Gestão

Nathalia Aparecida Salvador
4 minutos de leitura
Escrito dia 29/03/2022



O turnover – que na linguagem empresarial significa rotatividade – é um elemento da gestão de RH que, ao ser bem estudado e trabalhado, representa uma importante métrica que irá dizer como a empresa está cuidando dos seus talentos.

Isso porque parte do sucesso de uma organização está em saber realizar contratações e lidar com demissões – afinal, são seus funcionários os responsáveis pelas atividades diárias e parte do processo de tomada de decisões.

Portanto, é necessário identificar quais pessoas vão agregar conhecimento e capacidade às equipes, assim como saber quem são àquelas que não mais contribuem para o bom desempenho da empresa.

No artigo de hoje vamos discutir estes e outros pontos. Então, vem com a gente!

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O que é turnover?

Turnover representa a taxa de rotatividade de funcionários dentro de uma organização em um determinado período. Ou seja, é a quantidade de colaboradores que saíram da empresa versus aqueles que foram contratados para substituí-los.

Essa taxa mostra se a empresa está sabendo identificar talentos e mantê-los, se é atrativa para quem busca uma colocação no mercado de trabalho. Por meio dela também é possível ter um panorama da cultura organizacional.

 

Tipos de turnover

São vários os motivos que levam um colaborador a se desligar da empresa na qual trabalha, como aposentadoria, desgaste emocional ou ter sido recrutado para uma vaga com salário melhor.

Como nem todos são ruins, devemos analisar em qual categoria o desligamento se encaixa. São elas:

- Voluntário: esse tipo de turnover ocorre quando o próprio funcionário pede o desligamento da empresa. Costuma acontecer com colaboradores que possuem ensino superior ou que ocupam altos cargos.

Entre as causas podem estar um ambiente de trabalho com fofocas e desentendimentos, recebimento de uma proposta que traz benefícios maiores que os do emprego atual, liderança tóxica, entre outros.

O turnover voluntário ainda se divide entre funcional e disfuncional, sendo que o primeiro pode até ser benéfico para a organização, pois é aquele no qual um funcionário com baixo desemprenho pede demissão.

Já o disfuncional é o contrário, pois significa que um colaborador com bom desempenho decidiu encerrar suas atividades na empresa, o que inclusive pode prejudicar sua reputação, passando a ser vista como um lugar que não valoriza seus funcionários.

- Involuntário: acontece quando a organização decide desligar o funcionário, por motivos que vão desde desempenho abaixo da expectativa por parte do colaborador até problemas financeiros na empresa.

Essa modalidade de turnover pode indicar que a gestão não está sabendo motivar e engajar seus funcionários, ou mesmo má administração dos recursos financeiros da empresa.

 

Como calcular a taxa de turnover (rotatividade)

Saber com exatidão qual a taxa de turnover da organização permite que o RH oriente suas políticas e saiba onde investir para conseguir contratar talentos e mantê-los.

O cálculo é bem simples: some o número de colaboradores contratados com o dos que foram desligados e divida o resultado por 2, e em seguida pelo número total de funcionários da empresa. Por fim, multiplique o valor por 100. O número final será a sua taxa de rotatividade.

 

O que a taxa de turnover diz sobre a sua empresa

Mais do que saber o valor da taxa de rotatividade da sua empresa, é necessário que se saiba interpretá-la, para que seja possível compreender o impacto que ela terá na organização.

Geralmente, a taxa de turnover considerada ideal é aquela que permanece abaixo dos 10%. Entretanto, saiba que esse número pode variar de acordo com a área de atuação da organização e seus objetivos, por exemplo. Ou seja, é preciso que se leve em consideração o contexto no qual a empresa está inserida.

Taxas muito baixas podem indicar profissionais acomodados, o que é consequência da falta de estímulo e desafios por parte da organização. Já números altos apontam profissionais insatisfeitos com a gestão, salários incompatíveis com o mercado, benefícios aquém do esperado etc.

Lembre-se também de que altos índices de rotatividade podem gerar grandes custos para a empresa, pois ela terá despesas com a divulgação de vagas, exames admissionais e demissionais, treinamento e produtividade da equipe.

Tudo isso impacta na forma como a empresa é vista pelos colaboradores, as pessoas de fora e seus clientes. Portanto, analise também os motivos das demissões e, a partir delas, será possível traçar o melhor caminho para se ter funcionários felizes e satisfeitos, além de melhorar a imagem da organização e, consequentemente, os lucros.

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EXTRA: Estratégias de retenção de funcionários

Quando há alta rotatividade de funcionários, os processos acabam sendo prejudicados – há a necessidade constante de treinamento, os colaboradores se dedicam menos e construir um relacionamento de confiança entre profissionais e gestores é mais difícil.

Por essas e outras razões, é importante que a empresa trabalhe para manter seus funcionários motivados e felizes em suas funções, pois dessa forma vão exercer suas atividades com maior empenho, contribuindo para o crescimento da organização.

Então, elaborar estratégias de retenção de funcionários se torna uma parte fundamental da boa gestão de uma empresa. Confira abaixo alguns exemplos:

- Benefícios: esteja atento aos salários oferecidos por seus concorrentes, para que os de sua empresa sejam competitivos e, consequentemente, atraentes. Benefícios como vale-alimentação e refeição, vale-cultura e política de bônus também fazem a diferença.

- Jornada de trabalho flexível: quando possível, permita que seus funcionários trabalhem em home office e tenham horários mais flexíveis, adaptáveis às suas necessidades.

- Ambiente de trabalho agradável: vai além do cantinho do café. Ninguém deseja trabalhar em um ambiente estressante. Então, que tal ter espaços de descanso e relaxamento, talvez até com livros?

- Plano de carreira: para manter um funcionário motivado, é preciso que ele saiba até onde pode ir dentro da empresa, para que não se acomode. Crie planos de carreira para seus colaboradores e reúna-se com eles periodicamente para discutirem seus objetivos.

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E aí, gostou das dicas de hoje?

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