsito. A responsabilidade é do motorista (evidente, quando não há falha mecânica). É a “educação” dos usuários que conta.

Fazendo o contraponto, é justamente nestes flancos que as soluções prontas atuam, estabelecendo processos e padrões, permitindo um uso compartilhado mais seguro e eficiente. Utilizando novamente da analogia dos meios de transporte (me ajuda aí e usa sua imaginação a partir deste ponto), enquanto o Excel é o carro – dinâmico, faz o trajeto que você desejar, carregando, contudo, poucas pessoas – os softwares dedicados funcionam como o metrô que, comparativamente, são mais seguros, robustos, fazem um determinado trajeto bem mais rápido e permitem que muitas pessoas utilizem.

Pois bem, quais os problemas dos “metrôs”: exigem um alto investimento – desenvolver e implantar softwares é caro! Fazem muito bem um DETERMINADO trajeto. Ou seja, são “engessados”, havendo a necessidade de adequação dos usuários a eles (aqui entra novamente a questão da “educação”, ou você acha mesmo que porque a solução é “pronta” que os usuários não vão usar errado?), além do que eventuais mudanças são complicadas e muito custosas.

Se ponderamos o contexto como um todo, vamos concluir que as soluções acabam por ser complementares. Neste sentido, o que se deve evitar é a propagação de contextos análogos. Uma coisa não necessariamente exclui a outra. Os recursos devem ser utilizados de forma integrada, explorando as simbioses das ferramentas de modo a melhorar a eficiência do processo como um todo.

Para empresas ou processos relativamente grandes, com uma certa complexidade e que envolvem diversos segmentos e usuários, é provável que o Excel realmente não seja a melhor solução para a rotina. Porém, promover um “caça às bruxas” às planilhas também não é o caminho, afinal, o software escolhido não está e nunca estará pronto. Os processos evoluem, as análises mudam e, consequentemente, a ferramenta precisa se adequar. É nestes casos, por exemplo, que o Excel se mostra extremamente útil, funcionando como um laboratório de baixo custo, uma cobaia. É perfeitamente possível estabelecer o raciocínio nas planilhas e, depois que estiver consolidado, migrar o mesmo para a ferramenta pronta.

Portanto, vamos parar com esse negócio de versus. Não é “x”, é “+”. Parece papinho de autoajuda, mas é verdade. E aproveitando a deixa, esta linha de raciocínio “não binária” deve ser endógena também, digo, entre as próprias soluções da Microsoft. Tem muita gente questionando a perpetuidade do Excel com a popularização do Power BI. Uma senhora bobagem. Mas isso é papo para outro artigo.

Vida longa ao Excel! E se o software “raposa Nostradamus” for eficiente e estiver agradando seus clientes, vida longa para ele também.

Botão (João Rosa) é professor da plataforma Solution e youtuber no canal Botão do Excel.

Mesclar células, o câncer do Excel

A palavra “célula” tem origem do latim, sendo um diminutivo de “Cella”, estando relacionada a pequenos espaços (aí correlação com a carceragem) ou estruturas. Nas aulas de biologia, aprendemos que as células consistem na menor unidade de um organismo, tendo por componentes básicos a membrana plasmática, citoplasma e núcleo.

Quando uma célula apresenta crescimento desordenado, tem-se o câncer. Se esta anormalidade for agressiva e incontrolável, tem-se a metástase, que é a invasão de outras células/partes do corpo, configurando um tumor maligno.

Caso o câncer fique localizado, configura-se um tumor benigno, cujas consequências são de menor dimensão e com bons prognósticos (Fonte: Hospital Albert Einstein).

Apropriando-se dos conceitos, no Excel é a mesma coisa. As células são os menores elementos de uma planilha, sendo definidas pelos componentes básicos “linha” e “coluna”, cuja disposição é dada, respectivamente, por uma letra e um número.

Ao realizar-se a mesclagem das células, há um comprometimento desta estrutura, sendo um determinado conjunto de células invadido por uma única referência: a célula superior esquerda (pode notar, este é o aviso ao usuário quando se mescla células com valores). Está formado o câncer na planilha.

Se a operação for realizada na base de dados, o caso é grave, tem-se a “mescla maligna”. Diversas funcionalidades são afetadas. Os sintomas começam com dificuldades na seleção de intervalos, evoluem para impossibilidade de aplicação de filtros, até chegar na falência múltipla de funções. Toda estrutura está limitada e comprometida.

Em caso de realização da operação em abas de apresentação de resultados, os famosos dashboards, configura-se uma “mescla benigna”. Não é bem-vinda, mas também não tão prejudicial. Pequenas técnicas de “centralização de seleção” podem ser um bom remédio.

Portanto, antes de mesclar, pense bem. Quem ama sua planilha, cuida. Para maiores informações quanto a boas práticas no uso Excel, recomendo a leitura de um outro artigo meu: Os 10 mandamentos do Excel.

Botão (João Rosa) é professor da plataforma Solution e youtuber no canal Botão do Excel.

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Os 10 mandamentos do Excel

Antes de mais nada: não existe forma errada de se realizar tarefas no Excel. O que existem (sim, no plural), são maneiras mais eficientes e produtivas de se utilizar a ferramenta.

Ao longo de minha carreira investi longas jornadas de trabalho em determinadas atividades trabalhando com o Excel. Jornadas que poderiam ser otimizadas se tivesse o conhecimento das ferramentas adequadas e, sobretudo, de como utiliza-las. Hoje, com poucos cliques, realizo tarefas que antes levaria semanas.

Dessa forma, afim de contribuir para a orientação mais efetiva da ferramenta, listo os 10 mandamentos do Excel:

1 Não mesclarás

Quem nunca? Hein!? Que atire a primeira pedra… Sim, uma das práticas mais comuns entre muitos usuários do Excel, a mesclagem, é também uma das mais limitantes.

A estrutura do Excel é baseada no cruzamento entre linhas e colunas, definindo, consequentemente, as células. A partir do momento que o usuário combina células via mescla, este referencial é corrompido, não possibilitando a interpretação correta do conteúdo e aplicação de uma série de ferramentas (filtros, fórmulas, seleções, referências, etc…).

Em uma analogia, é semelhante a um jogo de “Batalha Naval”. Se houvesse a possibilidade de mesclar os campos do tabuleiro, como seriam identificados os navios a serem abatidos?

Portanto, é PROIBIDO MESCLAR CÉLULAS NA BASE DE DADOS! Procure utilizar o recurso pontualmente, como na elaboração de painéis de controle (dashboards), onde as informações são exibidas e não consultadas.

2 Não colocarás mais de uma informação em uma mesma célula

Ainda utilizando a analogia da “Batalha Naval”, você conseguiria identificar e acertar corretamente o navio desejado se houvessem diversos navios dentro do mesmo campo? No Excel é a mesma coisa. Colocar mais de uma informação em uma mesma célula limita uma série de recursos, como filtros e fórmulas de operações condicionais (SOMASES, MÉDIASES, etc…).

Portanto, lembre-se, o lema é: uma célula, uma informação.

3 Checarás a organização e a consistência da base de dados, sobre todas as coisas

De que adianta uma casa bonita se o alicerce está podre? No Excel é igual. O alicerce de uma planilha é a base de dados. De nada adianta se preocupar com as análises sofisticadas e gráficos interessantes, se a base esta desorganizada.

Além de retrabalho e limitação no uso de ferramentas, há também perda de confiabilidade. Isso porque, além das questões abordadas nos mandamentos anteriores, tratativas a fim de padronizar caracteres especiais, como espaços e acentos, devem ser realizadas.

Esses tratamentos se fazem necessários pelo fato do Excel diferenciar caracteres especiais, não agrupando os dados em um mesmo “balaio”, o que é premissa para funções condicionais e de pesquisa/referência, como por exemplo: PROCV, ÍNDICE, CORRESP, SE, SOMASES, MÉDIASES, entre outros.

Para fazer um teste é simples: i) em uma célula qualquer coloque seu nome; ii) na célula abaixo coloque seu nome novamente, porém, adicionado um espaço depois do termo (erro muito comum quando há digitação); iii) em uma terceira célula, construa uma fórmula colocando que as células anteriores são iguais (=CÉLULA1=CÉLULA2) e aperte ENTER. Como você verá, o resultado será FALSO.

Pois é, agora imagine uma análise de orçamento fundamentada em SOMASES, por exemplo, sem qualquer tratamento em relação a isso. A análise vai sair, sim. A análise é confiável, não, tendo em vista que campos com espaço ou acento serão desprezados. Sendo assim, sua tomada de decisão não é confiável.

Portanto, antes de analisar, certifique-se que sua base de dados está padronizada.

4 Não selecionarás campos inteiros para análises pontuais

Ao aplicar funções e ferramentas é comum usuários selecionarem, a partir dos cabeçalhos, linhas ou colunas inteiras para definir os argumentos. Um vício preguiçoso que acarreta, principalmente, no aumento do tamanho do arquivo e, consequentemente, na lentidão das análises. Isso porque, uma verificação a ser realizada em um determinado conjunto de células é aplicada as 1.048.576 linhas e 16.384 colunas, dependendo do sentido da análise. Ou seja, é como se você tivesse que procurar um endereço específico de uma cidade já determinada, mas selecionasse todo o país para rodar a pesquisa. Vai encontrar vai, mas exigirá mais esforço e levará mais tempo.

Portanto, selecione apenas aquilo que vai usar.

5 Explorarás os recursos de referência

Ao utilizar diferentes recursos no Excel, sejam funções, ferramentas ou estruturação de gráficos, o usuário tem basicamente duas opções ao indicar argumentos: escrever diretamente na ferramenta ou fazer referência a uma célula/intervalo de dados. Pois bem, sempre que possível, opte pela segunda opção.

Ao referenciar uma célula, um vínculo é criado, de modo que caso ocorram modificações, as relações de interdependência serão respeitadas. Fato este que não ocorre quando um argumento é digitado. Ou seja, em caso de eventuais ajustes, a identificação e correção são manuais, morosas e sujeitas a erro.

Ainda sobre referências, para uma manipulação eficiente do Excel, é fundamental que o usuário domine as derivações de referência absoluta disponíveis, dadas pelas combinações de fixação, representadas pelo uso cifrão ($) nas células.

Além disso, a definição de nomes de células e/ou intervalos de células pelo uso do “Gerenciador de Nomes” é um recurso poderoso e que pode ser utilizando em paralelo, otimizando diversas ferramentas.

Portanto, sempre referenciar uma célula – dominando as opções disponíveis – e nunca digitar o argumento/texto/valor.

6 Checarás a compatibilidade dos recursos

Melhorias e atualizações são processos naturais no desenvolvimento de qualquer programa, e no Excel não é diferente. A utilização das novas ferramentas e/ou de suas formas evoluídas, entretanto, deve ser realizada com cautela, em função da compatibilidade de recursos.

Se você usar uma função disponível apenas na versão 2016, por exemplo MÁXIMOSES ou MINÍMOSES, e enviar o documento para um usuário que tem versões anteriores, este não conseguirá manipular a planilha de forma adequada. Ou seja, vai dar PAU!

Outro exemplo é a função CONCAT (disponível a partir da versão 2016) que substituiu a CONCATENAR. Na prática, elas fazem a mesma coisa, unindo informações de diversas células em uma. Porém, novamente, se você estruturar uma planilha fazendo uso da CONCAT e compartilhar com um usuário que utiliza versões anteriores… PAU!

“Tudo bem Botão, mas como faço para identificar se a função é nova ou não”? De forma simples e prática não há ☹. A checagem da versão é burocrática, devendo ser acessada pelo portal de suporte do Office.

O Excel até chega a avisar sobre a versão, porém, chamando atenção para funções descontinuadas, a partir uma ilustração de placa de atenção sobre a fórmula (veja a fórmula DESVPAD, outro exemplo substituído). Ou seja, ele avisa quem foi, mas não quem chegou! Ao meu ver, um ponto de melhoria no programa.

Portanto, tenha conhecimento da versão que o usuário de destino está utilizando ou estruture sua planilha a partir de fórmulas “antigas”.

7 Utilizarás os recursos de forma integrada

O uso de muitos recursos no Excel só tem sentido se utilizado de forma integrada. Talvez, o melhor exemplo para isso seja a função CORRESP, que procura um item especificado em um intervalo de células, retornando a posição relativa desse item no intervalo. Se utilizada no singular, não serve para praticamente nada. Afinal de que adianta saber por saber a posição do item no conjunto de dados?

Porém, quando combinada com outras funções, o CORRESP se torna a engrenagem da solução. Um exemplo clássico é a construção da famosa fórmula do PROCV, onde a maior parte dos usuários insere manualmente o “núm_índice_coluna”, capando, consequentemente, a automação da solução.

Neste caso, a utilização do CORRESP é extremamente aplicável, tornando a lógica mais flexível e com menor probabilidade de erro. E este é apenas um dos inúmeros exemplos a serem citados.

Lembre-se, o real potencial do Excel não está no uso individualizado das ferramentas, mas sim na combinação dos elementos. O usuário deve buscar sinergias e explorar ao máximo as soluções. Com isso, ele perceberá que não existe a forma errada, mas sim a mais produtiva.

Portanto, como “uma andorinha não faz verão”, uma fórmula ou ferramenta não faz uma boa planilha. Busque a integração das soluções.

8 Não utilizarás macro em vão

As implementações do Visual Basic for Applications (VBA) ou as populares “macros”, são ferramentas fantásticas que permitem explorar a automação e customização de diversas tarefas no Excel. Seu domínio é sonho de consumo entre usuários do programa. Muitos chegam a pensar, inclusive, que só quem sabe trabalhar com macro realmente sabe mexer no Excel. Uma baita lenda.

O Excel dispõe de uma gama muito ampla de funcionalidades nativas, distribuídas entre ferramentas e fórmulas dedicadas, sendo possível realizar MUITA COISA.

Boa parte das linhas de programação que vemos na prática estão prontas na faixa de opções ou na biblioteca de funções. Conhecer o propósito destas ferramentas e saber como utilizá-las de forma integrada, como visto no mandamento anterior, este sim deve ser o objetivo do usuário.

Portanto, antes de querer aprender sobre programação em VBA ou programar, procure explorar os recursos existentes.

9 Lerás

Sim, LER! E quando abordo leitura – apesar de ser fundamental buscar conhecimento – não falo de livros ou artigos como este. Me refiro as instruções explicativas atreladas as funcionalidades do programa.

A utilização de uma simples função, por exemplo, está repleta de informações em comentários, desde o momento da inserção da fórmula na célula até a indicação dos argumentos.

Tudo bem que algumas explicações são “tortas” ou simplistas demais, mas um posicionamento básico do mouse sobre a ferramenta em questão permite, além do esclarecimento de uma série de dúvidas, que muitos erros sejam evitados.

Portanto, leia e preste atenção no que o Excel quer te dizer.

10 Não clamarás por ajuda em vão

A primeira reação quando não conseguimos realizar determinada tarefa é pedir ajuda para alguém mais experiente. Sempre haverá alguém mais experiente, porém, evite acioná-lo de imediato. Durante o processo de aprendizagem e absorção do conteúdo, é fundamental “estressar” todas as possibilidades individualmente.

Evidente que você deve buscar as soluções a partir de materiais de apoio, como tutoriais, livros, etc… Mas faça essa busca sozinho, isso estimula o raciocínio e faz parte do desenvolvimento. Você vai se tornando autodidata. O lance, além do que procurar, é saber como procurar.

E claro, isso exige tempo. Mas, como coloquei na introdução do artigo, o termo é “investimento” e não “perda” de tempo. Como diria Einstein em duas frases que gosto muito: “A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original” e “Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”.

Portanto, saia da zona de conforto e vai para cima!

Botão (João Rosa) é professor da plataforma Solution e youtuber no canal Botão do Excel. 

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Aplicação do Excel é tema de novo curso da plataforma Solution

Existem milhares de ferramentas digitais específicas para facilitar o dia a dia e ajudar na organização pessoal e profissional. O Excel é uma delas e um dos softwares que permite a personalização e customização de informações conforme as necessidades do usuário.

De acordo com o professor do curso Ferramentas do Excel da plataforma Solution, João Rosa, o diferencial do programa é ser adaptável a praticamente qualquer necessidade. “Pode controlar desde a lista de compras da faxina que você tem que fazer no mês, até grandes empresas que acabam utilizando para gerar relatórios customizados”, afirma.

Além disso, o software tem a vantagem de ser de baixo custo. “Mesmo as empresas maiores, que têm sistemas prontos para trabalhar com informação, quando querem uma coisa mais refinada, customizada, acabam exportando a base do Excel”, completa o também youtuber do canal Botão do Excel.

Por que usar?

O professor disse ainda que não existe forma errada de usar o Excel, mas sim uma maneira mais produtiva. Isso significa que o ideal é saber organizar uma boa base de dados para agilizar o trabalho e conseguir aplicar as fórmulas com facilidade.

Em alguns casos de emprego do software, existem ações que dificultam seu uso. “Célula mescladas, mais de uma informação na mesma célula… são algumas das práticas do usuário inicial. Ele até consegue fazer a análise, só que o que ele vai levar um dia para fazer, se tiver o conhecimento da fórmula correta e souber aplicar, consegue fazer em 10 minutos”, exemplifica.

O ideal, para Rosa, é que o usuário iniciante aprenda a organizar a base de dados para depois partir para a parte de customização de uma tabela, por exemplo.

Diferencial

Focando nesses problemas, o curso de Ferramentas do Excel apresenta ao usuário do software uma forma simplificada de como otimizar seu uso. “No curso eu mostro algumas técnicas de como padronizar e organizar a sua base para que você consiga aplicar as fórmulas corretas e exibi-las”, explica.

Entre os diferenciais, o professor citou a estrutura do curso, a linguagem simples e sem muitos termos técnicos e o conteúdo baseado em suas próprias dificuldades. “Todo o conteúdo selecionado foi com base em desafios que eu encontrei no dia a dia ao longo de dez anos”, diz.

Solução

O propósito do curso é solucionar os problemas de produtividade e eficiência ligados ao uso do programa. “A solução que o programa se propõe é ensinar a fazer de forma confiável e mais rápida”, completa.

“O Excel é um laboratório de baixo custo. Desde grandes empresas até o dono de um botequim pode utilizar a ferramenta”, finaliza.

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