Quais são os diferenciais de um negócio de sucesso?

Ter um negócio de sucesso não é fácil no cenário que vivemos atualmente no Brasil. Existe uma saturação de empresas dos mesmos segmentos e, sem um bom diferencial, dificilmente uma nova marca prospera com tanta concorrência.

Entretanto, muitas vezes pode ser difícil encontrar algo para se destacar, porque parece que tudo já foi inventado. A pergunta que fica é: como ser diferente nesse cenário?  Existem estratégias para chegar a isso. O blog da Plataforma Solution separou algumas dicas, confira!

Inovação

Parece óbvio, mas quem não inova não prospera. Mesmo uma empresa tradicional e já consolidada no mercado, se não tiver novidades a longo prazo, vai sendo esquecida. Um exemplo é a própria Coca-Cola. Ainda que já seja conhecida por praticamente todo mundo, eventualmente surge o lançamento de novos produtos.

Inovar também quer dizer ter abertura para novas tecnologias e ideias, permitir que os colaboradores contribuam na sugestão e construção de projetos. O essencial é que seu produto ou serviço traga algo de novo que o mercado não tem.

Se você ainda pretende abrir uma empresa, mas não sabe por onde começar, aqui vão algumas dicas para inovar nessa empreitada e ter um negócio de sucesso:

  • Procure as necessidades dos consumidores por meio de pesquisas, estudos e observação
  • Imagine o que poderia suprir essas questões
  • Elabore seu produto ou serviço baseado nessas necessidades que o mercado ainda não atende

Um exemplo

Uma pessoa pensa em abrir um negócio no setor financeiro. Em pesquisas, percebe que a principal reclamação dos clientes de empresas de cartão de crédito é referente às taxas abusivas.

A partir daí, decide investir nesse problema e, meses depois, abre uma empresa de cartão de crédito sem taxas. A tendência para esse tipo de negócio é prosperar, porque entrega o que a população ainda não tem.

Atendimento humanizado

Se você quer se diferenciar no mercado e ter um negócio de sucesso, tenha um bom atendimento. Muitas das empresas tradicionais no Brasil são conhecidas por terem um péssimo canal de comunicação com o cliente, por isso é importante se destacar nesse aspecto.

Invista em canais de atendimento que sejam práticos para o cliente, como chat no próprio site e redes sociais – embora essas devam ser usadas com cautela. Evite ligações ou e-mails frequentes sobre promoções e upgrades, a maioria das pessoas não dá atenção a isso.

A dica chave para ter um bom relacionamento com seu cliente é um atendimento simplificado, em que os problemas são resolvidos facilmente. Ninguém gosta de ligar e ser transferido para cinco atendentes diferentes apenas para tirar uma dúvida ou cancelar algum pacote, por exemplo.

Funcionários engajados

A terceira dica é o que faltava para ter um negócio de sucesso. Tenha funcionários que abracem a causa da empresa e cresçam junto com ela. Isso quer dizer não contratar apenas pelo currículo, mas pelo perfil de inovação e entusiasmo com o negócio.

Ter funcionários competentes, que não faltam nunca e batem o ponto todos os dias no mesmo horário é legal. Mas trabalhar com pessoas que realmente gostam daquilo e fazem seu melhor porque querem ver a empresa crescer, não apenas para ter o salário no fim do mês, é muito mais motivador.

Por isso, na hora de contratar, elabore um processo seletivo para identificar essas características nos candidatos e dê preferência àqueles mais motivados. É claro, um bom currículo também faz a diferença, mas sozinho não é nada.

Qual você acha que é o principal diferencial dos negócios de sucesso? Comente!

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Liderança e comunicação: conceitos essenciais para uma boa gestão

Organizações são compostas de pessoas e ter eficiência na gestão do capital humano é pré-requisito para prosperar no mercado. Liderança e comunicação andam lado a lado nesse processo, por isso todo líder deve desenvolver a capacidade de se comunicar de forma eficaz.

Ser um líder é muito mais do que delegar tarefas e checar no final se tudo foi feito. É, entre outras coisas, saber ensinar a maneira que aquilo deve ser executado para alcançar os resultados esperados, acompanhar o processo de execução e, além disso, conseguir enxergar possíveis problemas com os colaboradores que podem afetar o trabalho.

Todo bom líder deve ter a capacidade de passar confiança à equipe. Isso traz resultados a longo prazo, como toda boa gestão. Liderança e comunicação andam de mãos dadas nesse processo para alcançar o sucesso da organização.

O blog da Plataforma Solution separou quatro características essenciais que um bom líder deve ter para se comunicar bem e, consequentemente, alcançar bons resultados na gestão da empresa. Confira!

Autoconfiança

Antes de mais nada, as pessoas confiam em líderes – e esse é um dos motivos que eles estão em seus postos, sejam eles de líder corporativo, político, ideológico ou o que for. Portanto, uma característica de um bom líder é ter confiança, mas, para além disso, deixá-la transparecer.

Falando especificamente do ambiente corporativo, a imagem que o líder de uma equipe deve passar é de que ele, no mínimo, sabe o que está fazendo e é bom naquilo. E por isso a comunicação e liderança andam de mãos dadas, não adianta saber fazer se não tiver a autoconfiança suficiente para demonstrar que sabe.

Tudo sem exagero, é claro. Ninguém gosta de pessoas que se gabam demais, é preciso ter equilíbrio. Mas a falsa modéstia também é algo condenável. Se você tem conhecimento, mostre que sabe – e mais ainda – que está disposto a ajudar seus liderados a aprenderem também.

Sensibilidade

O bom líder tem a sensibilidade de entender cada membro da sua equipe para trabalhar com a individualidade de cada um. É importante saber o momento certo para dar um feedback negativo, fazer uma correção ou sugerir alguma melhoria.

Unir liderança e comunicação também quer dizer entender os limites da equipe para não os ultrapassar e, consequentemente, gerar estresse. Por exemplo, se você está envolvido com seus liderados e sabe que alguns deles estão tendo dificuldades com alguma ferramenta, de repente não é a melhor hora para fazer uma crítica sobre isso.

Nesse exemplo, o ideal seria, inclusive, auxiliar seu liderado para que ele entenda a ferramenta. Em vez de receber com julgamentos sua equipe, por que não a ajudar a melhorar o processo que está com algum problema? O ideal é sempre buscar a solução, e não reiterar o problema.

Sabedoria para delegar tarefas

Os líderes são conhecidos como aqueles que mandam o que o restante deve fazer e depois voltam para saber os resultados. No entanto, essa visão de uma liderança autocrática já é ultrapassada e chega a ser tóxica na realidade atual.

De fato, o líder delega tarefas, mas não de forma mandatória. É preciso que a comunicação seja efetiva durante esse processo para não haver inconvenientes ou enganos. Erros na emissão e recepção da mensagem podem ficar muito maiores se não esclarecidos logo cedo.

Portanto, nesse caso unir liderança e comunicação quer dizer delegar as tarefas de forma que o colaborador entenda perfeitamente o que deve ser feito, saiba os objetivos e expectativas sobre aquilo. Além disso, é aconselhável que o líder esteja sempre perto para responder dúvidas e fazer parte do processo.

Antes de tudo, porém, o líder deve criar uma relação boa com sua equipe para que todos tenham liberdade de perguntar, conversar, opinar, debater… enfim. Se não houver esse tipo de diálogo, a dinâmica de delegar tarefas não vai funcionar.

Clareza e objetividade

Essa última característica deve ser comum não só aos líderes, mas a todos que trabalham na organização. É preciso ter clareza e objetividade ao se comunicar para evitar mal-entendidos e, consequentemente, desconfortos por mensagens erradas.

Para o líder é duplamente importante ter clareza, isto é, falar para todos da equipe entenderem e sem deixar brechas para erros de interpretação. A objetividade é igualmente importante nesse contexto. Imagine só um líder utilizando metáforas e palavras difíceis, falando de forma subjetiva… Causa desconforto.

Isso não quer dizer que liderança é semelhante a se comunicar de forma impessoal. Gerir uma equipe requer “jogo de cintura” para lidar com as mais variadas situações e, para isso, o líder deve conhecer bem a todos que lidera. Contudo, no momento de passar uma mensagem, a objetividade é imprescindível.

O papel da equipe

Se o líder está onde está, é porque se dedicou e tem motivos para ser encarregado de gerir uma equipe. Por isso, é papel dos membros dela se empenharem e, também, se comunicarem de forma efetiva entre eles.

Antes de mais nada, o papel do liderado é questionar. Não questionar as decisões do líder – confiança é essencial – mas perguntar tudo que não souber ou não entender. Somente assim a comunicação será efetiva entre todos dentro da empresa. O medo de perguntar não deve ser uma realidade.

A equipe também deve notificar o líder de algum problema nos processos produtivos ou qualquer inconveniente com outros funcionários. Partindo de um cenário que a empresa dá abertura a esse tipo de notificação, ele deve ser utilizado de forma sábia.

Resumidamente, uma empresa que prospera tem líderes e colaboradores que se comunicam de forma eficaz. É função da empresa criar uma cultura organizacional que incentive o trabalho em equipe e a comunicação entre os funcionários, assim, é possível solucionar pequenos problemas antes que tomem grandes proporções difíceis de serem resolvidas.

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O que fazer para se destacar nos negócios

Para uma empresa se destacar nos negócios, é preciso de um bom diferencial, gestão, estratégia e técnicas de inteligência de mercado ou BI (business intelligence). Isso quer dizer que não basta ter um caminho delineado a seguir, se ele for oposto ao de potenciais clientes.

A inteligência de mercado deve ser utilizada para coleta e análise de dados, que trarão indicativos. A partir daí a empresa precisa entender onde ela está colocada e onde quer chegar, para, então, traçar uma estratégia que vai fazê-la se destacar nos negócios.

“Às vezes as empresas têm uma estratégia toda desenhada, mas os dados indicam que ela está indo pra um outro caminho”, afirma João Blasco, economista e gestor da esquipe de BI do Pecege. Por isso, a análise desses dados gerados é tão importante.

Após identificar um erro com os indicadores, há duas opções para remediar: “Ou a gente pode seguir com a estratégia, que aí tem que mudar a geração dos dados; ou a gente usa os dados para mudar a estratégia”, explica. “Por isso, acho que todo tipo de empresa tem que começar a olhar os seus dados e inteligência de negócios”, completa.

Geração de dados

A geração de dados é uma das ferramentas utilizadas para se destacar nos negócios, mas isso também deve ser atrelado ao lado financeiro. Essas duas áreas devem estar interligadas, para checar a viabilidade do negócio e auxiliar na tomada de decisões sobre investimentos, por exemplo.

O BI é o setor da empresa que cuida da coleta de dados e da engenharia para que eles sejam captados e analisados efetivamente. “Existem muitos dados que as organizações deixam de olhar porque não têm a estrutura necessária”, argumenta Blasco.

É dessa análise de dados que deriva a estratégia inteira, passando pelo público-alvo de um produto, persona, até chegar no marketing – que busca atingir a pessoa certa. E então, a inteligência de mercado começa a trazer resultados financeiros.

Triângulo amoroso

A inteligência de mercado une três áreas de uma empresa que são essenciais para seu funcionamento: financeiro, marketing e TI (Tecnologia da Informação). “Essas três fazem uma ponte que é ligada pelo BI”, resume.

  • Financeiro: Os dados coletados pela inteligência de mercado mostram a viabilidade do negócio e de determinadas decisões.
  • Marketing: Essas informações também ajudam na construção da persona, que direciona os investimentos dessa área para quem está interessado em consumir o produto.
  • TI: A coleta de dados é feita por meio de uma engenharia de dados elaborada pela tecnologia da informação.

Diferencial

Uma das formas de ter um diferencial na empresa e se destacar nos negócios é, justamente, investindo na inteligência de mercado. Isso porque a maioria não faz. “Essa parte de BI e gerenciamento deve ser aprimorada por todas as empresas, só que como a maioria não faz isso, não olha os dados e os resultados que estão conseguindo, acabam ficando para trás”, diz Blasco.

Isso quer dizer que quem investir na tecnologia que possibilita uma engenharia de dados, passa na frente. “Porque ela sabe exatamente quem é o público-alvo do negócio dela, qual é a rota do dinheiro, de onde ele vem… E então consegue formular uma estratégia melhor de negócio, mais alinhada com aquilo que o mercado está precisando.”

Blasco diz ainda que hoje em dia essa análise é malfeita na maioria das empresas. Quem se destaca são as startups, que acabam trabalhando mais essa área e trazendo ferramentas que auxiliam no processo do BI.

Evolução

Apesar dessa área ainda estar “engatinhando” em muitos aspectos, já há uma evolução por parte de algumas empresas. Com novos softwares surgindo, as empresas têm mais facilidade para a análise dos dados e, consequentemente, conseguem ser mais competitivas no mercado.

“A função de business intelligence já existe há um bom tempo. As novas linguagens de engenharia de dados, como a Python, por exemplo, conseguem auxiliar ainda mais”, finaliza Blasco.

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Por que estudar comportamento organizacional?

O campo do comportamento organizacional, como estudo acadêmico, envolve temas como motivação, adaptação a mudanças que ocorrem no ambiente interno e externo de uma empresa, cultura e clima organizacional, estilos de liderança, desempenho dos funcionários e assim por diante.

Compreender esse comportamento humano na organização é fundamental para a gestão de processos e pessoas, elaboração de estratégias que atinjam resultados sustentáveis e fortalecimento da cultura organizacional.

“Quando bem trabalhada, a cultura organizacional diminui o turnover e os custos com contratação, melhora a satisfação e engajamento das pessoas, assim como atrai e retém profissionais que de fato acreditam nos valores da empresa”, afirma Denise de Moura, especialista em Gestão de Pessoas e professora do curso Liderança e Líder coach da Plataforma Solution.

Por que estudar?

Atualmente, tudo é rápido e está conectado o tempo todo. “Se em uma linha de produção do início do século 20 as pessoas não podiam conversar umas com as outras durante o trabalho. Hoje a comunicação é um dos principais fatores de sucesso ou fracasso de uma organização”, explica a professora.

Não somente a comunicação, todos os processos sofreram transformações ao longo do tempo. A estrutura rígida e vertical não é mais realidade em todas as empresas como era antigamente. Organização horizontal, times de trabalho, liderança situacional e trabalho em equipe são termos disseminados no mundo corporativo.

“Com estas mudanças, as pessoas precisaram aprender a lidar umas com as outras, ter empatia, saber escutar, dar feedback – questões essas não tão simples”, declara. “Se para ser admitido o foco está nos conhecimentos técnicos e nas habilidades, para se manter na organização é preciso ficar atento aos comportamentos e às atitudes”, completa.

Diante desse cenário, a importância de compreender o ser humano foi ganhando espaço dentro do universo corporativo. Isso inclui aprender a lidar com os desafios e conviver de forma harmoniosa e respeitosa com os colegas de trabalho. “Entender como nos comportamos, sobretudo no momento de crise, nos ajuda a evoluir”, diz.

Comportamentos limitantes

Saber lidar com as adversidades do dia a dia do universo corporativo é essencial. É possível desenvolver habilidades que auxiliam nessa tarefa e é preciso identificar comportamentos que limitam o crescimento pessoal e profissional. A professora Denise listou três:

  • Síndrome da perfeição – cobrança excessiva sobre nós mesmos, o que gera ansiedade e erros. “Todos nós temos limitações e será importante compreender os nossos pontos fortes e os de aprimoramento. Erramos, acertamos e crescemos.”
  • Auto sabotagem – aquela voz interior que impede o seu avanço. As coisas boas são sempre para os outros. Você não se acha merecedor delas.
  • Necessidade de aprovação – as suas atitudes são direcionadas para o que o outro pensa ou deseja de você. Seus comportamentos estão voltados para satisfazer as necessidades dos outros e não as suas.

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Como tornar a sua empresa mais lucrativa?

É um verdadeiro desafio manter uma empresa aberta e que seja rentável. Estima-se que 24% das empresas fecham no primeiro ano e que seis de cada dez empresas fecham antes de completar 5 anos no Brasil. Se a sua empresa está enfrentando uma redução nos seus lucros ou até mesmo ameaçando fechar as portas, a teoria econômica oferece algumas dicas para transformar o seu negócio.

Joseph Schumpeter desenvolveu um conceito intitulado de “destruição criativa”, em que os mercados estão continuamente em mudança. Nesse contexto, as empresas nunca podem parar no tempo e dormir sobre os seus louros. Os mercados, a tecnologia e as preferências dos consumidores podem mudar tão rapidamente que as empresas bem-sucedidas podem, em breve, ficar para trás. Você conheceu algumas destas empresas, tais como, Nokia, MySpace e Kodak.

Qualquer falha em se adaptar e acompanhar as mudanças do mercado podem levar a sua empresa a tornar-se, rapidamente, pouco rentável e, em breve, fechar as portas. Schumpeter viu o “processo destrutivo” como um motor positivo de crescimento econômico. Portanto, para uma empresa manter-se lucrativa e rentável, envolve uma disposição contínua em fazer mudanças, as quais envolvem desde a substituição de trabalhadores por uma tecnologia automatizada até oferecer uma nova linha de produtos.

Peter Drucker argumentou que o apego à maneira antiga de fazer as coisas pode ser um grande obstáculo às empresas. Provavelmente você já ouviu a seguinte expressão: “sempre fizemos dessa forma e sempre deu certo”. Além disso, outra dificuldade que aflige algumas empresas é emocional: apego a trabalhadores pouco produtivos ou à maneira como as coisas eram feitas no passado. É por isso que pode ser útil trazer um consultor externo, que pode advogar uma mudança radical e livre de apegos.

A lição de Schumpeter é bastante simples. Você tem que enfrentar a onda de destruição criativa, mantendo-se do lado certo da mudança. Isso também passa pela motivação dos colaboradores e pela identificação de problemas. Nessa linha, o economista comportamental, Dan Ariely, alega que uma empresa de sucesso precisa ser capaz de motivar os trabalhadores. Não por meio de ameaças e metas redundantes, mas promovendo um senso de responsabilidade, confiança e orgulho do colaborador na sua atividade junto à empresa. Numa outra linha, Hirschman argumenta que as empresas podem facilmente perder sinais importantes. Ele argumenta que os consumidores usam três estratégias principais: voz, saída e lealdade. Vou exemplificar.

Quando a gente não está satisfeito com o padeiro da esquina, passamos a comprar de outro, isto é, simplesmente, “saímos”. Na política, o conceito também funciona. Deixamos o partido quando a hipocrisia passa dos limites (no Brasil temos diversos exemplos) e abandonamos a igreja quando a venda de lugares no céu passa da conta. A saída pode ser percebida pelo padeiro, ele tenta melhorar o pão, quem sabe a gente volta. Sair, às vezes, é um alerta para a organização. Para quem sai, no entanto, o significado muitas vezes é apenas evitar mais aborrecimento. Ficamos quietos e vamos embora, isto é, escolhemos outra padaria. Ou escola. Ou universidade. Ou partido. Ou igreja. Você sai, para não se incomodar.

De outro lado, há a ideia da “voz”. Abrimos a boca e tentamos mudar as coisas: melhorar o partido ou a igreja, mudar a cabeça do diretor da escola. A voz é o nosso lado participativo, político. No entanto, reclamar exige esforço e custo. A maioria dos consumidores prefere simplesmente sair e se deslocar silenciosamente para outra empresa, loja e etc. A implicação para os negócios, em mercados competitivos, é que eles podem estar perdendo a sua base de clientes, sem estarem cientes do porquê. Dizem que para cada cliente que reclama com os donos da empresa, outros 99 já saíram silenciosamente e migraram para outra empresa.

Hirschman argumenta que o segredo dos bons negócios é a disposição em identificar possíveis problemas e agir sobre eles. Isso pode exigir uma estratégia pró-ativa por meio de questionários, compradores secretos, consultores externos e, acima de tudo, uma disposição para ouvir e responder ao feedback negativo de um consumidor.

Você pode concordar com Hirschman de que o mais importante é buscar um feedback do cliente para verificar se você está cometendo algum erro fundamental e ficando para trás. No entanto, Ariely sugere que o problema fundamental pode estar em motivar seus funcionários. No entanto, será que não estamos percebendo os ventos da mudança, tal como preconizado por Schumpeter?

Haroldo Torres é economista, gestor de projetos do Pecege e professor dos cursos de Gestão de Custos nos Mercados de Grãos e Sucroenergético, da plataforma Solution.