5 dúvidas sobre a inteligência de mercado

Houve um tempo em que, para gestores, oportunidade ou dificuldade eram sinônimos de risco. Sem ferramentas adequadas, as empresas estavam em constante crise dentro das tomadas de decisões. Atualmente se sabe que atirar no escuro não é a melhor saída, sendo preciso uma equipe de inteligência de mercado.

A estratégia de análise de dados é importante dentro de uma empresa ou organização. Independentemente do segmento, todas geram dados de valores individuais. Sem uma boa análise ou equipe dedicada para cuidar disso, é quase impossível conseguir mais resultados para a companhia.

Porém, ainda existem certos receios ou dúvidas que precisam ser esclarecidos sobre a inteligência de mercado. Listamos cinco delas e suas respostas.

Como montar?

Essa área precisa ter uma equipe de profissionais capacitados para atuar como gestores, analistas e coletores de dados. Para uma equipe funcional, os integrantes precisam ser especialistas em análise de dados.

Além disso, algumas atitudes, habilidades e competências específicas precisam ser desenvolvidas. São elas:

  • Liderança;
  • Gerenciamento de problemas e negócios;
  • Planejamento;
  • Localização de necessidades;
  • Coleta de informações relevantes;
  • Monitoramento e análise de dados;
  • Conhecimentos sobre Big Data, Analytics, Machine Learning e Inteligência Artificial;
  • Visão de negócios;
  • Intimidade com matemática, estatística e ciência da computação; Compreender contextos e cenários;
  • Entender sobre estrutura de dados.

Quais benefícios para a empresa?

A inteligência de mercado oferece auxílio às empresas na hora de adotar novas culturas. Com a estratégia, é possível agir diante de mudanças ao invés de apenas reagir sem um plano. Outros benéficos vêm conforme a esquipe se estrutura, como:

  • Torna a empresa mais competitiva;
  • Melhora a precisão das análises de mercado;
  • Aumenta a produtividade do negócio;
  • Projeta perspectivas e cenários futuros;
  • Traz inovação e inteligência à empresa;
  • Mantém a empresa à frente de seus concorrentes;
  • Atrai e conquista o consumidor;
  • Otimiza a comunicação.

Existe diferença entre inteligência de mercado e competitiva?

Apesar de interligadas, existem algumas diferenças entre as duas. Para não serem confundidas, vale lembrar sua atuação de acordo com diferentes aspectos da empresa. Quando falamos em informações, a IM faz a relação entre coleta e análise de informações focadas no cliente, enquanto que a IC diz respeito aos concorrentes da empresa.

Se a inteligência de mercado foca no consumidor, seus dados são alimentados com informações como estatísticas sociais e econômicas, por exemplo. Já a inteligência competitiva atua diretamente com dados sobre táticas e estratégias de organizações concorrentes.

Por fim, a IM proporciona dados que permitem a empresa aprimorar e desenvolver produtos. Quanto a IC, ela transforma dados em conhecimento, fornecendo novas ideias ou respondendo perguntas.

Quais dados a inteligência de mercado analisa?

Pensando em uma empresa de médio e grande porte, sabemos que existem setores diversos para que tudo funcione. Cada departamento, sem exceção, produz dados individuais que permitem a formulação de estratégias.

Sejam dados de CRM, financeiro, redes sociais, campanhas, entre outros, tudo deve ser considerado útil. Entretanto, por conta da grande quantidade de informações, antes de qualquer tomada de decisão é preciso fazer uma filtragem de quais serão relevantes dentro dos objetivos da empresa.

Além disso, é fundamental que esses dados sejam sólidos e confiáveis. Sem uma qualidade nessa etapa, o resto da cadeia de planejamento será comprometida.

Quais ferramentas disponíveis?

Existem diversas opções de ferramentas para se usar na inteligência de mercado. Elas vão desde de softwares e plataformas open-source (sistemas eletrônicos desenvolvidos por comunidades abertas de programadores com código para download e utilização gratuita do recurso).

Dentro de empresas com equipes especializadas, softwares são as opções mais completas para suportar todos os tipos de dados gerados. Essa é uma opção para quem deseja uma área mais bem equipada. Entre os programas mais conhecidos estão a Tabloo (15 dias de teste), Power BI da Microsoft (versão paga e gratuita) e Qlik (planos empresariais diversos).

Já conhece o curso de Inteligência de Mercado da Plataforma Solution? Você pode ter mais informações aqui.

Entenda os fatores que influenciam a gestão de custos no mercado de grãos

Estar atento à realidade do mercado e aos fatores que podem o influenciar são fundamentais para uma melhor gestão dos negócios. Essa dinâmica inclui identificar onde é possível ou necessário reduzir custos e quais são as possibilidades de futuros investimentos, otimizando a produtividade, por exemplo. Esses aspectos são compreendidos no curso Gestão de Custos no Mercado de Grãos, oferecido pelo Solution.

“A proposta é que o aluno tenha um grande overview (visão geral) sobre o panorama do mercado em geral. Embora o foco seja grão, com ênfase para milho e soja, há técnicas, instrumentos e análises para outras commodities”, explica Haroldo Torres, professor do curso.

No primeiro módulo, o aluno terá contato com os fundamentos da oferta e demanda no mercado de grãos, como se dá a formação de preços nesse mercado, quais as projeções futuras para o setor, entre outros pontos.

Torres cita que, embora o Brasil seja um dos grandes produtores de soja e milho do mundo, ainda é “tomador de preço”. Neste sentido, há aulas específicas sobre o assunto e como podem ser utilizados mecanismos de proteção de preços e instrumentos de comercialização.

“Entendido o mercado, entendida a questão de preços, há um módulo específico sobre custo, onde o aluno poderá compreender melhor a visão do custo no Brasil e no mundo”, afirma. E, por fim, como utilizar toda essa ferramenta e gerar uma análise de viabilidade econômica.

“Não é um curso técnico, ele é muito mais para capacitação na área de gestão, que é o maior desafio do produtor hoje. Ele tem um excelente nível de capacitação técnica, usa tecnologia das mais avançadas possíveis, mas ainda carece de gestão, ou seja, em termos de administração de propriedade, em termos de indicadores econômico-financeiros para a tomada de decisões. A proposta é fortalecê-lo”, diz.

Gestão que reduz custos

Uma gestão adequada, baseada em análises de dados, pode reduzir – e muito – os custos de produção. “Não é possível precisar um percentual de redução, ele pode ser de 50%, depende de cada situação. O que acontece é que o produtor ainda hoje toma decisões baseadas no ‘feeling’, no sentimento de ‘eu tenho oportunidade de melhoria’, mas sem indicadores palpáveis que baseiem sua decisão”, comenta.

Torres ressalta que o curso é uma ferramenta de capacitação, para que o produtor possa olhar preço e se precaver, por exemplo.

Ele exemplifica que um sinônimo de que o produtor não olhou para preço na safra passada foi o ‘boom’ de silos-bolsa, que mais que dobrou – e isso gera um efeito de armazenagem enorme e armazenamento é capital de giro parado, lembra o professor.

“A proposta do curso é que o aluno tenha instrumentos que hoje talvez não esteja sendo olhado com tanta atenção, que é principalmente o pós-porteira – que é comercialização e entender o mercado”, diz. “E, dentro da porteira, é olhar com visão mais estratégica sobre onde há oportunidade de redução de custo e oportunidade de novos investimentos para incremento de produtividade.”

Quer saber mais sobre agronegócio? Entenda o uso de derivativos para proteção de preços.