Entenda os fatores que influenciam a gestão de custos no mercado de grãos

Estar atento à realidade do mercado e aos fatores que podem o influenciar são fundamentais para uma melhor gestão dos negócios. Essa dinâmica inclui identificar onde é possível ou necessário reduzir custos e quais são as possibilidades de futuros investimentos, otimizando a produtividade, por exemplo. Esses aspectos são compreendidos no curso Gestão de Custos no Mercado de Grãos, oferecido pelo Solution.

“A proposta é que o aluno tenha um grande overview (visão geral) sobre o panorama do mercado em geral. Embora o foco seja grão, com ênfase para milho e soja, há técnicas, instrumentos e análises para outras commodities”, explica Haroldo Torres, professor do curso.

No primeiro módulo, o aluno terá contato com os fundamentos da oferta e demanda no mercado de grãos, como se dá a formação de preços nesse mercado, quais as projeções futuras para o setor, entre outros pontos.

Torres cita que, embora o Brasil seja um dos grandes produtores de soja e milho do mundo, ainda é “tomador de preço”. Neste sentido, há aulas específicas sobre o assunto e como podem ser utilizados mecanismos de proteção de preços e instrumentos de comercialização.

“Entendido o mercado, entendida a questão de preços, há um módulo específico sobre custo, onde o aluno poderá compreender melhor a visão do custo no Brasil e no mundo”, afirma. E, por fim, como utilizar toda essa ferramenta e gerar uma análise de viabilidade econômica.

“Não é um curso técnico, ele é muito mais para capacitação na área de gestão, que é o maior desafio do produtor hoje. Ele tem um excelente nível de capacitação técnica, usa tecnologia das mais avançadas possíveis, mas ainda carece de gestão, ou seja, em termos de administração de propriedade, em termos de indicadores econômico-financeiros para a tomada de decisões. A proposta é fortalecê-lo”, diz.

Gestão que reduz custos

Uma gestão adequada, baseada em análises de dados, pode reduzir – e muito – os custos de produção. “Não é possível precisar um percentual de redução, ele pode ser de 50%, depende de cada situação. O que acontece é que o produtor ainda hoje toma decisões baseadas no ‘feeling’, no sentimento de ‘eu tenho oportunidade de melhoria’, mas sem indicadores palpáveis que baseiem sua decisão”, comenta.

Torres ressalta que o curso é uma ferramenta de capacitação, para que o produtor possa olhar preço e se precaver, por exemplo.

Ele exemplifica que um sinônimo de que o produtor não olhou para preço na safra passada foi o ‘boom’ de silos-bolsa, que mais que dobrou – e isso gera um efeito de armazenagem enorme e armazenamento é capital de giro parado, lembra o professor.

“A proposta do curso é que o aluno tenha instrumentos que hoje talvez não esteja sendo olhado com tanta atenção, que é principalmente o pós-porteira – que é comercialização e entender o mercado”, diz. “E, dentro da porteira, é olhar com visão mais estratégica sobre onde há oportunidade de redução de custo e oportunidade de novos investimentos para incremento de produtividade.”

Quer saber mais sobre agronegócio? Entenda o uso de derivativos para proteção de preços.

Derivativos de Agronegócios são alternativa para proteção de preços

O uso de derivativos de agronegócios ainda é desconhecido por grande parte dos produtores, mas sua utilização pode trazer vantagens como a fixação de preços futuros e possibilidade de garantia das margens de lucro, o que fomenta sustentabilidade nos negócios. O tema integra o conteúdo do curso Gestão de Custos no Mercado de Grãos, oferecido pela Solution.

“A disciplina trata sobre como gerir melhor a negociação e comercialização dos grãos, principalmente soja e milho, com instrumentos de proteção contra risco de preços”, explica o professor Wilson Micelli, que também é consultor de risco de mercado agropecuário e autor do livro Derivativos de Agronegócios, gestão de risco de mercado.

Com os derivativos, o produtor pode vender contratos futuros de soja ou milho, por exemplo, para reduzir riscos de variações bruscas de preços (quedas) – o que é conhecido como operação de proteção (hedge). Isso possibilita também que o produtor se programe melhor com relação a seus investimentos para os próximos anos, cita o professor.

Outra vantagem para o agricultor é não ficar tão dependente da indústria, principal compradora no mercado de grãos e, muitas vezes, formadora de oligopólios. “Os derivativos são uma alternativa a mais de venda e servem como um ‘farol’, já que permitem que o produtor consiga visualizar o preço futuro e comparar com aquele que ele venderia à indústria”, afirma.

Nos Estados Unidos, reforça o professor, o uso desses instrumentos é muito comum. “O produtor vende a safra previamente. A ideia não é vender o físico, mas sim garantir o preço”, explica Micelli.

Derivativos são seguros

Os derivativos são seguros e a bolsa faz a administração do risco de crédito, informa o professor. “Ela constitui garantia das partes quando operam em bolsa. Todos os participantes são obrigados a depositar garantias e elas servem como um lastro para poder fazer frente a uma eventual inadimplência”, diz.

Também não é preciso negociar a safra inteira, informa Micelli. “Há liberdade para escolher o percentual que se quer proteger. A sugestão para quem está começando é proteger por exemplo 50%, 60% da safra e à medida que os preços vão evoluindo pode-se aumentar, mas não é obrigatório”, cita.

Ficou interessado? Saiba mais sobre o curso Gestão de Custos no Mercado de Grãos.