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Você sabia? 3 dicas para uma boa oratória no ambiente virtual

Categorias: DicasSolutionCarreira

A pandemia trouxe muitas mudanças para as nossas vidas. Uma delas foi a necessidade de migrar do trabalho presencial para o home office e tentar reproduzir a experiência dos escritórios em casa – inclusive reuniões e apresentações.

Aplicativos como Zoom e Google Meet se popularizaram com esse movimento e retomaram o ritmo de conversas profissionais entre duas ou mais pessoas, palestras e apresentações.

Mas uma coisa ficou clara: a interação nesses ambientes é muito diferente, e tudo o que podemos saber da outra pessoa fica restrito ao que podemos ver pelas lentes da webcam.

Pensando nisso, identificamos a necessidade de se discutir a importância da oratória no ambiente virtual – que, à primeira vista, parece fácil, mas exige do orador habilidades que vão além das desempenhadas em apresentações presenciais.

 

A visão de Aristóteles

A Oratória é um estilo de retórica. Isso significa que seu principal objetivo deve ser convencer a audiência em relação ao conteúdo que você está apresentando. Ou seja, engajar o público e persuadi-lo.

Segundo Aristóteles, para a oratória ser persuasiva, precisa estar apoiada em três pilares:

  • Ethos: é a credibilidade que o apresentador transmite, sua imagem;
  • Pathos: representa a conexão emocional;
  • Logos: significa a conexão racional, as informações que você traz.

A oratória no ambiente virtual precisa destes três pilares alinhados para que uma apresentação se sustente em estado de excelência.

 

O sentimento de vulnerabilidade

Falar em público se tornou um grande medo da humanidade, seja presencialmente ou no online. “É uma atividade que causa a sensação de extrema vulnerabilidade”, conta a professora Tatiana Vial em webinar disponível no canal no Youtube da Plataforma Solution.

Ela ressalta que esse desconforto é sentido por todos os seres humanos, e que é muito importante trabalhar o domínio emocional quando você for desenvolver a sua oratória no ambiente virtual. Afinal, são as emoções que estão na base da nossa comunicação, em qualquer cenário.

Exercitar a autoconfiança também é essencial. “Nosso maior aliado e nosso maior inimigo quando falamos em público somos nós mesmos. Não é a audiência”, afirma a professora.

 

A importância da comunicação não verbal

É necessário que o orador passe credibilidade e confiança para a sua audiência. Fazemos isso por meio de nossa comunicação verbal e não verbal, ou seja, pela forma como estamos passando aquela mensagem.

A comunicação online tem um desafio maior que a presencial, pois exige muita energia para manter a atenção do público – por mais que as pessoas te ouçam e te vejam, elas fazem isso por meio de um quadrante (a tela do computador, celular ou TV).

E mesmo que isso aconteça em uma tela de muitas polegadas, só é possível ver metade do corpo do apresentador, e suas expressões faciais não serão tão nítidas. Então, precisamos fazer mais esforço para captar os sinais não verbais.

“Por isso que às vezes saímos de uma interação de meia hora no ambiente online com uma sensação de desgaste enorme, como se tivéssemos falado por quatro horas com aquelas pessoas”, informa Tatiana.

Isso ocorre porque a demanda em torno do apresentador é maior, sendo necessário para ele articular as melhores formas de manter o público “ligado” na mensagem que ele está passando.

 

Três dicas para uma boa apresentação online

A professora também traz três dicas que vão te ajudar a se sair bem na sua próxima apresentação virtual:

  • Check-in: avisar logo no início se o público pode mandar perguntas no chat e dizer como a apresentação vai acontecer – o que é fundamental no início de uma boa oratória no ambiente virtual;
  • Comunicação não verbal: olhar para a câmera, o que faz com que a audiência tenha a sensação de que você está fazendo conexão visual com ela. Articular bem as palavras, mexer bastante a boca, porque assim é possível projetar mais a voz, e até falar um volume acima do que você está acostumado a falar em apresentações presenciais. Caprichar nos recursos vocais de ênfase e pausa;
  • Escuta online: interagir ao menos minimamente com a audiência, informar se vai responder perguntas no final e se é para todos manterem a câmera ligada, por exemplo.

 

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