Presença executiva: você realmente sabe liderar?

A situação é bem simples: você se esforça diariamente para ir além das suas competências e deseja um cargo de gerenciamento. No momento de receber seu feedback, descobre que a vaga foi oferecida para outra pessoa, pois, apesar de fazer um bom trabalho, seu chefe disse que você não possui presença executiva.

Isso pode pegar a muitos de surpresa, uma vez que o termo quase nunca aparece nas pesquisas de habilidades exigidas dos profissionais. De forma universal, a presença executiva pode ser entendida como o agrupamento de outras qualidades, como autoconfiança, poder de decisão, habilidade de se comunicar de forma transparente, cuidado ao administrar percepções, autenticidade e tratamento respeitoso ao próximo.

Mas, do ponto de vista corporativo, esse é um diferencial que combina qualidades convincentes para que uma pessoa possa chegar longe. Dessa forma, a presença executiva não mede desempenho, mas revela características que estão muito ligadas a liderança. 

Para o ponto de vista psicológico, essa presença está em sintonia com a capacidade de expressar valores e potencial individuais. Já na prática, a presença executiva pode ser um pouco mais simples, bastando ter acesso às próprias experiências para conseguir se conectar e identificar com outras pessoas de forma mais profunda.

A definição certa

Como você percebeu, citamos três definições do que é a presença executiva e todas elas podem ser úteis na hora de trabalhar as habilidades de liderança. Portanto, tenha sempre em mente a síntese a seguir:

  • O ponto de vista corporativo pode te levar a identificar como a sua empresa e equipe administrativa definem a presença executiva e, dessa forma, você consegue reconhecer quais requisitos precisa trabalhar;
  • O ponto de vista psicológico demanda um pouco de reflexão e autoavaliação, assim é possível entender os próprios pontos fortes e fracos, além das paixões e objetivos que importam para você;  
  • O ponto de vista prático te leva a localizar histórias e experiências que moldaram o seu estilo de liderança, transformando cada uma em depoimentos para compartilhar e se conectar profundamente com outras pessoas.  

Cada ideia serve para melhorar o desempenho, mas essa habilidade é ampla e demanda tempo para ser desenvolvida. Quanto mais cedo você souber aplicar ações que demonstrem uma atitude de liderança, mais preparado estará para cargos que exijam presença executiva.

Construção da presença executiva

A presença executiva pode levar anos para ser desenvolvida, mas isso não significa que você não deva começar agora a aplicar ações – e até acompanhar seus resultados. Lance mãos de estratégias e saiba captar os momentos de prática no seu dia a dia pois, assim como qualquer habilidade, esta também pode ser desenvolvida e aprimorada.

Para começar, sempre peça por feedbacks sobre a sua liderança, mas evite respostas muito genéricas. É importante listar critérios que são relativos à presença executiva, como gerenciamento de pressão, habilidade de comunicação e aparência profissional. E para uma visão mais completa, consulte pessoas diferentes, descartando sempre opiniões pessoais demais.

O fator mais considerado no momento de avaliar a presença executiva é a capacidade de desmontar autoconfiança. Isso inclui saber administrar a ansiedade no trabalho, o que demanda anotar objetivos (para mostrar em reuniões ou futuras entrevistas), se preparar para perguntas difíceis e dominar assuntos ainda não explorados, além de administrar sintomas físicos da ansiedade, praticando algum ritual (meditação, esporte etc.) que te acalme.

Melhorar a fala em público e adequar o vestuário pessoal para o ambiente em que se trabalha, ou deseja trabalhar, também faz parte da presença executiva, pois as duas atitudes transmitem claramente a mensagem de que você é alguém com qualidades para liderar.

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Por que é importante exercitar a liderança na vida pessoal?

Ser um bom líder no trabalho significa motivar a equipe, trabalhar junto e encontrar soluções para conseguir os melhores resultados. Para além do profissional, as capacidades de liderança também são importantes impulsos para alavancar a vida pessoal.

Um bom líder de si é aquele que consegue administrar todas os setores da própria vida com eficiência. É comum associar esse tipo de atitude com a perfeição, mas uma boa liderança não significa não ter conflitos e sim saber lidar com eles.

Essa característica de resolução de problemas é comum ao líder nato. No entanto, não apenas quem já tem uma personalidade voltada à liderança pode desenvolver essa habilidade. Para conseguir conduzir a própria vida, a primeira coisa a se fazer é buscar o autoconhecimento.

Autoconhecimento

A palavra por si já se explica. Quem não desenvolve o autoconhecimento, tem dificuldades com a liderança e isso, por sua vez, traz como consequência ser altamente influenciável.

Se conhecer é importante porque auxilia na capacidade de filtragem do que vem de outras pessoas. Influências demais podem ser prejudiciais em vários níveis. Tomar decisões sem precisar da aprovação de outra pessoa é o cerne da atitude de um líder.

Ser influenciado não significa apenas se deixar levar para caminhos questionáveis por algum desconhecido. Familiares e amigos também podem ser tóxicos e fazer com que você seja guiado a situações complicadas e com resoluções ainda mais difíceis.

Liderança dentro de casa

Primeiro de tudo, vamos a alguns exemplos do que é liderança. Toda casa com mais de três pessoas tem aquela que é o “chefe da família”. Antigamente, esse papel era atribuído exclusivamente aos homens porque eles eram os que davam o sustento ao lar, trabalhando fora.

Hoje em dia, as mulheres estão inseridas no mercado de trabalho e essa visão mudou. Com famílias de configurações diversas, o líder pode ser qualquer um, não necessariamente ligado ao financeiro.

Esse líder dentro de casa geralmente é quem toma frente diante das situações complexas, que decide o que deve ser feito – claro, com colaboração de todos os que serão afetados pela decisão.

Ser o líder dentro da família não quer dizer ser mais importante e muitas vezes essa posição nem está tão clara. É apenas o que vai à frente nas decisões importantes. Algumas vezes, é preciso ser o “chefe de família” até para quem mora sozinho ou com amigos ao invés de parentes.

O líder sozinho

As capacidades de liderança são importantes também para quem passa a maior parte do tempo sozinho. Essa característica vai ajudar nos momentos em que é preciso tomar decisões.

Morar sozinho já é, por si só, uma atitude típica de quem tem qualidades de liderança. Quem é muito dependente e não tem costume de liderar, dificilmente conseguiria responsabilizar-se com as questões diárias de quem mora sozinho.

Geralmente, essas pessoas são mais dependentes de outras e por isso é tão importante que todos desenvolvam, mesmo que minimamente, um pouco de liderança.

Humildade é sabedoria

Muitos têm a visão de que a liderança é ser o melhor, ser independente e tomar todas as decisões sozinhos. No entanto, essa visão na verdade remete muito mais a um chefe autocrático do âmbito profissional do que um líder na vida pessoal.

Liderança também é ser sábio para pedir opiniões, consultar pessoas mais experientes e ter a maturidade para entender que nem sempre – ou quase nunca – você vai estar totalmente correto. Pedir ajuda demonstra que você é maduro o suficiente para entender que a independência total é impossível.

Para ser um líder da sua própria vida com sabedoria, vale relacionar ela com o profissional: se você exerce a liderança em uma empresa, tem uma equipe ali para te dar o suporte. Na vida pessoal é o mesmo: seus familiares e amigos próximos podem te dar um auxílio em vários aspectos. É importante se lembrar, é claro, que cada um vai ter também sua própria vida para liderar.

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