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Técnicas de memorização para o dia a dia

Categorias: Dicas

Você tem a impressão de que anda meio esquecido? Saiba que não está sozinho. A busca por técnicas de memorização aumentou nos últimos anos. O excesso de estímulos externos e a dependência cada vez maior de dispositivos tecnológicos são as principais razões para esse crescimento.

Quem nunca teve um HD de computador queimado com todas aquelas fotos, músicas e documentos quando precisava de um arquivo específico? Nos seres humanos, dá o famoso “branco”, aquele lapso de esquecimento, seja diante de uma pergunta, mesmo com a resposta na ponta da língua, ou em um momento corriqueiro em que você simplesmente não consegue se lembrar o que estava indo fazer.

Não se preocupe! Apesar super comum, isso não precisa ser permanente. O professor Victor Tonello, expert em estudo e memória, selecionou algumas técnicas de memorização para você aplicar no seu dia a dia.

Como funcionam as técnicas de memorização?

Com mais de 25 anos de experiência na utilização e desenvolvimento dessas técnicas, Tonello já treinou mais de 30 mil estudantes e profissionais. Por isso ele apresenta métodos práticos e fáceis de usar, que não exigem horas de treinamento ou associações mentais cheias de malabarismo. 

“Após aprender as técnicas de memorização, não é necessário treinar, pois são ativadas automaticamente. Você só precisa querer aplicá-las, como um segundo idioma, que entra em ação somente quando solicitado”, explica o professor.

A verdade é que o estímulo à memória associativa melhora não só nossa capacidade de retenção das informações, mas também nosso raciocínio, aprendizado e criatividade. “Nesse processo, usamos imagens, sensações, sons, sentimentos, emoções. Por isso interagimos com o máximo de regiões do cérebro”, comenta.

Tonello ainda destaca que essa capacidade de manter o cérebro ativo e saudável com técnicas de memorização é também uma forma de o rejuvenescer.

Repetição X Conclusão

A memória de repetição é o famoso decoreba. Ela não utiliza técnicas de memorização para auxiliar a retenção das informações, apenas o eco da repetição que, uma vez quebrado, é responsável pelo “branco” que ocasionalmente temos.

Por isso a memória de conclusão é mais satisfatória e menos falha. Ela utiliza o raciocínio associativo para melhorar a retenção de informações e a memória de longo prazo.

“Esse tipo de memória é baseado na capacidade infinita do ser humano de realizar combinações. São bilhões de neurônios a serem explorados, com trilhões de conexões nervosas. Assim, esse potencial associativo pode ser utilizado para aperfeiçoar nossa memória”, ressalta. Tonello destaca três pilares da memória de conclusão. Confira abaixo!

Seleção

Nosso cérebro tem um mecanismo automático de selecionar informações. Tudo que é diferente ou causa impacto é lembrado com mais facilidade, sejam situações boas ou ruins.

“Um acidente é um exemplo de contexto negativo, assim como uma grande viagem pode ser uma referência positiva. Essas experiências são retidas mais fortemente porque foram criadas a partir de um impacto”, esclarece Tonello.

Você deve estar se perguntando sobre as informações do seu dia a dia e a possibilidade de eles causarem todo esse impacto a fim de auxiliar a retenção por seleção. O professor explica que é preciso, então, aprender a criar o impacto na hora de receber a informação. Associar aquela informação a um momento impactante é uma das técnicas de memorização.

Imaginação

Uma das maneiras de causar esse impacto é com a formação de imagens das informações que devem ser memorizadas. O potencial de imaginação do ser humano também é ilimitado, tanto para coisas possíveis quanto impossível.

“Assim, nós devemos exercitar nossa criatividade em montar imagens. Se elas cumprirem a função de causar impacto, então já conseguimos usar dois dos pilares da memória de conclusão”, ensina o professor.

Associação

De qualquer forma, uma boa seleção causando impacto e uma boa criatividade para a imaginação devem ser complementadas com a associação da nova informação a um dado previamente adquirido.

“Esse passo é importante para o cérebro não deixar as informações soltas. É uma forma de rastrear as novas informações. Por isso é importante conhecer as técnicas de associação e saber aplicá-las para que, quando você precisar dessa informação, ela seja facilmente acessada”, conta Tonello.

Uma dica, por exemplo, é relacionar números e letras e formar palavras em que cada letra pode ser substituída. Ou fazer combinações exageradas, como com o termo “cortina de ferro” que você pode imaginar uma cortina de ferro realmente separando regiões para facilitar a lembrança.

Gostou das técnicas de memorização? Qual delas você já colocou em prática?

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